21 de junho de 2026 09:55

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MDB autoriza Executiva Estadual a buscar entendimentos com outros partidos

O MDB RR autorizou a Executiva Estadual a buscar entendimentos com outros partidos. A decisão foi tomada por unanimidade, durante a convenção do partido deste domingo, 17.  “Definimos por unanimidade que a Executiva do partido fica autorizada a fazer algum entendimento com algum partido que coloque pra eleição suplementar a parceria com o MDB, que convide o MDB pra fazer parte da coligação”, explicou Romero Jucá, presidente estadual do MDB. O MDB RR não vai lançar candidato ao Governo de Roraima nas eleições suplementares. Dessa forma, a sigla aguarda o fim das convenções partidárias para tomar uma decisão sobre quem apoiar. “Então a gente vai esperar o fim das convenções hoje pra poder avaliar essa situação toda”, destacou Romero. Senado A ex-prefeita Teresa Surita será a candidata do partido ao Senado Federal nas eleições de outubro. Em contrapartida, Romero será candidato a deputado federal. Teresa e Romero confirmaram suas decisões em entrevistas concedidas recentemente. Além disso, o partido também trabalha outros nomes para deputados federais e estaduais nas eleições de outubro. Com informações do Roraima em Tempo

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União Brasil libera parlamentares para apoiarem candidatos nas eleições suplementares de Roraima

O diretório estadual do União Brasil em Roraima publicou, nesta sexta-feira (16), um ato deliberativo relacionado às eleições suplementares de 2026 para os cargos de governador e vice-governador do estado. No documento, assinado pelo presidente estadual, Edilson Damião Lima, o partido informa que todos os deputados estaduais com mandato vigente, além de deputados federais e vereadores da legenda, estão liberados para apoiar qualquer candidatura de sua preferência durante o processo eleitoral. A decisão também estabelece que os parlamentares estarão isentos de punições ou sanções futuras por eventuais posicionamentos políticos adotados na disputa suplementar. O ato foi emitido pela Comissão Provisória do União Brasil em Roraima e divulgado oficialmente em Boa Vista nesta sexta-feira, 16 de maio de 2026. Segundo o texto, a medida busca garantir liberdade política aos integrantes da legenda diante do cenário eleitoral extraordinário no estado.

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Funcionário fantasma: chefe da OAB-RR ganha R$ 756 mil e tenta acordo

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB-RR), Ednaldo Gomes Vidal, passou a negociar um possível Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) após investigação apontar que ele teria recebido R$ 756.324,55 em salários pagos pelo governo da Paraíba enquanto supostamente atuava como “servidor fantasma”. O valor aparece em relatório técnico produzido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A investigação apura os crimes de peculato e falsidade ideológica. Segundo o inquérito, Ednaldo manteve vínculo funcional com o sistema penitenciário da Paraíba por mais de 20 anos, mesmo vivendo em Roraima, onde construiu carreira como advogado e chegou à presidência da OAB estadual. O Ministério Público aponta que ele recebia remuneração vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP-PB), apesar de supostamente não exercer as funções presencialmente no estado.O caso ganhou novo desdobramento após o MP pedir prorrogação de prazo para avançar nas negociações relacionadas ao ANPP — mecanismo previsto na legislação penal que permite acordo entre investigado e Ministério Público em crimes sem violência, mediante confissão, reparação de dano e cumprimento de condições. No processo, a defesa de Ednaldo afirma que ele desconhecia a manutenção do vínculo funcional com o governo paraibano. Segundo os advogados, quando se mudou para Roraima, ele teria deixado procuração com o irmão para providenciar a exoneração do cargo, mas o desligamento não teria sido formalizado. Os defensores também alegam que os valores “jamais aportaram” diretamente em conta administrada pelo presidente da OAB-RR e sustentam que terceiros poderiam ter realizado movimentações sem conhecimento dele. Outro ponto apresentado pela defesa é que o trabalho atribuído ao investigado teria sido desempenhado por outra pessoa em uma das unidades prisionais citadas no processo.Apesar da negativa de responsabilidade direta, os autos mostram que Ednaldo manifestou intenção de ressarcir integralmente os valores considerados irregulares, justamente para viabilizar eventual acordo com o Ministério Público. Até o momento, não há condenação no caso. O processo segue em fase investigativa na Justiça da Paraíba. A coluna tentou contato com a OAB-RR, mas não obteve retorno até a última atualização. Por Metropoles

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AV. LAURA PINHEIRO MAIA – Prefeitura instala 98º ponto semafórico para garantir mais segurança no trânsito

A Prefeitura de Boa Vista instalou um novo semáforo no cruzamento da avenida Laura Pinheiro Maia com a rua Tertuliano Cardoso, no bairro Santa Luzia, zona Oeste da capital. O equipamento é o 98º ponto semafórico da cidade e o quarto implantado na avenida. Conforme explicou o secretário municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB), Felipo Medeiros, a instalação ocorreu após estudos técnicos que identificaram a necessidade de melhorar a organização do trânsito na região, conhecida pela grande circulação de veículos e a concentração de estabelecimentos comerciais. “Identificamos a necessidade de intervenção, principalmente após situações de risco registradas nas proximidades. O semáforo contará com quatro tempos. Assim, os motoristas que trafegam pela avenida poderão seguir normalmente, além de fazerem conversões à direita e à esquerda com mais organização e segurança”, explicou. Por Ráyra Fernandes

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INFLUENZA – Vacina contra a gripe está disponível para toda a população

A Prefeitura de Boa Vista ampliou a vacinação contra a Influenza (gripe) para toda a população com idade entre seis meses e 60 anos. A imunização é fundamental para reduzir a circulação do vírus e prevenir complicações causadas pela doença, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades, que integram os grupos de risco. A medida foi adotada após o encerramento do período destinado ao público-alvo inicial da campanha, em 30 de abril. Fazem parte do grupo prioritário crianças de 6 meses a menores de 6 anos; idosos com 60 anos ou mais; gestantes e puérperas; trabalhadores da saúde; professores; pessoas com comorbidades e condições clínicas especiais; povos indígenas e população em situação de vulnerabilidade. Mesmo com a prorrogação da campanha, a procura pela vacina ficou abaixo do esperado. Além disso, na Região Norte do país, a vacinação ocorre em período diferente das demais regiões. De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante pode ser aplicado juntamente com outras vacinas previstas no Calendário Nacional, incluindo a vacina contra a Covid-19. Porque é importante vacinar? Além de reduzir os casos graves e as internações, a imunização contribui para evitar a sobrecarga nas unidades de saúde, principalmente durante o período chuvoso, quando há maior circulação de vírus respiratórios. “Devido à sazonalidade e ao perfil epidemiológico de Roraima e Boa Vista, a vacinação contra a influenza começou em outubro de 2025 para os grupos prioritários. Desde 1º de maio de 2026, a campanha foi ampliada para toda a população, que já pode se vacinar em qualquer Unidade Básica de Saúde do município”, destacou o superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente da Secretaria Municipal de Saúde, Pedro Siqueira.

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Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres é validada pelo SFT por unanimidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou nesta quinta-feira (14/5), por unanimidade, a Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques e André Mendonça acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, favorável à constitucionalidade da norma. “A decisão do STF representa uma vitória para as mulheres brasileiras e para a construção de um mercado de trabalho mais justo e igualitário. A regulamentação da Lei da Igualdade Salarial fortalece mecanismos de transparência e de enfrentamento às desigualdades remuneratórias que ainda atingem a todas as mulheres que trabalham nesse país, especialmente mulheres pretas, pardas, indígenas, LBTQIA+, mulheres que sofrem violência e que são provedoras de suas famílias, que são os públicos mais discriminados. A decisão unânime reafirma que igualdade salarial não é apenas um princípio constitucional, que ela precisa se concretizar na vida das trabalhadoras brasileiras”, defendeu o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. A Lei determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com 100 empregados ou mais empregados. Além de sanções para as empresas que não cumprirem a determinação e discriminarem os trabalhadores por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade. Relator do caso, Moraes afirmou que a desigualdade salarial entre homens e mulheres representa um “flagrante discriminação de gênero” ainda presente no mercado de trabalho brasileiro. “Homens recebem muito mais pelo exercício exatamente das mesmas funções, não por serem mais competentes ou melhores profissionais, mas simplesmente por serem homens. É uma questão claramente de discriminação de gênero”, defendeu o Morares. Ao acompanhar o relator, o ministro Flávio Dino afirmou que a Corte precisa evitar que a norma se transforme em mais uma lei sem efetividade prática. “No que se refere a essa importantíssima lei, precisamos fortalecer a segurança jurídica e, por consequência, sua ampla aceitação social”, afirmou. O julgamento foi iniciado nesta quarta-feira, quando o plenário ouviu as sustentações orais das partes envolvidas nos processos. A análise da constitucionalidade da norma foi retomada nesta quinta com a apresentação dos votos dos ministros. SOBRE A LEI — A Lei nº 14.611, sancionada em 3 de julho de 2023, reforça a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres, alterando o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo a promoção da transparência salarial, a fiscalização contra a discriminação, o estabelecimento de canais de denúncia, a implementação de programas de diversidade e inclusão, e o apoio à capacitação de mulheres. A lei é uma iniciativa do governo federal, conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres.

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Chico Mozart apresenta projeto que proíbe uso de dinheiro público para artistas que promovam violência e discriminação

O Deputado Estadual Chico Mozart (PP), apresentou um projeto de lei que proíbe artistas contratados com recursos públicos estaduais de apresentarem músicas que incentivem a violência contra a mulher, promovam discriminação ou exponham mulheres a situações vexatórias e constrangedoras durante eventos financiados pelo Estado. A proposta estabelece que contratos firmados com artistas e bandas deverão conter cláusulas expressas determinando a proibição desse tipo de conteúdo nas apresentações custeadas com dinheiro público. Além da proteção às mulheres, o texto também amplia a vedação para músicas que incentivem preconceito ou discriminação por raça, origem étnica ou regional, nacionalidade, religião, identidade de gênero ou orientação sexual. Segundo Chico Mozart, o objetivo do projeto não é censurar manifestações culturais, mas garantir que recursos públicos sejam utilizados de forma responsável e alinhada ao respeito à dignidade humana. “O Estado não pode financiar conteúdos que banalizam a violência, incentivam o preconceito ou humilham pessoas. Cultura deve ser instrumento de consciência, respeito e valorização da vida”, destacou o parlamentar. O projeto prevê que a medida seja aplicada em todos os contratos realizados com recursos públicos estaduais, fortalecendo políticas de combate à violência e à discriminação em eventos patrocinados pelo poder público.

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Projeto de Formação em Monitoramento Territorial certifica mais de 40 indígenas Yanomami

O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) concluiu o primeiro ciclo de oficinas do Projeto de Formação em Monitoramento Territorial Colaborativo Yanomami e Ye’kwana, nas regiões de Palimiú e Maloca Paapiú, no dia 25 de abril. Na ocasião foram certificados os dois primeiros grupos de alunos do projeto, totalizando mais de 40 indígenas. Iniciado em 2023, em meio ao processo de desintrusão da TI, o projeto piloto foi uma ação estratégica do Departamento de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato da Secretaria de Direitos Territoriais Indígenas (DEPIR/SEDAT), em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), com a Hutukara Associação Yanomami (HAY), o Instituto Socioambiental (ISA) e a Universidade Federal de Roraima (UFRR). O objetivo da iniciativa é promover a efetivação do Plano de Vigilância Indígena da TI Yanomami, contemplando parte das demandas do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Yanomami, e atendendo também à recente Carta de Surucucu, produto final do 5º Fórum de Lideranças Yanomami e Ye’kwana, ocorrido em outubro de 2025. Ao longo dos quatro módulos do curso, as oficinas de formação contaram com a colaboração de diversas instituições parceiras, que proveram corpo técnico especializado nas temáticas abordadas. Foram elas a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA), o Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPAM), o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O Curso abordou três eixos principais: direitos territoriais e ambientais, técnicas de monitoramento e vigilância, como o uso de GPS, drones, sistemas de informação geográfica e uso da ferramenta do Sistemas de Alertas da TIY, e segurança em campo, prevenção de acidentes, noções básicas de primeiros socorros e protocolo de segurança para atuação em expedições de monitoramento de agravos. Conteúdo dividido em quatro etapas As primeiras oficinas do projeto trataram do “Monitoramento Colaborativo e Vigilância Indígena”, com enfoque na utilização da ferramenta do sistema de alertas. A segunda parte das oficinas foi referente ao “Nivelamento Técnico e Protocolo de Segurança”, já a terceira etapa tratou de “Técnicas e Tecnologias no Monitoramento Territorial e Ambiental” e por fim, as quartas “Elaboração de Planos de Vigilância Regionais”. Para atuação em segurança, foram também distribuídos aos indígenas participantes kits de equipamentos de proteção individual, contendo itens como mochila, lanterna, botas, chapéu, entre outros. Cada um dos alunos do Programa de Formação também recebeu um smartphone, de forma que pudessem acessar a ferramenta do Sistema de Alertas (app ODK Collect), fotografar e emitir alertas georreferenciados e melhor comunicarem-se com instituições e a comunidade. As iniciativas das comunidades Yanomami e Ye’kwana demonstram a importância do monitoramento territorial para a proteção da TI e são estratégias fundamentais para o fortalecimento de seus direitos territoriais e para a garantia de seu usufruto exclusivo, especialmente no contexto da desintrusão, contribuindo para um futuro plano de proteção territorial permanente.

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Câmara de Amajari aprova projeto de Vastí Santos que garante atendimento prioritário a pessoas com autismo

A Câmara Municipal de Amajari aprovou nesta quarta-feira, 13/5, projeto de lei de autoria da vereadora Vastí Santos (PDT) que garante atendimento prioritário às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em órgãos públicos e estabelecimentos privados no município. A proposta estabelece que o atendimento prioritário deverá ser assegurado em unidades de saúde públicas e privadas, repartições públicas municipais, estabelecimentos comerciais, instituições bancárias, concessionárias de serviços públicos e demais locais de atendimento ao público em Amajari. De acordo com o texto aprovado, para ter acesso ao direito, a pessoa com TEA poderá apresentar laudo médico, documento oficial ou carteira de identificação que comprove o diagnóstico. O projeto também determina que os estabelecimentos públicos e privados afixem placas ou cartazes, em local visível, informando sobre o direito ao atendimento prioritário das pessoas com autismo. Para a vereadora Vastí Santos, a medida representa um avanço importante na inclusão e no respeito às pessoas neurodivergentes e suas famílias. “A prioridade no atendimento não é privilégio, é respeito às necessidades específicas das pessoas com autismo. Muitas famílias enfrentam dificuldades em filas e ambientes de espera prolongada, que podem gerar crises e sofrimento. Esse projeto busca garantir mais dignidade, acolhimento e humanidade no atendimento em nosso município”, destacou a parlamentar. A matéria segue agora para sanção do Poder Executivo Municipal e entrará em vigor na data de sua publicação.

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Governo nomeia investigado por agressão enquanto exalta mulheres na segurança pública

A nomeação de um policial penal investigado por agredir a própria esposa para um cargo de comando no sistema prisional de Roraima escancara um paradoxo político e moral difícil de ignorar. A decisão ocorre justamente em um momento em que o novo governo tenta construir uma imagem de modernização e representatividade feminina na segurança pública, ao colocar mulheres em posições estratégicas da gestão estadual. Na prática, o discurso da valorização das mulheres perde força quando convivem, dentro da mesma estrutura de governo, símbolos tão contraditórios. Não basta nomear mulheres para cargos importantes se, ao mesmo tempo, homens investigados por violência doméstica continuam recebendo espaço, poder e prestígio institucional. O recado que fica para a sociedade é perigoso: o de que a violência contra a mulher pode até gerar desgaste momentâneo, mas não impede ascensão dentro do aparelho público. O mais grave é que estamos falando de um cargo ligado à segurança, disciplina e administração do sistema penitenciário. Quem ocupa uma função desse porte deveria carregar não apenas experiência técnica, mas também credibilidade moral e compromisso com a lei. Quando um governo escolhe alguém sob investigação por agressão doméstica para esse tipo de função, a mensagem enviada às vítimas é devastadora. Muitas mulheres já têm medo de denunciar por receio da impunidade e da proteção institucional dada aos agressores. Casos assim reforçam exatamente essa sensação. O governo pode alegar que a nomeação respeita a presunção de inocência. E juridicamente isso é verdade. Mas política não se resume ao que é legal; envolve também coerência, sensibilidade e responsabilidade pública. Um gestor precisa entender que certos cargos exigem confiança social, principalmente quando o tema é segurança pública e combate à violência. Existe ainda um contraste simbólico inevitável. Enquanto mulheres assumem funções estratégicas, o que deveria representar avanço institucional, decisões como essa acabam esvaziando esse próprio avanço. A presença feminina não pode servir apenas como vitrine política ou peça de marketing administrativo. Representatividade sem coerência vira apenas estética de poder.

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