27 de abril de 2026 14:40

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O futuro político de Roraima e a responsabilidade do eleitor

Roraima vive um momento decisivo agora em 2026. Como estado jovem, marcado por desafios históricos na infraestrutura, na saúde, na educação e na geração de empregos, o futuro político roraimense depende menos de promessas grandiosas e mais de escolhas conscientes. Ou seja, depende do eleitor. Ao longo dos anos, erros se repetiram e o resultado tem sido um ciclo de frustrações. E a gente repete essa máxima da educação política todos os anos: não venda o seu voto! Roraima precisa de lideranças que compreendam suas especificidades e saibam dialogar com o cenário nacional sem submeter o estado a interesses pessoais ou eleitorais. Ou seja, pessoas que querem realmente mudar a vida de outras pessoas! Já pensou se a saúde funcionasse de verdade? Se a educação fosse valorizada? Se os parques estivessem em pleno funcionamento? Pense também em como seria cada canto de Roraima a exemplo da capital Boa Vista. Escolher bem também significa rejeitar a política do improviso e do assistencialismo eleitoreiro. O desenvolvimento de Roraima exige planejamento, transparência e responsabilidade com o dinheiro público. O futuro de Roraima não está apenas nas mãos dos eleitos, mas, sobretudo, na consciência de quem vota.

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Quando a Assistência Social se torna Assistência ao Poder: A Transparência que Falta sobre o dinheiro do contribuinte

A mais recente investigação jornalística sobre a folha de pagamento da Assembleia Legislativa de Roraima expõe uma situação que deveria nos envergonhar como sociedade: pessoas que constam como beneficiárias do Bolsa Família estão, simultaneamente, empregadas na estrutura da própria Assembleia, recebendo salários públicos que podem chegar a R$ 12 mil por mês. Para quem conhece a regra básica do programa, a situação causa espanto e indignação: o Bolsa Família é destinado a famílias em situação de vulnerabilidade. O cerne do problema não é apenas moral. O ponto mais preocupante é que esse episódio expõe, de forma crua, como a falta de transparência e de controles efetivos pode transformar dinheiro público em instrumento de favorecimento e de má gestão. A própria reportagem feita pelo UOL e que teve repercussão do Portal O Caburaí, revela que a Assembleia Legislativa de Roraima desembolsa cifras milionárias em salários e cargos comissionados, com uma estrutura muito aquém da realidade demográfica e funcional do estado, incluindo relações questionáveis entre atividades exercidas e sua efetiva prestação de serviço à população. O que vemos aqui é mais que uma falha administrativa, é um sintoma de um problema estrutural no uso de recursos públicos, onde a falta de mecanismos robustos de controle e fiscalização se alia a uma cultura permissiva de desperdício. Programas sociais precisam de rigor e de auditoria constante precisamente porque lidam com verba pública e com vidas humanas não podem servir como “bônus extra” ou proteção indevida para quem já recebe salários graúdos dos cofres estaduais.

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Como foi o ano dos Deputados em 2025? Veja o quanto eles produziram até o início de dezembro

Em 21 dias o ano termina, Deputados Estaduais entram em recesso em breve e 2026 será um ano em que o eleitor deve escolher se os 24 parlamentares que estão nas cadeiras ocupadas no Plenário Noêmia Bastos Amazonas, merecem retornar para exercerem seus cargos por mais 4 anos. Esse levantamento foi feito até o dia 9 de dezembro de 2025 e com base no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL). São Projetos de Lei (PL), Projetos de Decreto Legislativos (PDL) e Indicações. Levamos em conta a quantidade de Projetos e não de leis sancionadas ou promulgadas. Confira: Ângela Águida Portela (PP) tem 21 Projetos de Leis apresentados em 2025, apenas 3 indicações e 9 Projetos de Decreto Legislativos, voltados a homenagear entidades e profissionais do estado. Em 2024 a parlamentar tinha apenas 4 Projetos de Lei e 8 Indicações. Armando Neto (PL) apresentou 15 Projetos de Lei e 30 Indicações, ele também tem 8 Projetos de Decreto Legislativos de homenagens. Ele também tem 6 pedidos de informações feitos ao Governo do Estado no âmbito da educação e agricultura. Aurelina Medeiros (PP) apresentou 22 Projetos de Lei em 2025. O número de Indicações chega até 58. Ela prestou apenas 3 homenagens neste ano. A Deputada Catarina Guerra (UNIÃO), reduziu o número de projetos apresentados ao longo dos anos, atualmente tem 6 projetos protocolados no SAPL. Ano passado, a deputada apresentou, e nos anos anteriores, 9 e 13 consequentemente. Catarina tem 21 indicações e 6 homenagens por meio de Projetos de Decreto Legislativos. Chico Mozart (PP) tem 3 Projetos de Lei, 13 Indicações e 6 Projetos de Decreto Legislativos com homenagens. No ano passado, o parlamentar também apresentou 3 projetos de lei, mas não teve nenhuma indicação. Coronel Chagas (PRTB) só apresentou um Projeto de Lei neste ano, e O Caburaí, apurou que se trata do PL 238/2025 que denomina o prédio público do Departamento de Imprensa Oficial (DIO) como Walter Buss. Chagas tem 27 indicações no sistema. O Deputado Estadual Dr. Cláudio Cirurgião (UNIÃO), tem 11 Projetos de Lei, 30 Indicações e 20 homenagens. O parlamentar também tem 2 pedidos de informações ao Governo de Roraima no âmbito da saúde. Dr. Meton (MDB) tem 3 Projetos de Lei protocolados, 12 Indicações, 4 Projetos de Decreto Legislativos e 1 pedido de informação. Eder Lourinho (PSD), tem 10 PLs, 36 Indicações e 2 PDLs. Um aumento com relação ao ano passado, já que o deputado tinha apenas 8 Projetos de Lei e 21 Indicações. O Deputado Gabriel Picanço (Republicanos), tem no sistema 6 Projetos de Lei, 12 indicações, além de 8 homenagens e 2 pedidos de informações. No ano anterior, tinha 2 PLs e 19 Indicações. O Deputado Idázio da Perfil (MDB), tem 23 Projetos de Lei protocolados e 3 Indicações e o mesmo número em Projetos de Decreto Legislativos. Houve um aumento no número de projetos com relação a 2024, 15 a mais. Isamar Junior (PODEMOS) tem 13 Projetos de Lei protocolados no sistema, Projetos de Decreto Legislativo. O Deputado não tem nenhuma indicação feita neste ano. Em 2024 ele apresentou 4 e todas foram arquivadas. Joilma Teodora (PODEMOS) garantiu neste ano 31 Projetos de Lei, 12 indicações, e não apresentou nenhuma homenagem neste ano e nem no ano passado. Totalizando apenas 5 no ano de 2023. Jorge Everton (UNIÃO) tem 8 Projetos de Lei, 4 Indicações, 14 PDLs. No ano passado chegou a 2 Projetos de Lei, 5 Indicações e 4 Projetos de Decreto Legislativos. Lucas Souza (PL) tem 5 Projetos de Lei, 19 Indicações e 5 Projetos de Decreto Legislativos. No ano passado o número de projetos foi de 9, maior que o ano atual. Marcelo Cabral (CIDADANIA) tem 12 Projetos de Lei, 8 Indicações, 4 Projetos de Decreto Legislativos. Também teve aumento no número de PLs, mas uma redução no número de indicações com relação ao ano passado. Em 2024 foram 7 projetos e 10 indicações. Marcinho Belota (PRTB) tem 2 Projetos de Lei, 3 Indicações e 5 Projetos de Decreto Legislativo. Em 2025 o Deputado Estadual apresentou 6 PLs e 2 Indicações. Marcos Jorge (Republicanos) garantiu para esse ano 3 Projetos de Lei, 7 Indicações e 16 Projetos de Decreto Legislativos. No ano anterior, o número de projetos e indicações era maior, com 6 e 10, respectivamente. Neto Loureiro (PMB) tem 6 Projetos de Lei, 15 Indicações e nenhum PDL. No ano de 2024, ele teve um número maior: 7 PLs e 25 Indicações. Odilon (PODEMOS), já esteve em evidência negativa na imprensa e nas redes sociais por ser um parlamentar quase desconhecido e ter apresentado 1 Projeto de Lei desde 2015. O projeto foi apresentado naquele ano. Ano passado, Odilon não apresentou nenhuma indicação, nenhum projeto, nenhum requerimento, nenhum Projeto de Decreto Legislativo e nenhuma Proposta de Emenda à Constituição. Em 2025 já 4 indicações e 3 Projetos de Decreto Legislativo. Renato Silva (PODEEMOS) tem apenas 3 Projetos de Lei, 5 Indicações e 9 Projetos de Decreto Legislativo. Em 2024 apresentou a mesma quantidade de projetos e 10 indicações a mais. Rárison Barbosa (PMB) tem no SAPL 10 Projetos de Lei, 37 Indicações e 4 Projetos de Decreto legislativo. Também apresentou 10 PLs no ano passado e 27 Indicações, 10 a menos que o ano atual. O Presidente da Assembleia, Soldado Sampaio (Republicanos), tem 5 Projetos de Lei, 15 Indicações e 32 Projetos de Decreto Legislativo, um número muito maior do que o trabalho de proposição de políticas públicas. No ano passado, Sampaio tinha apenas 2 Projetos de Lei e 11 indicações. Tayla Peres (Republicanos) tem no SAPL 15 Projetos de Lei e 45 Indicações. Os Projetos de Decreto Legislativo chegam a 4. Tayla apresentou 21 PLs no ano passado e 35 Indicações. Certamente as informações que constam em sistema não mostram amplamente a atuação dos parlamentares, mas servem de parâmetro quantitativo no contexto de produção legislativa. Evidentemente há parlamentares que estão à margem de qualquer conhecimento da sociedade, por não se preocuparem em garantir transparência sobre o mandato e muito menos prestar contas sobre

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O silêncio cúmplice sobre o garimpo em Roraima

Há temas que exigem coragem política. O garimpo ilegal em Roraima é um deles. Se fosse regulamentado, com sua devida compensação ambiental, retorno devido com impostos aos cofres públicos, ainda por fim com áreas demarcadas para isso e permissão de órgãos ambientais e dos povos indígenas, pode ser que trouxesse uma prosperidade ao estado. Não há estudo sobre isso. Mas independentemente de questões morais, é ilegal, destrutivo por natureza e devastador para povos indígenas, rios, florestas e para a própria imagem do Estado. Ainda assim, permanece envolto em um silêncio que não é inocente: é estratégico, calculado e profundamente hipócrita. Os parlamentares federais de Roraima conhecem a realidade. Sabem que a atividade é proibida, que há crimes ambientais, exploração de trabalhadores, violência em territórios indígenas e um rastro de destruição socioeconômica que o discurso fácil do “progresso” jamais conseguiu sustentar. Mas sabem também que o garimpo, apesar de ilegal, virou cultura e cultura que rende votos. E é por isso que calam. Calam para não contrariar quem vive da atividade. Calam para não desagradar quem lucra com ela. Calam para não perder o apoio de uma base eleitoral moldada por décadas de abandono estatal e promessas de regulamentação que nunca se cumprem. Enquanto isso, o Estado segue aprisionado nessa contradição: de um lado, a lei que proíbe; do outro, uma política que finge não ver. Um teatro político em que todos sabem o que está acontecendo, mas ninguém ousa nomear o problema. Os parlamentares preferem posar para fotos, fazer discursos inflamados sobre desenvolvimento e soberania, mas jamais tocar na ferida que realmente compromete o futuro de Roraima: a dependência de uma prática ilegal que já ultrapassou qualquer limite ético. A hipocrisia é evidente. Não se trata de desconhecimento, mas de conveniência.

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Irmão de Denarium concorda com deputado que pediu demissão de Cecilia Lorenzon

O debate político em Roraima ganhou um novo capítulo após o irmão do Governador Antonio Denarium, Orcini Garcia, demonstrar apoio público ao Deputado Estadual Cláudio Cirurgião (União) em comentário no instagram. Nos comentários de um vídeo em que o parlamentar critica a postura do Governador e cobra mais firmeza do Executivo estadual diante de questões internas do governo, como a demissão da Secretária Cecília Lorenzon, Orcini respondeu com um simples, mas simbólico “Concordo”. O registro, feito no Instagram, foi compartilhado pelo próprio deputado, que agradeceu o apoio e reforçou a necessidade de “convencer o governador a tomar atitude”. A manifestação ocorre em meio ao contexto político marcado por desgastes recentes envolvendo aliados do governador. O Deputado Cláudio Cirurgião disse que tomaria providências caso a titular da pasta não fosse exonerada. “Honre seu cargo de Governador e tome providências”.

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Soldado Sampaio “livre, leve e solto” até que Mecias decida o futuro

O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR) Soldado Sampaio (Republicanos) está tranquilo e calmo com o projeto que já antecipa sua possível candidatura ao Governo de Roraima. Mantendo reuniões periódicas com aliados e lideranças, Sampaio corre por fora como se não existisse o amanhã. Sem ser incomodado até então, Sampaio circula livre, leve e solto pelo Estado em uma clara pré-campanha com carta branca do seu líder maior, o Senador Mecias de Jesus. Mas a tranquilidade de Sampaio pode ter prazo de validade. É que Mecias tem as cartas do jogo. Com o nome aprovado pela Assembleia para ingressar como conselheiro no Tribunal de Contas de Roraima (TCE/RR), ele surfa na onda de poder ainda, sair candidato a reeleição ao Senado e até ao Governo de Roraima. Ele tem três opções. Afinal, por que Mecias ainda não abriu mão da vaga no Senado para assumir o TCE até hoje? Logicamente que ele espera uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto a cassação do governador Antonio Denarium (PP) para poder escolher qual caminho seguir. Resumindo o assunto. Sampaio esticará a corda até quando der mesmo sabendo que a festa acaba quando Mecias quiser. E aí? Numa eventual cassação de Denarium, quem seria o candidato mais forte? Mecias ou Sampaio? E se Mecias quiser atrapalhar os planos de Sampaio? Qual seria o posicionamento do presidente da Assembleia que está investindo alto visando o Governo de Roraima? Terça-feira, 11, poderá acontecer de tudo; inclusive nada. Teremos a cassação ou mais um pedido de vistas no TSE?

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Mais um Governador que mancha a história de Roraima

O julgamento que o Tribunal Superior Eleitoral retoma nesta terça-feira não diz respeito apenas ao destino jurídico de Antonio Denarium, mas à saúde moral da política em Roraima. Quando um governador chega à mais alta corte eleitoral do país sob acusação de compra de votos, o problema já não é mais apenas dele, é de todo um sistema político que parece se habituar à instabilidade e à desconfiança. As acusações feitas ao Governador de Roraima, Antonio Denarium, e o Vice-governador, Edilson Damião, são procedentes, e trata‐se de algo que mina diretamente a legitimidade do mandato. Um gestor público que enfrenta esse tipo de acusação no Tribunal Superior Eleitoral, acende um sinal de alerta sobre ética, transparência e respeito à população. O ambiente político fica carregado de incertezas e a imagem institucional na lama mais uma vez faz parte da história do estado. Além disso, projetos e políticas públicas no governo atual perderam força e credibilidade. Governistas esquecem que enfrentamos os mesmos problemas estruturais desde que Denarium assumiu como Governador pela primeira vez: saúde, educação, infraestrutura. Um chefe do Executivo que precisa dividir a atenção entre administrar um estado e defender o próprio mandato vive em contradição com a narrativa de eficiência que tenta vender na imprensa nacional. É difícil falar em “progresso” quando o principal tema político do estado é o julgamento que pode cassar o seu chefe maior.

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De novo: Denarium diz à imprensa que é “pai” do Linhão de Tucuruí

É inegável que a conexão elétrica ao Linhão de Tucuruí (e a entrada efetiva no Sistema Interligado Nacional) representam um marco técnico importante para Roraima. E mais uma vez o Governador de Roraima, Antonio Denarium (PP) tenta ganhar mérito por isso. Em entrevista ao Portal Poder 360, Denarium disse que como Governador e Empresário, ele começou “um grande trabalho” para resolver esse gargalo que o estado enfrentava. Parece que ele esqueceu o papel da União. Não obstante, Os Senadores pró-garimpo, Mecias de Jesus (Republicanos), Hiran Gonçalves (PP) e Chico Rodrigues (PSB), também reivindicam protagonismo com a chegada do Linhão. O Chefe do Poder Executivo não entende sobre esforço coletivo e histórico, na verdade não é possível entender que estratégia de “ser dono de tudo” o levaria a aceitação popular. E assim disse em entrevista: “Acabou o comissionamento e nós temos hoje, de forma permanente, o fornecimento de energia elétrica, que está conectado no SIN”. Denarium ainda não foi informado que o Linhão supre 55% da energia do estado, enquanto as termelétricas cuidam do resto, ou seja, mesmo com a chegada de toda estrutura energética, os contratos com a empresa Roraima Energia e outras empresas privadas, continuam valendo, como já foi reconhecido pelo Ministério de Minas e Energia para a imprensa. Elemento eleitoral e simbólico O uso da infraestrutura como símbolo de virada serve a uma narrativa política que beira os limites da legalidade que o separa do período pré-eleitoral ou de campanha. Atribuir a “autoridade do governador” méritos que claramente dependem de decisões federais, de empresas concessionárias, de licenciamento ambiental e de cooperação com diversos entes pode ser visto como propaganda institucional. É um projeto que atravessou mais de uma década de entraves técnicos, judiciais e ambientais, e só avançou graças a um acordo complexo entre União, Funai, comunidades indígenas, empresas e órgãos ambientais. O governador pode ter tido um papel de articulação, mas tratá-lo como protagonista único é uma releitura conveniente dos fatos, e perigosamente oportuna em um ano que antecede o período eleitoral. Fonte: Poder 360

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Com a proximidade das eleições, “sumidos” saem da hibernação como um passe de mágica

Quem acompanha as redes sociais rotineiramente percebe claramente que muitos dos políticos serão testados nas urnas no próximo ano, e eles voltaram a aparecer. Os políticos de mandato começaram, inclusive, a profissionalizar suas postagens para ficarem mais próximos das pessoas. Mas por que eles fazem isso apenas no ano que antecede a eleição? Analisando friamente a resposta é fácil. Porque o povo tem memória curta e não vale a pena mostrar o trabalho e a rotina anos antes. Afinal, ninguém vai lembrar mesmo. Tem gente que nem tem o que mostrar. Mas não podemos generalizar. Alguns trabalham o mandato todo. Mas da para contar no dedo de uma mão quem faz isso. E será que alguém vota num político somente pelo que vê na internet? Ou é preciso ter algo a mais? E não estamos falando de compra de votos. Até porque não são todos os eleitores que se vendem na “hora H”. Parte da população vota pela afinidade ou pelo trabalho construído pelo candidato. Resumindo, a partir de agora não somente os de mandato, quanto os novatos serão figurinhas carimbadas nas redes sociais. Por isso é bom o eleitor ficar atento para analisar quem é personagem e quem é de verdade. Quem é candidato para se fazer na vida é quem é para ampliar o trabalho em certa área. Se por um lado não existe candidato besta, por outro todos os eleitores deveriam ser mais espetos. Por isso é bom ficarmos atentos para não escolhermos errado, de novo, e ficarmos chorando mais uma vez.

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Dois políticos e duas narrativas diferentes sobre o mesmo empreendimento

É impressionante a capacidade de alguns políticos de Roraima. O que assusta também é a forma em que o população assimila o que é dito por eles. Para entender bem essas afirmações vamos analisar a inauguração da ponte do novo loteamento de Boa Vista, o Veredas do Rio Branco. A obra custou mais de R$30 milhões e é uma ação totalmente executada pelos donos do empreendimento. Um investimento privado que ajudará no desenvolvimento da capital. Até aí tudo bem. Mas quando passamos a analisar a postura política do prefeito de Boa Vista e do governador de Roraima Antonio Denarium concluímos rapidamente quem é egocêntrico e vaidoso e quem se sente parte da melhoria, mas evidencia o feito como algo para a cidade. No vídeo de Antonio Denarium ele afirma com todas as letras que ele é o centro das atenções que o empreendimento só saiu por causa dele. Do governo dele. “Isso acontece graças ao trabalho do Governo do Estado que faz com Roraima cresça, desenvolva e crie mais oportunidades”, se vangloria Denarium. Já no vídeo de Arthur Henrique, as afirmações são outras. Segundo ele, esse é um momento histórico do para o desenvolvimento sustentável da cidade de Boa Vista. “É um empreendimento que foi aprovado na época da prefeita Teresa Surita. E ela teve a ideia brilhante de colocar essa ponte como exigência para ser aprovado o loteamento. Todo esse investimento, pessoal, não saiu um centavo dos cofres públicos”, evidencia o prefeito. Resumindo, um político que se preza não se faz em cima de feitos que não foram propriamente dele ou da gestão dele. Isso é desonestidade com a população. É joga sujo. Coisa que Denarium sabe fazer muito bem. Denarium tem idade de ser pai de Arthur, mas mesmo com experiência de vida anda por aí tentando mostrar que tudo que acontece em Roraima passou por ele ou foi feito por ele. O narcisismo do governador beira a insanidade de quem quer a todo custo chegar ao Senado Federal. A ânsia é tão evidente que até contrato com um instituto de um ministro do TSE, André Mendonça, ele teve coragem de fechar para não ser cassado.

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