28 de junho de 2026 01:12

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Prefeitura soluciona 40º ponto crítico de alagamento em Boa Vista

As melhorias em infraestrutura têm transformado a cidade. E agora, a Prefeitura de Boa Vista alcança mais um grande avanço: a solução do 40º ponto crítico de alagamento. A intervenção é executada pela Secretaria Municipal de Conservação Pública (SMCP), com a implantação de mais de 300 metros de sistema de drenagem na rua Bolônia, bairro Centenário. O trabalho acontece no trecho entre as ruas Nápolis e Bréscia, com a instalação de tubulação de 600 milímetros. O prefeito Arthur Henrique acompanhou o serviço e conversou com os moradores da região. Segundo ele, é essencial diferenciar os pontos de alagamento simples — que já somam centenas de soluções na sua gestão, dos considerados críticos, que provocavam entrada da água nas residências e perda de móveis. Centenário recebe novo pacote de obras de infraestrutura Além da intervenção no 40º ponto crítico de alagamento, o bairro Centenário também foi incluído no novo pacote de obras da prefeitura, que prevê serviços completos de drenagem, pavimentação e urbanização (calçadas e meio-fio). A execução está a cargo da Secretaria Municipal de Obras (SMO) e contempla três vias: avenida Parque Veneza e ruas Bolônia e Turim. No total, serão implantados mais de 800 metros de sistema de drenagem, 780 metros de pavimentação, 1.513 metros de calçadas e 723 metros de meio-fio. Texto: Wandilson Prata

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Defesa de Bolsonaro pede ao STF revogação de prisão domiciliar e demais cautelares impostas

A equipe de defesa de Jair Bolsonaro (PL) informou que enviou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a retirada das medidas cautelares contra o ex-presidente, como a prisão domiciliar e a proibição de uso de redes sociais.A solicitação ocorre no âmbito da denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o blogueiro Paulo Figueiredo. O pedido está em sigilo. As primeiras restrições a Bolsonaro foram impostas em 18 de julho, por indícios de que ele estaria financiando as ações de Eduardo e tentando obstruir o andamento do processo por tentativa de golpe de Estado em que, posteriormente, foi condenado. Texto: Márcio Falcão, Ana Flávia Castro

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Em votação unânime, CCJ do Senado rejeita e enterra PEC da Blindagem

Decisão do colegiado impede recursos e votações no plenário. Alvo de pressões internas e protestos, texto ampliava proteção a parlamentares na Justiça. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou nesta quarta-feira (24) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a proteção de parlamentares na Justiça. A decisão do colegiado, tomada de forma unânime, enterra regimentalmente a chamada PEC da Blindagem no Congresso. Pelas regras internas do Senado, um recurso para levar a proposta à discussão no plenário principal da Casa somente poderia ser apresentado se a votação da CCJ não fosse unânime. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que, apesar da regra, há um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que o texto vá ao plenário da Casa. Mais cedo, ao ser procurada, a assessoria de Alcolumbre disse que a proposta não deveria ser enviada ao plenário. Caberia a Alcolumbre, segundo assessores, apenas comunicar o arquivamento. A PEC havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada. Ao longo dos últimos dias, o texto foi alvo de manifestações populares e de pressões internas no Senado contrárias ao avanço da proposta. Diante da repercussão negativa, o presidente da CCJ adotou um ritmo acelerado e decidiu colocar a PEC em votação apenas uma semana depois de receber o texto. Texto: Kevin Lima, g1 — Brasília

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Concurso TCE-RR: com 30 vagas é homologado

O presidente do Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR), conselheiro Brito Bezerra, homologou nesta segunda-feira (22) o concurso público da instituição para o preenchimento de 30 vagas. O ato, também assinado pelos conselheiros Célio Wanderley, Bismarck Azevedo, Simone Souza e Cilene Salomão, além dos representantes da comissão do concurso, Damião de Araújo e Rosimar Arakaki, foi publicado nesta terça-feira (23) no Diário Eletrônico do TCE-RR. As vagas são para os cargos de auditor substituto de conselheiro, auditor de controle externo, analista administrativo e técnico administrativo. Segundo o presidente Brito Bezerra, o Tribunal terá até dois anos para convocar os aprovados, prazo prorrogável por igual período. A previsão é de que todos os classificados dentro do número de vagas sejam chamados em 2026. Entretanto, as convocações dependem da adesão de servidores ao Programa de Incentivo à Aposentadoria (PIA), instituído pela Lei nº 2.241/2025. A medida busca abrir espaço no quadro funcional e adequar a folha de pagamento aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “O Tribunal tem necessidade de enquadrar todos os concursados, mas a possibilidade depende de recursos e do equilíbrio fiscal. Com a adesão ao PIA, teremos condições de iniciar as convocações dentro da legalidade”, destacou o conselheiro Brito Bezerra. Ele informou ainda que a prioridade será para auditor de controle externo, especialmente a área atuarial. Além disso, os aprovados serão convidados para reuniões de esclarecimento sobre o processo de convocação, a fim de garantir transparência e tranquilidade aos futuros servidores. Créditos Secom TCE-RR Texto: Lucyara Duarte

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Câmara aprova projeto do Vereador Bruno Perez que institui o IPTU Verde em Boa Vista

A proposta busca incentivar práticas sustentáveis com descontos no imposto municipal Nesta quarta-feira, 24/9, a Câmara Municipal de Boa Vista aprovou o Projeto de Lei 26/2025 de autoria do Vereador Bruno Perez (MDB), que institui o IPTU Verde, iniciativa voltada para estimular o uso de tecnologias sustentáveis e medidas de proteção ambiental na capital. A proposta prevê a concessão de desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a contribuintes que adotarem ações que colaborem para a preservação, recuperação e melhoria da qualidade ambiental do município. De acordo com o texto, o benefício fiscal será concedido tanto a imóveis residenciais quanto comerciais que comprovarem o uso de soluções sustentáveis certificadas pelo poder público municipal. Entre as medidas contempladas, estão: •⁠ ⁠Sistema de captação e reuso de água da chuva; •⁠ ⁠Energia solar fotovoltaica e aquecimento solar; •⁠ ⁠Utilização de energia eólica e energia passiva (com aproveitamento de ventilação e luz natural); •⁠ ⁠Construções com materiais sustentáveis certificados; •⁠ ⁠Separação de resíduos sólidos; •⁠ ⁠Plantio de árvores e manutenção de áreas verdes; •⁠ ⁠Uso sustentável do solo urbano, com destinação mínima de 30% do terreno para área verde; •⁠ ⁠Manutenção de terrenos não edificados limpos e livres de espécies invasoras. Segundo Bruno Perez, o IPTU Verde é uma forma de reconhecer o papel do cidadão na construção de uma cidade mais sustentável. “Ao adotar medidas de energia limpa, reaproveitamento de água ou manter um terreno limpo, o contribuinte ajuda a reduzir impactos ambientais e colabora diretamente para uma Boa Vista mais saudável. O IPTU Verde é um estímulo para que mais pessoas participem dessa transformação”, afirmou o parlamentar. Critérios e regulamentação O projeto prevê que apenas imóveis regularizados junto à administração municipal poderão receber o benefício, exigindo Certidão Negativa de Débitos Tributários, Alvará de construção e Habite-se, quando aplicável. O desconto poderá ser extinto caso o proprietário deixe de cumprir as medidas sustentáveis, fique inadimplente com o IPTU ou não forneça informações solicitadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A proposta ainda estabelece que a regulamentação detalhada do programa será feita por meio de decreto do Poder Executivo. Sustentabilidade como política pública Para Bruno Perez, a criação do IPTU Verde é um passo importante para integrar o desenvolvimento urbano de Boa Vista com a agenda ambiental. “É preciso entender que sustentabilidade não é um luxo, mas uma necessidade. Com o IPTU Verde, Boa Vista pode se tornar referência em políticas públicas que unem justiça fiscal, responsabilidade ambiental e qualidade de vida para os cidadãos”, destacou. O projeto destaca que a Prefeitura de Boa Vista deverá regulamentar no que couber a Lei, caso sancionada, inclusive com detalhes dos percentuais de descontos. Por O Caburaí

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MPRR denuncia chaveiro por homicídio doloso de técnico em telecomunicação em acidente de trânsito

O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) ofereceu, nesta terça-feira, 23 de setembro, denúncia contra o chaveiro Leon Santiago Silveira de Sousa Cabral pelo crime de homicídio doloso do técnico em telecomunicações Glauber Sousa Coutinho, de 43 anos. O fato ocorreu durante um acidente de trânsito no dia 29 de julho, em Boa Vista. De acordo com a denúncia da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, o acidente aconteceu no cruzamento das Avenidas Rui Baraúna e José Tabira de Alencar Macedo, no bairro União. Leon Santiago conduzia um veículo Fiat Argo em alta velocidade e, ao desrespeitar uma placa de “PARE”, invadiu a preferencial, colidiu com outro carro, capotou e atingiu Glauber, que estava em pé, atrás do veículo da empresa de telecomunicações onde trabalhava. A vítima foi atingida em cheio e não resistiu aos ferimentos. O carro atingido era conduzido por Márcia Regina Silva Nascimento de Almeida, que ficou presa nas ferragens até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após o acidente, o acusado fugiu do local sem prestar socorro às vítimas. Para o promotor de justiça, André Felipe Bagatin, o denunciado assumiu o risco de causar grave acidente automobilístico que pudesse resultar em morte ao dirigir em alta velocidade. “Infelizmente, temos registrado índices alarmantes de acidentes de trânsito no Estado, muitos deles causados por imprudência e desrespeito às leis de trânsito. Esse tipo de crime não pode ser tratado com leveza. É essencial que haja uma resposta firme e rigorosa do sistema de Justiça para que casos como esse não se repitam”, afirmou o promotor de justiça. Além do homicídio doloso, A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri também denunciou o chaveiro pela tentativa de homicídio contra a outra vítima, Márcia Regina, bem como pelo crime de dano ao patrimônio, em razão da destruição do veículo da empresa de telecomunicação atingido no acidente. O Ministério Público ainda requereu à Justiça o pagamento de indenização no valor mínimo de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) à família de Glauber Sousa Coutinho, a título de reparação por danos morais. Em relação à vítima Márcia Regina, foi solicitado o pagamento de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) como indenização mínima, além de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por dano patrimonial, em virtude dos prejuízos ao seu veículo, totalmente destruído no acidente. Por MPRR

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FAMÍLIA QUE ACOLHE – Programa completa 12 anos como referência de cuidados com a Primeira Infância em Boa Vista

Com mais de uma década de dedicação ao cuidado e fortalecimento dos vínculos afetivos, o Família Que Acolhe celebra 12 anos de existência em Boa Vista em 2025. Implantado em 2013, o programa oferece apoio integral às gestantes, crianças e famílias em situação de vulnerabilidade, se tornando referência em políticas públicas de atenção à primeira infância, no país. Ao longo dos anos, a iniciativa promove ações de saúde, educação e assistência social, garantindo um início de vida mais saudável e oportunidades de desenvolvimento para milhares de crianças. De acordo com o prefeito Arthur Henrique, investir nessa política pública garante uma sociedade mais justa e igualitária para todos. “O legado do Família que Acolhe, envolvendo a Primeira Infância, é garantir uma sociedade mais justa e igual. Quando a gente estimula os pais e lhes ensina como podem desenvolver a criança, desde o nascimento, passando por cada fase da vida, asseguramos um desenvolvimento mais saudável e aumentamos as chances de a crianças alcançar pleno potencial, tanto na escola quanto na vida”, disse. “Ser mãe não é uma tarefa fácil. Me sinto menos solitária com o apoio do programa”, afirma beneficiária do FQA Nathália Lena, mãe de Maria Isabela, 2 anos, é beneficiária do Família que Acolhe desde a gestação da filha. Sendo ela “mãe de primeira viagem”, ela afirma que o acompanhamento faz total diferença no desenvolvimento dos vínculos. “O programa tem sido muito importante, desde o fornecimento de informações e resolução de dúvidas até o incentivo de tempo de qualidade com a minha filha. Eu aprendi e aprendo muito aqui no Família Que Acolhe. Sem o programa, tudo seria bem mais difícil porque ser mãe carece de muita dedicação. Não é uma tarefa fácil. Me sinto menos solitária com esse apoio”, contou. Próximos passos Desde a criação, o programa atendeu 34.334 gestações. Atualmente, 9.278 beneficiárias ativas fazem parte do Família Que Acolhe. Conforme a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Nathália Cortez, a iniciativa avançou com a descentralização, expandindo-se para os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), otimizando o acesso das famílias, além da zona rural e indígena. “A gente vem avançando cada vez mais nos cuidados das nossas famílias. A ideia é que a gente possa atender mais famílias, levando todo o aprendizado e fortalecendo esses vínculos. O protagonista está na mãe, no pai, nos irmãos e na união dessa família, que vai contribuir com um melhor desenvolvimento. O próximo passo é fortalecer a segurança alimentar e nutricional”, destacou. Reconhecimento nacional e internacional Considerada a Capital da Primeira Infância, Boa Vista é referência nacional e internacional na área da Primeira Infância. Devido ao investimento em Política Pública que trabalha diretamente os primeiros anos da vida de uma criança, o trabalho desenvolvido foi reconhecido como Boa Prática pelo Comitê Gestor Intersetorial da Primeira Infância, em 2021. Por O Caburaí

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Agentes identificam uso ilegal de castanheiras na indústria madeireira em Roraima

Mais de R$ 1,4 milhão foi aplicado em multas relacionadas a fraudes no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) em Roraima, no âmbito da Operação Maravalha. Em ação deflagrada esta semana pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado, agentes ambientais federais identificaram que árvores da espécie castanheira (Bertholletia excelsa) foram usadas como matéria-prima em indústria madeireira, o que é proibido desde o Decreto Federal nº 5.975/2006. Cerca de 120 metros cúbicos de castanheira estavam depositados na serraria fiscalizada, ainda em toras. Mas fragmentos e resíduos da mesma espécie foram encontrados pelos agentes no local, o que evidenciou que a empresa vinha operando ilegalmente. Como medida, os agentes ambientais embargaram as atividades da empresa, apreenderam a madeira ilegalmente extraída e aplicaram multa. Operação Maravalha Na etapa mais recente da Operação Maravalha, foram apreendidos, no total, 430 metros cúbicos de madeira ilegal e eliminados 3.200 metros cúbicos de créditos florestais indevidos no Sinaflor. Os dados fraudulentos poderiam levar ao acobertamento de madeira sem origem comprovada. Foram aplicados 12 autos de infração, que totalizam R$ 1,43 milhão em multas. A proteção da Amazônia compreende a interrupção do fluxo de capital ilegal que financia o desmatamento ilegal. A Superintendência do Ibama em Roraima segue esse objetivo por meio do monitoramento constante do setor madeireiro Por O Caburaí

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Justiça Federal aceita denúncia do MPF e torna garimpeiro réu por extração ilegal de ouro em Roraima

A Justiça Federal em Roraima recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réu um garimpeiro pelos crimes de usurpação de bem da União e extração ilegal de recursos minerais no rio Mucajaí, em Alto Alegre (RR). Caso condenado, ele pode receber penas que variam de um a cinco anos de reclusão, além de multa. O homem é acusado pelo MPF de explorar ouro em área pertencente à União sem autorização e sem licença ambiental. Segundo a denúncia apresentada à Justiça em abril, ele foi abordado durante fiscalização da Força Nacional de Segurança Pública com uma quantidade entre 12 e 14 gramas de ouro. Outra parte do metal precioso havia sido dado a indígenas como pagamento para transporte até Boa Vista, capital do estado. Na mesma embarcação, foram apreendidos quase 20 gramas de ouro – avaliados em mais de R$5 mil à época – e três celulares. Na decisão, a 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Roraima considerou que a acusação descreveu de forma suficiente os fatos e a participação do denunciado, permitindo o exercício da ampla defesa. O MPF propôs à celebração de um acordo de não-persecução penal ao acusado, que não demonstrou interesse. Outros dois homens flagrados com o garimpeiro aceitaram a proposta do MPF e aguardam homologação judicial de seus acordos. O órgão ministerial também solicitou a fixação de valor mínimo de R$ 5 mil para reparação de danos morais coletivos e sociais decorrentes da atividade ilícita. A atuação no caso é do 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF especializado no combate à mineração ilegal e a crimes relacionados, como lavagem de dinheiro, associação criminosa e delitos ambientais. Por MPF

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A pedido do MPF, Justiça condena piloto e vendedor pelo transporte ilegal de ouro em Roraima

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça condenou um piloto e um vendedor pelo transporte irregular de quase sete quilos de ouro, explorado sem autorização legal e de propriedade da União. O caso ocorreu em julho de 2019, quando um avião monomotor que operava de forma clandestina caiu nas proximidades da BR-210, no município de Caroebe, sul de Roraima. A bordo estavam o piloto da aeronave e um vendedor como passageiro. Durante o atendimento à ocorrência, policiais militares encontraram seis barras de ouro com os ocupantes. A perícia confirmou, posteriormente, que o metal pesava quase 6,97 kg e estava avaliado em aproximadamente R$ 2,26 milhões. As investigações indicaram que o vendedor era o responsável pelo transporte do ouro de garimpo e tinha plena consciência do que carregava. Por sua vez, o piloto também foi responsabilizado por participar da operação criminosa. Crime contra o patrimônio da União – O MPF denunciou a dupla com base na Lei 8.176/1991, que tipifica como crime a exploração, aquisição, transporte ou comercialização de matéria-prima pertencente à União sem autorização legal. Segundo a peça de acusação, o transporte de minérios sem autorização legal configura crime contra o patrimônio. No caso, o MPF explica que a matéria-prima (ouro) pertence à União, caracterizando o transporte de recursos minerais sem a devida autorização. Na sentença, a Justiça acolheu os argumentos do MPF e reconheceu a prática do crime de usurpação de patrimônio da União, em razão do transporte do ouro sem a devida autorização. Dessa forma, após a substituição da pena privativa de liberdade por pena de restritiva de direito, os dois réus devem pagar multa no valor de cinco salários-mínimos, destinada a uma instituição beneficente, além de prestar serviços à instituição. Por fim, a Justiça determinou que o apreendido deve ser enviado à Agência Nacional de Mineração (ANM). Ofício da Amazônia Ocidental – O caso foi conduzido pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF, especializado no combate à mineração ilegal e a crimes relacionados, como lavagem de dinheiro, associação criminosa e delitos ambientais. A unidade atua de forma integrada com órgãos de fiscalização e segurança pública para coibir atividades que afetam o meio ambiente e violam a ordem econômica na região amazônica. Por MPF

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