7 de março de 2026 12:18

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Prestação de Contas ou propaganda enganosa?

A polêmica dessa semana na Câmara Municipal de Boa Vista, e que dividiu opiniões no retorno dos trabalhos legislativos na última quarta-feira, 25/2, ganhou um novo capítulo. O vereador Bruno Perez (MDB), usou a Tribuna da casa e criticou o colega Thiago Reis (PSD), por divulgar quantidade de indicações, que podem ter sido manipuladas pelo parlamentar. Thiago faz oposição ao prefeito e integra a base de apoio do Governador Antonio Denarium. Bruno Perez, defende que é praticamente impossível, um vereador com tão pouco tempo de mandato,afirmar que mais de 60% das demandas tenham sido atendidas pelo prefeito Arthur Henrique. Thiago Reis tem usado canais de comunicação para enaltecer suas ações parlamentares. Com mais de 6 mil indicações em apenas um ano de mandato, Bruno Perez fez um alerta sobre divulgações de políticos, para enganar eleitores. “O que mais tem, é politico de obra pronta” Político de obra pronta é a expressão usada geralmente de forma crítica para definir um agente público que aparece apenas quando a obra já está concluída, ou quase, para tirar proveito politico, tirar fotos e se apresentar como autor de algo que não realizou, mesmo nem tendo acompanhado. Quem acredita? A discussão entre os dois vereadores, ganhou repercussão nas páginas de noticias de Roraima, e em uma delas um internauta escreveu: “Essa atitude é mais comum do que vocês imaginam em todo o canto do Brasil”. O Caburaí teve acesso a documentos oficias que comprovam duplicidade de indicações do vereador Thiago reis. Mas o questionamento que fica é, se realmente 60% das demandas do parlamentar foram atendidas, mesmo ele tendo um número expressivo. Uma a uma, Thiago pode comprovar?

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Caso romano dos anjos: A credibilidade da Justiça de Roraima em jogo

O Tribunal de Justiça de Roraima atendeu ao pedido de Jalser Renier, acusado de ser o mandante da tortura e sequestro de jornalista Romano dos Anjos e o caso passa a ser julgado em segunda instância. Vale lembrar que não é o julgamento do mérito (culpa ou inocência), mas fica definido o caminho do processo e o ritmo da Justiça. Advogados especialistas ouvidos pelo O Caburaí, argumentam que foro não é privilégio permanente e o caso deveria seguir onde começou, sem manobras que posterguem a decisão. Jalser Renier não possui mais foro por prerrogativa de função, já que não exerce mandato. Já a defesa de Jalser Renier sustenta que à época dos fatos investigados, ele exercia mandato parlamentar. Por isso, o processo deve tramitar diretamente na 2ª instância. Independentemente do resultado, a decisão de hoje é vista como um teste de credibilidade da Justiça. O caso Romano dos Anjos extrapolou o âmbito criminal: tornou-se um símbolo da luta contra a impunidade em crimes contra jornalistas e contra o uso do poder para intimidar. Vivemos atualmente, em contexto mais amplo, tempos em que a Justiça tem absolvido homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos; ou ainda absolve quem faz piadas direcionadas a pessoas com deficiência; e até policiais que mataram crianças em favelas. A violência policial só existe devido ao cheque em branco entregue pela sociedade aos algozes que utilizam do dinheiro público para ultrapassar os limites da lei. E isso, caro leitor, só gera impunidade e o aumento de casos semelhantes.

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Hiran Gonçalves entrega vicinal de terra enquanto Arthur Henrique leva infraestrutura ao Bom Intento

Em Boa Vista, o Prefeito Arthur Henrique (PL) mostrou como as obras públicas devem ser feitas. Na região do Bom Intento, as vicinais entregues contam com asfalto, aterro superior a um metro, sinalização de trânsito, pintura viária e placas. Não é apenas uma estrada bonita para foto: é infraestrutura pensada para durar, garantir segurança, facilitar o escoamento da produção e melhorar, de fato, a vida de quem mora ali. Do outro lado, o contraste é gritante. O Senador Hiran Gonçalves (PP), ao lado da Prefeita de Amajarí, Núbia Lima (PP), entregou a vicinal Bom Jesus como se ainda estivéssemos presos a um modelo ultrapassado de gestão pública. O que se viu foi chão de terra batida levantando poeira, sem asfalto, sem sinalização, sem qualquer estrutura mínima. Uma obra que resolve pouco, dura menos ainda e vai gerar mais gastos do nosso dinheiro com a revitalização precoce. Agora, qual dessas entregas respeita o cidadão? Infraestrutura não é favor, é obrigação. Não se trata de quantidade de inaugurações, mas de qualidade, responsabilidade técnica e compromisso com o dinheiro público. Hiran Gonçalves pareceu mais preocupado com o ato político da entrega do que com o impacto real da obra.

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Depois de Teresa, alguns políticos saíram da hibernação para o reajuste da conta de luz em Roraima

O aumento de cerca de 24% nas tarifas de energia elétrica em Roraima, homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e em vigor desde 25 de janeiro, começou a movimentar a classe política local apenas após ação judicial proposta por uma ex-gestora pública. Foi preciso uma pessoa sem mandato, a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), tomar providências. Ela formalizou na Justiça Federal uma ação popular contra o reajuste, principalmente depois da recente integração de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que, segundo autoridades federais, deveria reduzir custos. A iniciativa da ex-prefeita fez com que outros políticos saíssem da hibernação. Parlamentares da bancada federal de Roraima passaram a cobrar explicações da Aneel e a defender a revisão do aumento. Entre as mobilizações, a Deputada Federal, Helena Lima (MDB), o Senador Mecias de Jesus (Republicanos) e mais recentemente os Deputados Federais Stélio Dener, Albuquerque e Gabriel Mota, todos do partido de Mecias. Com isso, a disputa em torno das tarifas deixa de ser apenas técnica e passa a envolver forças políticas, judiciais e regulatórias, em um cenário que ainda pode refletir diretamente no bolso dos moradores de Roraima nos próximos meses. Mas ainda sim, a maioria esmagadora dos políticos não se manifestou sobre o aumento, enquanto outros, tardiamente. Assuntos urgentes precisam de proatividade, e isso a gente quase não vê. Depois de tudo, quem vai ser o pai da criança?

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Processos se arrastam há quase cinco anos e PM de Roraima não aplica punições a policiais investigados

Quase cinco anos após o caso do Sequestro e agressão do Jornalista Romano dos Anjos, ocorrido em outubro de 2020, o que motivou investigações internas na Polícia Militar de Roraima (PMRR), nenhum policial envolvido foi punido administrativamente até o momento. A informação consta em nota oficial divulgada pelo próprio Governo do Estado, que confirma a lentidão e a ausência de desfecho nos procedimentos disciplinares instaurados. Segundo a PMRR, quatro praças ainda respondem a Conselhos de Disciplina que seguem “em tramitação” dentro da corporação. Já no caso de três oficiais, o Conselho de Justificação (instância responsável por avaliar a conduta de oficiais) teve seu processo concluído apenas em agosto de 2025, quase cinco anos após os fatos investigados. A decisão foi então encaminhada ao Comando-Geral e, posteriormente, ao governador do estado, a quem cabe a palavra final nesse tipo de procedimento. Apesar do longo tempo decorrido, o entendimento interno da Polícia Militar foi pela improcedência das acusações, o que levanta questionamentos sobre a efetividade e a imparcialidade dos mecanismos de controle disciplinar da corporação. Ainda assim, a PM afirma que nenhuma punição, afastamento, exclusão ou arquivamento definitivo foi aplicado, sob a justificativa de que os processos ainda não tiveram decisão conclusiva. A situação evidencia um paradoxo: embora os autos indiquem improcedência das acusações, os procedimentos continuam oficialmente abertos, mantendo o caso em um limbo administrativo que se prolonga por anos. Isso evidentemente compromete a credibilidade das investigações e enfraquece a confiança da sociedade nos órgãos de segurança. Por falar nisso, quando foi que a sociedade teve transparência total sobre os atos da segurança pública e da Corregedoria da PMRR em casos envolvendo crimes cometidos por seus agentes? Enquanto a decisão final permanece nas mãos do governador, a sociedade roraimense segue sem respostas concretas sobre um caso que já atravessou quase meia década, expondo as fragilidades do sistema disciplinar. Denarium vai passar pano? Se sim, isso vai ser prerrogativa para a impunidade de crimes futuros, pode apostar.

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A Polícia Militar é uma instituição que atende interesses de Estado ou de políticos?

Mais uma vez governistas ultrapassam os limites da moralidade, porque os limites da legalidade já foram rompidos há muito tempo com quatro condenações de crimes escancarados. Acontece que a política em Roraima tem se moldado a um novo alinhamento ideológico que cria uma narrativa de que o errado é certo, e as consequências disso são os aplausos de uma parte da população que aceita calada, talvez alguns engolem seco. A Major da Polícia Militar, Adriane Severo, é também conhecida nas redes sociais pelos seus críticos posicionamentos sobre a falta de valorização na PMRR. Todos os seus posicionamentos são coerentes, todas as suas afirmações não são apenas percepções e tudo o que ela tem dito sobre os desafios da segurança pública, nunca foi contestado nem por Comandante da Polícia Militar e nem por Governador de Estado. Mas é muito preocupante que um Comandante da Polícia Militar, no caso, Overlan Lopes, se manifeste publicamente contra policiais que desaprovam o atual governo. Isso aconteceu nesta semana, durante a inauguração da pedra fundamental da nova sede do Iper (Instituto de Previdência do Estado de Roraima). A instituição deveria se pautar pela neutralidade política, mas na verdade se alinhou totalmente a uma questão ideológica. Overlan talvez não saiba, ou talvez não queira saber, mas a Polícia Militar é composta por cidadãos que, apesar da farda, não deixam de ter pensamento crítico e direito à opinião. Quando o comando máximo da corporação passa a tratar a divergência política como um problema ou uma afronta, cria-se um ambiente de intimidação e silenciamento, incompatível com os princípios democráticos que deveriam nortear as forças de segurança pública. E muito se fala no Brasil sobre liberdade de expressão, principalmente em Roraima. Para alguns e para outros não? O mais grave disso tudo é que a Polícia Militar de Roraima também atua nas Eleições, garantindo a lei e a ordem, além de auxiliar órgãos. Neste ano, podemos confiar em uma polícia que tem um comandante fazendo uma possível campanha antecipada para Edilson Damião? Overlan olhava para frente e via Edilson Damião, logo, o chamava de futuro Governador. Do seu lado direito, Antonio Denarium, que também sonha muito, é o atual Governador do estado. Do lado esquerdo, o ex-comandante da Polícia Militar, Miramilton Goiano. Overlan não percebeu que estava cercado de pessoas investigadas por diversos crimes que foram noticiados nacionalmente? Esqueceu, será? O comandante que fala publicamente que uma Major da PMRR não tem compromisso com o estado e não tem compromisso com as pessoas, ainda complementa dizendo que está sendo apurado e investigado tudo o que foi dito, se comporta como comandante? E mais, isso deveria mesmo ser tratado publicamente para atingir uma mulher que luta por direitos? Será ainda que podemos confiar nessa apuração? Adriane Severo é gigante, é uma voz ativa, uma representação da segurança pública, e acima de tudo, uma mulher cidadã exercendo e cobrando direitos. O gestor que não se agrada com críticas, ainda precisa aprender a ser gestor. Diante desse cenário, é legítimo perguntar: que tipo de Polícia Militar queremos em Roraima? Uma polícia comprometida com a Constituição e com o povo, ou uma polícia instrumentalizada por interesses políticos?

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O futuro político de Roraima e a responsabilidade do eleitor

Roraima vive um momento decisivo agora em 2026. Como estado jovem, marcado por desafios históricos na infraestrutura, na saúde, na educação e na geração de empregos, o futuro político roraimense depende menos de promessas grandiosas e mais de escolhas conscientes. Ou seja, depende do eleitor. Ao longo dos anos, erros se repetiram e o resultado tem sido um ciclo de frustrações. E a gente repete essa máxima da educação política todos os anos: não venda o seu voto! Roraima precisa de lideranças que compreendam suas especificidades e saibam dialogar com o cenário nacional sem submeter o estado a interesses pessoais ou eleitorais. Ou seja, pessoas que querem realmente mudar a vida de outras pessoas! Já pensou se a saúde funcionasse de verdade? Se a educação fosse valorizada? Se os parques estivessem em pleno funcionamento? Pense também em como seria cada canto de Roraima a exemplo da capital Boa Vista. Escolher bem também significa rejeitar a política do improviso e do assistencialismo eleitoreiro. O desenvolvimento de Roraima exige planejamento, transparência e responsabilidade com o dinheiro público. O futuro de Roraima não está apenas nas mãos dos eleitos, mas, sobretudo, na consciência de quem vota.

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Quando a Assistência Social se torna Assistência ao Poder: A Transparência que Falta sobre o dinheiro do contribuinte

A mais recente investigação jornalística sobre a folha de pagamento da Assembleia Legislativa de Roraima expõe uma situação que deveria nos envergonhar como sociedade: pessoas que constam como beneficiárias do Bolsa Família estão, simultaneamente, empregadas na estrutura da própria Assembleia, recebendo salários públicos que podem chegar a R$ 12 mil por mês. Para quem conhece a regra básica do programa, a situação causa espanto e indignação: o Bolsa Família é destinado a famílias em situação de vulnerabilidade. O cerne do problema não é apenas moral. O ponto mais preocupante é que esse episódio expõe, de forma crua, como a falta de transparência e de controles efetivos pode transformar dinheiro público em instrumento de favorecimento e de má gestão. A própria reportagem feita pelo UOL e que teve repercussão do Portal O Caburaí, revela que a Assembleia Legislativa de Roraima desembolsa cifras milionárias em salários e cargos comissionados, com uma estrutura muito aquém da realidade demográfica e funcional do estado, incluindo relações questionáveis entre atividades exercidas e sua efetiva prestação de serviço à população. O que vemos aqui é mais que uma falha administrativa, é um sintoma de um problema estrutural no uso de recursos públicos, onde a falta de mecanismos robustos de controle e fiscalização se alia a uma cultura permissiva de desperdício. Programas sociais precisam de rigor e de auditoria constante precisamente porque lidam com verba pública e com vidas humanas não podem servir como “bônus extra” ou proteção indevida para quem já recebe salários graúdos dos cofres estaduais.

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Como foi o ano dos Deputados em 2025? Veja o quanto eles produziram até o início de dezembro

Em 21 dias o ano termina, Deputados Estaduais entram em recesso em breve e 2026 será um ano em que o eleitor deve escolher se os 24 parlamentares que estão nas cadeiras ocupadas no Plenário Noêmia Bastos Amazonas, merecem retornar para exercerem seus cargos por mais 4 anos. Esse levantamento foi feito até o dia 9 de dezembro de 2025 e com base no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL). São Projetos de Lei (PL), Projetos de Decreto Legislativos (PDL) e Indicações. Levamos em conta a quantidade de Projetos e não de leis sancionadas ou promulgadas. Confira: Ângela Águida Portela (PP) tem 21 Projetos de Leis apresentados em 2025, apenas 3 indicações e 9 Projetos de Decreto Legislativos, voltados a homenagear entidades e profissionais do estado. Em 2024 a parlamentar tinha apenas 4 Projetos de Lei e 8 Indicações. Armando Neto (PL) apresentou 15 Projetos de Lei e 30 Indicações, ele também tem 8 Projetos de Decreto Legislativos de homenagens. Ele também tem 6 pedidos de informações feitos ao Governo do Estado no âmbito da educação e agricultura. Aurelina Medeiros (PP) apresentou 22 Projetos de Lei em 2025. O número de Indicações chega até 58. Ela prestou apenas 3 homenagens neste ano. A Deputada Catarina Guerra (UNIÃO), reduziu o número de projetos apresentados ao longo dos anos, atualmente tem 6 projetos protocolados no SAPL. Ano passado, a deputada apresentou, e nos anos anteriores, 9 e 13 consequentemente. Catarina tem 21 indicações e 6 homenagens por meio de Projetos de Decreto Legislativos. Chico Mozart (PP) tem 3 Projetos de Lei, 13 Indicações e 6 Projetos de Decreto Legislativos com homenagens. No ano passado, o parlamentar também apresentou 3 projetos de lei, mas não teve nenhuma indicação. Coronel Chagas (PRTB) só apresentou um Projeto de Lei neste ano, e O Caburaí, apurou que se trata do PL 238/2025 que denomina o prédio público do Departamento de Imprensa Oficial (DIO) como Walter Buss. Chagas tem 27 indicações no sistema. O Deputado Estadual Dr. Cláudio Cirurgião (UNIÃO), tem 11 Projetos de Lei, 30 Indicações e 20 homenagens. O parlamentar também tem 2 pedidos de informações ao Governo de Roraima no âmbito da saúde. Dr. Meton (MDB) tem 3 Projetos de Lei protocolados, 12 Indicações, 4 Projetos de Decreto Legislativos e 1 pedido de informação. Eder Lourinho (PSD), tem 10 PLs, 36 Indicações e 2 PDLs. Um aumento com relação ao ano passado, já que o deputado tinha apenas 8 Projetos de Lei e 21 Indicações. O Deputado Gabriel Picanço (Republicanos), tem no sistema 6 Projetos de Lei, 12 indicações, além de 8 homenagens e 2 pedidos de informações. No ano anterior, tinha 2 PLs e 19 Indicações. O Deputado Idázio da Perfil (MDB), tem 23 Projetos de Lei protocolados e 3 Indicações e o mesmo número em Projetos de Decreto Legislativos. Houve um aumento no número de projetos com relação a 2024, 15 a mais. Isamar Junior (PODEMOS) tem 13 Projetos de Lei protocolados no sistema, Projetos de Decreto Legislativo. O Deputado não tem nenhuma indicação feita neste ano. Em 2024 ele apresentou 4 e todas foram arquivadas. Joilma Teodora (PODEMOS) garantiu neste ano 31 Projetos de Lei, 12 indicações, e não apresentou nenhuma homenagem neste ano e nem no ano passado. Totalizando apenas 5 no ano de 2023. Jorge Everton (UNIÃO) tem 8 Projetos de Lei, 4 Indicações, 14 PDLs. No ano passado chegou a 2 Projetos de Lei, 5 Indicações e 4 Projetos de Decreto Legislativos. Lucas Souza (PL) tem 5 Projetos de Lei, 19 Indicações e 5 Projetos de Decreto Legislativos. No ano passado o número de projetos foi de 9, maior que o ano atual. Marcelo Cabral (CIDADANIA) tem 12 Projetos de Lei, 8 Indicações, 4 Projetos de Decreto Legislativos. Também teve aumento no número de PLs, mas uma redução no número de indicações com relação ao ano passado. Em 2024 foram 7 projetos e 10 indicações. Marcinho Belota (PRTB) tem 2 Projetos de Lei, 3 Indicações e 5 Projetos de Decreto Legislativo. Em 2025 o Deputado Estadual apresentou 6 PLs e 2 Indicações. Marcos Jorge (Republicanos) garantiu para esse ano 3 Projetos de Lei, 7 Indicações e 16 Projetos de Decreto Legislativos. No ano anterior, o número de projetos e indicações era maior, com 6 e 10, respectivamente. Neto Loureiro (PMB) tem 6 Projetos de Lei, 15 Indicações e nenhum PDL. No ano de 2024, ele teve um número maior: 7 PLs e 25 Indicações. Odilon (PODEMOS), já esteve em evidência negativa na imprensa e nas redes sociais por ser um parlamentar quase desconhecido e ter apresentado 1 Projeto de Lei desde 2015. O projeto foi apresentado naquele ano. Ano passado, Odilon não apresentou nenhuma indicação, nenhum projeto, nenhum requerimento, nenhum Projeto de Decreto Legislativo e nenhuma Proposta de Emenda à Constituição. Em 2025 já 4 indicações e 3 Projetos de Decreto Legislativo. Renato Silva (PODEEMOS) tem apenas 3 Projetos de Lei, 5 Indicações e 9 Projetos de Decreto Legislativo. Em 2024 apresentou a mesma quantidade de projetos e 10 indicações a mais. Rárison Barbosa (PMB) tem no SAPL 10 Projetos de Lei, 37 Indicações e 4 Projetos de Decreto legislativo. Também apresentou 10 PLs no ano passado e 27 Indicações, 10 a menos que o ano atual. O Presidente da Assembleia, Soldado Sampaio (Republicanos), tem 5 Projetos de Lei, 15 Indicações e 32 Projetos de Decreto Legislativo, um número muito maior do que o trabalho de proposição de políticas públicas. No ano passado, Sampaio tinha apenas 2 Projetos de Lei e 11 indicações. Tayla Peres (Republicanos) tem no SAPL 15 Projetos de Lei e 45 Indicações. Os Projetos de Decreto Legislativo chegam a 4. Tayla apresentou 21 PLs no ano passado e 35 Indicações. Certamente as informações que constam em sistema não mostram amplamente a atuação dos parlamentares, mas servem de parâmetro quantitativo no contexto de produção legislativa. Evidentemente há parlamentares que estão à margem de qualquer conhecimento da sociedade, por não se preocuparem em garantir transparência sobre o mandato e muito menos prestar contas sobre

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O silêncio cúmplice sobre o garimpo em Roraima

Há temas que exigem coragem política. O garimpo ilegal em Roraima é um deles. Se fosse regulamentado, com sua devida compensação ambiental, retorno devido com impostos aos cofres públicos, ainda por fim com áreas demarcadas para isso e permissão de órgãos ambientais e dos povos indígenas, pode ser que trouxesse uma prosperidade ao estado. Não há estudo sobre isso. Mas independentemente de questões morais, é ilegal, destrutivo por natureza e devastador para povos indígenas, rios, florestas e para a própria imagem do Estado. Ainda assim, permanece envolto em um silêncio que não é inocente: é estratégico, calculado e profundamente hipócrita. Os parlamentares federais de Roraima conhecem a realidade. Sabem que a atividade é proibida, que há crimes ambientais, exploração de trabalhadores, violência em territórios indígenas e um rastro de destruição socioeconômica que o discurso fácil do “progresso” jamais conseguiu sustentar. Mas sabem também que o garimpo, apesar de ilegal, virou cultura e cultura que rende votos. E é por isso que calam. Calam para não contrariar quem vive da atividade. Calam para não desagradar quem lucra com ela. Calam para não perder o apoio de uma base eleitoral moldada por décadas de abandono estatal e promessas de regulamentação que nunca se cumprem. Enquanto isso, o Estado segue aprisionado nessa contradição: de um lado, a lei que proíbe; do outro, uma política que finge não ver. Um teatro político em que todos sabem o que está acontecendo, mas ninguém ousa nomear o problema. Os parlamentares preferem posar para fotos, fazer discursos inflamados sobre desenvolvimento e soberania, mas jamais tocar na ferida que realmente compromete o futuro de Roraima: a dependência de uma prática ilegal que já ultrapassou qualquer limite ético. A hipocrisia é evidente. Não se trata de desconhecimento, mas de conveniência.

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