27 de abril de 2026 14:40

Brasil e Mundo

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Ancelotti mantém mistério sobre vagas na seleção para a Copa do Mundo e acirra disputa entre jogadores

A definição do grupo que representará o Brasil na Copa do Mundo de 2026 entrou em sua etapa mais crítica, mas o técnico Carlo Ancelotti sinalizou que a lista final de convocados ainda possui lacunas a serem preenchidas. O treinador italiano confirmou a existência de uma espinha dorsal já estabelecida, composta por atletas de sua confiança, porém admitiu que a performance nos próximos compromissos internacionais será crucial para selar o destino das vagas remanescentes, especialmente em setores estratégicos do campo. A comissão técnica da Seleção Brasileira intensificou o monitoramento de um vasto leque de jogadores, abrangendo tanto os que atuam nos principais campeonatos europeus quanto os destaques do futebol nacional. Ancelotti deixou claro que a versatilidade tática é um dos atributos mais valorizados no processo de seleção. A capacidade de um atleta desempenhar múltiplas funções é vista como um diferencial para compor um elenco robusto e preparado para os diferentes desafios que um torneio de tiro curto impõe. A expectativa é que o panorama da delegação esteja praticamente definido após a próxima Data Fifa. Preparação decisiva em solo norte-americano O calendário da equipe prevê dois amistosos de alto calibre que servirão como o laboratório final para Carlo Ancelotti. Esses confrontos foram estrategicamente agendados nos Estados Unidos contra adversários europeus de renome, simulando o nível de competitividade esperado no mundial. O primeiro desafio será contra a França, no dia 26 de março, no Gillette Stadium, em Boston. A partida está marcada para as 16h, no horário local. Poucos dias depois, em 31 de março, o Brasil medirá forças com a Croácia no Camping World Stadium, em Orlando, com o jogo agendado para as 21h do horário local. Ancelotti planeja utilizar essas partidas para observar a resposta do time sob pressão, testar formações táticas e avaliar individualmente os jogadores que disputam as últimas vagas, consolidando o modelo de jogo que pretende implementar na busca pelo hexacampeonato. Disputa acirrada no setor ofensivo O ataque é, sem dúvida, o setor com a competição mais intensa. A posição de centroavante segue como uma das principais incógnitas, com nomes como Matheus Cunha, Igor Jesus e João Pedro sendo avaliados de perto. A regularidade e o desempenho em seus clubes nos próximos meses serão determinantes para a escolha de Ancelotti, que busca um jogador com presença de área, mas que também participe da construção das jogadas. Na criação, a disputa entre Rodrygo e Raphinha ilustra a busca do treinador por diferentes soluções táticas. Enquanto Rodrygo oferece maior capacidade de articulação e movimentação pelo centro, Raphinha proporciona mais verticalidade e agressividade pelas pontas, além de uma recomposição defensiva mais forte. A escolha entre os dois, ou mesmo a inclusão de ambos, dependerá da estratégia desenhada para cada adversário na Copa do Mundo.

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Agiu com descaso: MPM pede expulsão de Bolsonaro das Forças Armadas

O Ministério Público Militar (MPM) solicitou ao Superior Tribunal Militar (STM) a expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro das Forças Armadas, argumentando que ele agiu com “descaso em relação aos preceitos éticos mais básicos” que regem a carreira militar. Além de Bolsonaro, o pedido do órgão também atinge quatro outros oficiais de alta patente condenados na ação penal que apurou a trama golpista. Na peça entregue ao STM, o MPM defende que a condenação definitiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs a Bolsonaro e aos demais penas superiores a dois anos de prisão torna os oficiais “indignos” e incompatíveis com o oficialato. O texto ressalta que as condutas deles violaram normas de probidade, lealdade e disciplina que os militares juraram respeitar ao se comprometerem com a defesa da República e das Forças Armadas. O pedido de expulsão, formalizado nesta terça-feira (3), vai ser analisado pelo STM, corte composta por 15 ministros entre civis e militares, que deverá decidir se os cinco réus devem perder seus postos e patentes. Caso a Corte acolha a representação, a medida implicará na retirada dos benefícios vinculados à condição de oficial, inclusive do direito de cumprimento de pena em unidades militares. Entre as alegações do MPM estão declarações e ações de Bolsonaro que, segundo o órgão, atentaram contra a hierarquia e desrespeitaram autoridades civis e as próprias instituições democráticas. Para o Ministério Público Militar, essas condutas comprometem a imagem e os deveres previstos no Estatuto dos Militares, justificando a perda da condição de membro das Forças Armadas. O processo no STM é inédito, pois a Corte ainda não havia julgado pedidos de perda de patente referentes a crimes contra a democracia, nem expulsado generais ou almirantes por esse motivo. A expectativa é que a análise dos casos comece ainda este ano após a distribuição às relatorias.

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Governo cria unidades para a soberania alimentar na Terra Yanomami

“Onde antes havia garimpo, agora há alimento”. É com essa máxima que o governo federal dá início, nesta segunda-feira (2/2) à implantação de unidades demonstrativas de soberania alimentar na Terra Indígena Yanomami. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a iniciativa busca garantir acesso a alimentos saudáveis, respeitando os modos de vida tradicionais, ao mesmo tempo em que recupera áreas degradadas pelo garimpo ilegal. A unidade é composta por aviário com 100 galinhas rústicas; um viveiro de mudas nativas capaz de comportar 2 mil mudas, com destaque para o açaí e o cacau nativos; tanque de compostagem para adubo natural; roças com plantio de mandioca, batatas, arroz e outras culturas; Sistemas Agroflorestais (SAFs), em que as mudas são plantadas com o objetivo de restaurar as cicatrizes abertas pelo garimpo, multiplicar sementes tradicionais e cultivar espécies nativas de fruteiras e hortaliças; além do tanque escavado de piscicultura, com 440m². A unidade demonstrativa será instalada na comunidade Sikamabiu, na região do Baixo Mucajaí, em Roraima. No local residem 30 famílias, reunindo quase 400 indígenas. Essa é a primeira de uma série de 8 unidades a serem distribuídas pelo território ainda neste ano. “O impacto desta ação é muito grande. A unidade modelo é um marco dentro do território. Onde já corremos o risco de levar tiro de garimpeiro, levamos estrutura e ferramentas para a conquista da soberania alimentar”, diz a pesquisadora da Embrapa Roraima Rosemary Vilaça, que atua no território desde 2022 e é uma das responsáveis pelo projeto das unidades demonstrativas. Técnicos da Embrapa apontam que ao menos outras 11 comunidades têm demonstrado interesse em ver o projeto de pé. A TI Yanomami tem 9,6 milhões de hectares — em extensão territorial é a maior terra indígena do Brasil, abrigando aproximadamente 31 mil indígenas. Enfrentamento ao garimpo ilegalEntre março de 2024 e janeiro de 2026, dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão responsável pelo monitoramento ambiental e territorial da Amazônia por meio de imagens de satélite e sistemas de inteligência, indicaram uma redução de 98,77% das áreas de garimpo ativo na Terra Indígena Yanomami. No período de maior pressão (2024), o garimpo ilegal ocupava cerca de 4.570 hectares do território. Ao final de 2025, a área identificada como garimpo ativo havia sido reduzida para 56,13 hectares. Texto: Aline Gouveia

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Maduro cumpre um mês preso em meio a disputa por imunidade

Quem vê de fora pode não perceber, mas o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn em Nova York, já foi descrito como “o inferno na Terra” por ex-detentos. Denúncias de infestações de insetos e roedores, condições insalubres e agressões entre detentos se tornaram comuns sobre o presídio. É nesse local que estão presos o líder chavista Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O casal, que até pouco tempo atrás detinha o poder na Venezuela, completa em 3 de fevereiro de 2026 um mês sob custódia das autoridades dos Estados Unidos, que movem contra eles diversos processos por crime organizado e narcotráfico. “São delitos graves, com penas altas. Maduro está acusado de quatro crimes, o que significa que estamos falando de uma prisão por longo tempo”, afirma à DW o diretor do Centro de Direito Transnacional da Rutgers Law School, Jorge Contesse. Após declararem-se inocentes em 5 de janeiro, quando compareceram diante do juiz federal Alvin K. Hellerstein, em um tribunal do distrito sul de Nova York, Maduro e Flores agora devem esperar até 17 de março para a próxima audiência. Caso sejam considerados culpados – em um processo que pode durar anos – enfrentam penas de várias décadas e até prisão perpétua. A estratégia da defesa deve se concentrar em exigir imunidade de chefe de Estado para Maduro, o que não será simples, pondera Contesse. “Mas os Estados Unidos reconhecem a vice-presidente de Maduro como atual chefe de Estado, e a defesa pode usar isso a seu favor: como é possível reconhecer Delcy Rodríguez como líder da Venezuela e negar esse reconhecimento a quem estava no poder imediatamente antes dela?”, questiona. Texto: Diego Zúñiga

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Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Essa será a primeira redução do combustível promovida pela petroleira neste ano. Com isso, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro. A companhia também informou que deve manter inalterados, neste momento, os preços de venda do diesel para as distribuidoras. Nesse caso, segundo a Petrobras, a redução acumulada nos preços do diesel é de 36,3% desde 2022. Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos. A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal. São eles: Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação. Fonte: G1

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Rússia rejeita falha em sistema de defesa e diz ter nomes dos “traidores” de Maduro

O embaixador da Rússia na Venezuela, Sergey Melik-Bagdasarov, disse em entrevista neste domingo (25) ter conhecimento dos nomes das pessoas que ajudaram os EUA durante os planos de captura do ex-ditador Nicolás Maduro. Segundo ele, o êxito no plano só foi possível devido a falhas internas, negligência e à colaboração de autoridades venezuelanas com os serviços de inteligência de Washington, incluindo pessoas que integravam o círculo íntimo do chavista.Em outubro, Maduro se gabou de ter “milhares” de mísseis russos que, em tese, o ajudariam a manter os EUA longe do território venezuelano. No entanto, no dia da operação, tanto o sistema local quanto o russo falharam.O embaixador russo afirmou que Caracas chegou a efetuar dois disparos com baterias antiaéreas russas contra as tropas americanas durante a operação de captura, mas os ataques falharam por falta de treinamento do pessoal militar venezuelano. “Além de ter uma metralhadora nas mãos, é preciso saber dispará-la”, declarou Melik-Bagdasarov, acrescentando que os militares erraram os alvos nas tentativas. O diplomata deu as declarações ao canal de televisão Rossiya-24 , ocasião na qual descreveu um cenário de deslealdade anterior à operação militar que culminou em 3 de janeiro com a remoção do ex-ditador venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores, da Venezuela.“Se o que acontecia aqui [Venezuela] muito antes disso [da operação] pudesse ser descrito como traição, então, naturalmente, era”, acrescentou, referindo-se ao comportamento das forças de segurança antes da operação relâmpago americana. Segundo o diplomata, a Rússia conhece os nomes daqueles que “trabalharam sistematicamente para a inteligência americana” e que deixaram a Venezuela após a operação. Mesmo diante da derrota de um aliado, a Rússia reiterou seu apoio ao regime da Venezuela, garantindo que a cooperação militar “não foi cancelada”, que a Rússia segue cumprindo seus compromissos e que a manutenção dos sistemas de armas russos no país latino-americano continuará por décadas. Texto: Isabella de Paula

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Tren de Aragua: líder dado como morto teria registrado filho no Brasil

Apontado como um dos “pais” da facção venezuelana Tren de Aragua, o traficante Johan Petrica, que já chegou a ser dado como morto pelas autoridades locais, teria transitado livremente pela fronteira com o Brasil durante anos e, inclusive, teria tido um filho de 7 anos, registrado em Roraima. O Tren de Aragua, principal organização criminosa da Venezuela, foi usado como pretexto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para invadir o país, no último dia 3de janeiro, e capturar o ditador Nicolás Maduro. Em julho de 2024, o Departamento de Estado dos Estados Unidos chegou a oferecer U$ 4 milhões por informações que ajudassem a localizar Petrica, apontado como um dos três líderes fundadores do Tren de Aragua. De acordo com a jornalista venezuelana Roanna Rísquez, especialista no grupo criminoso, o atual líder, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Ninõ Guerrero, se refere a Petrica como “papá” (pai, em espanhol). “Para muitos conhecedores do Tren de Aragua, Johan Petrica é o verdadeiro chefe da organização, o ideólogo do modelo de governança criminosa que começou em Tocorón e depois se estendeu a San Vicente e Las Claritas (principais comunidades dominadas pelo grupo)”, afirma a autora no livro “El Tren de Aragua: La banda que revolucionó el crimen organizado en América Latina”, publicado em 2023. Petrica desapareceu temporariamente da cena pública venezuelana em 2015, após uma ocupação policial à comunidade de San Vicente, principal reduto do Tren de Aragua fora do sistema prisional. De acordo com as investigações, ele teria migrado para o sudeste do país, na região de Las Claritas, no estado de Bolívar, que faz fronteira com o norte de Roraima, e passado a transitar sem restrições pela região. Segundo Roanna Rísquez, ele teria ficado conhecido na região por um outro nome, Viejo Darwing, ou simplesmente El Viejo. Anos depois, apresentados a fotos de Petrica, moradores da região teriam confirmado que se tratava da mesma pessoa. Em Las Claritas, uma das principais áreas de exploração de ouro na Venezuela, ele teria retomado seu passado como líder sindical de mineradores e começado a liderar as atividades criminosas do Tren de Aragua relacionadas ao garimpo. Filho brasileiroNo livro “El Tren de Aragua: La banda que revolucionó el crimen organizado en América Latina”, a jornalista Roanna Rísquez descreve um episódio em que autoridades brasileiras pediram para uma colega verificar pedidos de registros de venezuelanos, no início de 2022. Entre eles, um homem que tentava registrar o filho, na época de 4 anos. Os brasileiros suspeitavam que se tratava-se de um criminoso. A jornalista narra que ao ler a mensagem, que mencionava Yohan José Romero, identificou que era Johan Petrica. Não há informação sobre se o próprio traficante apontado como líder do Tren de Aragua teria participado diretamente da tentativa de registro do filho, ou se outra pessoa teria ficado encarregada. ExpansãoAssim como fez o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo a partir do início dos anos 1990, o Tren de Aragua, que também surgiu no sistema prisional, estendeu seus domínios pela Venezuela a partir da soltura e da transferência de presos para outras unidades prisionais. Em um segundo momento, a crise migratória no país e o refúgio oferecido por países vizinhos permitiram que o grupo avançasse pela América do Sul. No Brasil, por exemplo, autoridades estimam que o Tren de Aragua esteja presente em pelo menos seis estados — além de Roraima, também em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A facção teria firmado uma parceria com o PCC para garantir o abastecimento com segurança da droga andina às rotas que abastecem diversos estados brasileiros e o tráfico internacional.

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Após EUA e Venezuela selarem acordo sobre Petróleo, Brasil vive incerteza sobre exportações

Especialista afirma que os EUA tentam dominar a América Latina para gerar embargos aos países que consomem ou podem consumir minérios que gerem saltos tecnológicos e científicos. Diante da crise política venezuelana, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo com a Venezuela para o envio de até 50 milhões de barris de petróleo ao mercado norte-americano. O produto será transportado por navios-tanque diretamente para terminais de descarga nos portos americanos. Com isso os EUA intensificam seu papel estratégico na Venezuela, que é detentor de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas com produção severamente reduzida ao longo dos últimos anos devido à crise interna e às sanções internacionais. O Ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, confirmou que o preço do petróleo em todo mundo pode ser afetado após a Venezuela entregar 50 milhões de barris para os Estados Unidos. “Isso pode acontecer em curto prazo porque representa uma oferta adicional comercializável no mercado físico e financeiro. O anúncio dessa medida teve efeito imediato de queda nos futuros referenciais de preço de petróleo bruto em sessões recentes, refletindo a percepção de maior oferta disponível. No entanto, isso não significa um choque de oferta estrutural, porque a produção venezuelana é hoje relativamente pequena, cerca de 800 a 900 mil barris por dia, muito abaixo de países como Arábia Saudita ou EUA, e os volumes liberados inicialmente são limitados”, explicou. Prates disse que esse acordo não resolve os problemas estruturais da indústria petrolífera venezuelana e que problemas estruturais impedem o país vizinho de aumentar a produção de petróleo. “Analistas estimam que seriam necessários dezenas de bilhões de dólares e anos de reformas legais e políticas para recuperar a capacidade produtiva. Falta de investimento e capital externo tem sido um obstáculo desde que a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) se degradou tecnicamente e financeiramente. Sanções internacionais, especialmente dos EUA, romperam exportações tradicionais, reduziram acesso a mercados e impediram financiamento”, pontuou. Os prejuízos ao Brasil e os novos interesses dos EUA O Cientista Político de Roraima, Paulo Racoski, que analisou um prejuízo nas exportações brasileiras para o país vizinho, tendo em vista que o estado nunca teve um grande incentivo financeiro para o seu próprio desenvolvimento. “Roraima é o estado mais insular do Brasil, e nunca ocorreu e tão pouco houve incentivo para uma interligação petrolífera entre o estado de Roraima via Venezuela para se criar um sistema de refino a partir de uma empresa brasileira ou multinacionais, logo, o norte do país não teve nenhum impacto de desenvolvimento geopolítico na história, e isso significa que o estado é esquecido pelos entes da federação. E agora o que ocorre atualmente é que o Brasil perde com a exportação, inclusive muitos produtos que saem de Manaus, no Amazonas, e da capital Boa Vista em Roraima, como óleos vegetais, soja, madeira, e principalmente alimentos. Esse impacto será de 30 a 60 dias, porque a instabilidade política ainda é evidente”, alertou. Para o especialista, existe um interesse estratégico estadunidense para impedir o desenvolvimento de outros países aliados das Américas. Segurar as riquezas desses países é uma medida que afeta diretamente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). “Os Estados Unidos entendem que toda América, do Alasca à Patagônia é zona estratégica e necessária para a manutenção de interesses políticos e militares, como centro de poder. Além do petróleo, gás e terras raras da Venezuela, ainda há um interesse grande no sistema de extração mineral do próprio México. Os EUA tentam fazer das Américas o que costumeiramente chamam de ‘Retaguarda Otana’. Outro ponto é impedir o envio de riquezas que possam gerar saltos tecnológicos e científicos para servir interesses da Rússia, Ucrânia, Índia, China”, explicou Racoski. As terras Raras no Brasil As terras Raras são um conjunto de 17 elementos da tabela periódica com propriedades físicas e químicas semelhantes, e são minerais estratégicos para a indústria. Não são materiais difíceis de encontrar na natureza, no entanto a extração e processamento são mais complexos e caros. De acordo com o relatório lançado em novembro do ano passado pelo Banco de Investimento da América Latina, BTG Pactual, a região deve liderar o crescimento da produção de óxidos de terras raras entre 2025 e 2029, saltando de 0,6 mil toneladas para 7,5 mil toneladas nesse período. O Brasil vem ganhando destaque no cenário global das terras raras ao concentrar a segunda maior reserva do mundo, estimada em 21 milhões de toneladas. O volume expressivo, aliado ao baixo custo de exploração e à elevada presença de elementos pesados (mais raros e de maior valor econômico) coloca o país como uma alternativa estratégica ao domínio asiático nesse mercado

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Trump publica imagem de Maduro detido em operação dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tornou pública a primeira imagem do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sob custódia norte-americana. A foto foi divulgada na rede social Truth Social poucas horas depois da operação que resultou na captura do líder venezuelano, iniciada na madrugada deste sábado (3). Na publicação, Trump escreveu a legenda “Nicolas Maduro on board the USS Iwo Jima”, indicando que Maduro estava a bordo do navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, da Marinha dos Estados Unidos. Nas imagens compartilhadas, o presidente venezuelano aparece vestindo roupas de moletom, usando protetor auricular e óculos escuros, além de segurar uma garrafa de água. A divulgação ocorreu após o anúncio oficial de uma ação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano, que culminou na prisão do chefe de Estado. Segundo autoridades norte-americanas, a operação também resultou na captura de Cilia Flores, esposa de Maduro. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o local onde ela está detida nem sobre possíveis procedimentos judiciais específicos envolvendo a ex-primeira-dama. De acordo com o governo dos EUA, Nicolás Maduro será julgado em território norte-americano. As acusações envolvem crimes ligados ao narcotráfico, com base em processos já existentes na Justiça dos Estados Unidos. As autoridades, no entanto, não informaram datas ou prazos para o início das audiências. Também permanece indefinido o destino final de Maduro após sua retirada da Venezuela. A única confirmação oficial é que ele estava a bordo do USS Iwo Jima no momento da publicação feita por Trump, sem detalhes adicionais sobre uma eventual transferência para o território continental dos Estados Unidos. A prisão do presidente venezuelano ocorreu em meio a uma ofensiva militar que gerou repercussão imediata no cenário internacional. Governos de diferentes países reagiram de forma divergente à ação norte-americana, enquanto organismos multilaterais seguem monitorando os desdobramentos do caso.

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Vice venezuelana confirma sequestro de Nicolás Maduro e primeira-dama e exige ‘prova de vida imediata’

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou que o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores é desconhecido, após os ataques dos Estados Unidos ao país latinoamericano na madrugada deste sábado (3). “Exigimos uma prova de vida imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira combatente Cilia Flores”, disse Rodríguez, em um áudio exibido pela TV estatal. Mais cedo, o presidente estadunidense Donald Trump informou a captura de Maduro em uma rede social. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, escreveu. Mais cedo, a Venezuela divulgou um comunicado oficial no qual rejeita “a grave agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelana”, após relatos de explosões na capital, Caracas, e em outras três regiões. Segundo a nota do governo venezuelano, os ataques atingiram “localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira”. “Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos seus artigos 1.º e 2.º, que estabelecem o respeito pela soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força”. De acordo com o governo venezuelano, os ataques afetaram bases militares, diferentes cidades, a sede do poder legislativo, aeroportos e a estrutura elétrica do país. O governo venezuelano afirmou, em nota, que “tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e coloca em sério risco a vida de milhões de pessoas”. De acordo com o governo venezuelano, a ofensiva teria como objetivo a apropriação de recursos estratégicos do país. “O objetivo deste ataque não é outro senão confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, especialmente o seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação”, diz o texto. Texto: O Brasil de Fato

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