10 de setembro de 2026 01:08

Em quase duas décadas na ALE, o que Soldado Sampaio destinou para Educação de Roraima? 

Arthur Henrique (PL) fez duras críticas a uma escola de Uiramutã; Sampaio reagiu rapidamente se esquivando da responsabilidade 

Reprodução: redes sociais

Em 16 anos de mandato como deputado estadual, o governador interino Soldado Sampaio (Republicanos) nunca se preocupou com a educação de Roraima. Aliás, Sampaio sempre deixou todos os governadores muito a vontade sem fiscalização ou envio de emendas para construção de escolas. 

De acordo apuração do Portal “O Caburaí” foi encontrada apenas uma simples colaboração do ex-deputado em favor da educação, dos R$6,5 milhões anuais para cada deputado tem para várias áreas. Em 2024,  Sampaio destinou uma emenda parlamentar no valor irrisório de R$ 250 mil para a construção do muro da Escola Municipal Tiradentes, na Vila Taboca, município de Cantá.

Logicamente que com 100 dias de mandato não é possível construir ou reformar uma escola, mas Sampaio, até essa eleição sempre foi aliado de primeira ordem do ex-governador Antônio Denarium (Republicanos) e não há registros de cobranças firmes quanto a péssima condição das escolas estaduais em Roraima. 

Reprodução: redes sociais

Ou seja, desde o governo Neudo Campos, que terminou em 2002, nenhuma escola foi construída no Estado. De lá pra cá já sentaram na cadeira do Palácio Senador Hélio Campos, Flamarion Portela, Ottomar de Souza Pinto, Anchieta Júnior, Chico Rodrigues, Suely Campos, Antonio Denarium (2 mandatos), Edilson Damião (34 dias) e agora Soldado Sampaio (100 dias). 

A recente polêmica entre Arthur Henrique (PL) e Sampaio só mostra o quanto todos os governadores de Roraima deixaram de lado a preocupação com novas escolas e estrutura para alunos e profissionais da educação. Não bastasse as inúmeras escolas estaduais sucateadas na capital, no interior de Roraima a situação é ainda pior. Uiramutã é um exemplo claro das mazelas dos governadores. E os deputados não fazem praticamente nada em relação a isso.

Mas para uma mudança no cenário é necessário alguém que tenha um olhar diferenciado para que adolescentes e jovens tenham as mínimas chances de chegar ao mercado de trabalho, cursar uma faculdade ou passar em um concurso público. Pelo contrário, Roraima seguirá tendo a pior educação do país com parte dos alunos da rede pública estadual classificados como analfabetos funcionais.