26 de setembro de 2026 04:46

Redação O Caburaí

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Equipes de limpeza da prefeitura retiram resíduos das praias de Boa Vista

Serviço garante a conservação dos espaços públicos, mas a colaboração da população é fundamental para reduzir a quantidade de lixo deixados nos rios Com as altas temperaturas e o aumento da movimentação nas praias de Boa Vista, equipes de limpeza e conservação da Prefeitura reforçam os serviços nos balneários da cidade. Nesta segunda-feira, 24, o trabalho na praia do Caçari contribui para manter o espaço limpo, organizado e adequado para moradores e visitantes. A prefeitura também faz a coleta fluvial nos rios Branco e Cauamé. Diariamente, cerca de 300 quilos de resíduos são retirados da água. Nas praias, a média chega a 2,6 toneladas de lixo por semana, com maior volume registrado às segundas-feiras, após o movimento do fim de semana. Materiais como garrafas, copos, embalagens, sacolas e restos de alimentos não devem ser descartados na água, na areia nem no entorno dos cursos d’água. No entanto, esses materiais são encontrados e retirados com frequência pelas equipes. Segundo o secretário municipal de Conservação Pública, Lindonir Barreto, o serviço garante a conservação dos espaços públicos, mas a colaboração da população é fundamental para reduzir a quantidade de resíduos deixados nas praias e lançados nos rios. “A limpeza é um trabalho contínuo, mas precisamos da participação de todos. Quem utiliza as praias deve levar seu lixo até os locais adequados de descarte e evitar deixar resíduos na areia ou nas margens dos rios. Pequenas atitudes fazem diferença para manter esses espaços preservados”, orientou o secretário. A recomendação para quem frequenta as praias é recolher todo o lixo produzido durante a permanência no local, utilizar as lixeiras disponíveis e, quando não houver um ponto de descarte próximo, guardar os resíduos e levá-los até encontrar um local adequado. Por Ráyra Fernandes

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Polícia Federal reforça canal para denúncias de crimes eleitorais em Roraima

A Polícia Federal está reforçando a divulgação de um canal para recebimento de denúncias relacionadas a possíveis crimes eleitorais em Roraima. Por meio do número (95) 3621-4747, a população pode encaminhar mensagens, fotos e vídeos que possam contribuir para a apuração de irregularidades durante o período eleitoral. Segundo a divulgação, o canal permite o envio de informações de forma anônima, com garantia de sigilo da identidade do denunciante. A iniciativa busca ampliar a participação da população na fiscalização do processo eleitoral e facilitar o encaminhamento de informações às autoridades competentes. A orientação é que os cidadãos enviem, sempre que possível, registros e informações que auxiliem na identificação e apuração de eventuais crimes eleitorais.

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Prefeitura inicia entrega de kits da 4ª Corrida Maria da Penha nesta quinta-feira, 27

Os materiais podem ser retirados até a sexta-feira, 28, das 8h às 18h A Prefeitura de Boa Vista inicia nesta quinta-feira, 27, a entrega dos kits da 4ª Corrida Maria da Penha, que acontece no sábado, 29, às 17h30. A retirada deve ser feita até sexta-feira, 28, das 8h às 18h, no auditório da Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SMSOP), localizada na avenida Capitão Júlio Bezerra, 1481, bairro 31 de Março. O kit é composto por camiseta, número de peito e medalha, que será entregue após a prova. Para a retirada, o participante deve apresentar documento oficial com foto. A prova será disputada nos percursos de 2,5 km e 5 km, nas categorias geral, servidor municipal, idoso (60+) e pessoa com deficiência (PCD). Em sua 4ª edição, a Corrida Patrulha Maria da Penha visa incentivar a prática de atividade física, promover a conscientização sobre o combate à violência contra a mulher e fomentar a inclusão social por meio do esporte. A prefeitura reforça que os kits não serão entregues no dia da prova nem após o evento.

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Senajus acompanha Operação Acolhida e atendimento a refugiados em missão em Roraima

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), participou, nesta semana, de missão institucional em Roraima para acompanhar o funcionamento da Operação Acolhida e conhecer as estruturas de recepção, identificação, triagem, acolhimento e proteção destinadas a migrantes e refugiados no estado. Realizada em Boa Vista e Pacaraima, a agenda incluiu visitas técnicas ao Posto de Triagem, à Base Ayrton Senna, ao Centro de Controle de Interiorização, ao Centro de Educação e Capacitação, a unidades de acolhimento e às estruturas instaladas na região de fronteira entre Brasil e Venezuela, no município de Pacaraima. A missão reuniu representantes do Governo Federal e de organismos internacionais que atuam na resposta humanitária em Roraima. A comitiva contou com a secretária nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Maria Rosa Loula, e com o diretor de Migrações da Senajus, Victor Semple. A programação também teve a participação da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, e de representantes do Ministério da Defesa, do Ministério do Trabalho e Emprego, da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Em Boa Vista, a agenda permitiu acompanhar diferentes etapas do atendimento realizado pela Operação Acolhida, da chegada e da triagem às estruturas de acolhimento e de proteção. A equipe da Senajus também realizou visitas às superintendências da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no estado. Proteção a indígenas refugiados Em Pacaraima, a missão incluiu a entrega de certidões de reconhecimento da condição de refugiado a indígenas venezuelanos. O ato, realizado na Base Sargento Braz, marcou uma etapa do trabalho desenvolvido pelo Conare para ampliar o acesso à proteção internacional entre comunidades indígenas que vivem na região. Foram representadas na cerimônia as comunidades Bananal, Sakau Mota, Sorocaima I e Ta’rau Paru. Entre as pessoas que receberam o documento estava uma menina indígena de 10 anos, cujo reconhecimento da condição de refugiada passa a ser formalizado pelo Estado brasileiro. Para Maria Rosa Guimarães Loula, a iniciativa evidencia a maturidade alcançada pela resposta do Estado brasileiro ao maior movimento migratório da história recente da América Latina. “A Operação Acolhida não é apenas uma política humanitária emergencial, trata-se de uma estratégia que articula recepção, documentação, proteção e integração local como solução duradoura. Os números atestam o sucesso desse trabalho: mais de 157 mil refugiados e migrantes foram interiorizados para mais de 1.100 municípios brasileiros”, afirmou. A secretária destacou também que, segundo os dados disponíveis, 77% das famílias interiorizadas conseguiram emprego poucas semanas após a chegada ao município de destino, demonstrando a capacidade da Operação Acolhida de combinar proteção humanitária em larga escala e efetiva integração digna das pessoas migrantes. Atendimento nos territórios A entrega das certidões é resultado de uma iniciativa desenvolvida pelo Conare para levar o procedimento de refúgio a populações indígenas que enfrentam obstáculos específicos para acessar os serviços públicos. Entre as principais dificuldades estão a ausência de documentação do País de origem, barreiras linguísticas, limitações de deslocamento e de acesso à internet, além de especificidades culturais e comunitárias. Em maio deste ano, uma missão da Coordenação-Geral do Conare percorreu Boa Vista, Cantá e comunidades indígenas de Pacaraima para realizar entrevistas de elegibilidade diretamente nos territórios. Mais de cem pessoas das etnias Warao, Kariña, Jivi e Taurepang foram entrevistadas durante a ação. A atuação integra uma estratégia permanente do Comitê. Desde 2020, foram realizadas 11 missões voltadas ao atendimento de indígenas venezuelanos, com 400 entrevistas de elegibilidade e 869 reconhecimentos da condição de refugiado, considerando também extensões familiares e procedimentos simplificados. O Conare, órgão colegiado presidido pela Secretaria Nacional de Justiça, é responsável pelo reconhecimento da condição de refugiado no Brasil. À Coordenação-Geral do Comitê cabe realizar a instrução técnica dos processos e as entrevistas de elegibilidade que subsidiam as decisões do colegiado.

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Governo e Assembleia recorrem ao STF para tentar barrar candidatura de Jalser

O caso que começou com o sequestro e a tortura de um jornalista em outubro de 2020 chega a 2026 novamente ao centro da disputa política de Roraima. Recursos apresentados pelo Governo de Roraima e pela Assembleia Legislativa contestam decisão liminar de Nunes Marques que suspendeu os efeitos eleitorais da cassação de Jalser. Ex-deputado perdeu o mandato em 2022 após processo por quebra de decoro relacionado às acusações de envolvimento no sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos. O futuro eleitoral do ex-deputado estadual Jalser Renier voltou a ser discutido no Supremo Tribunal Federal (STF). O Governo de Roraima, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RR), e a Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) recorreram contra a decisão do ministro Nunes Marques que, em 5 de agosto deste ano, suspendeu liminarmente os efeitos eleitorais da cassação de Jalser e abriu caminho para que ele dispute as eleições de 2026. A Assembleia protocolou seu recurso em 18 de agosto, enquanto o Governo apresentou sua manifestação dois dias depois. Entre os pedidos estão a suspensão imediata da decisão que autorizou a candidatura e a reconsideração do entendimento do ministro. A ALE-RR também questiona o fato de o STF ter analisado o pedido enquanto ainda havia discussão relacionada ao processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Governo, por sua vez, argumenta que a manutenção da candidatura por meio de uma decisão liminar pode gerar insegurança jurídica, principalmente porque Jalser disputa uma vaga de deputado estadual e a eleição para a Assembleia segue o sistema proporcional. Uma eventual alteração da situação jurídica do candidato depois da votação poderia, segundo a PGE-RR, afetar o cálculo dos votos, a distribuição das cadeiras e a própria composição do Legislativo estadual. A disputa atual é consequência de um processo que começou há quase seis anos e que colocou Jalser no centro de um dos episódios mais graves da política e da imprensa de Roraima: o sequestro e a tortura do jornalista Romano dos Anjos. O sequestro de Romano dos Anjos Na noite de 26 de outubro de 2020, Romano dos Anjos, então apresentador da TV Imperial, afiliada da Record em Roraima, estava em sua residência, em Boa Vista, quando homens armados invadiram o imóvel. Segundo relatos reunidos durante a investigação, o jornalista foi retirado de casa, amarrado e levado pelos criminosos. Sua esposa, Nattacha Vasconcelos, ficou amarrada na residência. O carro utilizado por Romano foi posteriormente encontrado queimado. Romano foi levado para uma área rural na região do Bom Intento. O jornalista relatou ter sido agredido e torturado. Depois, foi abandonado no local com mãos e pés amarrados com fita adesiva. Ele conseguiu se soltar e permaneceu durante horas na região até ser encontrado na manhã seguinte. As consequências físicas foram graves. Romano foi encontrado com hematomas, fratura no braço esquerdo e luxação no pé direito, segundo informações divulgadas à época pela organização Repórteres Sem Fronteiras. O crime ganhou ainda mais repercussão porque ocorreu contra um jornalista que vinha fazendo críticas públicas a políticos e denunciando supostas irregularidades. Investigações apontaram que as críticas feitas por Romano teriam sido uma das possíveis motivações para o ataque. As investigações chegaram a Jalser Inicialmente, o crime permaneceu sem suspeitos presos. A investigação avançou posteriormente e passou a apontar a participação de policiais militares e pessoas ligadas à estrutura de segurança de Jalser Renier. Em setembro de 2021, informações do inquérito da Polícia Civil divulgadas pelo Roraima em Tempo apontaram Jalser como suposto mandante do crime. Segundo a investigação, Romano teria se tornado uma espécie de “pedra no sapato” do então parlamentar em razão das críticas feitas em programas de rádio e televisão. O inquérito também reuniu elementos relacionados à atuação de policiais militares. Entre os nomes citados nas investigações estava um policial que trabalhava como segurança de Jalser e que, segundo os investigadores, teria utilizado o celular nas proximidades da residência de Romano nos dias anteriores ao crime. Em outubro de 2021, a chamada Operação Pulitzer 2, conduzida pelo Ministério Público de Roraima, Polícia Civil e Polícia Militar, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão. Jalser foi preso preventivamente sob suspeita de ter ordenado o sequestro. À época, cerca de 70 policiais e agentes do Gaeco participaram da operação. Jalser negou envolvimento no crime. A prisão e o processo na Assembleia A investigação criminal também provocou uma crise dentro da Assembleia Legislativa. Em 4 de outubro de 2021, os deputados estaduais votaram, por unanimidade entre os presentes, pela manutenção da prisão de Jalser. Foram 17 votos favoráveis e nenhum contrário. O relatório apresentado na ocasião citou os autos do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Roraima e apontou indícios de participação do parlamentar e de policiais militares no sequestro. Paralelamente à investigação criminal, a Assembleia instaurou um processo disciplinar contra Jalser por quebra de decoro parlamentar. A Comissão de Ética analisou os fatos e, em 22 de fevereiro de 2022, decidiu pela perda do mandato por três votos a um. O relatório mencionou o suposto envolvimento do deputado no caso Romano dos Anjos e também outros elementos apurados pela Corregedoria da Assembleia e pela Comissão de Constituição e Justiça. A defesa de Jalser, durante o processo, sustentou que não havia provas suficientes para justificar a cassação. A cassação histórica Seis dias depois, em 28 de fevereiro de 2022, a decisão chegou ao plenário da Assembleia Legislativa. Em uma sessão extraordinária, 18 deputados votaram pela cassação de Jalser Renier. Um parlamentar se absteve e outros não participaram da votação. Com isso, Jalser perdeu o mandato que ocupava havia quase três décadas. A cassação foi fundamentada em quebra de decoro parlamentar e conduta incompatível com o exercício do mandato. O episódio entrou para a história política de Roraima porque Jalser se tornou o primeiro deputado estadual do estado a perder o mandato por decisão dos próprios colegas de Parlamento. A perda do mandato também teve consequências eleitorais, impedindo Jalser de disputar eleições durante o período decorrente da cassação. A batalha judicial depois da cassação Depois de deixar a

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Influenciador preso teria roubado R$ 800 mil e 30 kg de ouro em Boa Vista, RR

O influenciador e streamer de jogos Ivan Luiz Bastos Guimarães, 33 anos, conhecido nas redes sociais como “Itz Ivan” (foto em destaque), foi preso na durante uma operação do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), em conjunto com a Polícia Civil de Roraima (PCRR). Ele é suspeito de integrar o grupo responsável pelo roubo de R$ 800 mil e 30 kg de ouro em Boa Vista (RR). Durante a ação policial, foram cumpridas medidas cautelares pessoais e patrimoniais, autorizadas pela Justiça. Ivan Luiz Guimarães passou por audiência de custódia nesse sábado (22/8), quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. A coluna Na Mira tenta localizar a defesa do influenciador. O espaço permanece aberto para manifestações. Segundo as investigações, o influenciador seria o intermediador na venda de ouro e também, o responsável pela operação de lavagem de dinheiro do esquema. Garimpeiros levavam o minério até ele, que ficava encarregado de encontrar compradores e recebia comissões pelas negociações. Ainda de acordo com a Polícia Civil de Roraima, em 29 de março deste ano, Ivan Luiz teria articulado uma falsa abordagem policial para roubar tanto a carga de ouro de um garimpeiro quanto o dinheiro em espécie que seria entregue pelo comprador. A emboscada ocorreu no momento em que a negociação era realizada na casa do influenciador. Para simular a abordagem, o grupo teria utilizado uma viatura oficial descaracterizada, armas, distintivos e roupas semelhantes às usadas por policiais civis. Com informações do Metrópoles

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ALE-RR busca STF para barrar disputa de Jalser Renier nas eleições de outubro

A Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) recorreu ao Superior Tribunal Federal (STF), na última terça-feira, 18, para tentar impedir que Jalser Renier (PSDB) dispute as Eleições em outubro. A iniciativa da casa legislativa foi motivada após o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, autorizar de forma liminar que o ex-deputado concorra nas eleições 2026. A decisão acabou sendo assinada no dia 5 de agosto, enquanto o Tribunal analisava o recurso.  De acordo com o documento protocolado, a ALE-RR pontuou que o Supremo não poderia ter realizado o julgamento do caso de Jalser. Isso, porque o processo está parado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ou seja, ainda aguarda recurso do julgamento anterior. A casa legislativa pontuou alguns pedidos no documento. Entre eles, a suspensão imediata da eficácia da decisão agravada e exercício do juízo de retratação. Do mesmo modo, reconhecimento da nulidade da decisão agravada por ausência de fundamentação.  Jalser entrou com o processo no STF no dia 7de julho e obteve a autorização do ministro nove dias depois. Ele teve o mandato cassado na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) em fevereiro de 2022, após acusação de mandar sequestrar e torturar Romano dos Anjos, jornalista da TV Imperial, afiliada à Rede Record. A partir de então, Jalser entrou com cerca de uma dezena de recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas teve todos negados. Ele tentava reverter a cassação e adquirir de volta os direitos políticos. Com informações do Roraima em Tempo

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Boa Vista recebe encontro dedicado à valorização do patrimônio cultural

Evento será no Teatro Municipal (sala Teatro Escola), com objetivo de fortalecer iniciativas e promover o diálogo entre diferentes setores da sociedade Nos próximos dias 24 a 26 de agosto, o município recebe o evento “Patrimônio Criativo de Boa Vista: tempo, identidade, inclusão produtiva e renda”, iniciativa da prefeitura e de instituições parceiras em celebração ao Mês do Patrimônio Cultural. Aberto ao público, com inscrições limitadas, o encontro ocorrerá no Teatro Escola do Teatro Municipal. Por meio da Fundação de Educação, Cultura, Esporte e Turismo (Fetec), o evento conta com a parceria da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Roraima, com o objetivo de fortalecer iniciativas de preservação e valorização do patrimônio cultural, além de promover o diálogo entre diferentes setores da sociedade. A solenidade de abertura está marcada para segunda-feira, 24, a partir das 19h, no Teatro Escola. A programação inclui uma conferência sobre o Sistema Nacional de Patrimônio Cultural, uma homenagem aos patrimônios vivos e apresentação musical. Nos dias seguintes, haverá diálogos temáticos e a construção coletiva da Carta do Patrimônio para Boa Vista (confira a programação completa abaixo). “Por meio dessas atividades, que são educativas e envolvem conversas e discussões de propostas, a gente reverencia também as pessoas que são as guardiãs da nossa memória, da nossa cultura, como os patrimônios vivos, que serão homenageados. Além disso, é uma oportunidade para fazer uma grande reflexão e buscar sensibilizar a população sobre a importância de proteger e preservar os nossos bens patrimoniais, porque são eles que representam a identidade e a nossa memória coletiva também”, afirmou a coordenadora de Patrimônio Cultural da Fetec, Carolina Viana Albuquerque. A estimativa de público é de até 167 pessoas no Teatro Escola e de até 150 na Sala de Múltiplo Uso, conforme a capacidade dos espaços. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do evento:https://www.even3.com.br/patrimonio-criativo-de-boa-vista-tempo-identidade-inclusao-produtiva-e-renda-em-celebracao-ao-mes-do-patrimonio-cultural-768178/. Discussões apontarão para maior responsabilidade social na preservação do patrimônio cultural A conferência de abertura terá a participação de Laís Helena Custodio Rodrigues de Queiroz, coordenadora-geral do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural do Iphan. Servidora do instituto desde 2019, ela é graduada em Relações Internacionais pela Unesp e mestre em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela UnB. Na ocasião, algumas pessoas serão homenageadas como patrimônios vivos por atuarem no fomento da cultura local, fortalecerem a identidade de Boa Vista e contribuírem para que novas gerações conheçam a história da cidade. Elas se destacam em suas áreas e se tornaram referências. Já no dia 25, ocorrerão dois diálogos. O primeiro, sobre o “Sistema Nacional do Patrimônio Cultural”, será mediado por Larissa Maria de Almeida Guimarães, superintendente do Iphan em Roraima, antropóloga e doutora em Antropologia Social pela Ufam. A palestrante será novamente Laís Helena de Queiroz. O debate abordará o sistema como instrumento de cooperação entre União, estados, municípios e sociedade, com foco no pacto federativo em Roraima, que busca consolidar uma governança compartilhada, definir responsabilidades e integrar ações de preservação às políticas de desenvolvimento territorial. O segundo diálogo, “A dimensão legal do Patrimônio Cultural”, terá mediação de Carolina Albuquerque, turismóloga, mestre em Preservação do Patrimônio Cultural pelo Iphan. O palestrante será Fernando José Lima de Mesquita, arquiteto e urbanista, mestre em Preservação do Patrimônio Cultural e servidor do Iphan. A discussão tratará da legislação voltada à preservação, com destaque para a legislação municipal, e dos papéis dos entes federativos. No dia 26, a programação será dedicada à elaboração da Carta do Patrimônio para Boa Vista. O documento reunirá princípios, diretrizes e recomendações para a proteção e conservação do patrimônio cultural do município. Será construído por especialistas, representantes de instituições e pela comunidade presente no evento. Os temas previstos abrangem a preservação de bens tombados, recomendações de manutenção, ações de educação patrimonial e legislação. A carta incluirá compromissos e metas e será encaminhada simbolicamente ao prefeito de Boa Vista, ao presidente da Fetec e a outras autoridades de Roraima. “Essa carta será elaborada por todas as pessoas que estiverem presentes nessas rodas de diálogo, ou seja, por especialistas da área e pela comunidade em geral. O intuito é apresentar orientações e ações voltadas à preservação do patrimônio cultural. Será uma carta inédita aqui no estado de Roraima”, ressaltou Carolina. Patrimônio do município Boa Vista possui 41 bens culturais oficialmente reconhecidos, entre materiais e imateriais. Há um inventário elaborado desde 2011 e a prefeitura trabalha em um novo. Além disso, a prefeitura apoia eventos de pequeno e médio porte, promove ações culturais e executa projetos por meio de editais. Existem iniciativas de educação patrimonial, como palestras e ações de valorização da cultura popular. “Nós temos a nossa cultura indígena, que por si só já é riquíssima. Nós temos diversas etnias indígenas, cada uma delas com a sua língua, com a sua comida, com o seu modo de fazer, com as suas tradições, com seus cantos. Além disso, nós temos o movimento junino também, nós temos poesia, nós temos arquitetura. Na arquitetura, nós temos a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo. Temos o Giro da Saia, do movimento junino, que é superimportante, impactante e tem destaque nacional no cenário cultural”, finalizou Carolina PROGRAMAÇÃO “Patrimônio Criativo de Boa Vista: tempo, identidade, inclusão produtiva e renda” SEGUNDA-FEIRA (24) 19h – Teatro Escola TERÇA-FEIRA (25) 9 às 12h30 – Sala Multiuso: 14h às 17h – Sala Multiuso: QUARTA-FEIRA (26) 16h às 18h – Sala Multiuso: 19h – Sala Multiuso: Por Fábio Cavalcante

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Ações de drenagem da Prefeitura alcançam 53 pontos críticos de alagamento

Obra no bairro Nova Cidade contempla 342 metros em um trecho da Rua Tapajós e integra trabalho intenso do município desde 2021 A Prefeitura de Boa Vista está executando uma obra de drenagem que vai contribuir para a solução de mais um ponto crítico de alagamento na capital, elevando para 53 o número de locais solucionados pela gestão desde 2021. Os serviços são executados pela Secretaria Municipal de Conservação Pública (SMCP), que está implantando 342 metros de rede de drenagem em um trecho da Rua Tapajós, no bairro Nova Cidade. De acordo com o secretário municipal de Conservação Pública, Lindonir Barreto, a obra teve início na Rua Constelação e segue até a Rua Tapajós. “No local, as equipes trabalham na escavação e na implantação da tubulação principal, com tubos de drenagem de 600 milímetros de diâmetro. O serviço também contempla a interligação de 28 bocas de lobo duplas e a implantação de seis poços de visita”, explicou o secretário. O mecânico Antonio Dilson Tomaz, de 58 anos, morador do bairro, fez questão de acompanhar de perto o andamento da intervenção. “Essa obra é muito importante para nós, moradores do Nova Cidade. Vai beneficiar todos. Sempre gosto do trabalho da prefeitura”, afirmou Antonio. Desde 2021, a Prefeitura de Boa Vista já solucionou 53 pontos críticos de alagamento em 27 bairros da capital. Atualmente, além da Rua Tapajós, outros dois pontos críticos estão com obras em execução nas ruas Mirante e Prêmio, no bairro Jóquei Clube. Intervenções de drenagem atenderam 27 bairros de Boa Vista Os serviços envolvem obras de drenagem e infraestrutura urbana. Os locais atendidos são definidos a partir de um mapeamento técnico feito pelas equipes municipais, que identificam as áreas mais vulneráveis durante o período chuvoso para priorizar as intervenções. Ao longo dos últimos anos, as obras de drenagem já contemplaram os bairros Asa Branca, dos Estados, Bela Vista, Caçari, Caranã, Centenário, Centro, Cidade Satélite, Dr. Silvio Leite, Equatorial, Jardim Primavera, Jóquei Clube, Liberdade, Mecejana, Nova Cidade, Operário, Paraviana, Professora Aracelis Souto Maior, Santa Tereza, São Francisco, São Vicente, Senador Hélio Campos, Tancredo Neves, União, 13 de Setembro e 31 de Março.

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Com “Papo de Homem para Homem”, prefeitura reforça prevenção à violência contra a mulher

Encontro reuniu servidores municipais de Boa Vista para promover diálogo sobre respeito, igualdade e responsabilidade Dentro da programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, ocorreu na manhã desta quinta-feira, 20, a roda de conversa “Papo de Homem para Homem”. Em sua segunda edição, o evento reuniu autoridades e servidores municipais no auditório da Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SMOSP). Voltada ao diálogo, à reflexão e à conscientização sobre a prevenção da violência contra a mulher, a programação contou com palestras ministradas por profissionais que atuam na defesa dos direitos das mulheres, além de uma roda de conversa com a participação de psicólogos, analistas de Justiça e bacharéis em Direito. Entre as palestras, uma foi ministrada pelo promotor de Justiça da 3ª Titularidade da Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher, Valmir Costa da Silva. De acordo com o secretário municipal de Segurança e Ordem Pública (SMOP), Jullyerre Pablo de Lima, a iniciativa busca envolver o público masculino na discussão sobre a importância de construir relações baseadas no respeito, na igualdade e na responsabilidade. “A programação de hoje tem como propósito sensibilizar os servidores sobre a importância de cada homem na forma como trata as mulheres, na defesa de seus direitos e no combate à violência. É para refletirmos sobre o fato de que a mulher precisa ser amada, bem cuidada, bem tratada e protegida por cada um de nós”, enfatizou o secretário. Medidas protetivas O organizador da iniciativa e integrante da Patrulha Maria da Penha, inspetor Adão Lima, também explicou o funcionamento das medidas protetivas e o acompanhamento feito pela equipe. “Quando o juiz determina uma medida protetiva, ele coloca uma cautelar. Tem o afastamento do agressor, com um distanciamento de 200 a 300 metros, dependendo do juiz. Não pode entrar em contato por mensagem, WhatsApp ou ligação telefônica. Não pode pedir que terceiros vão à casa da vítima para tentar obter informações com ela, pois tudo isso é descumprimento. E a Patrulha Maria da Penha faz as visitas para acompanhar e verificar se o infrator vai obedecer a essas diretrizes”, explicou. Reflexão e mudança Mais do que falar sobre violência, o encontro propôs uma reflexão sobre o papel dos homens na construção de uma sociedade mais segura, respeitosa e livre da violência contra a mulher, reforçando que a prevenção também passa pela mudança de comportamentos e pela conscientização. Para o servidor público Cristian Sobral, de 33 anos, que participou do evento, a iniciativa foi importante para orientar os participantes e tirar dúvidas. “Nós, homens, ficamos em dúvida sobre os nossos deveres e também sobre os direitos das mulheres, e esse encontro é interessante, pois esclarece essas questões. Cada um tem seu lugar na vida social. Espero que tenhamos mais encontros como este”, destacou.

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