26 de outubro de 2026 00:30

Eleição em Roraima não é para amadores ou ideologias baratas; é preciso ter grupo e dinheiro

Que a política precisa de mudanças importantes ninguém tem dúvida. E isso começa pelo nível dos candidatos. E essa eleição em Roraima mostrou que não basta ter seguidores ou ser famoso na internet para ser eleito. É mais fácil ser parente de gente rica ou influente na política para conseguir êxito numa campanha eleitoral.

Temos alguns exemplos claros nessas eleições. O candidato W. Dino (MDB), sensação na internet com a jargão “tiro, porrada e bomba”, amargou uma derrota ao receber apenas 177 votos. O resultado não representa a repercussão dos vídeos gravados fazendo denúncias.

Reprodução: redes sociais

Elcio Ajuda (Agir), conhecido por fazer boas ações e postar nas redes sociais, também se frustrou com apenas 785 votos. Ele não usou dinheiro do partido para material gráfico, por exemplo, e não teve sucesso na sua caminhada.

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Já na outra ponta está Rodrigo Mesquita (Podemos), filho do empresário Disney Mesquita. Sem experiência na política ou trabalho relevante em prol da população, o empresário e produtor rural obteve 19.962 votos para deputado federal. 

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Outro caso de destaque é o da deputada estadual Aurelina Medeiros (União) que foi reeleita para o oitavo mandato. Ela teve 8.272 votos e mostrou que a força política com centenas de cargos comissionados na Assembleia e no Governo e empresas ligadas à família são determinantes na hora de vencer uma eleição. 

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