7 de março de 2026 18:26

Nos EUA, mulher de Ramagem diz que vive “tortura psicológica” para justificar licença

A procuradora do estado de Roraima Rebeca Ramagem afirmou nesta sexta-feira (9), em publicação nas redes sociais, que o pedido de licença médica do cargo foi motivado por “impactos reais, concretos, emocionais e psicológicos” decorrentes da situação vivida por sua família nos últimos meses. Segundo ela, o afastamento não foi uma escolha pessoal, mas uma “necessidade clínica”, indicada por médicos diante do que classificou como um contexto “desumano e cruel”.

Foto: Reprodução/redes sociais

Rebeca vive atualmente nos Estados Unidos, onde acompanha o marido, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL), que está foragido da Justiça. O posicionamento público ocorre um dia após a revelação de que ela solicitou licença médica de 60 dias do cargo de procuradora, a partir de 22 de dezembro, após um período prolongado de férias fora do país.

No depoimento, Rebeca diz que trabalhou regularmente ao longo de todo o ano de 2025 e que saiu de férias exercendo um direito legal. Ela relata, no entanto, que mesmo após cumprir suas funções teve o salário suspenso, o 13º salário não pago e as contas bancárias bloqueadas por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

De acordo com o governo de Roraima, o atestado médico foi recebido pelo Departamento de Recursos Humanos no dia 24 de dezembro e encaminhado à Divisão de Perícia Médica e Segurança do Trabalho da Secretaria de Gestão Estratégica e Administração. Rebeca estava de férias desde novembro, com sucessivos pedidos de prorrogação, até o dia 19 de dezembro. O Judiciário entrou em recesso no período e retomou as atividades em 6 de janeiro.