
Causa estranheza o fato da Ordem dos Advogados do Brasil de Roraima (OAB-RR) e a Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) se preocuparem somente agora, nesse inverno, com aos moradores do Estado que moram em áreas distantes e de difícil acesso.
Quando foi que essas instituições se preocuparam com o inverno e com estradas intragáveis e pontes destruídas? OAB e ALE acordaram somente agora durante a campanha para a eleição suplementar. Medo da democracia? Ou seria mesmo preocupação com o povo roraimense?
Quando é que deputados ou representantes da Ordem dos Advogados se pronunciaram sem mesmo serem provocados? Nunca? Ou quase nunca. Mas agora aconteceu. Acredite.
Em nota a Assembleia manifestou sua preocupação institucional no tocante à realização das eleições suplementares para os cargos de governador e vice-governador do Estado, previstas para o dia 21 de junho de 2026, de acordo com o cronograma estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima.
A nota diz ainda que esse compromisso ganha relevância diante do fato de que o maior índice pluviométrico em Roraima concentra-se no período que abrange o pleito, provocando, de forma recorrente, a interdição de estradas, pontes e vias públicas. Atualmente, essa vulnerabilidade se manifesta nas fortes chuvas que impactam 10 dos 15 municípios roraimenses.
“Naturalmente, tais circunstâncias impõem sérios entraves ao deslocamento terrestre e podem comprometer o exercício do sufrágio por eleitores residentes em regiões de difícil acesso, zonas rurais e comunidades ribeirinhas. Esse cenário gera o risco iminente de elevação dos índices de abstenção, o que impacta diretamente a legitimidade do pleito”, ainda cita a nota.
Já a OAB, por meio do presidente Ednaldo Vidal, fala afirma que período coincide historicamente com o pico das chuvas no Estado, cenário que, segundo a instituição, tem provocado interdições de estradas, pontes e vias em diversas regiões de Roraima.
A nota destaca também os decretos de situação de emergência dos municípios de Uiramutã e Bonfim, além de pareceres técnicos da Defesa Civil.