26 de setembro de 2026 02:04

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PIB do Brasil pode perder até R$ 175 bilhões com tarifa de 50% de Trump, diz estudo

Relatório da Fiemg também avaliou cenário em que o governo brasileiro decida retaliar os EUA com taxa equivalente de 50%. Nesse caso, a estimativa é de que o PIB tenha retração de até R$ 259 bilhões (-2,21%). A imposição de tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos pode resultar em perdas de até R$ 175 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ao longo dos próximos 10 anos, diz um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) divulgado nesta segunda-feira (21). Além da retração — que representaria um impacto negativo de 1,49% no PIB no longo prazo —, as taxas anunciadas pelo presidente Donald Trump têm potencial para eliminar mais 1,3 milhão de postos de trabalho no Brasil, estima a entidade. Em 9 de julho, Trump enviou uma carta ao presidente Lula (PT) e anunciou tarifas de 50% sobre importações brasileiras, com validade a partir de 1º de agosto. Caso os líderes não cheguem a um acordo até a data prevista, setores relevantes da economia brasileira terão de buscar novos mercados para escoar seus produtos. No estudo, a federação mineira também estimou os impactos de uma possível retaliação brasileira ao tarifaço. Caso o governo do presidente Lula decida impor uma taxa recíproca de 50% sobre a importação de produtos norte-americanos, a queda no PIB pode chegar R$ 259 bilhões (-2,21%). Nesse cenário, 1,9 milhão de empregos seriam impactados em até 10 anos, com uma redução de R$ 36,2 bilhões na massa salarial do país. Enquanto isso, a arrecadação de impostos cairia R$ 7,21 bilhões, de acordo com o estudo. Texto: André Catto, g1

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Boa Vista será palco, entre os dias 25 a 27 de julho de 2025, da Etapa Regional de Vôlei de Praia

A Etapa Regional de Vôlei de Praia – Norte Sub-23, reunindo as principais duplas masculinas e femininas dos estados do Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia. A competição promete disputas de alto nível com 16 duplas masculinas e 16 duplas femininas brigando não apenas pelo pódio, mas também por premiações em dinheiro e oportunidades importantes para a carreira. O grande destaque é que a dupla campeã de cada naipe garantirá um convite (Wild Card) para disputar uma etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia (CBVP) – Aberto ou Challenger, representando um passo importante para ingressar no cenário nacional da modalidade. Além do incentivo esportivo, a premiação total soma R$ 80 mil, dividida entre os dois naipes, com a seguinte distribuição por dupla: •⁠ ⁠🥇 1º lugar: R$ 6.000,00•⁠ ⁠🥈 2º lugar: R$ 4.000,00•⁠ ⁠🥉 3º lugar: R$ 3.500,00•⁠ ⁠4º lugar: R$ 3.000,00•⁠ ⁠5º ao 8º lugar: R$ 2.500,00•⁠ ⁠9º ao 12º lugar: R$ 2.000,00•⁠ ⁠13º ao 16º lugar: R$ 1.375,00 O evento reforça o compromisso da Federação Roraimense de Voleibol (FRV) e da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) em fomentar o voleibol de praia na região Norte, revelando novos talentos e fortalecendo o esporte de base. Por Redação

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PEN DRIVE: conteúdo apreendido em dispositivo no banheiro de Bolsonaro é irrelevante para a investigação.

A análise pericial do pen drive apreendido em um banheiro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, foi concluída. Segundo fontes a par da investigação, o conteúdo do dispositivo é irrelevante para o inquérito. O pen drive foi localizado durante operação da PF autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente no inquérito que investiga coação à Justiça brasileira por parte de Bolsonaro e do filho Eduardo Bolsonaro, deputado licenciado do PL de São Paulo.O dispositivo foi encaminhado para perícia no laboratório da corporação. Na sexta (18), ao ser perguntado, Bolsonaro disse desconhecer o pen drive. “Olha, uma pessoa pediu para ir ao banheiro, eu apontei o banheiro, e voltou com um pen drive na mão. Nunca abri um pen drive na minha vida. Eu não tenho nem laptop em casa para mexer com pen drive. A gente fica preocupado com isso”, declarou Bolsonaro. O conteúdo do dispositivo era considerado uma possível peça de interesse no inquérito que investiga supostos crimes contra o Estado Democrático de Direito. Texto: César Tralli, TV Globo e GloboNews

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MPRR se reúne e Operação Acolhida para articular ações conjuntas

Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Vítimas, Minorias e Direitos Humanos (GAEVI-MDH) do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) estiveram, na última quarta-feira, 16 de julho, na sede da Operação Acolhida, em Boa Vista, para discutir a viabilidade de novas ações conjuntas voltadas à defesa dos direitos humanos de pessoas migrantes. Durante a visita, os Promotores de Justiça André Paulo dos Santos Pereira e Lucimara Campaner se reuniram com o General José Luís Araújo dos Santos para tratar de temas como a proteção e promoção dos direitos de migrantes venezuelanos, indígenas em deslocamento e pessoas migrantes em situação de rua. O Promotor de Justiça e coordenador do GAEVI, André Paulo dos Santos Pereira, destacou a relevância da articulação institucional: “A Operação Acolhida representa um incontestável marco brasileiro na defesa dos direitos humanos de pessoas migrantes; é uma lição para o mundo. Nesse contexto, o MPRR, por meio do GAEVI, busca realizar novas ações conjuntas voltadas à dignidade da pessoa humana, à diminuição da violência e à atenção às pessoas em situação de rua.” Ao final da reunião, foi deliberado que o GAEVI-MDH encaminhará propostas de atuação conjunta com o objetivo de fortalecer as ações de assistência humanitária e proteção dos direitos dos migrantes na região. Texto: Aline MPRR

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Projeto propõe equidade na imunização de recém-nascidos prematuros pelo SUS

O Senado deve analisar projeto que garante a equidade na imunização de recém-nascidos prematuros no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa é da senadora Dra. Eudócia (PL-AL) e aguarda encaminhamento para as comissões temáticas da Casa. O PL 2.721/2025 estabelece diretrizes para assegurar que todos os bebês prematuros tenham acesso a vacinas e imunobiológicos especiais, independentemente da idade gestacional ou do peso ao nascer. A proposta prevê, entre outros pontos, a oferta da vacina hexavalente acelular e da imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), além de outros imunizantes recomendados por protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. Segundo o projeto, os imunobiológicos deverão estar disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). O texto também determina que o Poder Executivo amplie a rede de CRIEs em todo o país e promova campanhas de conscientização sobre a importância da imunização de prematuros. A senadora afirma que o objetivo da proposta é reduzir a mortalidade infantil e assegurar proteção adequada a um grupo particularmente vulnerável.“Os nascidos de forma prematura são particularmente vulneráveis ao agravamento de doenças e infecções, sobretudo respiratórias, o que reforça a necessidade de estratégias de imunização específicas e abrangentes”, explica. Na justificativa, a parlamentar cita dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo os quais o parto prematuro é a principal causa de morte em crianças menores de cinco anos. No Brasil, cerca de 12% dos nascimentos são prematuros, o que representa aproximadamente 340 mil bebês por ano. Ela também aponta que o acesso a vacinas como a hexavalente acelular ainda é restrito na rede pública. “Estou certa de que tais disposições irão proporcionar a redução da mortalidade infantil e assegurar a imunização adequada de bebês prematuros”, conclui Dra. Eudócia. Texto: Agência Senado

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Ampliação das licenças maternidade e paternidade ganha apoio no Senado

Propostas que aumentam períodos das licenças maternidade e paternidade e adaptam regras para diferentes contextos familiares avançaram no ano legislativo de 2025, no Senado. Os projetos têm objetivos comuns: reconhecer a importância do cuidado parental nos primeiros meses de vida de uma criança e reduzir desigualdades de gênero. Algumas propostas também atendem a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em dezembro de 2023, determinou que em 18 meses o Congresso regulamente o direito à licença-paternidade. A decisão do STF foi fixada no julgamento de uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS). Como o prazo estabelecido pelo tribunal se encerrou no início de julho, o próprio Supremo pode definir um novo período de licença-paternidade até que o Congresso aprove a regulamentação. Mas, por enquanto, está valendo a regra transitória da Constituição de 1988, de apenas cinco dias de afastamento. Empresas que aderirem ao Programa Empresa Cidadã podem estender a licença para até 20 dias. Entre as propostas discutidas no Senado para regulamentar a questão, a PEC 58/2023, do senador Carlos Viana (Podemos-MG), amplia a licença-maternidade de 120 para 180 dias e a paternidade de cinco para 20 dias, inclusive em casos de adoção. A relatora da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), já apresentou dois pareceres favoráveis, o mais recente em julho deste ano, com apenas ajustes de redação.    Para Viana, a medida é urgente diante da realidade das famílias brasileiras.   — Nos dias de hoje, criar e dar assistência a um filho requer muito dos pais, especialmente em uma casa onde nasce uma criança com deficiência — afirmou, ao defender que a ampliação das licenças deveria contemplar todas as configurações familiares, inclusive as homoafetivas.   O senador lembrou que muitas mães abandonam a profissão por falta de estrutura de apoio do Estado e defendeu o papel ativo do pai no período neonatal.  — É o momento em que as mulheres mais precisam dos seus companheiros em casa — acrescentou.  A relatora Ana Paula também destacou a mudança no papel social dos pais como um dos fundamentos da proposta.   — A licença-paternidade tem ganhado cada vez mais relevância com a evolução dos papéis desempenhados por homens e mulheres. É uma medida socialmente justa e razoável — afirmou a relatora, em seu parecer.  Já o PL 3.773/2023, do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), estabelece uma ampliação gradual da licença-paternidade, começando em 30 dias e chegando a 60, além da criação do chamado “salário-parentalidade”, um benefício previdenciário a ser pago durante o afastamento.   O projeto já foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos (CDH) sob relatoria da presidente do colegiado, senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O texto também passou pela CCJ, com parecer favorável do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), para quem a proposta corrige uma distorção histórica no mercado de trabalho.  — Não há como assegurar igualdade entre homens e mulheres se apenas as mulheres se afastam do trabalho para cuidar dos filhos. É preciso regulamentar esse direito com regras claras, inclusive sobre a estabilidade no emprego e o pagamento do benefício — sustentou Alessandro.  O projeto de Kajuru está tramitando em conjunto com outras duas propostas: o PL 139/2022, do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que prevê 60 dias úteis de licença-paternidade e o compartilhamento de até 30 dias da licença-maternidade com o pai; e o PL 6.136/2023, do senador Viana, que propõe compartilhar até 60 dias da licença-maternidade e dobrar seu prazo em caso de deficiência do recém-nascido.  Ambas as matérias são relatadas pela senadora Leila Barros (PDT-DF) na CAS.  O PL 6.063/2023, do senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece 180 dias de licença-maternidade e 60 de paternidade, com acréscimos em casos de nascimentos múltiplos. O relator, senador Jorge Seif (PL-SC), ainda analisa a matéria na CDH. Apesar do volume de propostas e do respaldo parlamentar em diferentes frentes, poucas chegaram ao Plenário até agora. Algumas enfrentam entraves regimentais, como a falta de relator ou a espera por deliberação de urgência, como é o caso do requerimento de líderes partidários para acelerar a tramitação do projeto da senadora Mara.  Enquanto isso, o debate segue ganhando consistência no Senado, com maior reconhecimento da importância de políticas públicas que incentivem a parentalidade compartilhada e o cuidado na primeira infância. Texto: Agência Senado

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Polícia Civil de SC prende venezuelano foragido por homicídio qualificado no estado de Roraima

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Homicídios do Departamento de Investigação Criminal (DIC/Blumenau) prendeu nesta quarta-feira (16/07), um homem de nacionalidade venezuelana, foragido desde maio de 2021 do estado de Roraima, pelo crime de homicídio qualificado. O foragido foi localizado em uma residência no Bairro Fortaleza, em Blumenau. Ao ser cientificado sobre o mandado de prisão, não ofereceu resistência, sendo conduzido ao Presídio Regional de Blumenau, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. Texto: Ronaldo Penido

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Pen drive em banheiro, dólares e cópia de ação contra Moraes nos EUA. Veja o que PF achou na casa de Bolsonaro

Nesta sexta-feira (18), mandados foram cumpridos na residência do ex-presidente, Jair Bolsonaro, em Brasília e em endereços ligados ao Partido Liberal. Por determinação do STF, Bolsonaro usará tornozeleira eletrônica e está proibido de sair à noite. A Polícia Federal apreendeu uma cópia de uma ação contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, um pen drive e US$ 14 mil em espécie na casa do ex-mandatário. O pen drive estava escondido em um banheiro da casa de Bolsonaro. O material foi levado para o laboratório da PF e será periciado pela polícia científica. Já a petição apreendida faz parte da ação que a plataforma de vídeos Rumble move contra o ministro do STF por suposta censura e pede que ordens do juiz brasileiro para derrubada de contas de usuários da plataforma não tenham efeito legal nos Estados Unidos. Agentes federais também informaram que foram encontrados aproximadamente US$ 14 mil e R$ 8 mil na casa do ex-presidente. De acordo com o advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, foi apreendido também o celular do ex-presidente. Ainda segundo a defesa, depois da instalação da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro deverá voltar para casa. Por Redação

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Brasil vence Argentina e garante liderança da Liga das Nações masculina de vôlei

Nesta quarta-feira, 16, o Brasil teve uma grande vitória na Liga das Nações Masculina de Vôlei sobre a Argentina por 3 a 1 (25-21, 25-23, 24-26 e 25-18). A disputa aconteceu em Chiba, no Japão. O Brasil chegou aos 23 pontos e assim sem mantém isolado na liderança da fase preliminar e com a classificação para a fase final. Nesta terceira semana da VNL, enfrenta o Japão, na sexta-feira, 18, às 7h20, Turquia, no sábado,19, às 3h30, e Alemanha, no domingo, 20, às 2h30. Todos os horários são de Brasília. Por Redação

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Refugiados venezuelanos participam de torneio paralímpico em Roraima

Em uma vibrante celebração do esporte e da inclusão, atletas refugiados venezuelanos participaram da etapa de Roraima do Meeting Paralímpico Loterias Caixa, evento realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) no último sábado (12/06), em Boa Vista, Roraima. A iniciativa marcou mais do que uma competição: foi um momento de visibilidade, reconhecimento e oportunidade de recomeço para atletas com deficiência que vivem em situação de deslocamento forçado. O total de 108 atletas participaram da competição, com provas de atletismo, natação e tiro com arco. A maior parte dos competidores venezuelanos competiram nas modalidades paralímpicas pela primeira vez em solo brasileiro e vivem nos abrigos da Operação Acolhida – resposta humanitária do Governo Brasileiro para o acolhimento e integração de pessoas venezuelanas, que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e de diversas outras organizações internacionais e da sociedade civil. Além de revelar talentos, o evento fortaleceu o trabalho de inclusão e promoção de direitos de pessoas refugiadas com deficiência, muitas vezes em situação de camadas sobrepostas de vulnerabilidade. O ACNUR reforça que o acesso ao esporte pode ser uma ferramenta poderosa de proteção e reconstrução digna de vidas, promovendo sociabilidades, saúde mental, autoestima e integração com as comunidades locais. “O esporte é uma linguagem universal e um meio pelo qual seus praticantes, independentemente de qualquer modalidade ou perfil, podem se desenvolver e agregar novos conhecimentos que valorizam sua vida. O ACNUR trabalha em parceria com as confederações paralímpicas e olímpicas para evidenciar o que é notório socialmente: com oportunidades, as capacidades das pessoas refugiadas são valorizadas e elas são vistas como contribuidoras do desenvolvimento social, sendo esta uma das maiores conquistas”, afirmou Davide Torzilli, Representante do ACNUR no Brasil. Exemplo disso foi a participação de três atletas venezuelanos que integram o Clube Ases de Cadeira de Rodas de Roraima. Martin Medrano, de 47 anos, vive desde 2024 em um abrigo da Operação Acolhida. Embora ele tenha competido no lançamento de dardo, alcançando o índice de 19,87m, e no arremesso de peso, com a marca de 7,44m, ele iniciou a prática esportiva no ano passado, por meio do basquete em cadeira de rodas, no Centro de Referência Paralímpico do CPB, em Boa Vista. “Para uma primeira competição, gostei do resultado. Claro que quero e sei que posso melhorar, e aqui no Brasil tenho apoio para continuar treinando e tentando. No abrigo, tenho condições dignas para mim e minha família, mas agora posso sonhar com uma vida melhor”, disse o atleta que vive em Boa Vista com a esposa e a filha de 12 anos. “Estamos aqui torcendo e lutando para que o esporte seja um meio de construir uma vida nova. Quero competir muito e viver do esporte”, completou. Seu conterrâneo Alesander Lima, 48, também estreou em competições neste sábado no lançamento de dardo (5,54m) e no arremesso de peso (2,58m). Da mesma forma que Martin, Alesander evidenciou a satisfação em competir junto com atletas brasileiros. “Estou muito feliz por estar aqui e poder sonhar em seguir no esporte. Minha família ficou na Venezuela, mas encontrei no abrigo e no esporte pessoas que me acolheram e se tornaram parte da minha história”, contou o atleta, que teve poliomielite aos dois anos e apresenta comprometimentos nos membros superiores e inferiores. O Meeting Loterias Caixa em Roraima foi também uma demonstração de como o Brasil pode ser um espaço de proteção e oportunidade para quem foi forçado a deixar tudo para trás, exceto o desejo e a vontade de estarem inseridos socialmente e integrados em suas comunidades, algo que os esportes têm vocação em concretizar. “Possibilidades de inclusão e integração se fazem com acesso e os esportes trazem essa possibilidade. O compromisso assumido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, inclusive em sua proposta feita ao Fórum Global sobre Refugiados do ACNUR, é um marco importante de como se pode agregar diversidade em espaços onde a competição se torna um meio de cooperação”, conclui o Representante do ACNUR. Essa matéria foi feita em contribuição com a comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro. Por Acnur.org

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