24 de julho de 2026 10:59

maio 13, 2026

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Governo nomeia investigado por agressão enquanto exalta mulheres na segurança pública

A nomeação de um policial penal investigado por agredir a própria esposa para um cargo de comando no sistema prisional de Roraima escancara um paradoxo político e moral difícil de ignorar. A decisão ocorre justamente em um momento em que o novo governo tenta construir uma imagem de modernização e representatividade feminina na segurança pública, ao colocar mulheres em posições estratégicas da gestão estadual. Na prática, o discurso da valorização das mulheres perde força quando convivem, dentro da mesma estrutura de governo, símbolos tão contraditórios. Não basta nomear mulheres para cargos importantes se, ao mesmo tempo, homens investigados por violência doméstica continuam recebendo espaço, poder e prestígio institucional. O recado que fica para a sociedade é perigoso: o de que a violência contra a mulher pode até gerar desgaste momentâneo, mas não impede ascensão dentro do aparelho público. O mais grave é que estamos falando de um cargo ligado à segurança, disciplina e administração do sistema penitenciário. Quem ocupa uma função desse porte deveria carregar não apenas experiência técnica, mas também credibilidade moral e compromisso com a lei. Quando um governo escolhe alguém sob investigação por agressão doméstica para esse tipo de função, a mensagem enviada às vítimas é devastadora. Muitas mulheres já têm medo de denunciar por receio da impunidade e da proteção institucional dada aos agressores. Casos assim reforçam exatamente essa sensação. O governo pode alegar que a nomeação respeita a presunção de inocência. E juridicamente isso é verdade. Mas política não se resume ao que é legal; envolve também coerência, sensibilidade e responsabilidade pública. Um gestor precisa entender que certos cargos exigem confiança social, principalmente quando o tema é segurança pública e combate à violência. Existe ainda um contraste simbólico inevitável. Enquanto mulheres assumem funções estratégicas, o que deveria representar avanço institucional, decisões como essa acabam esvaziando esse próprio avanço. A presença feminina não pode servir apenas como vitrine política ou peça de marketing administrativo. Representatividade sem coerência vira apenas estética de poder.

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A política como ela é: deputados já esqueceram Denarium e Damião do dia para a noite 

Claro que você já ouviu o ditado popular: “Rei Morto; Rei Posto”. É justamente o que está acontecendo na política roraimense. Mal Antonio Denarium (Republicanos) e Edilson Damião (União) saíram de seus cargos e os deputados estaduais e até mesmo parte da população já estão batendo palmas para outro “Rei”.  As bolas da vez são o governador interino Soldado Sampaio (Republicanos) e o ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL). Quase ninguém fala em Denarium e Damião. Aliás, a dupla cassada, que insiste em dizer que está tudo bem, vive contando histórias nas redes sociais como se nada tivesse acontecido. Denarium tá inelegível até 2030. Damião, mesmo sem poder, insiste em dizer que é candidato ao Governo na eleição suplementar.  Por outro lado, Sampaio começou a anunciar concurso, pagamento de progressões e até denunciar que Edilson Damião fez pagamentos mesmo após a cassação.  Já Arthur segue andando por Boa Vista e interior conversando com as pessoas e usando fortemente as redes sociais. Fora do mandato, após renunciar ao cargo de prefeito, é o que resta ao pré-candidato fazer para continuar com o nome forte. Moral da história: na política o que vale mesmo é o cargo que você ocupa e o prestigio passageiro, além dos empregos que você garante a dezenas de pessoas, incluindo parlamentares. Pelo visto o trabalho fica em segundo plano. Uma pena.

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FICCO/RR prende 11 pessoas por tráfico de drogas em Roraima

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Roraima (FICCO/RR) deflagrou, nesta terça-feira (12/5), ações de combate ao tráfico de drogas em Boa Vista e Rorainópolis, resultando na prisão em flagrante de nove investigados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. No âmbito dessas ações, cinco suspeitos foram presos na capital após investigação iniciada em abril de 2026, a qual identificou intensa comercialização de entorpecentes na região central da cidade. Ao mesmo tempo que, em Rorainópolis, outras cinco prisões foram efetuadas. Durante as diligências, foram apreendidos entorpecentes, dinheiro e materiais relacionados ao tráfico. A FICCO/RR é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pelas Secretarias de Segurança Pública e de Justiça e Cidadania.

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