
A nomeação do ex-vereador Fagner de Matos Gomes, o “Faguinho”, para um cargo comissionado no governo de Antonio Denarium não é apenas mais um erro político: é um escândalo ético. É a confirmação de que, no atual governo, a moralidade pública virou moeda de troca, e que a porta da administração estadual está escancarada para quem deveria estar afastado da vida pública, não reintegrado a ela.
Faguinho foi cassado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima. A Justiça encontrou provas robustas de que ele comprou votos, ofereceu hospedagem e realizou transferências via Pix para influenciar o resultado da eleição municipal. A decisão ainda o deixou inelegível por oito anos.
Mesmo assim, Denarium o premiou com um cargo na Secretaria de Estado das Cidades, Desenvolvimento Urbano e Gestão de Convênios (Secidades), com salário superior a R$ 5 mil mensais. E aqui está o ponto central: não é ilegal, mas é profundamente imoral.
A prática mostra que, para Denarium, fidelidade política pesa mais que reputação.