29 de abril de 2026 14:47

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“Passou mal” – Ex-prefeito Joner Chagas é levado ao Hospital Geral de Roraima 

Preso pela Polícia Federal na última semana, o ex-prefeito de Bonfim, Joner Chagas (Republicanos), passou mal nesta quinta-feira, 4, na Cadeia Pública de Boa Vista e foi encaminhado para o Hospital Geral de Roraima (HGR). Ele estaria preso na ala de doentes onde, teoricamente, é mais confortável.  Como apurado pelo “O Caburaí”, Joner chegou a ser vacinado nesta terça-feira, 2, durante uma ação de saúde que ocorreu na unidade prisional. O político tem diabetes e esse pode ser o motivo de sua internação.  Ele é acusado de fazer parte de um esquema de desvio de verbas públicas na prefeitura do Bonfim, interior de Roraima. A investigação começou após pessoas ligadas a ele sacarem cerca de meio milhão de reais em uma agência bancária. O valor foi apreendido pela PF.  Um dia após a prisão, uma foto de Joner chamou atenção. Na imagem, divulgada nas redes sociais e em blogs, é possível perceber o ex-prefeito com um sorriso disfarçado. Após a polêmica, o cabelo de Joner foi raspado. 

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‘Ilhados’, indígenas de Roraima pedem terras maiores para frear impacto da soja

UM DOS SONHOS de Leirejane Macuxi, liderança da comunidade indígena Morcego, em Roraima, é a retomada de uma área próxima, rica em bens naturais, como igarapés, usados tradicionalmente por seu povo. Conhecido como Lago da Praia, em 2009 o local foi invadido por posseiros — pessoas que ocupam e cultivam a terra sem ter o título de propriedade. Na época, seu pai, Jairo Macuxi, falecido em 2017, foi linha de frente na luta pela permanência no território. Mas a família teve de deixar a região em razão das ameaças e após verem sua casa ser incendiada. “É um sonho que a gente não deixa para trás. A gente não quer que ele morra, porque sabe que é a única garantia de vida para as futuras gerações”, diz Leirejane. Formada por 73 famílias dos povos Macuxi e Wapichana — cerca de 285 pessoas —, a comunidade Morcego fica a 60 km da capital Boa Vista, dentro da TI (Terra Indígena) Serra de Moça, uma das 28 do estado demarcadas em “ilhas”. Ou seja, TIs pequenas, fragmentadas e desconectadas de outros territórios semelhantes. Roraima tem, ainda, cinco terras indígenas demarcadas em áreas contínuas, quando o território tem uma faixa de terra maior e sem interrupções. Foi por causa desse modelo de demarcação — em ilha — que Morcego perdeu o Lago da Praia e, consequentemente, o acesso a bens naturais essenciais para seu modo de vida. Como agravante, a comunidade sofre com o avanço da monocultura de soja em seu entorno, que vem causando transtornos como o forte barulho das máquinas agrícolas, poeira nas casas e contaminação por agrotóxicos. ‘Ilhas’ pressionadas No entanto, a comunidade de Leirejane não é exceção no estado. Segundo um estudo inédito do Programa de Formação em Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira, elaborado com exclusividade para a Repórter Brasil, há plantações de soja no entorno de 26 das 33 TIs de Roraima —, quase 80% do total, ou quatro em cada cinco. Destas, 24 são demarcadas em “ilhas”. Entre 2017 e 2024, a área destinada para o cultivo do grão no estado cresceu mais de seis vezes, na esteira de incentivos públicos estaduais e no aumento da demanda. De acordo com o levantamento, as lavouras de soja estão proporcionalmente mais concentradas em torno das TIs demarcadas em ilha do que nas estabelecidas em territórios contínuos. Os autores do estudo calcularam um índice de expansão da soja baseado na proporção da área ocupada pelo grão em relação às áreas totais da TI e do entorno. Avanço do cultivo de soja no entorno das terras indígenas de Roraima entre 2013 e 2023 A maior proporção encontrada foi na TI Sucuba, no município de Alto Alegre, com 32,1% de soja em relação à sua área total, seguida por Bom Jesus (15,3%) e Jaboti (14,3%), ambas no município do Bonfim e demarcadas em ilha. Na TI Serra de Moça, a relação é de 1,53%. Como comparação, as TIs Raposa Serra do Sol e São Marcos, ambas demarcadas em área contínua, tem 0,1% e 0,4% de soja no entorno, respectivamente. A Repórter Brasil questionou o governo de Roraima sobre quais medidas estão sendo tomadas para diminuir os impactos da soja no entorno das TIs em ilhas, mas não recebeu uma resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para futuras manifestações. Terras indígenas fragmentadas obrigam as comunidades a atravessar áreas não indígenas para acessar recursos naturais ou outras terras, e tem efeitos significativos na biodiversidade, segundo a pesquisa do Programa de Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira. A discussão sobre o tipo de demarcação dominou o processo de homologação da TI Raposa Serra do Sol, no nordeste de Roraima. Sua demarcação contínua foi confirmada em 2009 pelo plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), por 10 votos a 1. Terras indígenas representam 46% da área total de Roraima, e as demarcadas em ilha ocupam somente 5%. Proporcionalmente, o estado tem a maior população indígena do país (13,6%). Em números absolutos, é a quinta maior população indígena entre os estados brasileiros, com 97.320 pessoas. Texto: Samantha Rufino

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Tribunal de Contas do Estado apura suposta irregularidade em contratação milionária da Caer

O Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR) iniciou investigações para apurar supostas irregularidades na condução de pregão realizado pela Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer). No Pregão Presencial, apenas dois laboratórios participaram do processo licitatório. A saber, uma empresa apresentou o valor de R$2.581.206,00, enquanto que ganhou a licitação propôs R$3.361.038.00. O objetivo do processo licitatório foi a contratação de laboratório para realização de serviços de coletas e análises de maior complexidade. Isso, nas frequências mensais, bimestrais, trimestrais e semestrais em amostras de águas bruta, tratada e esgoto tratado, na Capital e demais Municípios. A Caer desclassificou o laboratório que apresentou a menor proposta para executar o serviço “pelo fato da representante não ter enviado a procuração assinada de forma digital”, de acordo com a ata do Pregão. Ainda com informações da ata, até a finalização da etapa de registro “o documento solicitado não foi enviado, motivo pelo qual não foi possível efetuar o credenciamento da empresa”. A representante do laboratório não concordou com a decisão e proferiu acusações contra a Caer. Assim, informou que a empresa enviou os documentos por e-mail anteriormente, conforme edital. Com isso, alegou ainda que a entrega da documentação nos Pregões Presenciais devem acontecer em sessão pública, desconsiderando os documentos encaminhados por outros meios digitais. Em ata, a Companhia alegou que orientou o envio do arquivo eletrônico da procuração digital, mas que a empresa não atendeu em tempo hábil. Com isso, a partir de um ajuste na proposta comercial, a segunda empresa venceu o processo licitatório no valor de R$3.045.822,00.  Com informações do Roraima em Tempo

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Empreendedoras de Boa Vista ampliam vendas e conquistam novos públicos com apoio da AME

Criada em 2022, agência busca fortalecer pequenos negócios da capital O crescimento nas vendas e a conquista de novos clientes têm marcado a rotina de empreendedores beneficiados pela Agência Municipal de Empreendedorismo (AME BV). Criada pela Prefeitura de Boa Vista em 2022, a instituição tem potencializado pequenos negócios da capital ao oferecer suporte para que empreendedores expandam sua atuação e alcancem maior visibilidade. A artesã Ana Paula Guedes Pereira, de 52 anos, é um exemplo. Especializada em bijuterias artesanais, ela viu sua produção ganhar novo ritmo e o faturamento aumentar desde que passou a atender em um ponto fixo. Depois de anos dedicados a vendas online e participação em feiras e bazares, a consolidação em um espaço permanente trouxe estabilidade e ampliou sua presença no mercado. “Antes, eu vendia pela internet, participava de feiras, bazares e em praças. Tudo o que aparecia, eu aproveitava para divulgar minhas peças. Agora, há quatro meses estou em um box, um espaço maravilhoso concedido pela AME no Mercado Municipal São Francisco. Isso melhorou bastante o meu negócio”, contou. Com brincos que variam de R$ 30 a R$ 55 e conjuntos entre R$ 49,90 e R$ 149,90, Ana Paula destaca que a visibilidade da loja física fortaleceu sua marca e atraiu clientes fidelizados. A empreendedora Ana Clécia Gomes de Araújo, de 53 anos, também comemorou um salto significativo nas vendas dos produtos de decoração para a casa. Após anos atuando exclusivamente no ambiente virtual e em feiras, ela avalia que a nova fase trouxe resultados expressivos e uma relação mais próxima com o público. Ter um espaço físico, com a minha cara, é muito gratificante. Aqui é uma experiência totalmente diferente. Recebo muitos turistas, o ambiente é aconchegante e as pessoas se sentem à vontade”, conta. Segundo ela, o atendimento diário criou laços com os consumidores. “Muitos vêm, fazem suas compras, tomam um cafezinho e ficam aqui na poltrona que deixo reservada. A gente conversa, cria vínculos, faz amizade. Estou muito feliz e realizada com esse novo momento” agradeceu. Segundo a diretora-presidente da AME, Luciana Surita, o objetivo da agência é justamente estimular o crescimento dos pequenos negócios. A prefeitura incentiva o empreendedorismo com medidas de apoio, como isenções e descontos para permissionários, especialmente em momentos de crise. “Além do recurso financeiro, damos possibilidades para que eles fomentem seus empreendimentos, criando condições para que aumentem suas vendas. Histórias como as da Ana Paula e Ana Clécia, demostram a missão da AME que é transformar iniciativas individuais em negócios sólidos, prósperos e cada vez mais presentes no dia a dia da cidade”, explicou.AME BV Desde sua criação, a AME BV já investiu mais de R$ 8 milhões em micro e pequenos empreendimentos, beneficiando mais de 2 mil empreendedores. Além do crédito orientado, a instituição oferece capacitações, mentorias e oportunidades de exposição em grandes eventos, contribuindo diretamente para o crescimento econômico de Boa Vista. Texto: Ráyra Fernandes

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MPRR realiza reunião com a SEED para tratar da construção de escola em comunidade indígena de Normandia

Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Vítimas, Minorias e Direitos Humanos (GAEVI-MDH), a Promotoria de Justiça de Bonfim e a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, realizaram na última sexta-feira, 28 de novembro, uma reunião institucional para tratar da construção do prédio escolar Índio Hermínio Paulino, na Comunidade Indígena Vizela. O encontro contou com a presença dos Promotores de Justiça, André Paulo dos Santos Pereira, coordenador do GAEVI-MDH, Luiz Antônio de Souza, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Nedson Brilhante, promotor na comarca de Bonfim, do Secretário de Educação do Estado, Mikael Cury-Rad, e a liderança da comunidade indígena, tuxaua Gardênia Lima Paulino. Durante a reunião, foram discutidas estratégias de articulação interinstitucional e a necessidade de construção da escola para educação infantil na comunidade indígena Vizela. Os Promotores de Justiça e o Secretário da SEED ouviram a liderança indígena sobre a demanda. O coordenador do GAEVI-MDH afirma que o Ministério Público tem buscado o diálogo intercultural permanente com os povos indígenas, buscando conhecer suas necessidades, seus pontos de vista e o respeito aos seus direitos fundamentais, como a educação. “Nós apresentamos ao Secretário de Educação as demandas educacionais da Comunidade Indígena Vizela, em busca de estratégias de resolução extrajudicial efetiva. Nos próximos meses a demanda será acompanhada e o diálogo mantido com a comunidade e o Governo Estadual, até que haja a efetiva construção”, concluiu o Promotor de Justiça.

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Procuradoria da Mulher leva debate sobre relacionamento abusivo à Escola Estadual Wanda David Aguiar

A Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de Boa Vista realizou, nesta terça-feira, 2/12, uma roda de conversa na Escola Estadual Wanda David Aguiar, abordando um tema essencial para a proteção das jovens: o reconhecimento e a prevenção de relacionamentos abusivos. A ação foi conduzida pela Procuradora da Mulher, Pra. Carla Messias, acompanhada da Psicóloga Maíne Ferreira, que dialogaram com estudantes sobre sinais de alerta, autocuidado e formas de buscar ajuda. Diante de uma plateia atenta, Pra. Carla destacou que levar essa conversa para dentro das escolas é uma missão urgente. “Muitas situações de abuso começam de forma silenciosa, às vezes disfarçadas de ciúmes ou ‘cuidado’. Precisamos fortalecer nossas meninas e nossos meninos para que reconheçam esses padrões e saibam que não estão sozinhos. A escola é um ambiente fundamental para essa conscientização”, afirmou. A psicóloga Maíne Ferreira reforçou a importância de abordar o tema com linguagem acessível e próxima da realidade dos adolescentes. “Quando falamos diretamente com os jovens, conseguimos quebrar mitos e esclarecer que relacionamento saudável não controla, não diminui e não machuca. Eles têm sede de informação e precisam de referências que os ajudem a construir vínculos mais seguros e respeitosos”, explicou. A ação integra as atividades permanentes da Procuradoria da Mulher, que tem intensificado a presença nas escolas para promover prevenção à violência doméstica, orientação e acolhimento durante os 21 dias de Ativismo. A iniciativa reforça o compromisso do órgão com a formação de uma geração mais consciente, capaz de identificar abusos e buscar apoio de forma segura. O encontro foi marcado por troca de experiências, perguntas dos estudantes e distribuição de materiais informativos. A Procuradoria reafirmou que o diálogo continuará nos próximos meses, ampliando a rede de proteção e levando informação a mais unidades de ensino. “Nosso trabalho não é apenas combater a violência, mas prevenir. E a prevenção começa pela educação”, concluiu Pra. Carla.

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Júri de Caracaraí conclui julgamento de feminicídio em nove meses

Em sintonia com o esforço nacional do Poder Judiciário para acelerar julgamentos de crimes dolosos contra a vida, a Comarca de Caracaraí realizou, em 27 de novembro, um júri que chamou atenção pela rapidez e precisão processual. Exatos nove meses após o crime, o Tribunal do Júri condenou um homem por feminicídio qualificado, consolidando uma das tramitações mais céleres do ano no estado. A iniciativa integra as ações do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) no Mês Nacional do Júri, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que concentra em novembro julgamentos de maior gravidade — especialmente aqueles relacionados a feminicídio e violência de gênero. O julgamento foi conduzido pela juíza titular da Comarca, Noêmia Cardoso Leite de Sousa. A acusação ficou a cargo da promotora de Justiça Vanessa Rende Queiroz, enquanto a defesa foi exercida pela defensora pública Maria das Graças Barbosa Soares. Ao final da sessão, a magistrada destacou a relevância do resultado. “Concluir este julgamento exatamente nove meses após os fatos demonstra o compromisso desta Comarca com uma prestação jurisdicional ágil e tecnicamente responsável. Mostramos que rapidez e rigor caminham juntos.” O Conselho de Sentença condenou o réu a 26 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio. A celeridade do caso se evidencia pelo cumprimento rigoroso dos marcos processuais: 28/02/2025 – Prisão em flagrante convertida em preventiva (Audiência de Custódia)18/03/2025 – Recebimento da denúncia18/08/2025 – Sentença de pronúncia27/11/2025 – Sessão do Júri Crime e investigação O feminicídio ocorreu na madrugada de 27 de fevereiro de 2025, no bairro São Jorge, em Caracaraí. Conforme apurado no processo, a vítima sofreu asfixia mecânica e agressões físicas motivadas por ciúmes e menosprezo à condição de mulher. Após o crime, o autor tentou fugir e foi preso ainda no mesmo dia, ao ser localizado pela Polícia Militar quando tentava deixar o estado.

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Projeto Maria Vai à Escola completa 10 anos e reforça compromisso com a proteção das crianças

O projeto Maria Vai à Escola completou 10 anos de atuação e nesta terça-feira, 2, reuniu alunos, educadores e autoridades para celebrar essa trajetória de transformação e enfrentamento à violência doméstica. A cerimônia ocorreu no auditório da Escola Municipal Nara Ney e contou com apresentações musicais, exibição de um vídeo institucional e entrega de certificados aos estudantes da Escola Municipal Laucides Oliveira — a primeira a receber o programa, em 2015. A iniciativa é uma parceria entre o Tribunal de justiça de Roraima (TJ-RR) e a prefeitura, que ao longo de uma década, alcançou 5.446 alunos do 5º ano em 34 escolas da Rede Municipal, consolidando-se como referência nacional na promoção da cultura de paz, do respeito e da igualdade de gênero entre crianças de 10 e 11 anos. Projeto transforma vidas e fortalece famílias A juíza Suelen Alves, da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Doméstica do TJ-RR, reforçou a importância da parceria institucional e os resultados que o projeto alcançou ao longo da década. “Nosso objetivo é levar às crianças noções de igualdade, cultura de paz, respeito à mulher e às relações familiares. Hoje certificamos cerca de 200 estudantes que participaram das aulas desenvolvidas pelas nossas ‘Marias’, professoras cedidas pelo município para esse trabalho tão importante”, disse. Alejandro Antônio, 11 anos, contou que agora se sente mais preparado para identificar e agir diante de casos de violência doméstica. “Achei muito útil, pois se vermos qualquer tipo de violência doméstica, a gente sabe o que fazer. O que mais me chamou atenção foi aprender sobre os cinco tipos de violência. Sempre conversava com meus pais sobre o que aprendi e eles acharam muito importante”, disse. Como funciona o projeto? Instituído em 2015 por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre o TJ-RR e a Prefeitura de Boa Vista, o projeto utiliza uma abordagem educativa e preventiva voltada a estudantes do 5º ano, faixa etária considerada estratégica para trabalhar valores como empatia, respeito, cidadania e justiça social. A proposta é estruturada em seis aulas temáticas, com duração de uma hora cada, duas vezes por semana. Os conteúdos incluem: Igualdade de gênero Direitos humanos Convivência familiar

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Gari que jogou saco de lixo em cachorro é indiciado pela Polícia Civil

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente encerrou as investigações e indiciou na última sexta-feira, 28, um homem de 21 anos, pela prática de ato de abuso e maus-tratos contra animal, ocorrido na madrugada do dia 23 de novembro. Ele é funcionário de uma empresa de coleta de lixo de Boa Vista. Conforme a delegada titular, Maryssa de Oliveira, a investigação teve início após conhecimento de um vídeo divulgado numa rede social, em que mostrava um servidor de uma empresa de limpeza urbana arremessando um saco de lixo contra um cachorro que repousava na calçada. “Pelas imagens, além de lançar resíduos na frente de residências, o homem praticava maus-tratos ao animal. A conduta gerou indignação pública e foi encaminhada à nossa Delegacia para que fizéssemos a apuração”, disse. A delegada determinou a realização das diligências, que incluíram, análise do vídeo e oitivas, com a finalidade de elucidar a sequência de fatos. “Durante o depoimento, o investigado confessou a ação, e disse que o cão não o ameaçou”, pontuou. O homem foi indiciado e vai responder ao procedimento em liberdade. O inquérito policial foi concluído e enviado para o Poder Judiciário.

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Prefeitura inaugura parque infantil na Escola Emília Rios Peixoto

O equipamento, que também contempla outras quatro escolas municipais, é fruto da parceria com a Fundação Abrinq A semana iniciou de forma especial na Escola Municipal Emília Rios Peixoto, no Cidade Satélite. Nesta última segunda, 1º, alunos participaram da inauguração do novo parque infantil da unidade, em um evento especial que contou até com piquenique. A entrega faz parte da parceria entre a Prefeitura de Boa Vista e a Fundação Abrinq, que está beneficiando cinco escolas da rede municipal com estruturas voltadas ao desenvolvimento infantil. Além da Emília Rios, também recebem parques infantis o Núcleo de Creche Senador Hélio Campos, a Escola Antonio Airton Oliveira Dias, o anexo da Escola Newton Tavares e a Escola Pedro Ferreira Monteiro — juntas, essas unidades atendem mais de 2 mil crianças. Parceria que amplia oportunidades para a primeira infância Para Consuêlo Sales, secretária-executiva de Primeira Infância, a iniciativa reforça o compromisso do município em buscar aliados para ampliar investimentos na educação infantil. “Sabemos o quanto um espaço como esse contribui para o desenvolvimento das crianças e para a prática pedagógica dos professores. E nos deixa muito felizes ver a cidade avançando com excelência na educação”, destacou. Texto: Marcus Miranda

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