27 de abril de 2026 13:20

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Zé Haroldo publica imagem ao lado de Governador e fala em “traíras”

A publicação do Deputado Federal Zé Haroldo (União), feita em Brasília, expôs uma celebração antecipada do adiamento do processo de cassação de Antonio Denarium (Republicanos) e o Governador de Roraima, Edilson Damião (União). Ao classificar o adiamento do processo de Damião como “vitória”, o deputado sugere que o mérito das acusações imputadas a dois políticos se tornam secundários diante de interesses de um grupo. Mas quem são os “traíras” que “nunca serão”? O deputado não defendeu com argumentos, a inocência do governador. É isso o que interessa a população, Zé. Parece que o grupo está menos preocupado com a justiça ou com o interesse público e está mais voltado à construção de uma narrativa política favorável.

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Sampaio, a quem interessava a urgência repentina de pautar a cassação de Denarium?

A cobrança pública feita pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes à presidente do TSE, Ministra Cármen Lúcia, sobre a demora no julgamento do processo que pode cassar Antonio Denarium, escancarou mais do que um simples embate institucional em Brasília. Levantou dúvidas legítimas sobre articulações nos bastidores. O processo, que se arrasta há quase dois anos no Tribunal Superior Eleitoral, trata de acusações graves: abuso de poder político e econômico, com uso de programas sociais e da máquina pública para influenciar o resultado eleitoral de 2022 A demora incomum já vinha sendo alvo de críticas, mas ganhou novo peso quando Gilmar classificou a situação como “mais grave” e expôs que havia recebido, em seu gabinete, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio.(Republicanos). Sampaio, como sabemos, é historicamente alinhado à Denarium. Então o que aconteceu tratava-se de uma preocupação institucional com a estabilidade do estado ou de uma movimentação política para influenciar o ritmo ou o desfecho do julgamento? Mais do que discutir a culpa ou inocência de Denarium, essa situação gera uma reflexão incômoda: até que ponto decisões judiciais de grande impacto político estão blindadas de articulações informais?

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Até quando vai durar a fidelidade de Edilson Damião à Denarium?

A fidelidade quase sempre é condicionada ao tempo, ao poder e às urnas. A ascensão de Edilson Damião (UB) ao comando do Estado, após a saída de Antonio Denarium (PP) sob a sombra de uma possível cassação pelo TSE, carrega uma dúvida que pode pesar muito nos próximos meses. Ao afirmar que faria poucas mudanças no secretariado, Damião sinalizou continuidade, e mais do que isso, gratidão política, devido a trajetória construída por Denarium. Historicamente, governadores que assumem em contextos semelhantes enfrentam um dilema clássico: permanecer como extensão de quem saiu ou construir uma identidade própria. Até as eleições, a tendência de Damião será de manutenção dessa fidelidade? Se Damião sair fortalecido das urnas, com legitimidade própria, a pressão por autonomia será inevitável. Nesse ponto, manter-se excessivamente atrelado a Denarium pode ser limitação. No fim das contas, a fidelidade de Damião a Denarium será testada com o viés de sobrevivência política.

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O que fez Mecias mudar de ideia tão rápido?

A política roraimense vive mais um capítulo de reviravoltas com a decisão do Senador Mecias de Jesus (Republicanos) de assumir a vaga no Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR). O episódio escancara um problema recorrente na política brasileira: quando decisões institucionais, aparentemente passam a ser tratadas como peças de cálculo eleitoral. Assista ao vídeo: Durante semanas, o cenário político ficou suspenso entre possibilidades. Mecias poderia assumir o TCE, disputar novamente o Senado ou até cogitar outros caminhos políticos. Essa indefinição cria um efeito dominó que paralisa articulações, trava alianças e gera insegurança entre partidos e lideranças que tentam se organizar para as próximas eleições. Estratégia, malícia. Em estados menores como Roraima, onde poucas lideranças concentram grande peso político, esse tipo de hesitação tem impacto ainda maior. Mas o que fez Mecias recuar? Por que aceitou a vaga de Conselheiro mesmo após anunciar publicamente que disputaria o Senado contra ou ao lado de Antonio Denarium (PP)? Falta palavra? Falta coragem? Ou tudo não passou de um possível “grande acordo”? Além do impacto político, existe também uma questão institucional. Uma vaga em um tribunal de contas não deveria ser vista como plano alternativo de carreira política, mas como uma função técnica e permanente de fiscalização do dinheiro público. Quando a decisão de assumir ou não o cargo depende do cálculo sobre qual posição garante mais poder político, a credibilidade das instituições inevitavelmente entra em debate. No fim das contas, esse é um jogo que pouco contribui para as soluções que a população realmente espera.

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Prestação de Contas ou propaganda enganosa?

A polêmica dessa semana na Câmara Municipal de Boa Vista, e que dividiu opiniões no retorno dos trabalhos legislativos na última quarta-feira, 25/2, ganhou um novo capítulo. O vereador Bruno Perez (MDB), usou a Tribuna da casa e criticou o colega Thiago Reis (PSD), por divulgar quantidade de indicações, que podem ter sido manipuladas pelo parlamentar. Thiago faz oposição ao prefeito e integra a base de apoio do Governador Antonio Denarium. Bruno Perez, defende que é praticamente impossível, um vereador com tão pouco tempo de mandato,afirmar que mais de 60% das demandas tenham sido atendidas pelo prefeito Arthur Henrique. Thiago Reis tem usado canais de comunicação para enaltecer suas ações parlamentares. Com mais de 6 mil indicações em apenas um ano de mandato, Bruno Perez fez um alerta sobre divulgações de políticos, para enganar eleitores. “O que mais tem, é politico de obra pronta” Político de obra pronta é a expressão usada geralmente de forma crítica para definir um agente público que aparece apenas quando a obra já está concluída, ou quase, para tirar proveito politico, tirar fotos e se apresentar como autor de algo que não realizou, mesmo nem tendo acompanhado. Quem acredita? A discussão entre os dois vereadores, ganhou repercussão nas páginas de noticias de Roraima, e em uma delas um internauta escreveu: “Essa atitude é mais comum do que vocês imaginam em todo o canto do Brasil”. O Caburaí teve acesso a documentos oficias que comprovam duplicidade de indicações do vereador Thiago reis. Mas o questionamento que fica é, se realmente 60% das demandas do parlamentar foram atendidas, mesmo ele tendo um número expressivo. Uma a uma, Thiago pode comprovar?

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Caso romano dos anjos: A credibilidade da Justiça de Roraima em jogo

O Tribunal de Justiça de Roraima atendeu ao pedido de Jalser Renier, acusado de ser o mandante da tortura e sequestro de jornalista Romano dos Anjos e o caso passa a ser julgado em segunda instância. Vale lembrar que não é o julgamento do mérito (culpa ou inocência), mas fica definido o caminho do processo e o ritmo da Justiça. Advogados especialistas ouvidos pelo O Caburaí, argumentam que foro não é privilégio permanente e o caso deveria seguir onde começou, sem manobras que posterguem a decisão. Jalser Renier não possui mais foro por prerrogativa de função, já que não exerce mandato. Já a defesa de Jalser Renier sustenta que à época dos fatos investigados, ele exercia mandato parlamentar. Por isso, o processo deve tramitar diretamente na 2ª instância. Independentemente do resultado, a decisão de hoje é vista como um teste de credibilidade da Justiça. O caso Romano dos Anjos extrapolou o âmbito criminal: tornou-se um símbolo da luta contra a impunidade em crimes contra jornalistas e contra o uso do poder para intimidar. Vivemos atualmente, em contexto mais amplo, tempos em que a Justiça tem absolvido homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos; ou ainda absolve quem faz piadas direcionadas a pessoas com deficiência; e até policiais que mataram crianças em favelas. A violência policial só existe devido ao cheque em branco entregue pela sociedade aos algozes que utilizam do dinheiro público para ultrapassar os limites da lei. E isso, caro leitor, só gera impunidade e o aumento de casos semelhantes.

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Hiran Gonçalves entrega vicinal de terra enquanto Arthur Henrique leva infraestrutura ao Bom Intento

Em Boa Vista, o Prefeito Arthur Henrique (PL) mostrou como as obras públicas devem ser feitas. Na região do Bom Intento, as vicinais entregues contam com asfalto, aterro superior a um metro, sinalização de trânsito, pintura viária e placas. Não é apenas uma estrada bonita para foto: é infraestrutura pensada para durar, garantir segurança, facilitar o escoamento da produção e melhorar, de fato, a vida de quem mora ali. Do outro lado, o contraste é gritante. O Senador Hiran Gonçalves (PP), ao lado da Prefeita de Amajarí, Núbia Lima (PP), entregou a vicinal Bom Jesus como se ainda estivéssemos presos a um modelo ultrapassado de gestão pública. O que se viu foi chão de terra batida levantando poeira, sem asfalto, sem sinalização, sem qualquer estrutura mínima. Uma obra que resolve pouco, dura menos ainda e vai gerar mais gastos do nosso dinheiro com a revitalização precoce. Agora, qual dessas entregas respeita o cidadão? Infraestrutura não é favor, é obrigação. Não se trata de quantidade de inaugurações, mas de qualidade, responsabilidade técnica e compromisso com o dinheiro público. Hiran Gonçalves pareceu mais preocupado com o ato político da entrega do que com o impacto real da obra.

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Depois de Teresa, alguns políticos saíram da hibernação para o reajuste da conta de luz em Roraima

O aumento de cerca de 24% nas tarifas de energia elétrica em Roraima, homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e em vigor desde 25 de janeiro, começou a movimentar a classe política local apenas após ação judicial proposta por uma ex-gestora pública. Foi preciso uma pessoa sem mandato, a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), tomar providências. Ela formalizou na Justiça Federal uma ação popular contra o reajuste, principalmente depois da recente integração de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que, segundo autoridades federais, deveria reduzir custos. A iniciativa da ex-prefeita fez com que outros políticos saíssem da hibernação. Parlamentares da bancada federal de Roraima passaram a cobrar explicações da Aneel e a defender a revisão do aumento. Entre as mobilizações, a Deputada Federal, Helena Lima (MDB), o Senador Mecias de Jesus (Republicanos) e mais recentemente os Deputados Federais Stélio Dener, Albuquerque e Gabriel Mota, todos do partido de Mecias. Com isso, a disputa em torno das tarifas deixa de ser apenas técnica e passa a envolver forças políticas, judiciais e regulatórias, em um cenário que ainda pode refletir diretamente no bolso dos moradores de Roraima nos próximos meses. Mas ainda sim, a maioria esmagadora dos políticos não se manifestou sobre o aumento, enquanto outros, tardiamente. Assuntos urgentes precisam de proatividade, e isso a gente quase não vê. Depois de tudo, quem vai ser o pai da criança?

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Processos se arrastam há quase cinco anos e PM de Roraima não aplica punições a policiais investigados

Quase cinco anos após o caso do Sequestro e agressão do Jornalista Romano dos Anjos, ocorrido em outubro de 2020, o que motivou investigações internas na Polícia Militar de Roraima (PMRR), nenhum policial envolvido foi punido administrativamente até o momento. A informação consta em nota oficial divulgada pelo próprio Governo do Estado, que confirma a lentidão e a ausência de desfecho nos procedimentos disciplinares instaurados. Segundo a PMRR, quatro praças ainda respondem a Conselhos de Disciplina que seguem “em tramitação” dentro da corporação. Já no caso de três oficiais, o Conselho de Justificação (instância responsável por avaliar a conduta de oficiais) teve seu processo concluído apenas em agosto de 2025, quase cinco anos após os fatos investigados. A decisão foi então encaminhada ao Comando-Geral e, posteriormente, ao governador do estado, a quem cabe a palavra final nesse tipo de procedimento. Apesar do longo tempo decorrido, o entendimento interno da Polícia Militar foi pela improcedência das acusações, o que levanta questionamentos sobre a efetividade e a imparcialidade dos mecanismos de controle disciplinar da corporação. Ainda assim, a PM afirma que nenhuma punição, afastamento, exclusão ou arquivamento definitivo foi aplicado, sob a justificativa de que os processos ainda não tiveram decisão conclusiva. A situação evidencia um paradoxo: embora os autos indiquem improcedência das acusações, os procedimentos continuam oficialmente abertos, mantendo o caso em um limbo administrativo que se prolonga por anos. Isso evidentemente compromete a credibilidade das investigações e enfraquece a confiança da sociedade nos órgãos de segurança. Por falar nisso, quando foi que a sociedade teve transparência total sobre os atos da segurança pública e da Corregedoria da PMRR em casos envolvendo crimes cometidos por seus agentes? Enquanto a decisão final permanece nas mãos do governador, a sociedade roraimense segue sem respostas concretas sobre um caso que já atravessou quase meia década, expondo as fragilidades do sistema disciplinar. Denarium vai passar pano? Se sim, isso vai ser prerrogativa para a impunidade de crimes futuros, pode apostar.

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A Polícia Militar é uma instituição que atende interesses de Estado ou de políticos?

Mais uma vez governistas ultrapassam os limites da moralidade, porque os limites da legalidade já foram rompidos há muito tempo com quatro condenações de crimes escancarados. Acontece que a política em Roraima tem se moldado a um novo alinhamento ideológico que cria uma narrativa de que o errado é certo, e as consequências disso são os aplausos de uma parte da população que aceita calada, talvez alguns engolem seco. A Major da Polícia Militar, Adriane Severo, é também conhecida nas redes sociais pelos seus críticos posicionamentos sobre a falta de valorização na PMRR. Todos os seus posicionamentos são coerentes, todas as suas afirmações não são apenas percepções e tudo o que ela tem dito sobre os desafios da segurança pública, nunca foi contestado nem por Comandante da Polícia Militar e nem por Governador de Estado. Mas é muito preocupante que um Comandante da Polícia Militar, no caso, Overlan Lopes, se manifeste publicamente contra policiais que desaprovam o atual governo. Isso aconteceu nesta semana, durante a inauguração da pedra fundamental da nova sede do Iper (Instituto de Previdência do Estado de Roraima). A instituição deveria se pautar pela neutralidade política, mas na verdade se alinhou totalmente a uma questão ideológica. Overlan talvez não saiba, ou talvez não queira saber, mas a Polícia Militar é composta por cidadãos que, apesar da farda, não deixam de ter pensamento crítico e direito à opinião. Quando o comando máximo da corporação passa a tratar a divergência política como um problema ou uma afronta, cria-se um ambiente de intimidação e silenciamento, incompatível com os princípios democráticos que deveriam nortear as forças de segurança pública. E muito se fala no Brasil sobre liberdade de expressão, principalmente em Roraima. Para alguns e para outros não? O mais grave disso tudo é que a Polícia Militar de Roraima também atua nas Eleições, garantindo a lei e a ordem, além de auxiliar órgãos. Neste ano, podemos confiar em uma polícia que tem um comandante fazendo uma possível campanha antecipada para Edilson Damião? Overlan olhava para frente e via Edilson Damião, logo, o chamava de futuro Governador. Do seu lado direito, Antonio Denarium, que também sonha muito, é o atual Governador do estado. Do lado esquerdo, o ex-comandante da Polícia Militar, Miramilton Goiano. Overlan não percebeu que estava cercado de pessoas investigadas por diversos crimes que foram noticiados nacionalmente? Esqueceu, será? O comandante que fala publicamente que uma Major da PMRR não tem compromisso com o estado e não tem compromisso com as pessoas, ainda complementa dizendo que está sendo apurado e investigado tudo o que foi dito, se comporta como comandante? E mais, isso deveria mesmo ser tratado publicamente para atingir uma mulher que luta por direitos? Será ainda que podemos confiar nessa apuração? Adriane Severo é gigante, é uma voz ativa, uma representação da segurança pública, e acima de tudo, uma mulher cidadã exercendo e cobrando direitos. O gestor que não se agrada com críticas, ainda precisa aprender a ser gestor. Diante desse cenário, é legítimo perguntar: que tipo de Polícia Militar queremos em Roraima? Uma polícia comprometida com a Constituição e com o povo, ou uma polícia instrumentalizada por interesses políticos?

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