26 de setembro de 2026 00:20

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Entre alianças e carisma: a disputa que começa a tomar forma em Roraima

O cenário político de Roraima começa a ganhar contornos cada vez mais claros. De um lado, o governador interino Soldado Sampaio aposta na construção de alianças amplas, aproximações estratégicas e em uma gestão marcada por ações populistas, o que gera dúvidas se serão mantidas e ampliadas por mais 4 anos. Do outro, o ex-prefeito Arthur Henrique surge como um nome que carrega capital político consolidado, especialmente em Boa Vista, onde construiu uma imagem de gestor próximo da população e com forte aceitação popular. Desde que assumiu o comando do Executivo estadual, Soldado Sampaio tem dialogado com diferentes grupos e lideranças de várias regiões do estado. Seu movimento é claro: fortalecer uma base ampla e ocupar espaços políticos, já que não tem grandes feitos na vida pública, não tem carisma, não tem oratória, não tem como convencer o eleitor pelo currículo. Com isso, como governador interino, intensificou ações de impacto imediato, numa estratégia que muitos enxergam como uma tentativa de fortalecer sua imagem junto à população em um curto espaço de tempo. Enquanto isso, Arthur Henrique aparece em uma posição diferente dentro do tabuleiro. Sem ocupar atualmente um cargo executivo, o ex-prefeito mantém um ativo importante: a memória recente de sua gestão em Boa Vista. Seu nome continua sendo bem recebido nas ruas, especialmente entre eleitores que associam sua administração à continuidade de um modelo de gestão considerado organizado e eficiente na capital. Além disso, Arthur carrega uma característica difícil de construir artificialmente na política: uma lembrança espontânea, quando o eleitor lembra do político e o associa à grandes feitos, projetos e políticas públicas que deram certo. Em um estado onde a política ainda depende muito do contato direto, da presença popular e da identificação emocional com o eleitorado, o carisma pesa, e pesa muito. Arthur Henrique consegue transitar entre públicos diferentes mantendo uma imagem leve, acessível e de gestor técnico ao mesmo tempo. Isso ajuda a explicar por que seu nome segue competitivo mesmo diante de um governador que hoje possui a máquina estadual nas mãos. No fim das contas, a disputa que começa a se desenhar em Roraima parece colocar frente a frente dois estilos distintos de construção política. De um lado, a articulação institucional, as alianças e o uso estratégico da visibilidade do poder. Do outro, a força de uma imagem já consolidada, construída ao longo do tempo e sustentada pela aceitação popular. Em Roraima, onde a política costuma ser decidida tanto nos bastidores quanto nas ruas, essa diferença pode ser decisiva nos próximos capítulos.

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Medidas do Governo de Roraima reacendem debate sobre gestão, prioridades e coerência política

As recentes decisões adotadas pelo governador de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), têm gerado repercussão e ampliado o debate público sobre os rumos da gestão estadual, especialmente no que diz respeito à segurança, saúde e estrutura administrativa. Uma das medidas mais recentes foi a devolução de mais de 100 policiais militares da Casa Militar para o patrulhamento nas ruas. A ação foi apresentada pelo governo como uma estratégia para reforçar a segurança pública e aumentar a presença policial ostensiva. Apesar de bem recebida por parte da população, a iniciativa também levanta questionamentos. A medida pode ter impacto imediato, mas não resolve problemas estruturais da segurança pública, como um possível déficit de efetivo, planejamento estratégico e políticas de longo prazo. Há ainda quem veja a ação como uma resposta de efeito rápido, com forte apelo popular, mas sem garantia de continuidade ou eficácia duradoura. No conjunto, as ações do governo têm em comum o foco em respostas imediatas a demandas urgentes da população. No entanto, o desafio central permanece: equilibrar medidas emergenciais com políticas públicas estruturantes. Saúde: soluções emergenciais ou política estruturante? A política estruturante é aquele que não resolve nada de imediato, e na área da saúde, o governo também anunciou a transferência de pacientes do Hospital Geral de Roraima (HGR) para a rede privada, além da ampliação de leitos e realização de cirurgias eletivas aos domingos. As medidas buscam reduzir filas e dar resposta imediata à demanda reprimida. No entanto, mas quem paga essa conta? E quando vão resolver a própria saúde pública? Nomeação na gestão social gera questionamentos Outro ponto que gerou debate foi a nomeação da esposa do governador para a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social. Embora legal, a decisão reacende discussões sobre nepotismo e critérios técnicos na ocupação de cargos estratégicos. Mesmo quando permitido por lei, esse escolha já impactou a opinião pública sobre transparência e meritocracia na administração. Helicóptero e narrativa política A discussão sobre o uso de um helicóptero pelo governo também voltou ao centro do debate. Recentemente, a aeronave foi alvo de críticas e anúncios com forte repercussão política. No entanto, o equipamento foi adquirido anteriormente por meio de financiamento milionário, o que adiciona complexidade ao tema. Trajetória política e coerência ideológica Outro aspecto frequentemente citado no debate público é a trajetória política do atual governador. Antes de integrar partidos mais alinhados à direita, Sampaio teve passagem por siglas como o PCdoB, o que tem sido lembrado por críticos como um indicativo de mudanças de posicionamento ao longo da carreira. Inclusive a própria revista VEJA publicou matéria com a seguinte manchete: “Governador do PSL nomeia deputado comunista como líder em Roraima”.

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Hiran Gonçalves nega apoio à Sampaio: “Trabalhou para cassar o ex-governador”

O senador Hiran Gonçalves (PP) utilizou suas redes sociais nesta semana para se posicionar publicamente após uma série de especulações sobre seu alinhamento político em Roraima. A manifestação ocorreu logo após o parlamentar cumprir agendas no estado e retornar a Brasília. Hiran afirmou que não pode apoiar uma candidatura vinculada ao processo que levou à interrupção de um governo anterior e disse que Sampaio trabalhou para cassar o ex-governador. Segundo ele, sua trajetória política é guiada pela coerência e pela responsabilidade com o eleitorado, deixando claro que não pretende contrariar esses princípios. A declaração foi interpretada nos bastidores como uma sinalização de distanciamento em relação ao atual governador interino, Soldado Sampaio. Nos últimos dias, circulavam rumores sobre uma possível articulação entre os dois visando composições eleitorais futuras. A declaração tende a influenciar o cenário político local, especialmente em um momento de articulações e definições para os próximos movimentos eleitorais em Roraima.

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Após suspeitas de traição, um diálogo sobre o futuro de Roraima. Será?

O agora governador Soldado Sampaio (Republicanos), recém-empossado, afirmou em entrevista que pode abrir diálogo com o ex-governador Edilson Damião (UB) depois de perguntado se o ex-gestor pode integrar o governo. A conversa acontece hoje, segundo Sampaio. Isso pode ser visto como gesto de grandeza, maturidade política ou tentativa de pacificação. Mas não é bem assim que a história recente permite interpretar. Há pouco tempo, o próprio Damião levantou suspeitas graves ao mencionar a existência de um “traidor” que teria atuado nos bastidores para articular sua cassação no Supremo Tribunal Federal. E mais: a imprensa repercutiu que o ministro do STF, Gilmar Mendes teria sido procurado por Sampaio para tratar justamente desse processo. Diante disso, a fala do atual governador soa menos como um gesto de união e mais como um movimento político difícil de decifrar. É interessante políticos tratarem como normal uma reaproximação que ignora um passado tão turbulento e recente. E Damião hein, o que vai fazer?

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Justiça Tardia : o julgamento que coloca Roraima em xeque

O novo capítulo do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral sobre a possível cassação do governador de Roraima, Edilson Damião e a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium, expõe muito mais do que um embate jurídico e político, revela uma crise estrutural na forma como o poder é exercido e fiscalizado no Brasil, isso porque o que é mais inquietante, é o julgamento se arrastar desde 2024, com sucessivos pedidos de vista e interrupções. A raiz do processo está em acusações graves: abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com uso de programas sociais em benefício eleitoral. Parte dos ministros discute se é possível punir apenas um dos integrantes, preservando o outro no cargo. Essa discussão mexe com sistema eleitoral brasileiro, que trata a chapa majoritária como indivisível. Imaginem essa brecha para outros processos? No fundo, o que está em jogo não é apenas o mandato de um governador ou o futuro político de um ex-governador. É a credibilidade das regras do jogo.

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Zé Haroldo publica imagem ao lado de Governador e fala em “traíras”

A publicação do Deputado Federal Zé Haroldo (União), feita em Brasília, expôs uma celebração antecipada do adiamento do processo de cassação de Antonio Denarium (Republicanos) e o Governador de Roraima, Edilson Damião (União). Ao classificar o adiamento do processo de Damião como “vitória”, o deputado sugere que o mérito das acusações imputadas a dois políticos se tornam secundários diante de interesses de um grupo. Mas quem são os “traíras” que “nunca serão”? O deputado não defendeu com argumentos, a inocência do governador. É isso o que interessa a população, Zé. Parece que o grupo está menos preocupado com a justiça ou com o interesse público e está mais voltado à construção de uma narrativa política favorável.

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Sampaio, a quem interessava a urgência repentina de pautar a cassação de Denarium?

A cobrança pública feita pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes à presidente do TSE, Ministra Cármen Lúcia, sobre a demora no julgamento do processo que pode cassar Antonio Denarium, escancarou mais do que um simples embate institucional em Brasília. Levantou dúvidas legítimas sobre articulações nos bastidores. O processo, que se arrasta há quase dois anos no Tribunal Superior Eleitoral, trata de acusações graves: abuso de poder político e econômico, com uso de programas sociais e da máquina pública para influenciar o resultado eleitoral de 2022 A demora incomum já vinha sendo alvo de críticas, mas ganhou novo peso quando Gilmar classificou a situação como “mais grave” e expôs que havia recebido, em seu gabinete, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio.(Republicanos). Sampaio, como sabemos, é historicamente alinhado à Denarium. Então o que aconteceu tratava-se de uma preocupação institucional com a estabilidade do estado ou de uma movimentação política para influenciar o ritmo ou o desfecho do julgamento? Mais do que discutir a culpa ou inocência de Denarium, essa situação gera uma reflexão incômoda: até que ponto decisões judiciais de grande impacto político estão blindadas de articulações informais?

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Até quando vai durar a fidelidade de Edilson Damião à Denarium?

A fidelidade quase sempre é condicionada ao tempo, ao poder e às urnas. A ascensão de Edilson Damião (UB) ao comando do Estado, após a saída de Antonio Denarium (PP) sob a sombra de uma possível cassação pelo TSE, carrega uma dúvida que pode pesar muito nos próximos meses. Ao afirmar que faria poucas mudanças no secretariado, Damião sinalizou continuidade, e mais do que isso, gratidão política, devido a trajetória construída por Denarium. Historicamente, governadores que assumem em contextos semelhantes enfrentam um dilema clássico: permanecer como extensão de quem saiu ou construir uma identidade própria. Até as eleições, a tendência de Damião será de manutenção dessa fidelidade? Se Damião sair fortalecido das urnas, com legitimidade própria, a pressão por autonomia será inevitável. Nesse ponto, manter-se excessivamente atrelado a Denarium pode ser limitação. No fim das contas, a fidelidade de Damião a Denarium será testada com o viés de sobrevivência política.

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O que fez Mecias mudar de ideia tão rápido?

A política roraimense vive mais um capítulo de reviravoltas com a decisão do Senador Mecias de Jesus (Republicanos) de assumir a vaga no Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR). O episódio escancara um problema recorrente na política brasileira: quando decisões institucionais, aparentemente passam a ser tratadas como peças de cálculo eleitoral. Assista ao vídeo: Durante semanas, o cenário político ficou suspenso entre possibilidades. Mecias poderia assumir o TCE, disputar novamente o Senado ou até cogitar outros caminhos políticos. Essa indefinição cria um efeito dominó que paralisa articulações, trava alianças e gera insegurança entre partidos e lideranças que tentam se organizar para as próximas eleições. Estratégia, malícia. Em estados menores como Roraima, onde poucas lideranças concentram grande peso político, esse tipo de hesitação tem impacto ainda maior. Mas o que fez Mecias recuar? Por que aceitou a vaga de Conselheiro mesmo após anunciar publicamente que disputaria o Senado contra ou ao lado de Antonio Denarium (PP)? Falta palavra? Falta coragem? Ou tudo não passou de um possível “grande acordo”? Além do impacto político, existe também uma questão institucional. Uma vaga em um tribunal de contas não deveria ser vista como plano alternativo de carreira política, mas como uma função técnica e permanente de fiscalização do dinheiro público. Quando a decisão de assumir ou não o cargo depende do cálculo sobre qual posição garante mais poder político, a credibilidade das instituições inevitavelmente entra em debate. No fim das contas, esse é um jogo que pouco contribui para as soluções que a população realmente espera.

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Prestação de Contas ou propaganda enganosa?

A polêmica dessa semana na Câmara Municipal de Boa Vista, e que dividiu opiniões no retorno dos trabalhos legislativos na última quarta-feira, 25/2, ganhou um novo capítulo. O vereador Bruno Perez (MDB), usou a Tribuna da casa e criticou o colega Thiago Reis (PSD), por divulgar quantidade de indicações, que podem ter sido manipuladas pelo parlamentar. Thiago faz oposição ao prefeito e integra a base de apoio do Governador Antonio Denarium. Bruno Perez, defende que é praticamente impossível, um vereador com tão pouco tempo de mandato,afirmar que mais de 60% das demandas tenham sido atendidas pelo prefeito Arthur Henrique. Thiago Reis tem usado canais de comunicação para enaltecer suas ações parlamentares. Com mais de 6 mil indicações em apenas um ano de mandato, Bruno Perez fez um alerta sobre divulgações de políticos, para enganar eleitores. “O que mais tem, é politico de obra pronta” Político de obra pronta é a expressão usada geralmente de forma crítica para definir um agente público que aparece apenas quando a obra já está concluída, ou quase, para tirar proveito politico, tirar fotos e se apresentar como autor de algo que não realizou, mesmo nem tendo acompanhado. Quem acredita? A discussão entre os dois vereadores, ganhou repercussão nas páginas de noticias de Roraima, e em uma delas um internauta escreveu: “Essa atitude é mais comum do que vocês imaginam em todo o canto do Brasil”. O Caburaí teve acesso a documentos oficias que comprovam duplicidade de indicações do vereador Thiago reis. Mas o questionamento que fica é, se realmente 60% das demandas do parlamentar foram atendidas, mesmo ele tendo um número expressivo. Uma a uma, Thiago pode comprovar?

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