A afirmação pode parecer forte e até desproporcional, mas quem vive a política roraimense sabe que essa é a mais pura verdade. A conta dos candidatos, principalmente a deputado estadual e federal, é simples. Eu preciso de “X” votos a R$200, R$300 cada, por exemplo, e com uma margem de erro “Y”, terei os votos que preciso. E normalmente dá certo.
Raras são as excessões. É difícil ter um candidato que consiga entrar na Assembleia Legislativa de Roraima ou no Congresso apenas com trabalho e discurso somente. Sem querer ser irônico, mas isso é pura utopia eleitoreira.
Difícil mesmo é conseguir o dinheiro vivo. A Polícia Federal está na cola. Qualquer saque suspeito está sendo interceptado. Na semana passada foram apreendidos R$4 milhões na porta de uma agência bancária.

Mas quase ninguém coloca o eleitor na berlinda. Eleitor que só vota se tiver o dinheiro na mão – não generalizando. E as vezes dinheiro de três, quatro candidatos. É um tal de nome na lista, ligação telefônica e picaretagem até nas respostas na hora da pesquisa. Tudo para enganar as equipes dos políticos. É um jogo de gato e rato. E já sabemos quem perde. O povo que precisa de uma consulta, uma cirurgia ou uma vaga na escola, que as vezes é até de lona.
Agora resta saber o que passa na cabeça das pessoas que acham que a boca de urna resolve a vida delas. Será que o eleitor que está vendendo o voto acha que é está sendo esperto e está ganhando esse jogo? Talvez seja por essa e outras atitudes que o Brasil está na mesma.
Análise seu candidato. Ele tem uma bandeira definida? Tem trabalho? Tem coragem? Tem discurso coerente e forte sobre uma pauta importante? Ele é acessível? É de direita? Esquerda? Ou fica em cima do muro?