22 de julho de 2026 00:10

CHAME suspende atendimentos após exoneração de servidores dias depois de crise envolvendo a TEAMARR

O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (CHAME), serviço voltado ao acolhimento de mulheres em situação de violência em Roraima, teve as atividades suspensas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 17/7, pela deputada estadual Joilma Teodora, que também responde pela Secretaria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

Divulgação: redes sociais

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a parlamentar informou que a paralisação ocorreu porque o programa deixou de contar com profissionais suficientes para manter o funcionamento.

Segundo a nota, os servidores que atuavam no CHAME foram exonerados por decisão do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jorge Éverton. A deputada afirma que, com a redução da equipe, tornou-se inviável garantir a continuidade dos atendimentos prestados pelo centro.

“O programa deixou de contar com o número mínimo de profissionais necessários para continuar funcionando”, diz um trecho do comunicado.

Redes sociais

Ainda na publicação, Joilma Teodora lamenta os impactos da suspensão para as mulheres assistidas pelo CHAME e afirma esperar que a situação seja resolvida rapidamente para que o serviço volte a funcionar.

A interrupção das atividades do CHAME acontece em um momento em que outros serviços ligados à Assembleia Legislativa também enfrentam questionamentos. Nos últimos dias, a TEAMARR (Centro de Acolhimento ao Autista) passou por mudanças administrativas que geraram apreensão entre familiares de pacientes.

NOTA DE ESCLARECIMENTO ALE

A Assembleia Legislativa de Roraima esclarece que não procede o comunicado divulgado pela deputada estadual Joilma Teodora sobre o suposto encerramento das atividades do CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher).

A Presidência da Assembleia informa que a deputada não possui competência administrativa ou legal para determinar a suspensão, o encerramento ou a continuidade de programas institucionais do Poder Legislativo. Da mesma forma, não lhe cabe anunciar decisões dessa natureza em nome da Assembleia.

Também não é verdadeira a informação de que todos os servidores do programa foram exonerados. O quadro funcional da Assembleia Legislativa permanece sendo administrado pela Presidência, observados os critérios legais e as necessidades da administração pública. Portanto, a afirmação de que o programa deixou de funcionar em razão da exoneração de todos os seus profissionais não corresponde aos fatos.

A Assembleia lamenta que uma parlamentar utilize as redes sociais para divulgar informações inverídicas, capazes de provocar insegurança entre os usuários do programa, seus familiares e a população. Em momentos que exigem responsabilidade e equilíbrio, a disseminação de desinformação apenas amplia a apreensão de quem depende dos serviços públicos.

A Presidência reafirma que qualquer decisão relacionada aos programas institucionais será comunicada exclusivamente pelos canais oficiais da Assembleia Legislativa, com transparência, responsabilidade e respeito à sociedade.