Pais e responsáveis por crianças e adolescentes atendidos pelo Teamarr demonstram preocupação com a continuidade dos serviços prestados pela unidade. A situação ganhou novos contornos após a sede ter sido assumida, na semana passada, pela atual gestão da Assembleia Legislativa, que retirou a deputada Ângela Águida da administração. Até o momento, a parlamentar ainda não se manifestou sobre o conflito envolvendo o Teamarr.
Segundo relatos recebidos pela reportagem, durante uma reunião foi informado que os atendimentos poderão ser prejudicados em razão de dificuldades relacionadas ao acesso às informações cadastrais dos pacientes.
No entanto, familiares contestam essa justificativa. Eles afirmam que a unidade nunca utilizou um sistema informatizado para armazenar os prontuários e que todo o histórico dos pacientes sempre foi mantido em fichas físicas, arquivadas no próprio Teamarr.
De acordo com esses relatos, os prontuários contêm informações completas, como dados cadastrais, endereço, fotografia, histórico de atendimentos, avaliações e laudos emitidos pelos profissionais. As famílias questionam, portanto, a necessidade de um novo recadastramento, argumentando que toda a documentação necessária já estaria disponível.
Os pais também manifestam preocupação de que o processo possa interromper ou atrasar tratamentos que, em muitos casos, são realizados há anos. Eles afirmam que crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento dependem da continuidade do acompanhamento multiprofissional e temem que mudanças administrativas afetem diretamente esse atendimento.
Algumas famílias ouvidas pela reportagem avaliam que as decisões estariam sendo influenciadas por interesses políticos, o que estaria comprometendo a prioridade que deveria ser dada ao atendimento dos pacientes.
As famílias pedem transparência por parte da administração e esclarecimentos sobre os motivos do recadastramento, bem como sobre as medidas que serão adotadas para garantir que nenhum paciente tenha seu tratamento interrompido.