27 de abril de 2026 14:41

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Tensão na Fronteira: Denarium diz que órgãos de segurança estão preparados

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), disse temer que a crise na Venezuela gere uma nova onda de refugiados venezuelanos no estado e sugeriu ao governo federal o fechamento temporário da fronteira com o país. O receio ocorre diante da invasão dos Estados Unidos na Venezuela, neste sábado, com a captura do líder chavista, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores. — Eu dei uma sugestão de que temporariamente se feche a fronteira para evitar uma entrada em massa de venezuelanos no Brasil. É provisório, até que se tenha uma definição do quadro do conflito — afirmou. A sugestão foi feita aos ministros da Defesa, José Múcio, da Casa Civil, Rui Costa, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, com quem o governador conversou neste sábado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião neste sábado com os ministros no Itamaraty. Denarium afirmou que aguarda o fim da reunião para saber quais foram as definições do governo federal. A fronteira entre Brasil e Venezuela amanheceu fechada neste sábado, no trecho de Pacaraima, em Roraima. Segundo interlocutores da área militar do governo brasileiro, a interrupção da passagem ocorreu do lado venezuelano, após o ataque de grande escala anunciado pelos Estados Unidos contra o país vizinho. Da parte do Brasil, “as fronteiras estão operando dentro da normalidade”, disse um militar de alta patente ao GLOBO. Denarium pontuou que por parte do estado, as forças de segurança estão atuando dentro da normalidade, sem alteração. O governador estima que no ápice da crise migratória em Roraima, em 2020, o estado chegou a receber por dia de 1,5 mil a 2 mil venezuelanos. Atualmente, há uma população estimada de 186 mil venezuelanos vivendo em Roraima, cerca de 20% da da população do estado. Diariamente, entram em Roraima de 300 a 500 cidadãos da Venezuela. O receio, segundo o governador, é que com o cenário de instabilidade, o estado volte ao patamar de 2020, com 2 mil refugiados por dia. — Temos um grande impacto causado pela migração. O estado presta auxílio, porque é uma população pobre que chega no Brasil só com uma mochila. É uma crise humanitária muito grande — disse.

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Do Everest a Roraima: 7 montanhas que definiram a carreira de brasileira

O que é necessário para escalar o Monte Everest, no Nepal, ou encarar os desafios do Aconcágua, na Argentina, e do Kilimanjaro, na Tanzânia? A alpinista e guia de montanha Aretha Duarte já percorreu esses caminhos e conhece as necessidades de cada montanha. Conhecida como a primeira mulher negra latino-americana a escalar o Monte Everest, Aretha já passou por diversos cumes que aprimoraram sua técnica, sua visão de mundo e sua atuação como liderança feminina e empreendedora socioambiental. Aretha compartilhou com o CNN Viagem & Gastronomia as principais montanhas que marcaram sua carreira, características e curiosidades de cada uma. Conheça: 1.⁠ ⁠Monte Everest (8.849 metros) – NepalAretha Duarte escalou o Everest em 2021, tornando-se a primeira mulher negra latino-americana a alcançar o topo da montanha. Para chegar lá, a atleta recolheu resíduos recicláveis nas ruas, como plásticos e metais, para juntar dinheiro necessário para a missão. Com a ajuda da mãe, foram arrecadados 130 toneladas desse material em 14 meses. Ela também fez vaquinhas, bazares de roupas e teve ajuda de empresários para reunir R$ 400 mil. Após concluir o projeto, Aretha avalia que o monte de 8.849 metros sintetiza a combinação de preparo técnico, estratégia e gestão de risco que orientam sua carreira no montanhismo. Durante a escalada, ela enfrentou frio extremo, rarefação de oxigênio e longas horas acima dos 8 mil metros de altitude. Segundo a alpinista, a montanha ensina sobre propósito. “O cume do Everest foi mais do que a chegada ao ponto mais alto do planeta, mas um manifesto sobre acesso, representatividade e sustentabilidade”, afirma. A temporada de escalada da montanha mais alta do mundo segue de março a maio, na primavera do hemisfério norte. 2.⁠ ⁠Aconcágua (6.962 metros) – ArgentinaO “guardião dos Andes” é, para Aretha, uma escola de alta montanha. Antes de concluir a escalada, ela vivenciou cinco vezes as variações do clima árido e hostil, os ventos fortes e as exigências de logística e aclimatação que fazem do Aconcágua um desafio subestimado por quem o chama de “não técnico”. Na montanha da Argentina, a alpinista aprimorou sua leitura de terreno e seu julgamento de risco. “Essa montanha me ensinou sobre resiliência, resistência de força e também sobre o que é essencial na vida, ser minimalista, com um pouco de comida, ar, abrigo e relacionamentos saudáveis”, comenta. O período de escalada da montanha ocorre entre meados de novembro e meados de fevereiro. 3.⁠ ⁠Monte Kilimanjaro (5.895 metros) – TanzâniaO ponto mais alto da África tem diferentes paisagens à medida que ganha altitude, indo de savanas até um topo glaciado. No Monte Kilimanjaro, Aretha liderou a “Expedição Sankofa”, reunindo brasileiros negros em uma experiência de pertencimento. Para ela, foi uma vivência importante de liderança feminina no ambiente de altitude. “Ver pessoas que antes não se viam nesses lugares chegarem ao topo da África foi uma vitória coletiva. O ‘Kili’ também me ensinou sobre a importância da diversidade para o processo de criatividade e inovação, além da importância do trabalho em equipe para o alcance do objetivo”, disse a alpinista. A temporada de escalada no Kilimanjaro está disponível o ano inteiro. 4.⁠ ⁠Monte Elbrus (5.642 metros) – RússiaO cume mais alto da Europa, no Cáucaso, é um vulcão de dois cumes que combina campos de gelo com mudanças bruscas de tempo. Durante a ascensão, Aretha encarou variações térmicas intensas e trechos com muito vento. Essa experiência consolidou seu repertório em deslocamento em glaciar e gestão de energia em longas janelas de ataque ao cume. Para ela, a escalada reforçou a importância de respeitar o relógio da natureza e negociar com o vento, além da capacidade de adaptação, resiliência ao frio e a lidar com as mudanças. A principal temporada de escalada no Monte Elbrus é no verão. 5.⁠ ⁠Huisalla, Acotango, Parinacota e Sajama – BolíviaEm 2022, Aretha foi à Bolívia e conquistou os cumes de Huisalla, Acotango, Parinacota e Sajama, este último como parte do projeto Cielos de los Andes, que busca alcançar a montanha mais alta de cada um dos sete países andinos. Em 2023, a alpinista liderou uma expedição feminina à Cordilheira Real, na Bolívia, conhecida como o “Himalaia da América do Sul” pela grandiosidade das montanhas e pela beleza das geleiras. Com picos que ultrapassam 6 mil metros, a região combina desafios técnicos e visuais deslumbrantes com neve, rocha e a cultura andina de vilarejos que mantêm tradições ancestrais aos pés das montanhas. Para Aretha, as lições dessas experiências foram sororidade, compaixão, intuição e as forças do feminino. A temporada de escalada acontece principalmente na estação seca, que vai de maio a outubro. 6.⁠ ⁠Campo Base do Everest – NepalO Campo Base do Everest é um marco geográfico a 5.364 metros no Nepal. O local também é um ambiente vivo, com rotinas de aclimatação, escolas de gelo e cultura sherpa, etnia da região mais montanhosa do Nepal. Aretha esteve no campo em diferentes momentos da carreira, onde aprendeu na prática sobre segurança, convivendo com operações de rota e aperfeiçoando sua preparação para alta montanha. A experiência transformou sua visão sobre gestão de risco, colaboração em ambientes extremos, empatia, escuta ativa e acolhimento. O início da temporada de escalada no Campo Base do Everest geralmente é na primavera, de março a maio, quando alpinistas se preparam para o cume, e no outono, de setembro a novembro, após as monções, oferecendo céus limpos e condições ideais para trekking. 7.⁠ ⁠Monte Roraima (2.810 metros) — Brasil/Venezuela/GuianaO Monte Roraima, na tríplice fronteira, é considerado o tepui mais alto do mundo. É um ambiente mais tropical do que glacial, com paredes verticais e topo plano, que abriga rica fauna e flora. Para a montanhista, escalar o Monte Roraima foi um desafio diferente que a ensinou a ouvir o ritmo do lugar. “Aqui a técnica é menos gelo e mais respeito à água, ao tempo da floresta e à história que a montanha guarda. A grande lição dessa montanha é a força da inteligência espiritual”. A temporada de escalada e trekking é principalmente na estação seca, que vai

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Lei libera R$ 14,4 bi para inovação em empresas, saúde e segurança

Foi publicada no Diário Oficial da União a Lei 15.318, que abre crédito suplementar de R$ 14,4 bilhões para operações oficiais de crédito e diversos órgãos do Poder Executivo federal. A norma foi sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira (23) e entrou em vigor em 24 de dezembro. A maior parte do valor (R$ 14,1 bilhões) é destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDTC), para financiamento de projetos de inovação e desenvolvimento tecnológico de empresas.  O dinheiro também vai reforçar ações de segurança pública (policiamento e combate às drogas), saúde e obras em estradas, entre outras. De acordo com a lei, os recursos que possibilitaram a abertura do crédito decorrem da incorporação de superávit financeiro de 2024, no valor de R$ 14,188 bilhões; excesso de arrecadação, no valor de R$ 17,711 milhões, referente a recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Tecnologia de Interesse do Desenvolvimento Regional; e anulação de dotações orçamentárias. Quase a totalidade do crédito — cerca de R$ 14,18 bilhões — tem origem na incorporação de superávit financeiro apurado no balanço patrimonial da União referente ao exercício de 2024. Esses valores provêm de diferentes fundos setoriais e programas, como os Fundos de Ciência e Tecnologia (CTs), incluindo CT-Saúde, CT-Agronegócio, CT-Verde Amarelo, CT-Infra, CT-Amazônia, CT-Energia e CT-Petro, entre outros. O projeto (PLN 26/2025) que deu origem à lei foi aprovado pelo Congresso Nacional no dia 19 de dezembro.

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STF autoriza buscas, apreensões e quebra de sigilos em investigação sobre uso irregular de cota parlamentar

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a realização de buscas e apreensões, bem como o afastamento dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de pessoas físicas e jurídicas investigadas por suposto desvio de recursos públicos por meio da cota parlamentar. As medidas foram determinadas pelo ministro Flávio Dino no âmbito da Petição (PET) 14918, que apura indícios de crimes como peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na decisão, o Tribunal considerou haver indícios robustos de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados – que incluem os deputados federais Carlos Jordy (licenciado) e Sóstenes Cavalcante – além de operações fracionadas e repasses sem identificação de origem ou destinatário. Segundo os autos, há suspeitas de utilização de empresas de fachada para simular contratos de locação de veículos pagos com recursos da cota parlamentar, bem como de pagamentos realizados “por fora”, sem registros oficiais. O STF também autorizou o compartilhamento das provas obtidas com a Receita Federal do Brasil, para fins de apuração de eventuais irregularidades fiscais, mas indeferiu, neste momento processual, o envio dos elementos à Advocacia-Geral da União. De acordo com a decisão, a medida visa preservar a unidade e a eficácia da investigação, que ainda se encontra em fase de aprofundamento. As diligências deverão ser realizadas de forma coordenada, no prazo de 45 dias, e abrangem a apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e dados armazenados em dispositivos e serviços de nuvem. O levantamento do sigilo da decisão foi autorizado após a execução das medidas ostensivas determinadas.

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EUA querem exigir que turistas exponham histórico de redes sociais

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (10), uma proposta para obrigar turistas estrangeiros atualmente isentos da necessidade de visto a entregarem, às autoridades do país, os históricos de redes sociais dos últimos cinco anos.Se confirmada, a exigência afetará diretamente turistas de uma lista de 42 países que inclui a Alemanha, França, Reino Unido e Japão, entre outros, que atualmente só precisam fazer uma solicitação de entrada online por meio do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA, em inglês). A medida é similar a uma que já vinha sendo aplicada para alguns requerentes de visto de países não incluindo no ESTA, como estudantes de nações como o Brasil, que desde junho já vinham tendo que expor o histórico de suas redes sociais.Atualmente, turistas de países do ESTA pagam US$ 40 pelo processo e têm que indicar um endereço de e-mail, endereço residencial, número de telefone e informações de contato de emergência. A autorização é válida por dois anos. Desde 2016, vinha sendo opcional incluir suas redes sociais na inscrição. Mas, segundo o documento divulgado nesta quarta, esses turistas isentos poderão ter que passar fornecer às autoridades consulares americanas uma lista dos números de telefone usados nos últimos cinco anos, além de endereços de e-mail dos últimos dez anos. Nomes, endereços, datas e locais de nascimento de parentes (pais, cônjuges, irmãos e filhos) e os telefones dos últimos cinco anos deles também poderão ter que ser informados, sob risco de o viajante ser barrado caso esses dados sejam inconsistentes. O texto foi publicado no Federal Register, o diário oficial americano, pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, agência federal de aplicação da lei do Departamento de Segurança Interna do país. As propostas ainda passam por uma revisão de 60 dias antes de começar a valer oficialmente. Durante esse período, cidadãos, empresas ou outras entidades americanas podem fazer comentários, críticas ou sugestões às medidas previstas. A publicação do documento ocorre uma semana depois de uma orientação do Departamento de Estado dos EUA, divulgada pela agência Reuters, para negar visto, inclusive de trabalho, para estrangeiros que já tenham trabalhado com moderação de conteúdo, segurança digital e checagem de fatos. A justificativa é de que esses profissionais estariam praticando “censura” e “supressão da livre expressão essencial ao estilo de vida americano”, disse o governo Trump em um memorando enviado aos corpos consulares no exterior, informou a Reuters. Texto: Deutsche Welle

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Primeira do Brasil: Vacina contra a dengue do Butantan é registrada

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A publicação foi realizada nesta segunda-feira (8) e oficializa a conclusão do processo regulatório. Com a publicação, a produção e a comercialização do imunizante estão autorizadas. No país, apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) fará a distribuição. Para a Anvisa, o registro é um marco para o enfrentamento da dengue no Brasil. A indicação aprovada é para pessoas na faixa etária de 12 a 59 anos. Esse perfil ainda pode ser ampliado no futuro, a depender de novos estudos. Para garantir a segurança, qualidade e eficácia, a vacina passou por todas as etapas de análise técnica e regulatória previstas na legislação sanitária. O novo imunizante é é tetravalente, ou seja, voltada para os quatro sorotipos da dengue, e aplicada em dose única. Essa é a primeira vacina contra a dengue a ser produzida por um laboratório nacional. A solicitação do órgão para Anvisa para o registro da vacina em dose única, aconteceu em dezembro de 2024. Antes da liberação da Anvisa, o Instituto Butantan já havia iniciado a produção dos imunizantes. Mesmo com o registro, o Butantan deverá dar continuidade aos estudos adicionais da nova vacina e fazer o monitoramento ativo de seu uso pela população em geral. Essa é a primeira vacina contra a dengue a ser produzida por um laboratório nacional. A tecnologia utilizada pelo novo imunizante é a de vírus vivo atenuado, que é segura e já empregada em diversas outras vacinas em uso no Brasil e no mundo.

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Sancionada lei que endurece pena por crimes sexuais contra vulneráveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 15.280, no último dia 7 – domingo – que aumenta as penas previstas para estupros e outros crimes sexuais. A lei altera dispositivos do Código Penal, de 1940. O projeto, que havia tramitado pelas duas casas legislativas, foi aprovado pelo Senado em novembro, seguindo, então, para sanção presidencial. Segundo a Agência Senado, o texto aumenta as penas relativas a crimes contra vulneráveis. Estupro de vulnerável passa a ser punido com reclusão de 10 a 18 anos (hoje a pena máxima é de 15 anos). Estupro com lesão corporal grave, com reclusão de 12 a 24 anos (a legislação atual prevê de 8 a 12 anos). Estupro com morte passa de 12 a 30 anos para 20 a 40 anos de reclusão. O crime de corrupção de menores passa a ser punido com reclusão de 6 a 14 anos (conforme a regra atual, a pena varia de 1 a 4 anos). Praticar sexo na presença de menor de 14 anos passa a ser punido com pena de reclusão de 5 a 12 anos (hoje a pena é de 2 a 5 anos). A pena para quem submeter menor a exploração sexual passa de 4 a 10 anos de cadeia para 7 a 16 anos. Por fim, o crime de oferecer, transmitir ou vender cenas de estupro será punido com pena de reclusão de 4 a 10 anos (hoje, é de 1 a 5 anos). Feminicídios Ainda segundo a Agência Senado, a proposta também altera a Lei de Execução Penal para determinar que o condenado por feminicídio, ao usufruir de qualquer benefício que implique sua saída do presídio, deverá usar tornozeleira eletrônica. O projeto ainda determina que a União, os estados e os municípios deverão atuar de forma articulada com os órgãos de segurança pública para executar ações voltadas a coibir o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel e degradante contra crianças e adolescentes a título de educação. Campanhas educativas sobre os direitos da criança e do adolescente devem ser direcionadas ao público escolar, a entidades esportivas, unidades de saúde e centros culturais, entre outros. Na internet Pelo projeto, os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação deverão remover os conteúdos de aparente exploração, de abuso sexual, de sequestro e de aliciamento detectados direta ou indiretamente e comunicá-los às autoridades nacionais e internacionais.

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O Racismo que o Brasil Insiste em não enxergar

“O Brasil acolhedor”, essa é narrativa que se criou do país do futebol, mas ela desaba quando confrontada com a realidade: somos uma nação profundamente marcada pelo racismo. O país ainda falha em reconhecer a dimensão desse problema, principalmente quando envolve questões morais e religiosas. Muita gente alimenta a fantasia de que o preconceito é exceção, mas não entende que ele molda a vida de milhões de brasileiros desde o nascimento. E aqui estão apenas alguns dados que fazem jus a essa afirmação: •⁠ ⁠Em 2023, a renda média das pessoas negras era de R$ 2.199,04, enquanto a de pessoas brancas era de R$ 3.729,69. – IBGE. •⁠ ⁠Em 2022, cerca de 3.800 mulheres foram mortas no Brasil, sendo 2.526 negras. Assim, constatou-se que mais de 66% dos homicídios femininos no país eram de mulheres pretas. – Atlas da Violência. •⁠ ⁠Mesmo compondo mais de 55% da população, apenas 8% de pretos e pardos ocupam cargos de liderança. – Indique uma Preta. •⁠ ⁠Em 2022, pessoas pretas e pardas representavam 73% dos pobres e extremamente pobres do país. – IBGE. •⁠ ⁠Mortes que Revelam um Padrão, em 2023, 4.025 pessoas foram mortas em operações policiais. No entanto, apenas 3.169 tiveram raça e cor informadas, dessas, 2.782 eram pretas ou pardas. – Pele Alvo. Sabe o que é pior? Recentemente foi divulgado um outro estudo em que revela que 52,2% das pessoas pretas e pardas no Brasil não sabem como proceder para denunciar casos de racismo ou injúria racial. 47,5% têm conhecimento sobre as leis que combatem a discriminação. Um problema educacional que já vem sendo alertado há anos! Os dados foram divulgados na quarta-feira,19/11, pelos institutos Orire e Sumaúma, com apoio da Uber. Mas há uma contradição ainda mais profunda: ao mesmo tempo em que negligenciamos a discriminação, exigimos que as pessoas negras provem, todos os dias, que merecem existir nos mesmos espaços que outros ocupam sem questionamento. Isso que arranca a mais profunda indignação. No Dia da Consciência Negra, e em todos os outros, é preciso ir além do discurso simbólico. O país que se orgulha de sua receptividade e diversidade tem a obrigação moral de garantir justiça social.

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Câmara aprova suspensão de dívidas de produtores afetados pela seca em Roraima

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4142/24, que suspende temporariamente o pagamento de financiamentos e empréstimos contratados por produtores rurais de Roraima atingidos pela seca e pelos incêndios que vêm causando prejuízos econômicos no estado. A proposta estabelece a suspensão, por 36 meses, das parcelas de diferentes linhas de crédito rural, como FNO-Amazônia Rural, FNO-Pronaf, Pronaf Mulher, Pronaf Jovem e Pronaf Mais Alimentos, entre outras. A medida vale apenas para propriedades localizadas na área produtora do estado. Após o período de suspensão, o montante acumulado deverá ser pago em três parcelas anuais iguais, com início 12 meses após o término da carência, mantendo-se os encargos contratuais originais. Relator da proposta, o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) defendeu a aprovação do texto, de autoria do deputado Gabriel Mota (Republicanos-RR). Melo destacou que, segundo o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), entre outubro de 2023 e abril de 2024 Roraima enfrentou a segunda maior seca de sua história, o que levou vários municípios a decretar estado de emergência. Para ele, a medida é uma “resposta ao endividamento” dos produtores afetados pela crise ambiental. O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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‘Todes’, ‘elu’: Lula sanciona lei que proíbe linguagem neutra no setor público

O presidente Lula sancionou um projeto de lei que proíbe o uso de linguagem neutra na administração pública de todo o país. Trecho da lei veda uso de “novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa”. O texto, que institui a Política Nacional de Linguagem Simples, foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) de ontem. A lei é assinada por Lula e pelos ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União). “Não usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais consolidadas, ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado pelo Decreto nº 6.583, de 29 de 2008” – Trecho da Política Nacional de Linguagem Simples. O projeto foi aprovado no Congresso em março deste ano. Ele é de autoria da deputada federal Érika Kokay (PT-DF). Proibição vale para os governos de todo o país. A lei atinge não apenas os órgãos da administração pública direta e indireta da União, mas também de “todos os Poderes dos estados, do Distrito Federal e dos municípios”. Lei veda o uso de termos como “todes” e “elu”. Eles fazem parte da chamada “linguagem neutra”, usada geralmente por parte da comunidade LGBTQIA+ que não se identifica com os gêneros masculino ou feminino. Isso é feito, geralmente, trocando os marcadores de flexão de gênero nas palavras por “e” ou “u”. Apesar de vista por determinados grupos sociais como mais inclusiva, a linguagem neutra não está prevista na norma oficial da língua portuguesa. Texto: UOL

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