17 de junho de 2026 05:11

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Arthur Henrique e a batalha contra o sistema

O que está acontecendo na eleição suplementar de Roraima vai muito além de uma disputa entre candidatos. O que se vê é uma tentativa insistente de transferir para os tribunais uma decisão que deveria pertencer exclusivamente ao povo. Desde o momento em que Arthur Henrique surgiu como candidato competitivo, capaz de mobilizar eleitores e se consolidar como uma das principais forças da disputa, iniciou-se uma verdadeira maratona de ações, recursos e questionamentos com o objetivo de retirá-lo do caminho. Não se trata mais de um episódio isolado. A sequência de acontecimentos revela uma movimentação permanente para impedir que a disputa seja decidida nas urnas. É evidente que a Justiça tem papel fundamental no processo eleitoral e que a lei deve ser cumprida. Mas também não há como negar que os adversários passaram a apostar mais em estratégias jurídicas do que na capacidade de convencer o eleitor. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal reforça um princípio básico da democracia: as regras do jogo não podem ser alteradas conforme a conveniência de grupos políticos. Segurança jurídica não é um detalhe técnico; é um dos pilares que garantem a confiança da população no processo eleitoral. O mais preocupante é que toda essa instabilidade acaba gerando confusão entre os eleitores. Nos últimos dias, apoiadores de Sampaio espalharam boatos e fizeram interpretações que apenas criam dúvidas sobre a validade da candidatura de Arthur Henrique. Uma estratégia perigosa, que enfraquece a confiança do cidadão que ainda acredita na instituição mais importante da democracia: o voto. Arthur Henrique chega à reta final da campanha com a imagem de quem precisou enfrentar não apenas adversários políticos, mas um grupo político que deve ser banido da história do país , exatamente por representar um sistema que tem como foco apenas interesses pessoais e jamais de desenvolver um estado e garantir diginidade a uma população que grita por socorro. Fale uma reflexão : No fim das contas, nenhuma decisão será mais legítima do que aquela tomada pelo eleitor. Em uma democracia verdadeira, o veredito mais importante não sai de gabinetes, não nasce de recursos judiciais e nem de articulações de bastidores. Ele sai da urna. E é ao povo de Roraima que pertence a palavra final.

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A tentativa de confundir o eleitor às vésperas da eleição

Nos últimos dias que antecedem a eleição suplementar, que acontece no próximo domingo dia 21 de junho, aliados do grupo político do governador interino e candidato Soldado Sampaio (Republicanos), em matérias, vídeos, mensagens e postagens em redes sociais, têm reforçado a narrativa de que os votos destinados ao candidato Arthur Henrique (PL) não seriam contados, numa estratégia clara de manipular a população. A tentativa de confundir o eleitor não pode vencer a verdade nas urnas. É inquestionável que o nome de Arthur Henrique está nas urnas eletrônicas, que já foram preparadas, auditadas e lacradas pela Justiça Eleitoral dentro dos procedimentos legais e estão sendo distribuídas em todo o estado. Nelas e no site do TSE consta já o nome dos três candidatos que concorrem ao governo de Roraima. Isso significa que o eleitor encontrará normalmente os números e nomes dos candidatos na tela da urna e poderá exercer seu direito ao voto de forma livre e consciente. Espalhar dúvidas sobre a contabilização de votos em pleno processo eleitoral não contribui para a democracia, até porque não houve parecer final sobre o imbróglio jurídico que envolve essa eleição fora de época. Pelo contrário, gera desinformação, tenta influenciar a escolha popular e o direito do eleitor de comparecer às urnas no próximo domingo. Será por medo do que será revelado nas urnas?Cabe à Justiça Eleitoral decidir questões jurídicas, enquanto cabe ao cidadão decidir, nas urnas, quem deseja ver governando o estado.

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Soldado Sampaio esqueceu o passado esquerdista nessa campanha

A divulgação de vídeos em que Soldado Sampaio aparece ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando sua atuação em pautas relacionadas à segurança pública, levanta uma discussão sobre coerência e transparência na trajetória política. Ao enfatizar sua proximidade com Bolsonaro e os valores associados ao campo conservador, Sampaio tenta reforçar uma identidade política que dialoga com parte significativa do eleitorado. Essa narrativa deixa de mencionar outros momentos de sua trajetória política, incluindo episódios em que esteve próximo de figuras de orientação ideológica diferente, como o ministro Flávio Dino. Atualmente integrante do Supremo Tribunal Federal, Dino construiu sua carreira política em partidos de esquerda, incluindo o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), fato amplamente conhecido no cenário político nacional. Quando um político escolhe evidenciar apenas parte de sua trajetória, abre espaço para questionamentos sobre autenticidade e coerência. O eleitor tem o direito de conhecer a trajetória completa de seus representantes para formar sua própria avaliação.

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Entre alianças e carisma: a disputa que começa a tomar forma em Roraima

O cenário político de Roraima começa a ganhar contornos cada vez mais claros. De um lado, o governador interino Soldado Sampaio aposta na construção de alianças amplas, aproximações estratégicas e em uma gestão marcada por ações populistas, o que gera dúvidas se serão mantidas e ampliadas por mais 4 anos. Do outro, o ex-prefeito Arthur Henrique surge como um nome que carrega capital político consolidado, especialmente em Boa Vista, onde construiu uma imagem de gestor próximo da população e com forte aceitação popular. Desde que assumiu o comando do Executivo estadual, Soldado Sampaio tem dialogado com diferentes grupos e lideranças de várias regiões do estado. Seu movimento é claro: fortalecer uma base ampla e ocupar espaços políticos, já que não tem grandes feitos na vida pública, não tem carisma, não tem oratória, não tem como convencer o eleitor pelo currículo. Com isso, como governador interino, intensificou ações de impacto imediato, numa estratégia que muitos enxergam como uma tentativa de fortalecer sua imagem junto à população em um curto espaço de tempo. Enquanto isso, Arthur Henrique aparece em uma posição diferente dentro do tabuleiro. Sem ocupar atualmente um cargo executivo, o ex-prefeito mantém um ativo importante: a memória recente de sua gestão em Boa Vista. Seu nome continua sendo bem recebido nas ruas, especialmente entre eleitores que associam sua administração à continuidade de um modelo de gestão considerado organizado e eficiente na capital. Além disso, Arthur carrega uma característica difícil de construir artificialmente na política: uma lembrança espontânea, quando o eleitor lembra do político e o associa à grandes feitos, projetos e políticas públicas que deram certo. Em um estado onde a política ainda depende muito do contato direto, da presença popular e da identificação emocional com o eleitorado, o carisma pesa, e pesa muito. Arthur Henrique consegue transitar entre públicos diferentes mantendo uma imagem leve, acessível e de gestor técnico ao mesmo tempo. Isso ajuda a explicar por que seu nome segue competitivo mesmo diante de um governador que hoje possui a máquina estadual nas mãos. No fim das contas, a disputa que começa a se desenhar em Roraima parece colocar frente a frente dois estilos distintos de construção política. De um lado, a articulação institucional, as alianças e o uso estratégico da visibilidade do poder. Do outro, a força de uma imagem já consolidada, construída ao longo do tempo e sustentada pela aceitação popular. Em Roraima, onde a política costuma ser decidida tanto nos bastidores quanto nas ruas, essa diferença pode ser decisiva nos próximos capítulos.

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Medidas do Governo de Roraima reacendem debate sobre gestão, prioridades e coerência política

As recentes decisões adotadas pelo governador de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), têm gerado repercussão e ampliado o debate público sobre os rumos da gestão estadual, especialmente no que diz respeito à segurança, saúde e estrutura administrativa. Uma das medidas mais recentes foi a devolução de mais de 100 policiais militares da Casa Militar para o patrulhamento nas ruas. A ação foi apresentada pelo governo como uma estratégia para reforçar a segurança pública e aumentar a presença policial ostensiva. Apesar de bem recebida por parte da população, a iniciativa também levanta questionamentos. A medida pode ter impacto imediato, mas não resolve problemas estruturais da segurança pública, como um possível déficit de efetivo, planejamento estratégico e políticas de longo prazo. Há ainda quem veja a ação como uma resposta de efeito rápido, com forte apelo popular, mas sem garantia de continuidade ou eficácia duradoura. No conjunto, as ações do governo têm em comum o foco em respostas imediatas a demandas urgentes da população. No entanto, o desafio central permanece: equilibrar medidas emergenciais com políticas públicas estruturantes. Saúde: soluções emergenciais ou política estruturante? A política estruturante é aquele que não resolve nada de imediato, e na área da saúde, o governo também anunciou a transferência de pacientes do Hospital Geral de Roraima (HGR) para a rede privada, além da ampliação de leitos e realização de cirurgias eletivas aos domingos. As medidas buscam reduzir filas e dar resposta imediata à demanda reprimida. No entanto, mas quem paga essa conta? E quando vão resolver a própria saúde pública? Nomeação na gestão social gera questionamentos Outro ponto que gerou debate foi a nomeação da esposa do governador para a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social. Embora legal, a decisão reacende discussões sobre nepotismo e critérios técnicos na ocupação de cargos estratégicos. Mesmo quando permitido por lei, esse escolha já impactou a opinião pública sobre transparência e meritocracia na administração. Helicóptero e narrativa política A discussão sobre o uso de um helicóptero pelo governo também voltou ao centro do debate. Recentemente, a aeronave foi alvo de críticas e anúncios com forte repercussão política. No entanto, o equipamento foi adquirido anteriormente por meio de financiamento milionário, o que adiciona complexidade ao tema. Trajetória política e coerência ideológica Outro aspecto frequentemente citado no debate público é a trajetória política do atual governador. Antes de integrar partidos mais alinhados à direita, Sampaio teve passagem por siglas como o PCdoB, o que tem sido lembrado por críticos como um indicativo de mudanças de posicionamento ao longo da carreira. Inclusive a própria revista VEJA publicou matéria com a seguinte manchete: “Governador do PSL nomeia deputado comunista como líder em Roraima”.

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Hiran Gonçalves nega apoio à Sampaio: “Trabalhou para cassar o ex-governador”

O senador Hiran Gonçalves (PP) utilizou suas redes sociais nesta semana para se posicionar publicamente após uma série de especulações sobre seu alinhamento político em Roraima. A manifestação ocorreu logo após o parlamentar cumprir agendas no estado e retornar a Brasília. Hiran afirmou que não pode apoiar uma candidatura vinculada ao processo que levou à interrupção de um governo anterior e disse que Sampaio trabalhou para cassar o ex-governador. Segundo ele, sua trajetória política é guiada pela coerência e pela responsabilidade com o eleitorado, deixando claro que não pretende contrariar esses princípios. A declaração foi interpretada nos bastidores como uma sinalização de distanciamento em relação ao atual governador interino, Soldado Sampaio. Nos últimos dias, circulavam rumores sobre uma possível articulação entre os dois visando composições eleitorais futuras. A declaração tende a influenciar o cenário político local, especialmente em um momento de articulações e definições para os próximos movimentos eleitorais em Roraima.

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Após suspeitas de traição, um diálogo sobre o futuro de Roraima. Será?

O agora governador Soldado Sampaio (Republicanos), recém-empossado, afirmou em entrevista que pode abrir diálogo com o ex-governador Edilson Damião (UB) depois de perguntado se o ex-gestor pode integrar o governo. A conversa acontece hoje, segundo Sampaio. Isso pode ser visto como gesto de grandeza, maturidade política ou tentativa de pacificação. Mas não é bem assim que a história recente permite interpretar. Há pouco tempo, o próprio Damião levantou suspeitas graves ao mencionar a existência de um “traidor” que teria atuado nos bastidores para articular sua cassação no Supremo Tribunal Federal. E mais: a imprensa repercutiu que o ministro do STF, Gilmar Mendes teria sido procurado por Sampaio para tratar justamente desse processo. Diante disso, a fala do atual governador soa menos como um gesto de união e mais como um movimento político difícil de decifrar. É interessante políticos tratarem como normal uma reaproximação que ignora um passado tão turbulento e recente. E Damião hein, o que vai fazer?

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Justiça Tardia : o julgamento que coloca Roraima em xeque

O novo capítulo do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral sobre a possível cassação do governador de Roraima, Edilson Damião e a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium, expõe muito mais do que um embate jurídico e político, revela uma crise estrutural na forma como o poder é exercido e fiscalizado no Brasil, isso porque o que é mais inquietante, é o julgamento se arrastar desde 2024, com sucessivos pedidos de vista e interrupções. A raiz do processo está em acusações graves: abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com uso de programas sociais em benefício eleitoral. Parte dos ministros discute se é possível punir apenas um dos integrantes, preservando o outro no cargo. Essa discussão mexe com sistema eleitoral brasileiro, que trata a chapa majoritária como indivisível. Imaginem essa brecha para outros processos? No fundo, o que está em jogo não é apenas o mandato de um governador ou o futuro político de um ex-governador. É a credibilidade das regras do jogo.

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Zé Haroldo publica imagem ao lado de Governador e fala em “traíras”

A publicação do Deputado Federal Zé Haroldo (União), feita em Brasília, expôs uma celebração antecipada do adiamento do processo de cassação de Antonio Denarium (Republicanos) e o Governador de Roraima, Edilson Damião (União). Ao classificar o adiamento do processo de Damião como “vitória”, o deputado sugere que o mérito das acusações imputadas a dois políticos se tornam secundários diante de interesses de um grupo. Mas quem são os “traíras” que “nunca serão”? O deputado não defendeu com argumentos, a inocência do governador. É isso o que interessa a população, Zé. Parece que o grupo está menos preocupado com a justiça ou com o interesse público e está mais voltado à construção de uma narrativa política favorável.

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Sampaio, a quem interessava a urgência repentina de pautar a cassação de Denarium?

A cobrança pública feita pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes à presidente do TSE, Ministra Cármen Lúcia, sobre a demora no julgamento do processo que pode cassar Antonio Denarium, escancarou mais do que um simples embate institucional em Brasília. Levantou dúvidas legítimas sobre articulações nos bastidores. O processo, que se arrasta há quase dois anos no Tribunal Superior Eleitoral, trata de acusações graves: abuso de poder político e econômico, com uso de programas sociais e da máquina pública para influenciar o resultado eleitoral de 2022 A demora incomum já vinha sendo alvo de críticas, mas ganhou novo peso quando Gilmar classificou a situação como “mais grave” e expôs que havia recebido, em seu gabinete, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio.(Republicanos). Sampaio, como sabemos, é historicamente alinhado à Denarium. Então o que aconteceu tratava-se de uma preocupação institucional com a estabilidade do estado ou de uma movimentação política para influenciar o ritmo ou o desfecho do julgamento? Mais do que discutir a culpa ou inocência de Denarium, essa situação gera uma reflexão incômoda: até que ponto decisões judiciais de grande impacto político estão blindadas de articulações informais?

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