
Quem é mais corrupto? Eleitor ou político? Existe santo nessa história? Já passou da hora dessas práticas acabarem, mas parece que não há interesse de ambas as partes.
E quando a compra de votos vem disfarçada de cesta básica e brinquedo? A era Ottomar já se foi. Vivemos novos tempos. Ou não? É assim que o governador Denarium mantém parte da população: em rédia curta. Além da humilhação de ter que receber o alimento, ainda tem a tradicional foto para as redes sociais. Pura publicidade.
Para piorar, aquela mãezinha ou aquele paizinho com rosto suado e semblante cansado não sabem que aquela cesta básica é comprada com nosso dinheiro mesmo. Não é nada mais que obrigação do Estado, que, falando, sinceramente, nem quer que a população seja independente. A dependência do povo é o sucesso nas urnas. E não deveria.
Denarium faz o que quer sem ser incomodado. Foi cassado por essas práticas e continua fazendo exatamente as mesmas coisas na cara da Justiça e dos órgãos fiscalizadores sem ser incomodado.

A população pobre e sem muitas opções acaba caindo nas garras do político descarado, destemido e populista. Mas e se as pessoas, ao invés de receberem uma cesta básica por mês, tivessem saúde de qualidade, escolas dignas e chances de poder trabalhar e ir ao supermercado comprar o que quer? Sem depender do Governo?
A resposta está nas mãos das pessoas. Mais cedo ou mais tarde teremos eleições. Será que as pessoas vão continuar servindo de massa de manobra para políticos sem escrúpulos ou vão buscar uma vida mais digna e um Estado melhor para viver?