A interrupção dos serviços ortopédicos no Hospital Geral de Roraima (HGR) continua gerando forte repercussão entre profissionais da saúde e pacientes. O médico ortopedista Dr. Ilderson Pereira fez duras críticas à situação e afirmou que a paralisação representa um grave retrocesso para a assistência médica no estado, com potencial para agravar ainda mais a fila de cirurgias e comprometer o tratamento de centenas de pacientes. O atraso ocorre desde o governo de Antônio Denarium (Republicanos) e Edson Damião (União).
Segundo o ortopedista, a suspensão dos atendimentos especializados afeta diretamente pessoas que aguardam procedimentos cirúrgicos, vítimas de acidentes e pacientes com fraturas que dependem de atendimento rápido para evitar sequelas permanentes. Para ele, a interrupção do serviço não representa apenas um problema administrativo, mas uma questão de saúde pública e falta fiscalização parlamentar.
“Onde estão os nossos parlamentares? Uma coisa eu tenho certeza, as notas [não pagas] não são apenas desse ano. Pouco importa se a gente tá falando da gestão do atual governador ou não. Eu disse, se eu fosse o governador, faria uma auditoria em todos os contratos da saúde”, pontuou.
Nos últimos dias, o governo estadual anunciou medidas para tentar reorganizar o atendimento e reduzir a fila de cirurgias ortopédicas.
A situação ganha ainda mais repercussão porque, recentemente, o governador interino havia afirmado que trabalharia para acelerar a realização das cirurgias ortopédicas e reduzir o tempo de espera dos pacientes. Com a suspensão dos serviços, profissionais da área e usuários do Sistema Único de Saúde cobram esclarecimentos e uma solução definitiva para evitar que a crise se agrave.