26 de setembro de 2026 17:12

Redação O Caburaí

Opinião

Eleição para o Senado : Direita dividida, Teresa desgastada e Chico silencioso

A disputa pelas duas vagas ao Senado por Roraima já movimenta os bastidores da política estadual e indica que nenhum dos principais pré-candidatos terá um caminho fácil até as urnas. Apesar da visibilidade e da força política de alguns nomes, todos carregam desafios que podem influenciar diretamente o resultado da eleição. A ex-prefeita Teresa Surita (MDB) continua sendo uma das lideranças mais conhecidas do estado, especialmente em Boa Vista. No entanto, sua aproximação com o grupo do governador interino Soldado Sampaio durante a crise política em Roraima e as críticas direcionadas ao prefeito Arthur Henrique provocaram desgaste junto a uma parcela do eleitorado que defendia a continuidade do projeto político escolhido nas urnas. O desafio de Teresa será reconquistar parte desses eleitores sem abrir mão de sua identidade política. O senador Chico Rodrigues (PSB), que buscará a reeleição, aposta na experiência e na presença política construída ao longo de décadas na vida pública roraimense. Apesar do desgaste natural de quem já ocupou diversos cargos, Chico segue sendo um dos nomes mais competitivos da disputa. Enquanto adversários protagonizam embates públicos e trocas de críticas, ele adota uma estratégia mais discreta, concentrando esforços na articulação política, na consolidação de alianças e no fortalecimento de sua base de apoio, especialmente no interior do estado. No campo conservador, a situação é ainda mais delicada. O deputado federal Hélio Negão (PL) entra na disputa com o respaldo da família Bolsonaro, mas enfrenta questionamentos sobre sua recente transferência para Roraima. Seus adversários devem explorar o argumento de que ele não possui uma trajetória política ligada ao estado, tentando associá-lo à imagem de um candidato “paraquedista”. Já o deputado federal Nicoletti aparece como um nome consolidado entre parte do eleitorado de direita e dos segmentos ligados à segurança pública. O problema é que ele disputa praticamente o mesmo espaço político de Hélio Negão. Caso ambos mantenham suas candidaturas, a divisão dos votos conservadores poderá reduzir as chances de o grupo bolsonarista conquistar uma das vagas em disputa. Outro nome que não pode ser ignorado na corrida ao Senado é o da deputada federal Helena Lima, conhecida politicamente como Helena da Asatur. Sem conseguir viabilizar a criação de um partido que lhe garantisse uma candidatura mais confortável à reeleição para a Câmara dos Deputados, o Senado surge como uma das alternativas para permanecer em uma disputa majoritária em 2026. O desafio de Helena, porém, pode ser ainda maior do que o enfrentado pelos demais pré-candidatos. Diferentemente de outros concorrentes que contam com estruturas partidárias consolidadas e grupos políticos organizados, ela precisará ampliar sua base eleitoral em um cenário de forte concorrência. Além disso, caso permaneça alinhada ao grupo do governador interino Soldado Sampaio, poderá disputar espaço no mesmo campo político ocupado por lideranças como Teresa Surita. Na prática, isso pode significar a divisão de votos entre candidatos que buscam o mesmo eleitorado, especialmente entre aqueles que fazem oposição ao grupo do prefeito Arthur Henrique. Com Teresa tentando recuperar parte do eleitorado perdido, Chico Rodrigues apostando na experiência e na articulação silenciosa, Hélio Negão e Nicoletti disputando o voto conservador e Helena buscando ampliar seu espaço político, a eleição para o Senado promete ser uma das mais abertas e disputadas da história recente de Roraima. E você, caro leitor, quais são os dois nomes que, na sua opinião, devem conquistar as vagas de senador por Roraima em 2026?

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Buraco de hoje Problema de sempre: Caer continua cortando asfalto de Boa Vista

Mais uma vez, um buraco aberto para serviços da Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) virou assunto nas redes sociais .Desta vez, o problema ocorreu na Avenida Parque Veneza, no bairro Centenário, uma via que havia recebido pavimentação recentemente pela Prefeitura de Boa Vista. O problema não é a realização do serviço em si. Quando há necessidade de manutenção ou ampliação das redes de água e esgoto, intervenções são inevitáveis. O que causa indignação é a repetição da mesma cena: asfalto novo sendo cortado, transtornos para motoristas e moradores, e a sensação de desperdício de dinheiro público. Outro fator que contribui para a confusão é que muitas pessoas acabam atribuindo a responsabilidade dos danos à Prefeitura, sem saber que, em diversos casos, os cortes são realizados pela Caer para solucionar problemas relacionados à sua própria rede. Nas redes sociais, a revolta costuma ser direcionada ao município, enquanto a origem da intervenção passa despercebida. Vale lembrar que a Caer possui empresas contratada justamente para realizar a recomposição do pavimento após a execução dos serviços. A população, portanto, espera que a recuperação seja feita com rapidez e qualidade, evitando que os locais permaneçam por dias ou semanas em condições precárias.A pergunta que fica é simples: até quando Boa Vista continuará assistindo ao ciclo de asfaltar, a CAER cortar e não remendar as ruas ?Afinal, cada corte no asfalto novo representa um custo que, direta ou indiretamente, sai do bolso do cidadão.

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Alunos de escolas municipais aprendem sobre a história de Boa Vista em projeto de realidade virtual

A iniciativa, que em 2025 atendeu 1.588 estudantes da rede foi ampliada de forma significativa este ano, passando a contemplar 9.100 alunos Já pensou em viajar no tempo e se deparar com Boa Vista nos anos 1800? Por meio do projeto BV 128, alunos da Rede Municipal de Ensino têm aprendido sobre a história da capital de forma dinâmica e divertida. A iniciativa, que em 2025 atendeu 1.588 alunos, foi ampliada de forma significativa neste ano, passando a contemplar 9.100 estudantes. Voltado para alunos do 3º ao 6º ano, o projeto ocorre em 58 escolas urbanas, indígenas e do campo, alcançando 322 turmas. O BV 128 integra recursos de Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV), além de materiais pedagógicos interativos. A iniciativa também oferece formação continuada aos professores da rede, garantindo maior efetividade no desenvolvimento das atividades propostas. Os estudantes têm acesso a cenários históricos recriados digitalmente, abrangendo o período de 1829 aos dias atuais, como o Forte São Joaquim, a Fazenda São Marcos, a localidade de Boa Vista do Rio Branco no final do século XIX, a expedição de Alexander Hamilton Rice, em 1924, e outros momentos marcantes da história local. Eles recebem missões a serem cumpridas, tornando o jogo interativo e contextualizado. Tecnologia aliada ao processo de ensino-aprendizagem Para o assessor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), Paulo Santos, o BV 128 representa uma importante ferramenta para aproximar os estudantes da história regional de maneira inovadora. “Por meio da realidade virtual e de recursos interativos, os alunos conseguem vivenciar momentos importantes da formação de Boa Vista e de Roraima. É uma experiência que fortalece a aprendizagem e ajuda a construir um sentimento de pertencimento em relação à nossa história e identidade cultural”, destacou. Segundo ele, o projeto também evidencia o compromisso da Prefeitura de Boa Vista com investimentos em tecnologia educacional de ponta, sempre alinhados às necessidades pedagógicas da rede. “A gestão municipal tem trabalhado para oferecer aos nossos estudantes ferramentas modernas que contribuam efetivamente para o processo de ensino e aprendizagem. O BV 128 é um exemplo desse esforço, ao unir inovação, tecnologia e conteúdo pedagógico de qualidade para tornar a educação cada vez mais atrativa e significativa”, afirmou. Na prática, os resultados já podem ser percebidos em sala de aula. Professor da Escola Municipal Maria Francisca da Silva Lemos, Fábio Souza explicou que a tecnologia tem contribuído para tornar o ensino da história mais próximo da realidade dos alunos. “Como professor, eu vejo que o BV 128 dialoga muito com esse processo de aprendizagem dos alunos. Por meio da tecnologia e da realidade virtual, eles conseguem fazer uma verdadeira viagem no tempo, conhecendo desde as primeiras navegações e construções até a formação da identidade do nosso estado. A aprendizagem deixa de ser apenas teórica e passa a ser vivenciada, tornando-se mais dinâmica, interativa e significativa”, ressaltou. Alunos aprovam a experiência O entusiasmo também é compartilhado pelos estudantes. Aluna do 4º ano da Escola Municipal Maria Francisca da Silva Lemos, Paula Sofia, de 10 anos, contou que a experiência despertou sua curiosidade sobre a história da cidade. “Não fazia ideia de como Boa Vista era, e o jogo nos dá essa noção. É bem legal aprender assim”, disse. Já o colega de turma, Ismael Levi, também de 10 anos, destacou o realismo dos cenários apresentados. “Gostei muito da experiência. Os gráficos do jogo são bem realistas e nos dão uma ideia muito próxima do que era Boa Vista no passado”, comentou. Novidades neste ano Para este ano, o projeto foi ampliado com novas funcionalidades, incluindo o Modo História, missões integradas aos processos avaliativos, simulação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), reconhecimento de fluência em leitura, valorização da cultura e da culinária local, mapas em mundo aberto da região do Baixo São Marcos e novas experiências em realidade virtual relacionadas à identidade regional. Conheça as fases do jogo (Linha do Tempo) Forte São Joaquim (1829 – 1835) – A fase acontece no período de 1829 até a conclusão do Forte São Joaquim. O aluno assume o papel de um soldado cuja missão é proteger o ponto tático-defensivo. Fazenda São Marcos (1833 – 1835) – Nesta etapa, o aluno é um recruta enviado do Forte São Joaquim à Fazenda São Marcos. A principal missão é buscar mantimentos para abastecer o forte. Fazenda Boa Vista (1890 – 1905) – A fase retrata o período em que o aluno vive como uma criança da época, moradora próxima à Fazenda Boa Vista do Rio Branco. Entre as tarefas, está o auxílio às atividades comunitárias da freguesia. Boa Vista (Dias Atuais) – Nesta fase, as missões são exploratórias e permitem ao aluno conhecer alguns dos principais pontos turísticos da capital, como a Orla Taumanan, Igreja Nossa Senhora do Carmo, Parque do Rio Branco, entre outros locais que ajudam a contar a história da cidade. Por Marcus Miranda

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HGR: Pacientes dizem que foram mandados embora sem cirurgia; Sesau fala em ‘ajuste interno’”

Denúncias que chegaram à redação nesta terça-feira,23, sobre o cancelamento de cirurgias eletivas no Hospital Geral de Roraima (HGR) revelam, mais uma vez, a falta de alinhamento entre o que o paciente vive e o que a gestão pública comunica. De um lado, pacientes relatam que chegaram ao hospital com cirurgias previamente agendadas e foram informados, já no momento da internação, de que os procedimentos não seriam realizados. A principal reclamação não é apenas o cancelamento, mas a ausência de explicações claras e de uma previsão objetiva de remarcação. Do outro lado, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) nega qualquer suspensão das cirurgias eletivas e afirma que os atendimentos seguem normalmente no HGR. Segundo a pasta, o que ocorreu foi um caso pontual, relacionado a uma reorganização interna dos fluxos assistenciais e administrativos. O ponto central do problema está justamente no desencontro dessas versões. Mesmo quando a gestão fala em ajuste de rotina, o impacto sentido pelo paciente é concreto: cirurgia não realizada, deslocamento feito e incerteza sobre o futuro do atendimento. Esse tipo de situação expõe uma fragilidade conhecida na saúde pública de Roraima: quando mudanças internas não são comunicadas de forma clara, o efeito prático é a perda de confiança de quem mais depende do sistema. No fim, independentemente da nomenclatura usada pela gestão, o que fica para o paciente é a mesma sensação: a de que o procedimento foi interrompido sem a devida transparência. Até quando o paciente do HGR vai chegar para operar e voltar para casa sem resposta?”

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Ministério Público de Roraima denuncia delegado por abuso de autoridade e outros crimes

O Ministério Público de Roraima (MPRR) apresentou denúncia contra o delegado da Polícia Civil Rick da Silva e Silva por supostos crimes ocorridos em duas situações distintas. Os processos tramitam no sistema PROJUDI. Em uma das denúncias, o MP relata que os fatos teriam ocorrido no dia 13 de agosto de 2025, por volta das 8h. Segundo a acusação, o delegado teria tentado ingressar em uma residência sem mandado judicial e utilizado supostas ameaças para forçar a entrada no imóvel. O episódio, de acordo com os autos, teria sido registrado em vídeo pela esposa do morador. Na segunda denúncia, o Ministério Público aponta fatos que teriam ocorrido em 24 de março de 2025, com desdobramentos até a madrugada do dia seguinte. O caso envolve acusações de suposta prática de peculato, falsidade ideológica e abuso de autoridade. De acordo com a investigação, o delegado teria se apropriado de medicamentos apreendidos, determinado a omissão de informações em documentos oficiais e utilizado ameaças para pressionar investigados. O MP também sustenta que interrogatórios teriam sido realizados durante a noite e sob suposta coação, com base em depoimentos de testemunhas e servidores da Polícia Civil. As denúncias serão analisadas pelo Poder Judiciário. O delegado denunciado terá assegurados o contraditório e a ampla defesa ao longo da tramitação dos processos.

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Vereador Marcelo Nunes questiona eleição de Arthur; Gill Rocha afirma que Sampaio é aluno nota 3,5

O vereador de Boa Vista Marcelo Nunes (PDT) usou o grande expediente da Câmara de Vereadores de Boa Vista para lamentar a vitória do ex-prefeito Arthur Henrique (PL) e insinuar que a candidatura foi irregular.  Segundo o aliado do governador interino Soldado Sampaio (Republicanos) Arthur não deveria ter deixado a prefeitura para se candidatar ao Governo e que ele seria um aluno que não passou de ano. Veja o vídeo: Em resposta à Marcelo Nunes, o vereador Pastor Gill Rocha (Podemos) fez o uso da palavra para contrapor as insinuações do colega ao tentar justificar a derrota do aliado que alcançou pouco mais de 30% dos votos mesmo tendo Governo, Assembléia Legislativa, 12 prefeitos, 22 deputados estaduais, 6 deputados federais e quase 150 vereadores.  Segundo Gill Rocha, Sampaio é um aluno nota 3,5 e que quer passar de ano. Para o parlamentar, a vontade popular deverá ser respeitada.  Veja o vídeo:

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Esposa de Ramagem ganha ‘licença-prêmio’ da PGE-RR e chega a 7 meses sem trabalhar

A procuradora de Roraima Rebeca Teixeira Ramagem Rodrigues ganhou ‘licença-prêmio’ e teve o período longe do trabalho estendido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RR) até o dia 7 de julho. Nesta terça-feira (23), a servidora acumula 218 dias afastada das funções, o equivalente a sete meses. O novo benefício foi iniciado em 9 de maio, logo após o fim de um período de 78 dias de férias da servidora. Se somado o período da nova licença com as férias, prorrogações, recesso forense e os afastamentos não reconhecidos, a procuradora chegará à marca de 233 dias sem trabalhar. Ela ainda precisa justificar um período de 45 dias de ausência após ter um atestado médico rejeitado. Em nota, a PGE-RR declarou que os procedimentos para apurar o caso são da Corregedoria do órgão, “possuem caráter sigiloso” e que “não comenta assuntos submetidos a essa esfera”. O marido de Rebeca, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), foi preso em abril pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos. Ele foi solto dois dias depois. O delegado brasileiro envolvido na prisão dele foi ordenado a deixar o país. ‘Licença-prêmio’Em nota atualizada, a PGE-RR informou que a licença-prêmio concedida à procuradora é referente ao período de cinco anos trabalhados entre março de 2020 e março de 2025. O benefício foi publicado em portaria interna no dia 6 de março e garantiu afastamento entre 9 de maio e 7 de julho de 2026. 👉 Rebeca é esposa de Alexandre Ramagem, que teve o mandato cassado após ser condenado por envolvimento na trama golpista e ficou foragido nos EUA. No dia 23 de novembro, ela publicou nas redes sociais sobre a fuga da família para os Estados Unidos, e afirmou que deixou o Brasil para “proteger a família”. Alexandre foi preso na Flórida, segundo a Polícia Federal (PF). Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro de Rebeca ou se ela continua em território americano. A Procuradoria-Geral do Estado já havia afirmado anteriormente que não possui dados sobre a possibilidade de detenção da servidora no exterior. Ausências no trabalhoRebeca Ramagem se afastou das atividades no dia 17 de novembro de 2025, quando iniciou um período de férias que, inicialmente, terminaria no dia 28 do mesmo mês. Desde então, não retornou ao trabalho. Ela solicitou a prorrogação de férias até 19 de dezembro de 2025, que foi concedida pela PGE-RR. Depois disso, o órgão entrou em recesso forense, entre de 20 de dezembro de 2025 a 6 de janeiro de 2026. Ao fim do recesso forense, Rebeca apresentou um atestado médico solicitando licença de 60 dias, a partir de 22 de dezembro. No entanto, segundo a PGE-RR, o documento não foi reconhecido pela junta médica porque a procuradora faltou a duas perícias médicas presenciais agendadas para validação. Por isso, ela ainda precisa justificar as faltas no período entre 7 de janeiro e 20 de fevereiro de 2026. Rebeca ingressou com um mandado de segurança para tentar realizar uma perícia médica virtual, mas o pedido de liminar foi indeferido pela Justiça, informou a PGE-RR ao g1. Sem a validação oficial da junta médica, a Corregedoria do órgão é a responsável por decidir sobre a abertura de um procedimento administrativo para apurar as ausências no período, no entanto, o órgão não informou se algum processo foi aberto. Por João Gabriel Leitão

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Ações de limpeza e manutenção urbana seguem em bairros da capital

A Prefeitura de Boa Vista segue com uma força-tarefa de limpeza urbana. A semana começou com serviços nos bairros Calungá, São Francisco, Aparecida e Santa Tereza, incluindo capina, varrição e recolhimento de galhadas. As ações contribuem para manter a cidade limpa, organizada e preparada para o período chuvoso. As equipes também atuam na avenida Carlos Pereira de Melo, na avenida Augusto César Luitgards Moura (entorno do Bosque dos Papagaios) e na avenida Ville Roy. Conforme o secretário municipal de Conservação Pública, Lindonir Barreto, as atividades seguem um cronograma que atende todas as regiões da cidade. “Temos equipes volantes na Praça do Centenário e no Mercado Municipal do Buritis . O apoio mecanizado deve concluir os serviços na avenida Nossa Senhora de Nazaré e passará a atuar na avenida dos Imigrantes. Tudo isso está previsto no nosso planejamento”, explicou. As ações preventivas de drenagem também estão em andamento. Durante o dia, a Patrulha da Chuva atua no Conjunto Cidadão. Já no período noturno, o trabalho se concentrará no bairro Aparecida, com serviços voltados à prevenção dos impactos causados pelas chuvas. A equipe de valas e canais está atuando na Avenida dos Corretores de Imóveis, no bairro Alvorada, garantindo a manutenção da rede de drenagem e o escoamento adequado das águas pluviais. Além disso, são executados os serviços de recolhimento de resíduos em pontos viciosos, como também, de entulhos e galhadas mediante pagamento do Documento de Arrecadação Municipal (DAM), emitido por meio do site: www.boavista.rr.gov.br.

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Após denúncia de ex-assessor ganhar repercussão nacional, Edilson Damião divulga nota e nega acusações

O ex-governador de Roraima, Edilson Damião, se manifestou nas redes sociais após a repercussão de uma denúncia feita por um ex-assessor e ex-chefe de gabinete, que registrou boletim de ocorrência acusando o político de supostos crimes como extorsão, ameaças, cárcere privado, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O caso foi divulgado inicialmente pelo Portal O Caburaí e ganhou destaque nacional após reportagem publicada pelo portal Metrópoles. Em nota oficial, Damião classificou as acusações como “caluniosas” e de motivação política. A defesa informou que adotará medidas judiciais contra o ex-servidor e contestou todas as denúncias, afirmando que elas se baseiam apenas na versão apresentada pelo denunciante. O ex-governador também negou qualquer participação em atos de ameaça ou intimidação e disse que provará na Justiça que as acusações são falsas. Diante da gravidade das denúncias, o Portal O Caburaí encaminhou pedido de informações ao Ministério Público de Roraima, solicitando esclarecimentos sobre eventual acompanhamento ou adoção de medidas relacionadas ao caso. O portal aguarda retorno do órgão ministerial.

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Procuradoria-Geral Eleitoral defende que vontade do eleitor deve prevalecer em disputa sobre eleição de Roraima

Um parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral apresentado ao Supremo Tribunal Federal trouxe argumentos que podem influenciar diretamente o debate sobre a eleição suplementar para o Governo de Roraima. De forma simples, a PGR afirma que não é possível exigir de candidatos o cumprimento de prazos que já haviam vencido antes mesmo da convocação da nova eleição. Segundo o órgão, a eleição suplementar é uma situação excepcional, que surge de forma inesperada, e por isso algumas regras precisam ser adaptadas à realidade do pleito. O parecer lembra que o Tribunal Superior Eleitoral já aceitou em outras eleições suplementares a flexibilização dos prazos de desincompatibilização — que é o afastamento de determinados cargos para quem pretende disputar uma eleição. Outro ponto importante destacado pela Procuradoria é o chamado princípio do “in dubio pro sufragio”. Na prática, isso significa que, quando existe uma dúvida jurídica razoável, a interpretação deve favorecer o direito de o cidadão votar e também o direito de candidatos disputarem a eleição. A PGR argumenta que impedir candidaturas com base em prazos impossíveis de serem cumpridos acabaria reduzindo as opções disponíveis para o eleitor e limitando a participação democrática. O parecer também destaca que a Justiça Eleitoral deve buscar preservar a vontade popular. Para a Procuradoria, a democracia é fortalecida quando o eleitor tem mais opções para escolher e quando a decisão final é tomada nas urnas. Embora a palavra final seja do Supremo Tribunal Federal, o documento da PGR reforça a tese de que, em uma eleição extraordinária como a de Roraima, a interpretação das regras deve levar em conta a realidade do caso e priorizar a participação popular, evitando restrições que possam afastar candidatos e diminuir o poder de escolha dos eleitores.

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