
Durante o período chuvoso, é comum o surgimento de casos de gripe, febre e outros quadros respiratórios, principalmente entre as crianças. Nesses momentos, muitas famílias ainda têm dúvidas sobre onde buscar atendimento: em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou no Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA).
A secretária municipal de Saúde, Mareny Damasceno, reforçou que embora a ida ao hospital seja, muitas vezes, a primeira opção dos pais, entender o funcionamento da rede de saúde é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente e seguro para as crianças.
“Nosso objetivo é garantir que todas as crianças sejam atendidas da melhor forma possível. As UBSs são a porta de entrada e estão preparadas para receber os casos leves, enquanto o hospital é voltado para situações de urgência e emergência. Quando o serviço é procurado da forma adequada, conseguimos garantir mais agilidade no cuidado”, disse.

Casos leves podem ser resolvidos na UBS
preparadas para receber casos sem gravidade, classificados como azul e verde, sendo a porta de entrada para a maioria dos atendimentos.
“As UBSs têm condições de prestar atendimentos para situações sem gravidade, como gripes e resfriados, quadros diarreicos sem sinais de alerta, além do acompanhamento de rotina do crescimento e desenvolvimento das crianças por meio das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF)”, explicou a enfermeira Alice Dantas, da UBS Fanir Oliveira (Jardim Floresta).
Entre os principais casos que podem ser atendidos na UBS estão:
• Gripe e resfriado
• Febre baixa ou moderada (abaixo de 38º)
• Tosse e dor de garganta
• Diarreia e vômitos leves
• Alergias e problemas de pele
Hospital é indicado para situações de urgência
Já o Hospital da Criança é referência para atendimentos de urgência e emergência, especialmente em casos mais graves, classificados como amarelo, laranja e vermelho. O médico Lucas Gomes explicou que alguns sinais exigem atenção imediata, como febre acima de 38,5º que não responde à medicação.
“Traumas graves, ferimentos profundos, sangramentos que não param, criança que bateu a cabeça, teve desmaio ou perdeu a consciência, além de casos de vômito e diarreia com sinais de desidratação, são situações em que os pais ou responsáveis devem levar a criança diretamente para a emergência”, explicou.
Dados do Hospital da Criança apontam que, de janeiro até dia 4 de maio, cerca de 45% dos casos que chegaram na unidade foram classificados como não urgente (azul) e pouco urgente (verde), podendo ser resolvidos com mais agilidade na própria UBS.