
A vida pública de Jalser Renier volta, mais uma vez, a ser cercada por uma operação da Polícia Federal. Nesta quinta-feira (1º), a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão para investigar suspeitas de corrupção eleitoral e associação criminosa envolvendo pessoas ligadas à sua campanha. A ação, autorizada pela Justiça Eleitoral, é um desdobramento da investigação que levou à prisão em flagrante do candidato na semana passada.
E diante de mais um episódio como esse, uma pergunta precisa ser feita pela sociedade: será que a Polícia Federal está sempre errada e Jalser está sempre certo?
Toda vez que a polícia bate à porta, é perseguição? Toda investigação é uma conspiração? Toda apreensão é uma tentativa de prejudicar uma candidatura?
Em um estado onde tantas pessoas se apresentam como defensoras da moralidade, da família, da ordem, do combate à corrupção e dos valores conservadores, qual é o limite da coerência?
Porque combater a corrupção não pode ser apenas um discurso usado contra o adversário.