25 de outubro de 2026 17:43

OPINIÃO – O eleitor também precisa olhar para o passado, não?

Foto/Divulgação

A política de Roraima oferece, de tempos em tempos, um espetáculo a cada dois anos. Um estado onde boa parte do eleitorado defende várias pautas morais, também assiste à tentativa de retorno de personagens da política que carregam em sua trajetória episódios que deveriam, no mínimo, provocar uma reflexão mais cuidadosa antes do voto.

Não se trata de dizer ao eleitor em quem votar. A escolha é individual e legítima. Mas é preciso ter memória política. Nos últimos anos, foram vistos episódios de cassações, investigações e decisões da Justiça Eleitoral envolvendo figuras que continuam presentes no debate público.

Como explicar que alguém possa defender determinados valores morais, cobrar comportamento exemplar de adversários e, ao mesmo tempo, relativizar quando os mesmos princípios são colocados à prova diante de um candidato de sua preferência?

Talvez a pergunta mais importante para esta eleição não seja apenas “quem é de direita?”, “quem é conservador?”, “quem fala mais alto?” ou “quem promete defender determinados valores?”. Talvez seja: qual é a história dessa pessoa quando ninguém estava pedindo o meu voto?

Roraima não precisa de eleitores perfeitos. Precisa de eleitores atentos.