17 de junho de 2026 07:28

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Quem deve escolher o próximo governador? O eleitor ou a Justiça?

A decisão da Justiça Eleitoral que determinou a suspensão das campanhas de Arthur Henrique (PL) e Antônia Pedrosa (PT) foi tomada em um cenário de disputas judiciais. E surgem alguns questionamentos legítimos sobre os efeitos dessas medidas na democracia e no direito de escolha da população. Será que se fosse o contrário, Sampaio classificaria essa decisão como “democrática”? A democracia, caro leitor, se fortalece quando a população tem a oportunidade de avaliar propostas, comparar trajetórias e decidir livremente quem considera mais preparado para governar. O momento exige uma reflexão sobre o próprio processo democrático. O voto é a principal ferramenta de manifestação da vontade popular. Imagine isso acontecendo em contexto nacional? Independentemente de quem tenha razão no campo jurídico, fica uma pergunta que certamente está na mente de muitos roraimenses: em uma democracia, até que ponto a população está tendo a oportunidade de escolher livremente seus governantes quando candidatos são afastados da disputa antes que o eleitor possa se manifestar nas urnas?

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Criança e grávida indígenas são resgatadas por helicóptero na Raposa Serra do Sol para atendimento médico em Boa Vista

Dois pacientes indígenas foram resgatados neste domingo, 31, da comunidade Raposa Serra do Sol, em Uiramutã, Norte de Roraima, para atendimento médico na capital Boa Vista. A região é uma das mais afetadas pelas fortes chuvas que atingem o Estado. A ação mobilizou o helicóptero do Governo do Estado, equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste, bem como profissionais de saúde para transportar uma criança de um ano de idade, com quadro respiratório grave, e uma gestante em trabalho de parto. A operação ocorreu no contexto da força-tarefa montada para atender comunidades isoladas pelas enchentes. Conforme a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, as cheias já impactaram mais de 47 mil pessoas em diferentes regiões. Condições climáticas impediram resgate convencional De acordo com a médica do Dsei Leste, Yara Lima, a remoção tornou-se necessária após o agravamento das condições de acesso às comunidades da região da Serra do Sol, cujo deslocamento ocorre exclusivamente por via aérea. Segundo ela, uma tentativa de resgate já havia ocorrido anteriormente. No entanto, as condições das pistas impediram o pouso das aeronaves convencionais utilizadas pelo distrito sanitário. “Estamos enfrentando um período chuvoso muito intenso e várias pistas estão alagadas. Nossas aeronaves de asa fixa precisam de determinadas condições para pousar, o que não foi possível nesse caso. Por isso, novamente contamos com o apoio do helicóptero disponibilizado pelo Governo do Estado, que tem sido fundamental para atender essas comunidades de difícil acesso”, explicou. A criança apresentava síndrome respiratória aguda e chegou a registrar saturação de oxigênio em torno de 80%, além de sinais de desconforto respiratório. “Quando chegamos, a criança apresentava um quadro que exigia atendimento rápido. Iniciamos oxigenoterapia e outras medidas ainda durante o transporte. Ela chegou estável a Boa Vista e foi encaminhada ao Hospital da Criança para continuidade do tratamento”, informou a médica. Durante a preparação da missão, registrou-se uma segunda ocorrência na mesma comunidade. Uma gestante indígena da etnia Ingarikó entrou em trabalho de parto e, portanto, também precisou de remoção. “A paciente já apresentava contrações frequentes e perda de líquido. Diante da situação e das dificuldades de acesso à comunidade, optamos pela remoção para que ela pudesse receber assistência adequada na maternidade”, acrescentou Yara Lima. Com informações do Roraima em Tempo

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Arthur Henrique defende união, responsabilidade fiscal e parceria com municípios para desenvolver RR

Durante entrevista concedida ao programa Agenda da Semana, da Rádio Folha, neste domingo, 31, o candidato ao Governo de Roraima, Arthur Henrique (PL), apresentou diversas propostas e destacou pontos que considera fundamentais para o desenvolvimento do Estado. Entre os principais temas abordados estiveram a necessidade de união política, o fortalecimento da economia, a melhoria da saúde pública, o equilíbrio fiscal e a ampliação das parcerias entre Estado, municípios e Governo Federal. Arthur afirmou que uma de suas primeiras medidas, caso seja eleito, será realizar um diagnóstico completo da situação administrativa e financeira do Estado. Segundo ele, é necessário conhecer a realidade da máquina pública para definir prioridades e garantir que os investimentos sejam feitos de forma eficiente. O candidato evidenciou ainda a importância de ouvir os servidores públicos e realizar um levantamento das obras paralisadas para identificar quais projetos podem ser retomados. Entre os exemplos citados está o Centro de Diagnóstico e Tratamento (CDT), considerado por ele uma obra importante para a área da saúde. Saúde como prioridade Durante a entrevista, Arthur classificou a saúde como um dos principais desafios de Roraima. Ele defendeu uma atuação integrada entre o Governo do Estado e as prefeituras para ampliar a capacidade de atendimento à população. Segundo o candidato, as visitas realizadas aos municípios permitiram identificar dificuldades enfrentadas pelas gestões locais, especialmente em áreas como saúde, infraestrutura e prestação de serviços públicos. Para ele, o Estado precisa atuar como parceiro dos municípios, oferecendo suporte técnico e financeiro para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população. Equilíbrio fiscal e responsabilidade na gestão Outro tema central da entrevista foi a situação fiscal de Roraima. Arthur defendeu o respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e afirmou que qualquer compromisso assumido pela gestão estadual deve estar alinhado à capacidade financeira do Estado. O candidato ressaltou que pretende avaliar cuidadosamente os gastos de custeio e os investimentos públicos para evitar desequilíbrios nas contas estaduais. Segundo ele, o desenvolvimento de Roraima passa pela construção de uma gestão responsável, capaz de garantir investimentos sem comprometer a sustentabilidade financeira do Estado. União entre os Poderes e apoio da bancada federal Arthur também defendeu uma relação de diálogo entre os Poderes e instituições. Ele afirmou que pretende manter uma relação harmoniosa com a Assembleia Legislativa, baseada no diálogo e na construção de consensos. Além disso, citou a importância da atuação da bancada federal para a obtenção de recursos e investimentos para Roraima. Segundo ele, muitos projetos estratégicos dependem da articulação com deputados, senadores e com o Governo Federal. “O Estado precisa da união de todos. Nenhum governador consegue promover as transformações necessárias sozinho. É preciso reunir esforços dos municípios, da bancada federal, da Assembleia Legislativa e dos órgãos de controle”, afirmou. Desenvolvimento com planejamento Ao encerrar a entrevista, Arthur reforçou que Roraima precisa de planejamento e responsabilidade para avançar. Ele defendeu que a população analise com cautela propostas apresentadas durante o período eleitoral, avaliando a viabilidade financeira e os impactos de longo prazo de cada medida. Para o candidato, o desenvolvimento do Estado depende de uma gestão equilibrada, da geração de oportunidades econômicas, do fortalecimento dos serviços públicos e da união das lideranças em torno de um projeto voltado para os interesses da população.

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Arthur Henrique afirma que deixou a Prefeitura de Boa Vista por confiar em Zeitoune

Durante entrevista concedida neste domingo (31) ao programa Agenda da Semana, da Rádio Folha, apresentado por Getúlio Cruz, o candidato ao Governo de Roraima, Arthur Henrique (PL), falou sobre sua trajetória política e a decisão de disputar a eleição suplementar. Ao iniciar a entrevista, Arthur fez um breve histórico de sua vida pública. Ele lembrou que assumiu a Prefeitura de Boa Vista em 2021 e afirmou que seu plano inicial era concluir integralmente o mandato. Segundo ele, a convocação de uma eleição suplementar mudou o cenário político e exigiu uma reflexão sobre os rumos do Estado. Arthur destacou que a decisão de deixar a prefeitura não foi simples, mas que só foi possível porque tinha plena confiança no então vice-prefeito e atual prefeito da capital, Marcelo Zeitoune. “Saí com a certeza de que o trabalho teria continuidade”, afirmou. Durante a entrevista, o candidato fez diversos elogios ao atual prefeito, classificando-o como um homem honesto, dedicado, comprometido com a gestão pública e atento às demandas da população. Arthur ressaltou que Zeitoune acompanha de perto as ações da prefeitura, mantém contato constante com a população e dá continuidade aos projetos e programas implantados nos últimos anos. “É um pai de família, um gestor sério e comprometido. Eu só deixei a prefeitura porque tinha a segurança de que Boa Vista continuaria em boas mãos”, declarou. O candidato também revelou que seu planejamento político inicial era disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro. No entanto, segundo ele, o cenário mudou com a realização da eleição suplementar e diante do apelo de diversos segmentos da população para que colocasse seu nome na disputa pelo Governo do Estado. Arthur explicou que a decisão foi construída em conjunto com lideranças políticas e com o partido em Brasília, levando em consideração o momento vivido por Roraima e a necessidade de apresentar um projeto de gestão para o Estado. “A eleição suplementar foi uma surpresa para todos. Eu estava me preparando para outro cenário político, mas, diante do que aconteceu e do apelo das pessoas, entendemos que era o momento de disputar o Governo”, afirmou. Durante a entrevista, Arthur também demonstrou preocupação com a dependência econômica de Roraima. Ele defendeu a necessidade de fortalecer a economia estadual por meio da geração de empregos, do incentivo ao empreendedorismo e da criação de oportunidades que reduzam a dependência do setor público. O candidato ainda destacou experiências adotadas durante sua gestão à frente da Prefeitura de Boa Vista e afirmou que pretende levar para o Estado iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico, à melhoria dos serviços públicos e à ampliação das oportunidades para a população roraimense. Ao longo da conversa, Arthur reforçou que sua candidatura nasceu da combinação entre as circunstâncias políticas que levaram à eleição suplementar e o desejo de contribuir com um novo projeto de desenvolvimento para Roraima.

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Teresa Surita faz vídeo falando de lealdade. Mas para quem foi o recado?

A ex-prefeita de Boa Vista (MDB) tem usado as redes sociais para mandar recados aos quatro ventos, mas a população nem sempre compreende as mensagens subjetivas. O que muito político não entende é que a massa quer trabalho e resultados, não brigas.  Neste sábado, a gestora postou um novo vídeo falando sobre deslealdade. “Na vida e na luta todo mundo carrega um peso. Tem o peso da lealdade que sustenta. E tem o peso da deslealdade que derruba. Cada um escolhe o que quer carregar”, afirmou Teresa.  Veja o vídeo: Nesse caso, muita gente entendeu que o recado foi direto para o candidato ao Governo de Roraima Arthur Henrique (PL). A revolta de Teresa é o fato de Arthur não ter fechado a parceria com ela para 2026. E pelo visto Arthur fez estrategicamente devido a rejeição do antigo grupo dele.  Na verdade, a política é assim, as vezes as pessoas seguem caminhos diferentes. E não é porque Arthur não está com Teresa que ele se tornou a pior das pessoas. As pesquisas mostram isso. Arthur conquistou espaço e simpatia das pessoas e criou sua própria personalidade. E Teresa, logicamente, não se torna uma pessoa pior estando no palanque do grupo de Sampaio e de Mecias de Jesus e com “eternos” desafetos políticos para sobreviver na política. A vida segue. É sobre isso.

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Arthur Henrique recorre ao STF e afirma que seguirá em campanha ao Governo de Roraima

O pré-candidato ao Governo de Roraima, Arthur Henrique, afirmou que continuará participando das atividades de campanha e mobilização política enquanto aguarda uma definição judicial sobre sua situação eleitoral. Arthur Henrique apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal na tentativa de reverter decisões que podem impactar sua candidatura. Em manifestações públicas, Arthur Henrique tem demonstrado confiança em uma decisão favorável da Suprema Corte e reforçado que não pretende interromper sua agenda política. O pré-candidato tem mantido reuniões com apoiadores, lideranças comunitárias e representantes de diversos setores da sociedade, destacando propostas voltadas para áreas como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

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Decisão de Dino deixa eleição em Roraima com candidato único

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deixou a eleição suplementar para o governo de Roraima com candidato único. O magistrado decidiu que só podem concorrer os candidatos que respeitaram um prazo de desincompatibilização de 6 meses antes do pleito –ou seja, que saíram de cargos executivos com essa antecedência. Ocorre que a votação está marcada para 21 de junho, data que foi decidida recentemente. Quem ocupava cargos públicos não tinha como prever que haveria essa eleição suplementar. Todos os interessados em disputar seguiram a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, que fixou o prazo de desincompatibilização em 24 horas, seguindo farta jurisprudência da Justiça Eleitoral. Com a decisão de Flávio Dino, o único beneficiado foi o governador interino Soldado Sampaio, filiado ao Republicanos, partido que acionou o Supremo contra a regra fixada pelo TRE-RR. Em 7 de maio, o Poder360 antecipou que o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido do ex-senador Romero Jucá, também havia pedido para atuar no processo, alegando “interesse jurídico direto”. O despacho de Flávio Dino (íntegra – PDF – 205 kB) foi emitido na 4ª feira (27.mai.2026) em reclamação apresentada pelo Republicanos. O ministro cassou o acórdão do TRE-RR e determinou que a Corte eleitoral local reexamine o calendário da eleição suplementar, adotando os prazos de desincompatibilização determinados pela lei complementar 64 de 1990 —6, 4 ou 3 meses. A eleição de Roraima já tinha como um dos candidatos Arthur Henrique (PL), prefeito da capital do Estado, Boa Vista. Ele renunciou ao mandato no prazo fixado pelo TRE local. Agora, pode ficar sem o cargo de prefeito e impedido de concorrer. Outra que havia deixado cargo público foi Antônia Pedrosa (PT), professora e funcionária pública. Ela se afastou de vínculos municipal e estadual dentro do prazo fixado pelo TRE-RR e agora, por causa da decisão de Flávio Dino, também pode ficar impedida de concorrer. PL VAI AO SUPREMO O PL (Partido Liberal), do ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, acionou na 5ª feira (28.mai.2026) o presidente do STF, Edson Fachin, para suspender a liminar de Dino. No pedido, o partido afirma que a decisão causa “grave restrição ao pluralismo político”, à autonomia partidária e à capacidade eleitoral passiva, “terminando por converter o pleito suplementar em eleição de candidato único, justamente filiado ao partido que ajuizou a reclamação”.  Com informações do Poder 360

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GUARDIÕES DA INFÂNCIA – PF faz palestras durante maio laranja

A Polícia Federal, por meio do Programa Guardiões da Infância, leva informação, orientação e prevenção sobre violência cibernética, especialmente a violência sexual contra crianças e adolescentes, a escolas e instituições. Com palestras e atividades socioeducativas, realizadas por policiais federais voluntários capacitados, o programa utiliza material didático padronizado para ajudar adolescentes, famílias, educadores e a rede de proteção a reconhecer riscos, reduzir vulnerabilidades e fortalecer a proteção de crianças e adolescentes. As ações são destinadas a: Adolescentes de 12 a 17 anos; Professores e gestores escolares; Pais, mães ou responsáveis; Membros da rede de apoio e proteção à criança e ao adolescente.

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Senador Rogério Marinho vai ao STF contra interferência do tribunal nas eleições

O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador-geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, esteve no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta -feira (28) para apresentar ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, uma manifestação em defesa da autonomia da Justiça Eleitoral e contra interferências do Supremo no processo eleitoral. Acompanhado do advogado Marcelo Bessa, Marinho entregou um memorial no qual questiona o uso da Reclamação Constitucional para alterar decisões da Justiça Eleitoral relacionadas a eleições suplementares. Segundo Marcelo Bessa, a medida apresentada ao STF busca preservar condições mínimas de equilíbrio nos pleitos eleitorais. “Uma eleição suplementar exige um prazo minimamente razoável, sob pena de se inviabilizar qualquer pleito eleitoral minimamente justo”, afirmou o advogado. Após a reunião com Fachin, Rogério Marinho disse haver preocupação com o que classificou como um movimento recorrente de interferência judicial em disputas eleitorais. “Na eleição passada, em 2022, nós tivemos um Tribunal Superior Eleitoral extremamente hipertrofiado. Um tribunal que, na nossa opinião, claramente, pelas decisões que tomou, terminou interferindo no resultado das eleições”, declarou. O senador afirmou que o objetivo da manifestação entregue ao STF é garantir “equidade, equilíbrio e paridade de armas” entre os candidatos. “Nós queremos que cada candidato tenha condição de colocar suas opiniões, que os partidos possam exercer a sua atividade de buscar o voto do eleitor e colocar seu programa à disposição da sociedade para ser julgado por ela”, disse. Marinho citou como exemplo a decisão relacionada à sucessão do governo do Rio de Janeiro após a vacância no Executivo estadual. “Aconteceu no Rio de Janeiro, onde a linha sucessória foi quebrada, e hoje nós temos o presidente do Tribunal de Justiça como governador do Estado, não obstante o fato de que o presidente da Assembleia Legislativa já estar regularmente e constitucionalmente na linha sucessória”, afirmou. O senador também criticou a decisão do ministro Flávio Dino no caso da eleição suplementar de Roraima. Segundo ele, a determinação do STF alterou as regras do processo eleitoral ao impor novos prazos de desincompatibilização após a definição da disputa. “Nós temos um candidato que está na frente das pesquisas, que se desincompatibilizou no prazo legal. Ocorre que, 26 dias depois, vem uma decisão que muda a regra do jogo e inviabiliza candidaturas”, declarou. Marinho afirmou ainda que a decisão cria um cenário de candidatura única na eleição suplementar. “Vamos gastar recursos públicos para fazer uma eleição em que o jogo já está jogado, em que o único candidato vai disputar com ele mesmo”, criticou. Segundo o parlamentar, o problema central é o enfraquecimento da Justiça Eleitoral especializada diante de decisões tomadas diretamente pelo STF. “O que nós queremos evitar é que isso se torne um hábito. É um precedente perigoso para a democracia e para a livre manifestação da população através da eleição”, disse. O senador afirmou que pediu ao ministro Edson Fachin sensibilidade diante do caráter excepcional do caso e solicitou que o tema seja submetido ao colegiado da Corte. “Sabemos que é incomum a suspensão de uma liminar concedida por um membro da Corte, mas entendemos que esse precedente precisa ser discutido pelo colegiado”, afirmou.

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OAB e ALE “ preocupados” com o inverno somente durante a eleição suplementar? 

Causa estranheza o fato da Ordem dos Advogados do Brasil de Roraima (OAB-RR) e a Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) se preocuparem somente agora, nesse inverno, com aos moradores do Estado que moram em áreas distantes e de difícil acesso. Quando foi que essas instituições se preocuparam com o inverno e com estradas intragáveis e pontes destruídas? OAB e ALE acordaram somente agora durante a campanha para a eleição suplementar. Medo da democracia? Ou seria mesmo preocupação com o povo roraimense? Quando é que deputados ou representantes da Ordem dos Advogados se pronunciaram sem mesmo serem provocados? Nunca? Ou quase nunca. Mas agora aconteceu. Acredite.  Em nota a Assembleia manifestou sua preocupação institucional no tocante à realização das eleições suplementares para os cargos de governador e vice-governador do Estado, previstas para o dia 21 de junho de 2026, de acordo com o cronograma estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima. A nota diz ainda que esse compromisso ganha relevância diante do fato de que o maior índice pluviométrico em Roraima concentra-se no período que abrange o pleito, provocando, de forma recorrente, a interdição de estradas, pontes e vias públicas. Atualmente, essa vulnerabilidade se manifesta nas fortes chuvas que impactam 10 dos 15 municípios roraimenses. “Naturalmente, tais circunstâncias impõem sérios entraves ao deslocamento terrestre e podem comprometer o exercício do sufrágio por eleitores residentes em regiões de difícil acesso, zonas rurais e comunidades ribeirinhas. Esse cenário gera o risco iminente de elevação dos índices de abstenção, o que impacta diretamente a legitimidade do pleito”, ainda cita a nota.  Já a OAB, por meio do presidente Ednaldo Vidal, fala afirma que período coincide historicamente com o pico das chuvas no Estado, cenário que, segundo a instituição, tem provocado interdições de estradas, pontes e vias em diversas regiões de Roraima. A nota destaca também os decretos de situação de emergência dos municípios de Uiramutã e Bonfim, além de pareceres técnicos da Defesa Civil.

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