2 de agosto de 2026 22:06

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Helena Lima e Teresa Surita: quem chega mais forte na disputa pelo Senado?

A disputa pelo Senado em Roraima pode colocar frente a frente duas mulheres: Helena Lima (PSD) e Teresa Surita (MDB). E não há nenhum embate evidente entre as duas personalidades políticas, mas é importante levar em consideração que muitas (se não todas) as mulheres em posição de liderança na política ou parlamentares em Roraima, defendem que mais mulheres ocupem espaços públicos, cargos de liderança e representem ainda mais o estado nos cargos eletivos. Sabendo disso, a população, ou quem sabe o eleitorado feminino em Roraima, vai seguir esse raciocínio? Vai votar em duas mulheres? Ou deve votar pelo que cada candidato pode oferecer de melhor para Roraima? Teresa chega com um patrimônio político difícil de ignorar. Seu maior trunfo é o reconhecimento do eleitor e a experiência acumulada ao longo de décadas. Helena Lima, por outro lado, representa uma força política mais recente. Empresária, deputada federal e hoje presidente do PSD em Roraima, construiu uma base eleitoral sólida. Se a eleição fosse decidida apenas pelo histórico político e pelo recall eleitoral, Teresa Surita largaria em vantagem. Mas, se o eleitor optar por renovação e por uma liderança em ascensão, Helena Lima pode equilibrar essa disputa. No fim, não parece ser uma eleição de “uma contra a outra”. A grande dúvida talvez não seja qual delas ficará de fora, mas quem ocupará a segunda vaga ao lado de uma delas.

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Expofer: após pressão do setor produtivo, governo recua e adia feira para novembro

O Governo do Estado recuou da decisão de realizar a Expofer em setembro, período que coincide com o calendário eleitoral. O anúncio inicial causou preocupação entre produtores rurais, expositores e organizadores, que alertaram para a falta de tempo para planejar um evento da dimensão da feira. Segundo representantes do setor, a Expofer exige meses de preparação, envolvendo negociações com expositores, contratação de serviços, montagem da estrutura e organização da programação. A definição da data, sem diálogo prévio com a cadeia produtiva, foi alvo de críticas. Diante da forte reação do setor produtivo, o governo voltou atrás e confirmou a realização da Expofer em novembro. A mudança foi recebida como uma vitória dos produtores, que defendiam um prazo maior para garantir a qualidade do evento. O recuo do governo mostra a força da mobilização do setor produtivo. Em vez de uma decisão unilateral, prevaleceu a necessidade de ouvir quem realmente constrói a Expofer. Eventos desse porte não se organizam por decreto nem atendendo apenas ao calendário político; dependem de planejamento, investimento e diálogo. Em um ano eleitoral, decisões dessa natureza inevitavelmente despertam questionamentos. O mais importante, porém, é que a pressão legítima dos produtores fez prevalecer o bom senso. A Expofer sai fortalecida quando é planejada com responsabilidade, e não quando corre o risco de ser percebida como parte da disputa política.

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Eleição para o Senado : Direita dividida, Teresa desgastada e Chico silencioso

A disputa pelas duas vagas ao Senado por Roraima já movimenta os bastidores da política estadual e indica que nenhum dos principais pré-candidatos terá um caminho fácil até as urnas. Apesar da visibilidade e da força política de alguns nomes, todos carregam desafios que podem influenciar diretamente o resultado da eleição. A ex-prefeita Teresa Surita (MDB) continua sendo uma das lideranças mais conhecidas do estado, especialmente em Boa Vista. No entanto, sua aproximação com o grupo do governador interino Soldado Sampaio durante a crise política em Roraima e as críticas direcionadas ao prefeito Arthur Henrique provocaram desgaste junto a uma parcela do eleitorado que defendia a continuidade do projeto político escolhido nas urnas. O desafio de Teresa será reconquistar parte desses eleitores sem abrir mão de sua identidade política. O senador Chico Rodrigues (PSB), que buscará a reeleição, aposta na experiência e na presença política construída ao longo de décadas na vida pública roraimense. Apesar do desgaste natural de quem já ocupou diversos cargos, Chico segue sendo um dos nomes mais competitivos da disputa. Enquanto adversários protagonizam embates públicos e trocas de críticas, ele adota uma estratégia mais discreta, concentrando esforços na articulação política, na consolidação de alianças e no fortalecimento de sua base de apoio, especialmente no interior do estado. No campo conservador, a situação é ainda mais delicada. O deputado federal Hélio Negão (PL) entra na disputa com o respaldo da família Bolsonaro, mas enfrenta questionamentos sobre sua recente transferência para Roraima. Seus adversários devem explorar o argumento de que ele não possui uma trajetória política ligada ao estado, tentando associá-lo à imagem de um candidato “paraquedista”. Já o deputado federal Nicoletti aparece como um nome consolidado entre parte do eleitorado de direita e dos segmentos ligados à segurança pública. O problema é que ele disputa praticamente o mesmo espaço político de Hélio Negão. Caso ambos mantenham suas candidaturas, a divisão dos votos conservadores poderá reduzir as chances de o grupo bolsonarista conquistar uma das vagas em disputa. Outro nome que não pode ser ignorado na corrida ao Senado é o da deputada federal Helena Lima, conhecida politicamente como Helena da Asatur. Sem conseguir viabilizar a criação de um partido que lhe garantisse uma candidatura mais confortável à reeleição para a Câmara dos Deputados, o Senado surge como uma das alternativas para permanecer em uma disputa majoritária em 2026. O desafio de Helena, porém, pode ser ainda maior do que o enfrentado pelos demais pré-candidatos. Diferentemente de outros concorrentes que contam com estruturas partidárias consolidadas e grupos políticos organizados, ela precisará ampliar sua base eleitoral em um cenário de forte concorrência. Além disso, caso permaneça alinhada ao grupo do governador interino Soldado Sampaio, poderá disputar espaço no mesmo campo político ocupado por lideranças como Teresa Surita. Na prática, isso pode significar a divisão de votos entre candidatos que buscam o mesmo eleitorado, especialmente entre aqueles que fazem oposição ao grupo do prefeito Arthur Henrique. Com Teresa tentando recuperar parte do eleitorado perdido, Chico Rodrigues apostando na experiência e na articulação silenciosa, Hélio Negão e Nicoletti disputando o voto conservador e Helena buscando ampliar seu espaço político, a eleição para o Senado promete ser uma das mais abertas e disputadas da história recente de Roraima. E você, caro leitor, quais são os dois nomes que, na sua opinião, devem conquistar as vagas de senador por Roraima em 2026?

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Eleição suplementar: por que Roraima parece estar vivendo um cenário diferente?

Essa percepção surge, principalmente, da sucessão de decisões judiciais, recursos e debates que passaram a acompanhar o cenário político local. Para o cidadão que acompanha os acontecimentos pela imprensa e pelas redes sociais, muitas vezes fica a impressão de que as disputas jurídicas acabam ocupando espaço tão relevante quanto a própria disputa nas urnas. Quando parte da população passa a questionar se sua escolha está sendo plenamente respeitada ou percebe um elevado grau de judicialização do processo eleitoral, surge um debate legítimo sobre confiança nas instituições democráticas e segurança jurídica. A vitória de Arthur Henrique representa uma manifestação clara da vontade popular expressa nas urnas. Mesmo diante das controvérsias e discussões jurídicas que marcaram o período eleitoral, os eleitores compareceram às urnas e fizeram sua escolha. Por isso, o resultado desperta atenção e mantém o foco da opinião pública voltado para os desdobramentos institucionais do processo. Independentemente das posições políticas, há um ponto de convergência entre os cidadãos: a expectativa por respostas claras, estabilidade institucional e respeito às regras democráticas. Após uma campanha marcada por incertezas, a população espera que prevaleçam a transparência, a segurança jurídica e o reconhecimento da importância do voto popular. O resultado das urnas, divulgado neste domingo, encerra a disputa eleitoral, mas também abre espaço para reflexões sobre a relação entre Justiça, democracia e soberania popular. Cabe às instituições cumprir suas atribuições constitucionais com equilíbrio e responsabilidade. Ao mesmo tempo, o resultado eleitoral reforça a relevância da vontade popular, um dos pilares fundamentais da democracia brasileira. O desafio permanente das democracias modernas é justamente harmonizar a segurança jurídica com o respeito à manifestação dos eleitores.

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Domingo é dia de eleição em Roraima

Neste domingo(21), os eleitores de Roraima terão um compromisso importante com a democracia: a eleição suplementar para o Governo do Estado. Após semanas de campanha, debates e discussões sobre propostas, caberá à população decidir nas urnas quem deverá conduzir os destinos do estado nos próximos meses. Ao longo de todo o processo, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) desempenhou um papel fundamental para garantir a organização, a transparência e a segurança da eleição. Coube à Justiça Eleitoral coordenar a preparação das urnas, o treinamento dos mesários, a fiscalização das regras eleitorais e a garantia de que cada eleitor possa exercer seu direito ao voto de forma livre e segura. A atuação do TRE reforça a importância das instituições democráticas em momentos decisivos para a população. Mesmo diante de disputas políticas e questionamentos judiciais, a Justiça Eleitoral trabalhou para assegurar que o processo transcorresse dentro da legalidade, oferecendo aos eleitores a confiança necessária para participar da escolha de seus representantes. Entre os candidatos que disputam o cargo está Arthur Henrique, que teve sua candidatura mantida e confirmada para participar da eleição deste domingo. Durante a campanha, Arthur apresentou suas propostas para áreas como saúde, infraestrutura, geração de emprego e fortalecimento dos serviços públicos, defendendo sua experiência administrativa como credencial para governar o estado. Agora, encerrada a fase de campanha, o protagonismo passa para o eleitor. É o momento de analisar as propostas, avaliar os candidatos e exercer o voto consciente. Mais do que escolher um governante, a população terá a oportunidade de reafirmar a força da democracia e da participação popular.

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Arthur Henrique e a batalha contra o sistema

O que está acontecendo na eleição suplementar de Roraima vai muito além de uma disputa entre candidatos. O que se vê é uma tentativa insistente de transferir para os tribunais uma decisão que deveria pertencer exclusivamente ao povo. Desde o momento em que Arthur Henrique surgiu como candidato competitivo, capaz de mobilizar eleitores e se consolidar como uma das principais forças da disputa, iniciou-se uma verdadeira maratona de ações, recursos e questionamentos com o objetivo de retirá-lo do caminho. Não se trata mais de um episódio isolado. A sequência de acontecimentos revela uma movimentação permanente para impedir que a disputa seja decidida nas urnas. É evidente que a Justiça tem papel fundamental no processo eleitoral e que a lei deve ser cumprida. Mas também não há como negar que os adversários passaram a apostar mais em estratégias jurídicas do que na capacidade de convencer o eleitor. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal reforça um princípio básico da democracia: as regras do jogo não podem ser alteradas conforme a conveniência de grupos políticos. Segurança jurídica não é um detalhe técnico; é um dos pilares que garantem a confiança da população no processo eleitoral. O mais preocupante é que toda essa instabilidade acaba gerando confusão entre os eleitores. Nos últimos dias, apoiadores de Sampaio espalharam boatos e fizeram interpretações que apenas criam dúvidas sobre a validade da candidatura de Arthur Henrique. Uma estratégia perigosa, que enfraquece a confiança do cidadão que ainda acredita na instituição mais importante da democracia: o voto. Arthur Henrique chega à reta final da campanha com a imagem de quem precisou enfrentar não apenas adversários políticos, mas um grupo político que deve ser banido da história do país , exatamente por representar um sistema que tem como foco apenas interesses pessoais e jamais de desenvolver um estado e garantir diginidade a uma população que grita por socorro. Fale uma reflexão : No fim das contas, nenhuma decisão será mais legítima do que aquela tomada pelo eleitor. Em uma democracia verdadeira, o veredito mais importante não sai de gabinetes, não nasce de recursos judiciais e nem de articulações de bastidores. Ele sai da urna. E é ao povo de Roraima que pertence a palavra final.

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A tentativa de confundir o eleitor às vésperas da eleição

Nos últimos dias que antecedem a eleição suplementar, que acontece no próximo domingo dia 21 de junho, aliados do grupo político do governador interino e candidato Soldado Sampaio (Republicanos), em matérias, vídeos, mensagens e postagens em redes sociais, têm reforçado a narrativa de que os votos destinados ao candidato Arthur Henrique (PL) não seriam contados, numa estratégia clara de manipular a população. A tentativa de confundir o eleitor não pode vencer a verdade nas urnas. É inquestionável que o nome de Arthur Henrique está nas urnas eletrônicas, que já foram preparadas, auditadas e lacradas pela Justiça Eleitoral dentro dos procedimentos legais e estão sendo distribuídas em todo o estado. Nelas e no site do TSE consta já o nome dos três candidatos que concorrem ao governo de Roraima. Isso significa que o eleitor encontrará normalmente os números e nomes dos candidatos na tela da urna e poderá exercer seu direito ao voto de forma livre e consciente. Espalhar dúvidas sobre a contabilização de votos em pleno processo eleitoral não contribui para a democracia, até porque não houve parecer final sobre o imbróglio jurídico que envolve essa eleição fora de época. Pelo contrário, gera desinformação, tenta influenciar a escolha popular e o direito do eleitor de comparecer às urnas no próximo domingo. Será por medo do que será revelado nas urnas?Cabe à Justiça Eleitoral decidir questões jurídicas, enquanto cabe ao cidadão decidir, nas urnas, quem deseja ver governando o estado.

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Soldado Sampaio esqueceu o passado esquerdista nessa campanha

A divulgação de vídeos em que Soldado Sampaio aparece ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando sua atuação em pautas relacionadas à segurança pública, levanta uma discussão sobre coerência e transparência na trajetória política. Ao enfatizar sua proximidade com Bolsonaro e os valores associados ao campo conservador, Sampaio tenta reforçar uma identidade política que dialoga com parte significativa do eleitorado. Essa narrativa deixa de mencionar outros momentos de sua trajetória política, incluindo episódios em que esteve próximo de figuras de orientação ideológica diferente, como o ministro Flávio Dino. Atualmente integrante do Supremo Tribunal Federal, Dino construiu sua carreira política em partidos de esquerda, incluindo o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), fato amplamente conhecido no cenário político nacional. Quando um político escolhe evidenciar apenas parte de sua trajetória, abre espaço para questionamentos sobre autenticidade e coerência. O eleitor tem o direito de conhecer a trajetória completa de seus representantes para formar sua própria avaliação.

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Entre alianças e carisma: a disputa que começa a tomar forma em Roraima

O cenário político de Roraima começa a ganhar contornos cada vez mais claros. De um lado, o governador interino Soldado Sampaio aposta na construção de alianças amplas, aproximações estratégicas e em uma gestão marcada por ações populistas, o que gera dúvidas se serão mantidas e ampliadas por mais 4 anos. Do outro, o ex-prefeito Arthur Henrique surge como um nome que carrega capital político consolidado, especialmente em Boa Vista, onde construiu uma imagem de gestor próximo da população e com forte aceitação popular. Desde que assumiu o comando do Executivo estadual, Soldado Sampaio tem dialogado com diferentes grupos e lideranças de várias regiões do estado. Seu movimento é claro: fortalecer uma base ampla e ocupar espaços políticos, já que não tem grandes feitos na vida pública, não tem carisma, não tem oratória, não tem como convencer o eleitor pelo currículo. Com isso, como governador interino, intensificou ações de impacto imediato, numa estratégia que muitos enxergam como uma tentativa de fortalecer sua imagem junto à população em um curto espaço de tempo. Enquanto isso, Arthur Henrique aparece em uma posição diferente dentro do tabuleiro. Sem ocupar atualmente um cargo executivo, o ex-prefeito mantém um ativo importante: a memória recente de sua gestão em Boa Vista. Seu nome continua sendo bem recebido nas ruas, especialmente entre eleitores que associam sua administração à continuidade de um modelo de gestão considerado organizado e eficiente na capital. Além disso, Arthur carrega uma característica difícil de construir artificialmente na política: uma lembrança espontânea, quando o eleitor lembra do político e o associa à grandes feitos, projetos e políticas públicas que deram certo. Em um estado onde a política ainda depende muito do contato direto, da presença popular e da identificação emocional com o eleitorado, o carisma pesa, e pesa muito. Arthur Henrique consegue transitar entre públicos diferentes mantendo uma imagem leve, acessível e de gestor técnico ao mesmo tempo. Isso ajuda a explicar por que seu nome segue competitivo mesmo diante de um governador que hoje possui a máquina estadual nas mãos. No fim das contas, a disputa que começa a se desenhar em Roraima parece colocar frente a frente dois estilos distintos de construção política. De um lado, a articulação institucional, as alianças e o uso estratégico da visibilidade do poder. Do outro, a força de uma imagem já consolidada, construída ao longo do tempo e sustentada pela aceitação popular. Em Roraima, onde a política costuma ser decidida tanto nos bastidores quanto nas ruas, essa diferença pode ser decisiva nos próximos capítulos.

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Medidas do Governo de Roraima reacendem debate sobre gestão, prioridades e coerência política

As recentes decisões adotadas pelo governador de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), têm gerado repercussão e ampliado o debate público sobre os rumos da gestão estadual, especialmente no que diz respeito à segurança, saúde e estrutura administrativa. Uma das medidas mais recentes foi a devolução de mais de 100 policiais militares da Casa Militar para o patrulhamento nas ruas. A ação foi apresentada pelo governo como uma estratégia para reforçar a segurança pública e aumentar a presença policial ostensiva. Apesar de bem recebida por parte da população, a iniciativa também levanta questionamentos. A medida pode ter impacto imediato, mas não resolve problemas estruturais da segurança pública, como um possível déficit de efetivo, planejamento estratégico e políticas de longo prazo. Há ainda quem veja a ação como uma resposta de efeito rápido, com forte apelo popular, mas sem garantia de continuidade ou eficácia duradoura. No conjunto, as ações do governo têm em comum o foco em respostas imediatas a demandas urgentes da população. No entanto, o desafio central permanece: equilibrar medidas emergenciais com políticas públicas estruturantes. Saúde: soluções emergenciais ou política estruturante? A política estruturante é aquele que não resolve nada de imediato, e na área da saúde, o governo também anunciou a transferência de pacientes do Hospital Geral de Roraima (HGR) para a rede privada, além da ampliação de leitos e realização de cirurgias eletivas aos domingos. As medidas buscam reduzir filas e dar resposta imediata à demanda reprimida. No entanto, mas quem paga essa conta? E quando vão resolver a própria saúde pública? Nomeação na gestão social gera questionamentos Outro ponto que gerou debate foi a nomeação da esposa do governador para a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social. Embora legal, a decisão reacende discussões sobre nepotismo e critérios técnicos na ocupação de cargos estratégicos. Mesmo quando permitido por lei, esse escolha já impactou a opinião pública sobre transparência e meritocracia na administração. Helicóptero e narrativa política A discussão sobre o uso de um helicóptero pelo governo também voltou ao centro do debate. Recentemente, a aeronave foi alvo de críticas e anúncios com forte repercussão política. No entanto, o equipamento foi adquirido anteriormente por meio de financiamento milionário, o que adiciona complexidade ao tema. Trajetória política e coerência ideológica Outro aspecto frequentemente citado no debate público é a trajetória política do atual governador. Antes de integrar partidos mais alinhados à direita, Sampaio teve passagem por siglas como o PCdoB, o que tem sido lembrado por críticos como um indicativo de mudanças de posicionamento ao longo da carreira. Inclusive a própria revista VEJA publicou matéria com a seguinte manchete: “Governador do PSL nomeia deputado comunista como líder em Roraima”.

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