7 de março de 2026 14:27

Dois políticos e duas narrativas diferentes sobre o mesmo empreendimento

É impressionante a capacidade de alguns políticos de Roraima. O que assusta também é a forma em que o população assimila o que é dito por eles.

Foto: Arquivo pessoal

Para entender bem essas afirmações vamos analisar a inauguração da ponte do novo loteamento de Boa Vista, o Veredas do Rio Branco. A obra custou mais de R$30 milhões e é uma ação totalmente executada pelos donos do empreendimento. Um investimento privado que ajudará no desenvolvimento da capital.

Até aí tudo bem. Mas quando passamos a analisar a postura política do prefeito de Boa Vista e do governador de Roraima Antonio Denarium concluímos rapidamente quem é egocêntrico e vaidoso e quem se sente parte da melhoria, mas evidencia o feito como algo para a cidade.

No vídeo de Antonio Denarium ele afirma com todas as letras que ele é o centro das atenções que o empreendimento só saiu por causa dele. Do governo dele. “Isso acontece graças ao trabalho do Governo do Estado que faz com Roraima cresça, desenvolva e crie mais oportunidades”, se vangloria Denarium.

Já no vídeo de Arthur Henrique, as afirmações são outras. Segundo ele, esse é um momento histórico do para o desenvolvimento sustentável da cidade de Boa Vista. “É um empreendimento que foi aprovado na época da prefeita Teresa Surita. E ela teve a ideia brilhante de colocar essa ponte como exigência para ser aprovado o loteamento. Todo esse investimento, pessoal, não saiu um centavo dos cofres públicos”, evidencia o prefeito.

Resumindo, um político que se preza não se faz em cima de feitos que não foram propriamente dele ou da gestão dele. Isso é desonestidade com a população. É joga sujo. Coisa que Denarium sabe fazer muito bem. Denarium tem idade de ser pai de Arthur, mas mesmo com experiência de vida anda por aí tentando mostrar que tudo que acontece em Roraima passou por ele ou foi feito por ele.

O narcisismo do governador beira a insanidade de quem quer a todo custo chegar ao Senado Federal. A ânsia é tão evidente que até contrato com um instituto de um ministro do TSE, André Mendonça, ele teve coragem de fechar para não ser cassado.