7 de março de 2026 13:26

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Tren de Aragua: líder dado como morto teria registrado filho no Brasil

Apontado como um dos “pais” da facção venezuelana Tren de Aragua, o traficante Johan Petrica, que já chegou a ser dado como morto pelas autoridades locais, teria transitado livremente pela fronteira com o Brasil durante anos e, inclusive, teria tido um filho de 7 anos, registrado em Roraima. O Tren de Aragua, principal organização criminosa da Venezuela, foi usado como pretexto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para invadir o país, no último dia 3de janeiro, e capturar o ditador Nicolás Maduro. Em julho de 2024, o Departamento de Estado dos Estados Unidos chegou a oferecer U$ 4 milhões por informações que ajudassem a localizar Petrica, apontado como um dos três líderes fundadores do Tren de Aragua. De acordo com a jornalista venezuelana Roanna Rísquez, especialista no grupo criminoso, o atual líder, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Ninõ Guerrero, se refere a Petrica como “papá” (pai, em espanhol). “Para muitos conhecedores do Tren de Aragua, Johan Petrica é o verdadeiro chefe da organização, o ideólogo do modelo de governança criminosa que começou em Tocorón e depois se estendeu a San Vicente e Las Claritas (principais comunidades dominadas pelo grupo)”, afirma a autora no livro “El Tren de Aragua: La banda que revolucionó el crimen organizado en América Latina”, publicado em 2023. Petrica desapareceu temporariamente da cena pública venezuelana em 2015, após uma ocupação policial à comunidade de San Vicente, principal reduto do Tren de Aragua fora do sistema prisional. De acordo com as investigações, ele teria migrado para o sudeste do país, na região de Las Claritas, no estado de Bolívar, que faz fronteira com o norte de Roraima, e passado a transitar sem restrições pela região. Segundo Roanna Rísquez, ele teria ficado conhecido na região por um outro nome, Viejo Darwing, ou simplesmente El Viejo. Anos depois, apresentados a fotos de Petrica, moradores da região teriam confirmado que se tratava da mesma pessoa. Em Las Claritas, uma das principais áreas de exploração de ouro na Venezuela, ele teria retomado seu passado como líder sindical de mineradores e começado a liderar as atividades criminosas do Tren de Aragua relacionadas ao garimpo. Filho brasileiroNo livro “El Tren de Aragua: La banda que revolucionó el crimen organizado en América Latina”, a jornalista Roanna Rísquez descreve um episódio em que autoridades brasileiras pediram para uma colega verificar pedidos de registros de venezuelanos, no início de 2022. Entre eles, um homem que tentava registrar o filho, na época de 4 anos. Os brasileiros suspeitavam que se tratava-se de um criminoso. A jornalista narra que ao ler a mensagem, que mencionava Yohan José Romero, identificou que era Johan Petrica. Não há informação sobre se o próprio traficante apontado como líder do Tren de Aragua teria participado diretamente da tentativa de registro do filho, ou se outra pessoa teria ficado encarregada. ExpansãoAssim como fez o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo a partir do início dos anos 1990, o Tren de Aragua, que também surgiu no sistema prisional, estendeu seus domínios pela Venezuela a partir da soltura e da transferência de presos para outras unidades prisionais. Em um segundo momento, a crise migratória no país e o refúgio oferecido por países vizinhos permitiram que o grupo avançasse pela América do Sul. No Brasil, por exemplo, autoridades estimam que o Tren de Aragua esteja presente em pelo menos seis estados — além de Roraima, também em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A facção teria firmado uma parceria com o PCC para garantir o abastecimento com segurança da droga andina às rotas que abastecem diversos estados brasileiros e o tráfico internacional.

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Após EUA e Venezuela selarem acordo sobre Petróleo, Brasil vive incerteza sobre exportações

Especialista afirma que os EUA tentam dominar a América Latina para gerar embargos aos países que consomem ou podem consumir minérios que gerem saltos tecnológicos e científicos. Diante da crise política venezuelana, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo com a Venezuela para o envio de até 50 milhões de barris de petróleo ao mercado norte-americano. O produto será transportado por navios-tanque diretamente para terminais de descarga nos portos americanos. Com isso os EUA intensificam seu papel estratégico na Venezuela, que é detentor de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas com produção severamente reduzida ao longo dos últimos anos devido à crise interna e às sanções internacionais. O Ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, confirmou que o preço do petróleo em todo mundo pode ser afetado após a Venezuela entregar 50 milhões de barris para os Estados Unidos. “Isso pode acontecer em curto prazo porque representa uma oferta adicional comercializável no mercado físico e financeiro. O anúncio dessa medida teve efeito imediato de queda nos futuros referenciais de preço de petróleo bruto em sessões recentes, refletindo a percepção de maior oferta disponível. No entanto, isso não significa um choque de oferta estrutural, porque a produção venezuelana é hoje relativamente pequena, cerca de 800 a 900 mil barris por dia, muito abaixo de países como Arábia Saudita ou EUA, e os volumes liberados inicialmente são limitados”, explicou. Prates disse que esse acordo não resolve os problemas estruturais da indústria petrolífera venezuelana e que problemas estruturais impedem o país vizinho de aumentar a produção de petróleo. “Analistas estimam que seriam necessários dezenas de bilhões de dólares e anos de reformas legais e políticas para recuperar a capacidade produtiva. Falta de investimento e capital externo tem sido um obstáculo desde que a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) se degradou tecnicamente e financeiramente. Sanções internacionais, especialmente dos EUA, romperam exportações tradicionais, reduziram acesso a mercados e impediram financiamento”, pontuou. Os prejuízos ao Brasil e os novos interesses dos EUA O Cientista Político de Roraima, Paulo Racoski, que analisou um prejuízo nas exportações brasileiras para o país vizinho, tendo em vista que o estado nunca teve um grande incentivo financeiro para o seu próprio desenvolvimento. “Roraima é o estado mais insular do Brasil, e nunca ocorreu e tão pouco houve incentivo para uma interligação petrolífera entre o estado de Roraima via Venezuela para se criar um sistema de refino a partir de uma empresa brasileira ou multinacionais, logo, o norte do país não teve nenhum impacto de desenvolvimento geopolítico na história, e isso significa que o estado é esquecido pelos entes da federação. E agora o que ocorre atualmente é que o Brasil perde com a exportação, inclusive muitos produtos que saem de Manaus, no Amazonas, e da capital Boa Vista em Roraima, como óleos vegetais, soja, madeira, e principalmente alimentos. Esse impacto será de 30 a 60 dias, porque a instabilidade política ainda é evidente”, alertou. Para o especialista, existe um interesse estratégico estadunidense para impedir o desenvolvimento de outros países aliados das Américas. Segurar as riquezas desses países é uma medida que afeta diretamente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). “Os Estados Unidos entendem que toda América, do Alasca à Patagônia é zona estratégica e necessária para a manutenção de interesses políticos e militares, como centro de poder. Além do petróleo, gás e terras raras da Venezuela, ainda há um interesse grande no sistema de extração mineral do próprio México. Os EUA tentam fazer das Américas o que costumeiramente chamam de ‘Retaguarda Otana’. Outro ponto é impedir o envio de riquezas que possam gerar saltos tecnológicos e científicos para servir interesses da Rússia, Ucrânia, Índia, China”, explicou Racoski. As terras Raras no Brasil As terras Raras são um conjunto de 17 elementos da tabela periódica com propriedades físicas e químicas semelhantes, e são minerais estratégicos para a indústria. Não são materiais difíceis de encontrar na natureza, no entanto a extração e processamento são mais complexos e caros. De acordo com o relatório lançado em novembro do ano passado pelo Banco de Investimento da América Latina, BTG Pactual, a região deve liderar o crescimento da produção de óxidos de terras raras entre 2025 e 2029, saltando de 0,6 mil toneladas para 7,5 mil toneladas nesse período. O Brasil vem ganhando destaque no cenário global das terras raras ao concentrar a segunda maior reserva do mundo, estimada em 21 milhões de toneladas. O volume expressivo, aliado ao baixo custo de exploração e à elevada presença de elementos pesados (mais raros e de maior valor econômico) coloca o país como uma alternativa estratégica ao domínio asiático nesse mercado

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Trump publica imagem de Maduro detido em operação dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tornou pública a primeira imagem do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sob custódia norte-americana. A foto foi divulgada na rede social Truth Social poucas horas depois da operação que resultou na captura do líder venezuelano, iniciada na madrugada deste sábado (3). Na publicação, Trump escreveu a legenda “Nicolas Maduro on board the USS Iwo Jima”, indicando que Maduro estava a bordo do navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, da Marinha dos Estados Unidos. Nas imagens compartilhadas, o presidente venezuelano aparece vestindo roupas de moletom, usando protetor auricular e óculos escuros, além de segurar uma garrafa de água. A divulgação ocorreu após o anúncio oficial de uma ação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano, que culminou na prisão do chefe de Estado. Segundo autoridades norte-americanas, a operação também resultou na captura de Cilia Flores, esposa de Maduro. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o local onde ela está detida nem sobre possíveis procedimentos judiciais específicos envolvendo a ex-primeira-dama. De acordo com o governo dos EUA, Nicolás Maduro será julgado em território norte-americano. As acusações envolvem crimes ligados ao narcotráfico, com base em processos já existentes na Justiça dos Estados Unidos. As autoridades, no entanto, não informaram datas ou prazos para o início das audiências. Também permanece indefinido o destino final de Maduro após sua retirada da Venezuela. A única confirmação oficial é que ele estava a bordo do USS Iwo Jima no momento da publicação feita por Trump, sem detalhes adicionais sobre uma eventual transferência para o território continental dos Estados Unidos. A prisão do presidente venezuelano ocorreu em meio a uma ofensiva militar que gerou repercussão imediata no cenário internacional. Governos de diferentes países reagiram de forma divergente à ação norte-americana, enquanto organismos multilaterais seguem monitorando os desdobramentos do caso.

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Vice venezuelana confirma sequestro de Nicolás Maduro e primeira-dama e exige ‘prova de vida imediata’

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou que o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores é desconhecido, após os ataques dos Estados Unidos ao país latinoamericano na madrugada deste sábado (3). “Exigimos uma prova de vida imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira combatente Cilia Flores”, disse Rodríguez, em um áudio exibido pela TV estatal. Mais cedo, o presidente estadunidense Donald Trump informou a captura de Maduro em uma rede social. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, escreveu. Mais cedo, a Venezuela divulgou um comunicado oficial no qual rejeita “a grave agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelana”, após relatos de explosões na capital, Caracas, e em outras três regiões. Segundo a nota do governo venezuelano, os ataques atingiram “localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira”. “Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos seus artigos 1.º e 2.º, que estabelecem o respeito pela soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força”. De acordo com o governo venezuelano, os ataques afetaram bases militares, diferentes cidades, a sede do poder legislativo, aeroportos e a estrutura elétrica do país. O governo venezuelano afirmou, em nota, que “tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e coloca em sério risco a vida de milhões de pessoas”. De acordo com o governo venezuelano, a ofensiva teria como objetivo a apropriação de recursos estratégicos do país. “O objetivo deste ataque não é outro senão confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, especialmente o seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação”, diz o texto. Texto: O Brasil de Fato

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Tensão na Fronteira: Denarium diz que órgãos de segurança estão preparados

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), disse temer que a crise na Venezuela gere uma nova onda de refugiados venezuelanos no estado e sugeriu ao governo federal o fechamento temporário da fronteira com o país. O receio ocorre diante da invasão dos Estados Unidos na Venezuela, neste sábado, com a captura do líder chavista, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores. — Eu dei uma sugestão de que temporariamente se feche a fronteira para evitar uma entrada em massa de venezuelanos no Brasil. É provisório, até que se tenha uma definição do quadro do conflito — afirmou. A sugestão foi feita aos ministros da Defesa, José Múcio, da Casa Civil, Rui Costa, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, com quem o governador conversou neste sábado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião neste sábado com os ministros no Itamaraty. Denarium afirmou que aguarda o fim da reunião para saber quais foram as definições do governo federal. A fronteira entre Brasil e Venezuela amanheceu fechada neste sábado, no trecho de Pacaraima, em Roraima. Segundo interlocutores da área militar do governo brasileiro, a interrupção da passagem ocorreu do lado venezuelano, após o ataque de grande escala anunciado pelos Estados Unidos contra o país vizinho. Da parte do Brasil, “as fronteiras estão operando dentro da normalidade”, disse um militar de alta patente ao GLOBO. Denarium pontuou que por parte do estado, as forças de segurança estão atuando dentro da normalidade, sem alteração. O governador estima que no ápice da crise migratória em Roraima, em 2020, o estado chegou a receber por dia de 1,5 mil a 2 mil venezuelanos. Atualmente, há uma população estimada de 186 mil venezuelanos vivendo em Roraima, cerca de 20% da da população do estado. Diariamente, entram em Roraima de 300 a 500 cidadãos da Venezuela. O receio, segundo o governador, é que com o cenário de instabilidade, o estado volte ao patamar de 2020, com 2 mil refugiados por dia. — Temos um grande impacto causado pela migração. O estado presta auxílio, porque é uma população pobre que chega no Brasil só com uma mochila. É uma crise humanitária muito grande — disse.

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Do Everest a Roraima: 7 montanhas que definiram a carreira de brasileira

O que é necessário para escalar o Monte Everest, no Nepal, ou encarar os desafios do Aconcágua, na Argentina, e do Kilimanjaro, na Tanzânia? A alpinista e guia de montanha Aretha Duarte já percorreu esses caminhos e conhece as necessidades de cada montanha. Conhecida como a primeira mulher negra latino-americana a escalar o Monte Everest, Aretha já passou por diversos cumes que aprimoraram sua técnica, sua visão de mundo e sua atuação como liderança feminina e empreendedora socioambiental. Aretha compartilhou com o CNN Viagem & Gastronomia as principais montanhas que marcaram sua carreira, características e curiosidades de cada uma. Conheça: 1.⁠ ⁠Monte Everest (8.849 metros) – NepalAretha Duarte escalou o Everest em 2021, tornando-se a primeira mulher negra latino-americana a alcançar o topo da montanha. Para chegar lá, a atleta recolheu resíduos recicláveis nas ruas, como plásticos e metais, para juntar dinheiro necessário para a missão. Com a ajuda da mãe, foram arrecadados 130 toneladas desse material em 14 meses. Ela também fez vaquinhas, bazares de roupas e teve ajuda de empresários para reunir R$ 400 mil. Após concluir o projeto, Aretha avalia que o monte de 8.849 metros sintetiza a combinação de preparo técnico, estratégia e gestão de risco que orientam sua carreira no montanhismo. Durante a escalada, ela enfrentou frio extremo, rarefação de oxigênio e longas horas acima dos 8 mil metros de altitude. Segundo a alpinista, a montanha ensina sobre propósito. “O cume do Everest foi mais do que a chegada ao ponto mais alto do planeta, mas um manifesto sobre acesso, representatividade e sustentabilidade”, afirma. A temporada de escalada da montanha mais alta do mundo segue de março a maio, na primavera do hemisfério norte. 2.⁠ ⁠Aconcágua (6.962 metros) – ArgentinaO “guardião dos Andes” é, para Aretha, uma escola de alta montanha. Antes de concluir a escalada, ela vivenciou cinco vezes as variações do clima árido e hostil, os ventos fortes e as exigências de logística e aclimatação que fazem do Aconcágua um desafio subestimado por quem o chama de “não técnico”. Na montanha da Argentina, a alpinista aprimorou sua leitura de terreno e seu julgamento de risco. “Essa montanha me ensinou sobre resiliência, resistência de força e também sobre o que é essencial na vida, ser minimalista, com um pouco de comida, ar, abrigo e relacionamentos saudáveis”, comenta. O período de escalada da montanha ocorre entre meados de novembro e meados de fevereiro. 3.⁠ ⁠Monte Kilimanjaro (5.895 metros) – TanzâniaO ponto mais alto da África tem diferentes paisagens à medida que ganha altitude, indo de savanas até um topo glaciado. No Monte Kilimanjaro, Aretha liderou a “Expedição Sankofa”, reunindo brasileiros negros em uma experiência de pertencimento. Para ela, foi uma vivência importante de liderança feminina no ambiente de altitude. “Ver pessoas que antes não se viam nesses lugares chegarem ao topo da África foi uma vitória coletiva. O ‘Kili’ também me ensinou sobre a importância da diversidade para o processo de criatividade e inovação, além da importância do trabalho em equipe para o alcance do objetivo”, disse a alpinista. A temporada de escalada no Kilimanjaro está disponível o ano inteiro. 4.⁠ ⁠Monte Elbrus (5.642 metros) – RússiaO cume mais alto da Europa, no Cáucaso, é um vulcão de dois cumes que combina campos de gelo com mudanças bruscas de tempo. Durante a ascensão, Aretha encarou variações térmicas intensas e trechos com muito vento. Essa experiência consolidou seu repertório em deslocamento em glaciar e gestão de energia em longas janelas de ataque ao cume. Para ela, a escalada reforçou a importância de respeitar o relógio da natureza e negociar com o vento, além da capacidade de adaptação, resiliência ao frio e a lidar com as mudanças. A principal temporada de escalada no Monte Elbrus é no verão. 5.⁠ ⁠Huisalla, Acotango, Parinacota e Sajama – BolíviaEm 2022, Aretha foi à Bolívia e conquistou os cumes de Huisalla, Acotango, Parinacota e Sajama, este último como parte do projeto Cielos de los Andes, que busca alcançar a montanha mais alta de cada um dos sete países andinos. Em 2023, a alpinista liderou uma expedição feminina à Cordilheira Real, na Bolívia, conhecida como o “Himalaia da América do Sul” pela grandiosidade das montanhas e pela beleza das geleiras. Com picos que ultrapassam 6 mil metros, a região combina desafios técnicos e visuais deslumbrantes com neve, rocha e a cultura andina de vilarejos que mantêm tradições ancestrais aos pés das montanhas. Para Aretha, as lições dessas experiências foram sororidade, compaixão, intuição e as forças do feminino. A temporada de escalada acontece principalmente na estação seca, que vai de maio a outubro. 6.⁠ ⁠Campo Base do Everest – NepalO Campo Base do Everest é um marco geográfico a 5.364 metros no Nepal. O local também é um ambiente vivo, com rotinas de aclimatação, escolas de gelo e cultura sherpa, etnia da região mais montanhosa do Nepal. Aretha esteve no campo em diferentes momentos da carreira, onde aprendeu na prática sobre segurança, convivendo com operações de rota e aperfeiçoando sua preparação para alta montanha. A experiência transformou sua visão sobre gestão de risco, colaboração em ambientes extremos, empatia, escuta ativa e acolhimento. O início da temporada de escalada no Campo Base do Everest geralmente é na primavera, de março a maio, quando alpinistas se preparam para o cume, e no outono, de setembro a novembro, após as monções, oferecendo céus limpos e condições ideais para trekking. 7.⁠ ⁠Monte Roraima (2.810 metros) — Brasil/Venezuela/GuianaO Monte Roraima, na tríplice fronteira, é considerado o tepui mais alto do mundo. É um ambiente mais tropical do que glacial, com paredes verticais e topo plano, que abriga rica fauna e flora. Para a montanhista, escalar o Monte Roraima foi um desafio diferente que a ensinou a ouvir o ritmo do lugar. “Aqui a técnica é menos gelo e mais respeito à água, ao tempo da floresta e à história que a montanha guarda. A grande lição dessa montanha é a força da inteligência espiritual”. A temporada de escalada e trekking é principalmente na estação seca, que vai

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Lei libera R$ 14,4 bi para inovação em empresas, saúde e segurança

Foi publicada no Diário Oficial da União a Lei 15.318, que abre crédito suplementar de R$ 14,4 bilhões para operações oficiais de crédito e diversos órgãos do Poder Executivo federal. A norma foi sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira (23) e entrou em vigor em 24 de dezembro. A maior parte do valor (R$ 14,1 bilhões) é destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDTC), para financiamento de projetos de inovação e desenvolvimento tecnológico de empresas.  O dinheiro também vai reforçar ações de segurança pública (policiamento e combate às drogas), saúde e obras em estradas, entre outras. De acordo com a lei, os recursos que possibilitaram a abertura do crédito decorrem da incorporação de superávit financeiro de 2024, no valor de R$ 14,188 bilhões; excesso de arrecadação, no valor de R$ 17,711 milhões, referente a recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Tecnologia de Interesse do Desenvolvimento Regional; e anulação de dotações orçamentárias. Quase a totalidade do crédito — cerca de R$ 14,18 bilhões — tem origem na incorporação de superávit financeiro apurado no balanço patrimonial da União referente ao exercício de 2024. Esses valores provêm de diferentes fundos setoriais e programas, como os Fundos de Ciência e Tecnologia (CTs), incluindo CT-Saúde, CT-Agronegócio, CT-Verde Amarelo, CT-Infra, CT-Amazônia, CT-Energia e CT-Petro, entre outros. O projeto (PLN 26/2025) que deu origem à lei foi aprovado pelo Congresso Nacional no dia 19 de dezembro.

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STF autoriza buscas, apreensões e quebra de sigilos em investigação sobre uso irregular de cota parlamentar

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a realização de buscas e apreensões, bem como o afastamento dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de pessoas físicas e jurídicas investigadas por suposto desvio de recursos públicos por meio da cota parlamentar. As medidas foram determinadas pelo ministro Flávio Dino no âmbito da Petição (PET) 14918, que apura indícios de crimes como peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na decisão, o Tribunal considerou haver indícios robustos de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados – que incluem os deputados federais Carlos Jordy (licenciado) e Sóstenes Cavalcante – além de operações fracionadas e repasses sem identificação de origem ou destinatário. Segundo os autos, há suspeitas de utilização de empresas de fachada para simular contratos de locação de veículos pagos com recursos da cota parlamentar, bem como de pagamentos realizados “por fora”, sem registros oficiais. O STF também autorizou o compartilhamento das provas obtidas com a Receita Federal do Brasil, para fins de apuração de eventuais irregularidades fiscais, mas indeferiu, neste momento processual, o envio dos elementos à Advocacia-Geral da União. De acordo com a decisão, a medida visa preservar a unidade e a eficácia da investigação, que ainda se encontra em fase de aprofundamento. As diligências deverão ser realizadas de forma coordenada, no prazo de 45 dias, e abrangem a apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e dados armazenados em dispositivos e serviços de nuvem. O levantamento do sigilo da decisão foi autorizado após a execução das medidas ostensivas determinadas.

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EUA querem exigir que turistas exponham histórico de redes sociais

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (10), uma proposta para obrigar turistas estrangeiros atualmente isentos da necessidade de visto a entregarem, às autoridades do país, os históricos de redes sociais dos últimos cinco anos.Se confirmada, a exigência afetará diretamente turistas de uma lista de 42 países que inclui a Alemanha, França, Reino Unido e Japão, entre outros, que atualmente só precisam fazer uma solicitação de entrada online por meio do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA, em inglês). A medida é similar a uma que já vinha sendo aplicada para alguns requerentes de visto de países não incluindo no ESTA, como estudantes de nações como o Brasil, que desde junho já vinham tendo que expor o histórico de suas redes sociais.Atualmente, turistas de países do ESTA pagam US$ 40 pelo processo e têm que indicar um endereço de e-mail, endereço residencial, número de telefone e informações de contato de emergência. A autorização é válida por dois anos. Desde 2016, vinha sendo opcional incluir suas redes sociais na inscrição. Mas, segundo o documento divulgado nesta quarta, esses turistas isentos poderão ter que passar fornecer às autoridades consulares americanas uma lista dos números de telefone usados nos últimos cinco anos, além de endereços de e-mail dos últimos dez anos. Nomes, endereços, datas e locais de nascimento de parentes (pais, cônjuges, irmãos e filhos) e os telefones dos últimos cinco anos deles também poderão ter que ser informados, sob risco de o viajante ser barrado caso esses dados sejam inconsistentes. O texto foi publicado no Federal Register, o diário oficial americano, pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, agência federal de aplicação da lei do Departamento de Segurança Interna do país. As propostas ainda passam por uma revisão de 60 dias antes de começar a valer oficialmente. Durante esse período, cidadãos, empresas ou outras entidades americanas podem fazer comentários, críticas ou sugestões às medidas previstas. A publicação do documento ocorre uma semana depois de uma orientação do Departamento de Estado dos EUA, divulgada pela agência Reuters, para negar visto, inclusive de trabalho, para estrangeiros que já tenham trabalhado com moderação de conteúdo, segurança digital e checagem de fatos. A justificativa é de que esses profissionais estariam praticando “censura” e “supressão da livre expressão essencial ao estilo de vida americano”, disse o governo Trump em um memorando enviado aos corpos consulares no exterior, informou a Reuters. Texto: Deutsche Welle

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Primeira do Brasil: Vacina contra a dengue do Butantan é registrada

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A publicação foi realizada nesta segunda-feira (8) e oficializa a conclusão do processo regulatório. Com a publicação, a produção e a comercialização do imunizante estão autorizadas. No país, apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) fará a distribuição. Para a Anvisa, o registro é um marco para o enfrentamento da dengue no Brasil. A indicação aprovada é para pessoas na faixa etária de 12 a 59 anos. Esse perfil ainda pode ser ampliado no futuro, a depender de novos estudos. Para garantir a segurança, qualidade e eficácia, a vacina passou por todas as etapas de análise técnica e regulatória previstas na legislação sanitária. O novo imunizante é é tetravalente, ou seja, voltada para os quatro sorotipos da dengue, e aplicada em dose única. Essa é a primeira vacina contra a dengue a ser produzida por um laboratório nacional. A solicitação do órgão para Anvisa para o registro da vacina em dose única, aconteceu em dezembro de 2024. Antes da liberação da Anvisa, o Instituto Butantan já havia iniciado a produção dos imunizantes. Mesmo com o registro, o Butantan deverá dar continuidade aos estudos adicionais da nova vacina e fazer o monitoramento ativo de seu uso pela população em geral. Essa é a primeira vacina contra a dengue a ser produzida por um laboratório nacional. A tecnologia utilizada pelo novo imunizante é a de vírus vivo atenuado, que é segura e já empregada em diversas outras vacinas em uso no Brasil e no mundo.

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