25 de junho de 2026 22:47

Eleição para o Senado : Direita dividida, Teresa desgastada e Chico silencioso

Foto: Reprodução Rede socais

A disputa pelas duas vagas ao Senado por Roraima já movimenta os bastidores da política estadual e indica que nenhum dos principais pré-candidatos terá um caminho fácil até as urnas. Apesar da visibilidade e da força política de alguns nomes, todos carregam desafios que podem influenciar diretamente o resultado da eleição.

A ex-prefeita Teresa Surita (MDB) continua sendo uma das lideranças mais conhecidas do estado, especialmente em Boa Vista. No entanto, sua aproximação com o grupo do governador interino Soldado Sampaio durante a crise política em Roraima e as críticas direcionadas ao prefeito Arthur Henrique provocaram desgaste junto a uma parcela do eleitorado que defendia a continuidade do projeto político escolhido nas urnas. O desafio de Teresa será reconquistar parte desses eleitores sem abrir mão de sua identidade política.

O senador Chico Rodrigues (PSB), que buscará a reeleição, aposta na experiência e na presença política construída ao longo de décadas na vida pública roraimense. Apesar do desgaste natural de quem já ocupou diversos cargos, Chico segue sendo um dos nomes mais competitivos da disputa. Enquanto adversários protagonizam embates públicos e trocas de críticas, ele adota uma estratégia mais discreta, concentrando esforços na articulação política, na consolidação de alianças e no fortalecimento de sua base de apoio, especialmente no interior do estado.

No campo conservador, a situação é ainda mais delicada. O deputado federal Hélio Negão (PL) entra na disputa com o respaldo da família Bolsonaro, mas enfrenta questionamentos sobre sua recente transferência para Roraima. Seus adversários devem explorar o argumento de que ele não possui uma trajetória política ligada ao estado, tentando associá-lo à imagem de um candidato “paraquedista”.

Já o deputado federal Nicoletti aparece como um nome consolidado entre parte do eleitorado de direita e dos segmentos ligados à segurança pública. O problema é que ele disputa praticamente o mesmo espaço político de Hélio Negão. Caso ambos mantenham suas candidaturas, a divisão dos votos conservadores poderá reduzir as chances de o grupo bolsonarista conquistar uma das vagas em disputa.

Outro nome que não pode ser ignorado na corrida ao Senado é o da deputada federal Helena Lima, conhecida politicamente como Helena da Asatur. Sem conseguir viabilizar a criação de um partido que lhe garantisse uma candidatura mais confortável à reeleição para a Câmara dos Deputados, o Senado surge como uma das alternativas para permanecer em uma disputa majoritária em 2026.

O desafio de Helena, porém, pode ser ainda maior do que o enfrentado pelos demais pré-candidatos. Diferentemente de outros concorrentes que contam com estruturas partidárias consolidadas e grupos políticos organizados, ela precisará ampliar sua base eleitoral em um cenário de forte concorrência.

Além disso, caso permaneça alinhada ao grupo do governador interino Soldado Sampaio, poderá disputar espaço no mesmo campo político ocupado por lideranças como Teresa Surita. Na prática, isso pode significar a divisão de votos entre candidatos que buscam o mesmo eleitorado, especialmente entre aqueles que fazem oposição ao grupo do prefeito Arthur Henrique.

Com Teresa tentando recuperar parte do eleitorado perdido, Chico Rodrigues apostando na experiência e na articulação silenciosa, Hélio Negão e Nicoletti disputando o voto conservador e Helena buscando ampliar seu espaço político, a eleição para o Senado promete ser uma das mais abertas e disputadas da história recente de Roraima.

E você, caro leitor, quais são os dois nomes que, na sua opinião, devem conquistar as vagas de senador por Roraima em 2026?