23 de julho de 2026 07:23

julho 3, 2026

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Morto em operação no RS, delegado da PF construiu carreira em Roraima

O delegado da Polícia Federal Michel Brasil Saliba morreu na madrugada desta sexta-feira (3), após ser baleado durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Passo Fundo (RS). Ele havia sido transferido há cerca de um mês para a Delegacia da Polícia Federal em Chuí (RS), após construir praticamente toda a carreira na Superintendência Regional da Polícia Federal em Roraima. Natural de Bagé (RS), Saliba tomou posse na PF em 2023, sendo lotado em Roraima, onde participou de importantes investigações e operações de combate ao crime, conquistando o respeito de colegas pelo profissionalismo e dedicação. Casado, ele deixa a esposa e dois filhos, de 3 e 4 anos. A morte do delegado causou grande comoção entre policiais federais, especialmente em Roraima, onde atuou até sua recente transferência para o Rio Grande do Sul.

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Médico critica suspensão dos serviços ortopédicos e alerta para risco de colapso na saúde de Roraima

A interrupção dos serviços ortopédicos no Hospital Geral de Roraima (HGR) continua gerando forte repercussão entre profissionais da saúde e pacientes. O médico ortopedista Dr. Ilderson Pereira fez duras críticas à situação e afirmou que a paralisação representa um grave retrocesso para a assistência médica no estado, com potencial para agravar ainda mais a fila de cirurgias e comprometer o tratamento de centenas de pacientes. O atraso ocorre desde o governo de Antônio Denarium (Republicanos) e Edson Damião (União). Segundo o ortopedista, a suspensão dos atendimentos especializados afeta diretamente pessoas que aguardam procedimentos cirúrgicos, vítimas de acidentes e pacientes com fraturas que dependem de atendimento rápido para evitar sequelas permanentes. Para ele, a interrupção do serviço não representa apenas um problema administrativo, mas uma questão de saúde pública e falta fiscalização parlamentar. “Onde estão os nossos parlamentares? Uma coisa eu tenho certeza, as notas [não pagas] não são apenas desse ano. Pouco importa se a gente tá falando da gestão do atual governador ou não. Eu disse, se eu fosse o governador, faria uma auditoria em todos os contratos da saúde”, pontuou. Nos últimos dias, o governo estadual anunciou medidas para tentar reorganizar o atendimento e reduzir a fila de cirurgias ortopédicas. A situação ganha ainda mais repercussão porque, recentemente, o governador interino havia afirmado que trabalharia para acelerar a realização das cirurgias ortopédicas e reduzir o tempo de espera dos pacientes. Com a suspensão dos serviços, profissionais da área e usuários do Sistema Único de Saúde cobram esclarecimentos e uma solução definitiva para evitar que a crise se agrave.

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Nos EUA, Rebeca Ramagem pede licença de cargo em Roraima para se lançar candidata

Mulher do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem solicitou licença do trabalho de procuradora do Estado de Roraima para se candidatar nas eleições deste ano. O pedido, que data do dia 15 de junho, não especifica qual cargo ela pretende disputar. Rebeca Ramagem mora no estado americano da Flórida desde o final 2025 e se descreve nas redes sociais como “exilada política”. Ela se mudou para o país após o marido fugir do Brasil em setembro, mesmo mês em que foi condenado por participação na trama golpista. Em novembro, Alexandre Ramagem se tornou alvo de um mandado de prisão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.  Ao pedir a licença, Rebeca apresentou a ficha de filiação ao PL do Rio de Janeiro, partido do qual faz parte desde março de 2022. Nas eleições municipais de 2024, Alexandre Ramagem (PL) foi candidato a prefeito do Rio. Procurado, o presidente do PL na capital fluminense, Bruno Bonetti, disse que Rebeca seria um bom nome para uma vaga de deputada, mas que é preciso certificar se há condições jurídicas para sua candidatura.  — Todo mundo que é filiado ao partido pode se colocar na condição de pré-candidato. Ela é um nome excepcional para se lançar — disse Bonetti. Por ser funcionária pública, Rebeca precisa se desincompatibilizar do cargo até sábado (4) para disputar as eleições. Em um despacho do Departamento de Recursos Humanos da PGE-RR do dia 30 de junho, a diretora da área constatou que ela está “quite com a Justiça Eleitoral e não possui registro de condenação criminal eleitoral transitada em julgado”. O despacho destaca que Rebeca Ramagem está sem receber salário desde dezembro de 2025, quando o pagamento foi suspenso por decisão do STF.  Desde que deixou o país para se juntar ao marido, Rebeca tem somado férias, prorrogações e licenças, superando a marca de sete meses sem trabalhar. Atualmente, ela usufrui de uma licença prêmio por assiduidade concedida em março de 2026, referente ao período entre 2020 e 2025. O benefício se encerra no dia sete de julho.  Procurada, PGE-RR disse, em nota, que a licença-prêmio de Rebeca “encerra-se no dia 07 de julho, conforme Portaria interna de 06 de março de 2026”. Desde 2020 na Coordenadoria da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) em Brasília, Rebeca atua em ações que tramitam nos tribunais superiores. Segundo dados do Portal da Transparência, ela recebe uma remuneração de R$ 46 mil por mês. Com informações de O Globo

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PF deflagra operação Acesso Negado para apurar irregularidades na aplicação de emendas PIX

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3/7), a Operação Acesso Negado para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos federais transferidos aos municípios de Iracema/RR e São Luiz do Anauá/RR, por meio de emendas parlamentares individuais na modalidade transferência especial, conhecidas como “emendas PIX”. Policiais federais cumprem 41 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. As apurações tiveram origem em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), determinadas pelo STF no âmbito da ADI nº 7.688/DF, as quais identificaram indícios de irregularidades relacionadas ao planejamento, à execução, à fiscalização e à transparência na aplicação dos recursos públicos recebidos pelos municípios investigados. Estão sendo investigados crimes contra a Administração Pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados ao longo da investigação.

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Sampaio esqueceu HGR durante arraial; cirurgias estão sendo canceladas por falta de pagamento à Med Trauma

Enquanto o palco do arraial promovido pelo Governo de Roraima recebe música, autoridades e celebração, centenas de pacientes seguem aguardando por uma cirurgia ortopédica no Hospital Geral de Roraima (HGR). O contraste é inevitável. Não há problema em o governador interino, Soldado Sampaio (Republicanos), participar de um evento cultural. A questão é outra: quando a principal vitrine da gestão é uma crise na saúde, a imagem de comemoração passa uma mensagem difícil de justificar para quem espera meses por um procedimento cirúrgico. A suspensão das cirurgias ortopédicas eletivas, confirmada após a MedTrauma alegar mais de 150 dias de inadimplência contratual, representa mais um capítulo da instabilidade na saúde pública estadual. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) afirma que os pacientes terão seus procedimentos reagendados e atribui a situação a débitos da gestão anterior. Mas, para quem está na fila, pouco importa de quem é a culpa. O que importa é que a cirurgia não aconteceu. O episódio também enfraquece um dos principais compromissos assumidos por Soldado Sampaio ao chegar ao comando do Estado: reduzir as filas de cirurgias eletivas. A promessa de acelerar os procedimentos deu lugar, em pouco tempo, ao adiamento de operações e à frustração de pacientes que já aguardavam há meses. Durante a abertura do arraial, o governador interino também foi alvo de vaias por parte do público, o que reflete a insatisfação das pessoas que ali estavam. Além da crise na saúde, a gestão também enfrentou críticas após a demissão de servidores, dias após o resultado da eleição suplementar, Sampaio perdeu a disputa para o candidato Arthur Henrique(PL). Vale destacar que na política, imagens também comunicam. E, neste momento, a imagem do governador participando do arraial sorrindo e feliz, contrasta com a de pacientes convivendo com dores, limitações e incertezas sobre quando voltarão a ter qualidade de vida. A população não espera que seus governantes deixem de participar de eventos públicos. Espera, porém, que as promessas feitas sejam cumpridas e que a saúde seja tratada com a urgência que merece. Afinal, uma cirurgia adiada não é apenas um número em uma estatística: é uma pessoa que continua sofrendo, um trabalhador afastado e uma família que permanece sem respostas.

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