27 de junho de 2026 18:16

Redação O Caburaí

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Mutirão leva acesso à Justiça para população de rua em Boa Vista

Teve início nesta quinta-feira (13) o 2º Mutirão PopRuaJud, coordenado pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). A ação ocorre na Paróquia Nossa Senhora da Consolata, no bairro São Vicente, em Boa Vista, reunindo uma grande rede de apoio em favor da cidadania. Com a participação de mais de 20 instituições, o mutirão disponibiliza uma variedade de serviços essenciais: emissão de documentos, atendimentos jurídicos gratuitos, testes rápidos, vacinação, atendimento médico, serviços de estética e bem-estar, além de atividades culturais e um espaço recreativo para crianças. O coordenador estadual do Comitê Interinstitucional do PopRuaJud em Roraima, desembargador Cristóvão Suter, ressaltou o caráter transformador da iniciativa: “O objetivo é o acesso aos direitos, a inclusão social e a possibilidade de efetivo exercício da cidadania por uma das populações mais vulneráveis. É justamente a figura do nosso Poder Judiciário, a figura proativa que tem que ter o objetivo, inclusive, prevenir ações judiciais e levar acesso a direitos e cidadania a toda a população”. Entre os parceiros envolvidos ainda estão a Defensoria Pública do Estado, Defensoria Pública da União, Justiça Federal, Tribunal Regional Eleitoral, Tribunal Regional do Trabalho, Receita Federal, Caixa Econômica Federal, INSS, Ministério Público Federal, Delegacia da Mulher, COMPUTRON, CRAS, CREAS, Instituto Boa Vista de Música, além de demais setores do TJRR como a Vara da Justiça Itinernate, a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, a Coordenadoria da Infância e Juventude e o o Núcleo de Projetos e Inovação (NPI). O PopRuaJud integra uma política nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltada à proteção e ao respeito das pessoas em situação de rua. Em Roraima, esta já é a terceira edição do programa, que se consolida como uma das principais ações de inclusão social do sistema de Justiça no estado. Local: Paróquia Nossa Senhora da Consolata – R. Uraricoera, 671, São Vicente, Boa Vista/RRData: 13 e 14 de novembro de 2025Horário: 9h às 16h Texto: Mario Compagnon

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Prefeito Arthur, senador Chico e vereador Bruno Perez acompanham obras em estrada e vicinais

O Prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL), o senador Chico Rodrigues (PSB) e o vereador Bruno Perez (MDB) estiveram na zona rural de Boa Vista nesta quinta-feira, 13, para acompanhar obras de asfaltamento e melhoria de estradas vicinais. Os representantes públicos estiveram inicialmente na Vicinal Aquamak que tem emenda do senador Chico Rodrigues e recebeu quase nove quilômetros de asfalto. De acordo com o parlamentar, essa área terá mais valor para investimento na região. “Isso é melhoria de vida para as pessoas que esperavam há décadas. Não somente pelo parque aquático que temos no final da estrada, mas pelos sitiantes que agora terão mais qualidade de vida e tranquilidade”, destacou Chico. Para o prefeito Arthur Henrique, toda a região será transformada. Segundo ele, novos negócios surgirão no local. “Antes essa área era só lavrado. Com esse asfalto nós temos a certeza que é o desenvolvimento chegando na zona rural da cidade”, reforçou Arthur. O líder do Executivo na Câmara afirmou que essa demanda era muito grande na rádio e em suas redes sociais. Bruno Perez acredita que com o investimento nessas áreas faz com que mais pessoas possam investir em sítios, banhos e até empreendimentos. “O que vimos aqui é um asfalto que vai permitir que as pessoas que transitam tenham mais segurança. E pelo que vi todos estão esperançosos de que esses investimentos cheguem em outras vicinais”, reforçou Perez. Além da vicinal Aquamak eles estiveram em vários outros pontos também na região do Água Boa onde a Prefeitura está fazendo um trabalho importante de recuperação de vicinais. Os investimentos chegam aos R$30 milhões.

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Boa Vista está entre as 10 capitais mais seguras do Brasil

O Anuário 2025 de Cidades Mais Seguras do Brasil, elaborado pela MySide, coloca Boa Vista entre as 10 capitais com os melhores índices de segurança do país. A taxa de mortes violentas caiu de 31,6 (2023) para 23 (2025) a cada 100 mil habitantes. Uma melhora significativa, conforme aponta o estudo. A iniciativa compila dados de óbitos registrados pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Boa Vista ficou em 10º lugar no ranking. Para se ter uma ideia, a última colocada, Salvador, com 57,6 mortes a cada 100 mil habitantes, registra mais que o dobro de homicídios. O prefeito Arthur Henrique destaca que os dados refletem o esforço da gestão municipal em ações integradas para a garantia da segurança da população. “Segurança é uma política pública intersetorial. Temos a Guarda Civil Municipal, que faz um trabalho fantástico, aliado ao investimento em infraestrutura que também faz diferença. Boa Vista foi a segunda capital do país com iluminação 100% LED. A gente sabe que uma cidade bem iluminada garante mais segurança. Além disso, fortalecemos a Agência de Empreendedorismo e os projetos sociais para trazer os jovens para nossas atividades e afastá-los do crime. É uma política pública muito integrada”, disse o prefeito.  Tecnologia usada para prevenir e solucionar crimes   Boa Vista conta com uma Central de Comunicação e Monitoramento que acompanha em tempo real a movimentação da cidade. São 90 câmeras instaladas em pontos estratégicos, recursos modernos para prevenir e solucionar crimes, apoiar investigações e oferecer mais transparência nas ações da Guarda Civil Municipal (GCM). “Com essa tecnologia, conseguimos monitorar todas as placas de veículos que passam pelas nossas câmeras. Isso faz que a gente consiga identificar rotas de  veículos suspeitos, além de outras atividades que chamem atenção. Nos próximos meses, vamos adquirir novas câmeras, ampliando a nossa capacidade de monitoramento pela cidade, porque isso vai tornar nossa atuação ainda mais efetiva”, destacou o prefeito. Os guardas municipais ainda utilizam câmeras corporais durante as abordagens. Os dispositivos registram áudio e vídeo durante atendimentos e patrulhamentos. As escolas também contam com esses equipamentos para reforço na segurança de alunos e servidores. 

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Opinião

Irmão de Denarium concorda com deputado que pediu demissão de Cecilia Lorenzon

O debate político em Roraima ganhou um novo capítulo após o irmão do Governador Antonio Denarium, Orcini Garcia, demonstrar apoio público ao Deputado Estadual Cláudio Cirurgião (União) em comentário no instagram. Nos comentários de um vídeo em que o parlamentar critica a postura do Governador e cobra mais firmeza do Executivo estadual diante de questões internas do governo, como a demissão da Secretária Cecília Lorenzon, Orcini respondeu com um simples, mas simbólico “Concordo”. O registro, feito no Instagram, foi compartilhado pelo próprio deputado, que agradeceu o apoio e reforçou a necessidade de “convencer o governador a tomar atitude”. A manifestação ocorre em meio ao contexto político marcado por desgastes recentes envolvendo aliados do governador. O Deputado Cláudio Cirurgião disse que tomaria providências caso a titular da pasta não fosse exonerada. “Honre seu cargo de Governador e tome providências”.

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TJRR arquiva inquérito contra ex-comandante da PM citado no Caso Surrão

O desembargador Ricardo Oliveira, do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), determinou o arquivamento do inquérito policial que investigava o chefe da Casa Militar, coronel Miramilton Goiano de Souza, por suposta ligação com o chamado Caso Surrão. A decisão, datada de 30 de outubro, atendeu a um pedido do procurador-geral de Justiça, Fábio Stica, que apontou ausência de indícios mínimos para a abertura de ação penal. O nome de Miramilton foi mencionado durante depoimento do capitão da Polícia Militar (PMRR), Helton Jhon da Silva de Souza, suspeito de envolvimento no assassinato dos agricultores Jânio Bonfim de Souza, 57 anos, e Flávia Guilarducci, 50 anos, ocorrido em 2024. À época, Miramilton era comandante-geral da corporação e, portanto, tinha foro privilegiado. No depoimento prestado à Polícia Civil, Helton Jhon afirmou que, no dia do crime, teria informado Miramilton sobre o duplo homicídio e recebido orientação para se desfazer do celular. O coronel teria, segundo o capitão, pedido apenas que não se entregasse às autoridades. Miramilton negou todas as acusações e declarou ter ficado “surpreso” com as declarações. Disse que a ligação ocorreu apenas dias depois do crime e que o suspeito não confessou envolvimento nos assassinatos. Também negou ter recomendado o descarte do celular e afirmou que, assim que o áudio do crime veio a público, defendeu que o capitão se apresentasse à polícia para esclarecer os fatos. Em depoimento posterior, o coronel relatou que o próprio Helton, por meio de seu advogado, pediu perdão e admitiu ter mentido sobre a ligação como estratégia de defesa. Parecer do Ministério Público O procurador-geral de Justiça, Fábio Stica, avaliou que não havia elementos que comprovassem a prática de crime por parte do coronel. Em seu parecer, ressaltou que os depoimentos de Helton apresentavam contradições e não sustentavam a acusação. “Não foi possível delimitar indícios mínimos da ocorrência de ilícito penal na conduta de Miramilton”, afirmou Stica. “Apesar de Helton ter mencionado a ligação telefônica, o fato é isolado e insuficiente para enquadrar o investigado em qualquer tipo penal.” Decisão judicial Com base no parecer do Ministério Público, o desembargador Ricardo Oliveira decidiu pelo arquivamento do caso, destacando que não há elementos que justifiquem a continuidade da investigação ou a instauração de ação penal contra o chefe da Casa Militar. Situação dos demais envolvidos O processo principal que apura o duplo homicídio segue em andamento. Quatro pessoas são rés por suspeita de envolvimento nas mortes dos agricultores: Caio de Medeiros Porto e Deivys Jesus Mundarains Vegas, que continuam foragidos, além de Helton Jhon da Silva de Souza e Jhonny de Almeida Rodrigues, que já foram presos durante a investigação, mas atualmente respondem em liberdade.

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OPERAÇÃO MI5 – PF desarticula estrutura de garimpo ilegal em terra indígena

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 13, a Operação MI5, com foco na desarticulação de estrutura de apoio ao garimpo ilegal na Terra Yanomami. A investigação revelou uma possível rede de abastecimento de combustíveis, transporte de insumos e escoamento de minérios oriundos de áreas de garimpo clandestino em Roraima no período de 2019 a 2023. Análises financeiras e vínculos empresariais indicaram movimentações supostamente incompatíveis com rendas declaradas, sugerindo lavagem de capitais e uso de empresas para dissimular lucros. Foram cumpridos dois mandados de busca, apreensão e sequestro de bens, com bloqueio superior a R$ 14 milhões em recursos, imóveis, veículos e ativos financeiros.

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Roraima e a escolha de 2026: entre promessas, poder e a memória de quem fez

As eleições de 2026 em Roraima prometem ser uma das mais acirradas e complexas da história recente do estado. No tabuleiro político, quatro nomes despontam para disputar o Governo: Teresa Surita (MDB), Edilson Damião (Republicanos), Soldado Sampaio (Republicanos) e Mecias de Jesus (Republicanos). A multiplicidade de nomes ligados ao mesmo partido levanta uma questão inevitável: qual projeto, de fato, representa o futuro que os roraimenses esperam? De um lado, Teresa Surita, ex-prefeita de Boa Vista, carrega uma imagem consolidada de gestora eficiente. Seu histórico à frente da capital é frequentemente lembrado pela população, especialmente pelas obras estruturantes, pela humanização dos serviços públicos e pela forma como modernizou a cidade, transformando-a em referência nacional em urbanismo e políticas sociais. Teresa representa, para muitos, a lembrança de uma gestão que funcionava, em contraste com o atual cenário de promessas políticas e desconfiança generalizada. Do outro, surgem nomes como Edilson Damião, Soldado Sampaio e Mecias de Jesus, todos ligados ao mesmo grupo político, o Republicanos, legenda que, por sua vez, busca se manter no poder e consolidar sua influência no estado, e tem feito isso de norte à sul. A presença de três possíveis candidatos do mesmo partido evidencia tanto uma disputa interna por protagonismo quanto uma tentativa de testar a força eleitoral do grupo. Mas, no fim, a dúvida que fica é: há projetos distintos entre eles ou apenas diferentes rostos para o mesmo discurso político? Sampaio à frente da Assembleia Legislativa mostrou empenho somente agora no final de mandato nos projetos sociais desenvolvidos pelo poder legislativo estadual, e foram poucas as vezes que se colou oposto ao Governador Antonio Denarium (PP). Isso significa que apesar da harmonia entre poderes ser algo normal, também parece que há um desleixo na fiscalização. Ou seja, na campanha, será que Sampaio vai poder olhar nos olhos da população e dizer que fiscalizou a Saúde? Deu continuidade à CPIs? Que chegou a levantar todos os gargalos de infraestrutura e educação dos municípios do estado? Mecias, apesar de insistir junto com outros senadores de serem os pais (de maneira individual) do Linhão de Tucuruí, ainda não mostrou algo que ficou muito marcado em sua carreira política. Quando as pessoas falam em Mecias de Jesus, elas lembram de algum grande feito? E Damião? Claro que o cargo de Vice-Governador acumulado com uma pasta ainda não dá a evidência necessária que ele deveria ter como político. Mas tendo inexperiência, processos de Cassação e o silêncio sobre as mazelas do Estado, será que vai convencer o eleitor? Este mesmo, o eleitor roraimense, cansado de escândalos, cassações e promessas recicladas, quer mais do que alianças momentâneas. Quer resultados palpáveis. Quer sentir novamente que o Governo trabalha para o povo e não para a perpetuação de poder ou interesses pessoais. Em 2026, o voto de cada roraimense será mais do que uma escolha entre nomes. Será um recado sobre que tipo de política o estado quer continuar construindo: a da força e dos acordos, ou a da gestão e dos resultados. A pergunta que fica é simples, mas essencial: quem realmente representa o futuro que Roraima merece?

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Denarium tem mais medo de Cecília Lorenzon que dos ministros de TSE

O governador Antonio Denarium (PP) quer bater o recorde de escândalos da ex-governadora Suely Campos. Desta vez a denúncia vem de um aliado político. Mas pelo visto o homem mais poderoso de Roraima tem mais medo de abandonar a “mulher bomba”, Cecília Lorenzon, que ser cassado pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral, que mantém Denarium no cargo sem muita cerimônia. O deputado estadual Cláudio Cirurgião (União Brasil) gravou um vídeo afirmando que a ex-secretária de Saúde está cursando medicina no estado do Amazonas, mesmo estando atualmente como secretária de Governo Digital (Segod). Segundo o deputado, a denúncia será feita na Assembleia Legislativa, além dos órgãos fiscalizadores como Ministério Público de Contas e Ministério Público de Roraima. “O governador não podia nem dizer que não sabia disso. Essa secretaria fica dentro do Palácio do Governo e ela [Cecilia] está nomeada há um bom tempo e estudando medicina em outro Estado. Governador, quero te pedir aqui que até amanhã você exonere essa secretaria”, cobrou. Não é de hoje que Denarium “come na mão” de Cecília Lorenzon. Desde a época da Secretaria de Saúde que o governador segura a menina dos olhos dele. Se por um lado parece admiração pelo profissionalismo da gestora, por outro, aliados garantem que é porque Cecília sabe demais e qualquer delação dela conseguiria, sem esforço, implodir o Governo. Agora, resta saber Denarium vai bancar Cecília novamente e correr um risco de cair antes do “julgamento final” ou vai acatar o pedido de um aliado para evitar dor de cabeça com a Assembleia?

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Brasil e Mundo

Deportados por Trump, venezuelanos relatam o inferno vivido em megaprisão de El Salvador

Para os mais de 252 venezuelanos deportados em março pelo governo Trump para El Salvador, o inferno tem nome: Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), a megaprisão de segurança máxima construída pelo presidente Nayib Bukele, na qual denunciaram ter submetidos a torturas, espancamentos e violência sexual. Além dos maus-tratos, um relatório de 90 páginas publicado pela ONG Human Rights Watch atesta que metade deles não tinha antecedentes criminais, conforme argumentou o governo americano, que qualificou o grupo deportado como integrantes da gangue Tren de Aragua. Apenas 3% tinham sido condenados nos EUA por crimes violentos ou potencialmente violentos, de acordo com a HRW. “O governo Trump foi cúmplice de tortura, desaparecimento forçado e outras graves violações dos direitos humanos e deveria parar de enviar pessoas para El Salvador e qualquer outro país onde corram o risco de serem torturadas”, denuncia a diretora para as Américas da HRW, Juanita Goebertus. Em parceria com a ONG salvadorenha Cristosal, que monitora as violações de direitos humanos, a HRW entrevistou 40 venezuelanos que foram levados para a megaprisão e 150 parentes e advogados de presos. O resultado é um retrato aterrorizante que compõe o relatório “Eles chegaram o inferno: Tortura e abusos contra venezuelanos no Centro de Detenção para Terroristas de El Salvador”. A classificação de inferno para designar o Cecot foi descrita pelo próprio diretor da prisão, ao receber os deportados venezuelanos, contou um deles, denominado como Gonzalo. Eles ficaram incomunicáveis por quatro meses, até 18 de julho, quando foram enviados para a Venezuela, numa troca de prisioneiros entre El Salvador e o regime de Nicolás Maduro. Havia restrições de comida e água, e as condições de higiene e saneamento eram precárias. Detentos relataram ter sido espancados após visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e da secretária americana de Segurança Interna, Kristi Noem, à prisão. Ela fez questão de posar e gravar um vídeo de costas para os presos, no qual agradece ao presidente Bukele pela colaboração com os EUA para trazer os venezuelanos, que classificou de terroristas, e prendê-los no Cecot. A Human Rights Watch afirma que entre os 252 deportados, havia pelo menos 62 solicitantes de asilo aos EUA, que fugiram de perseguições perpetradas pelo regime venezuelano. Ao serem enviados para El Salvador, foram submetidos ao “refoulement”, prática descrita como ilegal pelo direito internacional, por forçar o retorno de um requerente de asilo a um país onde sua vida ou liberdade estejam ameaçadas. A diretora da HRW pondera que o governo americano sabia que estava deportando indivíduos para um país onde eles poderiam sofrer violações de direitos humanos, o que caracteriza a conivência. A ONG pede uma investigação independente ao Departamento de Justiça para as deportações ilegais — medida que, nas atuais circunstâncias, a própria entidade admite ser improvável. Texto: Sandra Cohen

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INSS prorroga para fevereiro prazo para contestar descontos indevidos em aposentadorias e pensões

O governo federal prorrogou nesta quarta-feira (12) o prazo para contestar descontos indevidos feitos por entidades e associações em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Esses descontos estão no centro do escândalo que desviou bilhões de reais de aposentados e pensionistas no país. A data final para registrar a reclamação está prevista para esta sexta-feira (14). Mas esse limite foi estendido para 14 de fevereiro de 2026, segundo o governo. O prazo prorrogado, portanto, é a primeira etapa para entrar no programa de ressarcimento das cobranças indevidas em aposentadorias e pensões. A contestação de descontos que foram feitos nos pagamentos pode ser realizada por três canais: Meu INSS (aplicativo ou site): serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”;Central 135: ligação gratuita, de segunda a sábado, das 7h às 22h;Correios: mais de 5 mil agências oferecem atendimento assistido e gratuito. Devoluções De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo INSS, mais de 6 milhões de beneficiários afirmaram não ter reconhecido descontos feitos nos últimos anos – o que reduziu o valor que receberam de aposentadorias e pensões. Em alguns casos, as entidades apresentaram documentos para tentar comprovar a veracidade da autorização para os descontos. Ou seja, negam a irregularidade. Texto: Thiago Resende

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