28 de setembro de 2026 05:33

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Caminhão passa por cima de motocicleta; duas mulheres ficam gravemente feridas

Um motorista de caminhão causou acidente ao passar por cima de uma motocicleta com duas mulheres no cruzamento da Av. Ataíde Teive com a Av. Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Tancredo Neves, na tarde desta quinta-feira, 4. O motorista do caminhão estava parado no semáforo da Av. Ataíde Teive e quando o sinalizador ficou verde avançou pela via. Porém, não percebeu que a motocicleta estava à frente com as duas jovens. Assim, avançou o veículo causando a colisão na traseira da moto. Em seguida, a condutora perdeu o controle, vindo a cair na via e sendo atropeladas pelo motorista do caminhão. O SAMU realizou os primeiros socorros e encaminhou a condutora da motocicleta para o Hospital Geral de Roraima (HGR) em estado grave e inconsciente, enquanto a passageira apresentou possíveis fraturas, mas estava consciente. A condutora não possuía a CNH e a motocicleta foi para o pátio, pois estava com o licenciamento em atraso. A Polícia Militar de Roraima submeteu o motorista do caminhão ao teste de bafômetro e, ao constatarem que não consumiu bebida alcoólica, foi liberado. Com informações do Roraima em Tempo

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Delegados destacam avanços com novas estruturas das delegacias especializadas

A inauguração do Centro de Atendimento à Criança e ao Adolescente, que compreende a nova sede da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e da Delegacia de Defesa da Infância e Juventude, dará reforço a Polícia Civil. A modernização das unidades foi celebrada como um avanço para a Polícia Civil e para o atendimento às vítimas. Para a delegada titular em exercício da DPCA, Kamilla Basto, o novo espaço representa um avanço significativo no atendimento humanizado às vítimas e no fortalecimento das investigações. “Isso é um marco na proteção da criança e do adolescente. A estrutura é adequada, com os ambientes necessários, contamos com psicólogas e atendimento humanizado, para que as pessoas cheguem e se sintam amparadas, enxergando ali uma possibilidade de recomeço”, destacou a delegada. O delegado titular da DDIJ, Marcos Lázaro, ressaltou que o novo espaço proporcionará maior agilidade nas apurações. “Os novos prédios vão proporcionar à comunidade um atendimento melhor e mais humanizado. Essa melhoria vai se traduzir diretamente na satisfação da população e na melhor percepção da qualidade do serviço prestado pela instituição”, afirmou. Ele também reforçou a importância da atuação conjunta com outros órgãos da rede de proteção. “Nossa estratégia de trabalho tem sido o estreitamento das relações com o Poder Judiciário, Ministério Público, unidades de ensino e redes socioeducativas de proteção. Além disso, ampliamos ações de conscientização e educação, bem como realizamos operações policiais para apurar autoria e materialidade de atos infracionais no âmbito da capital”, finalizou. A diretora do DPE (Departamento de Polícia Especializada), delegada Jaira Farias, destacou que a entrega das sedes representa um compromisso do Estado com a dignidade e o acolhimento de crianças e adolescentes. “A inauguração desses prédios representa muito mais que a conclusão de uma obra, representa o compromisso do Governo de Roraima com o respeito, a dignidade e o acolhimento das nossas crianças e adolescentes, e a Polícia Civil tem um papel fundamental nesse contexto, atuando de forma técnica, rígida e sensível nesse acolhimento”, afirmou.

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NATAL DA PAZ 2025 – Com mais de 1.500 participantes, ensaios gerais anunciam espetáculo inesquecível

Evento acontecerá às 19h do próximo sábado, 6, na Praça Aderval da Rocha Ferreira Os últimos ensaios para o grande espetáculo Natal da Paz 2025 estão ocorrendo nesta semana, sempre a partir das 18h, na Praça Aderval da Rocha Ferreira, no bairro Pintolândia. O evento, que está na sua 12ª edição, ocorre neste sábado, 6, a partir das 19h, e reunirá mais de 1.500 participantes, incluindo integrantes de projetos sociais, servidores municipais, músicos e bailarinos. O presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Dyego Monnzaho, destaca que o evento cresce a cada ano. Ele orienta o público a chegar cedo no dia 6, pois a expectativa é reunir 30 mil pessoas. “É um espetáculo gratuito, com aproximadamente duas horas de duração. Neste ano, o tema é inspirado nas óperas, então os artistas cantam, dançam e interpretam em cena. A maior parte do elenco é formada por artistas da própria cidade. É uma apresentação rica, completa e realizada a céu aberto, com elementos lúdicos e mensagens positivas que representam muito bem este período tão especial que é o Natal”, afirmou o presidente. Espetáculo apresenta 19 músicas inéditas em uma ópera popular. Esse ano, o Natal da Paz vem com o tema “A jornada de todos nós – Uma ópera de Natal”. Segundo o diretor musical Davi Nunes, o público poderá acompanhar 19 músicas inéditas, divididas em três atos, que compõem uma grande ópera popular. O último ensaio acontecerá na sexta-feira, 5, a partir das 18h. Ele explica que o trabalho começa no início do ano, com a definição do tema, seguido pela construção da dramaturgia, divisão das cenas, composição das músicas, instrumentação e gravação de cada melodia para sincronizar orquestra, coral e dança “O espetáculo vai apresentar momentos de rock, músicas épicas, eruditas e populares, que certamente vão emocionar o público. Além disso, o trabalho musical valoriza a evolução da orquestra e dos corais. Queremos prestigiar todos que fazem parte do Natal da Paz e temos certeza de que o público vai se encantar”, destacou o diretor musical. Texto: Wandilson Prata

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Roraima conquista primeiro lugar no Prêmio Nacional de Turismo 2025

Roraima alcançou um marco histórico ao conquistar o primeiro lugar no Prêmio Nacional de Turismo 2025, durante cerimônia realizada nesta quarta-feira, 3, em Brasília (DF). A premiação reconhece iniciativas que se destacaram ao longo do ano e reuniu entes públicos, empresas privadas e organizações do terceiro setor de todo o país. O Estado participou da fase final com três iniciativas selecionadas, resultado do fortalecimento das políticas públicas de turismo e da articulação com o trade local. Ao todo, Roraima inscreveu dez propostas em diferentes categorias, contemplando ações da Secult (Secretaria de Cultura e Turismo) quanto de empresas e entidades do trade turístico. A solenidade contou com a presença do ministro do Turismo, Celso Sabino, além de autoridades roraimenses, como o secretário adjunto da Secult, Sandro Baré, o deputado federal Defensor Stélio Dener e a deputada estadual Ângela Águida Portella. A Comunidade Indígena Kauwê, de Pacaraima, foi a vencedora na categoria Turismo de Base Comunitária, consolidando-se como referência nacional. Desde 2019, a comunidade desenvolve práticas de etnoturismo sob coordenação do Departamento de Turismo da Secult. Em agosto, a comunidade já havia sido premiada com o Prêmio Vitrine do Turismo Responsável. A experiência turística inclui a Rota do Café Artesanal, trilhas ecológicas, gastronomia makuxi, saberes tradicionais, oficinas culturais e rituais como pinturas corporais com urucum, em uma vivência que une sustentabilidade, ancestralidade e interação direta com a natureza.

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Polícia Civil participa de capacitação da ONU voltado para investigação de crimes Ambientais

Quatorze policiais da PCRR (Polícia Civil de Roraima) estão participando do Edifica III (Estudo de Descapitalização e Investigação Financeira de Crimes Ambientais), promovido pelo UNOD (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil), em parceria com a PF (Polícia Federal). A capacitação iniciou dia 1° de dezembro e segue até 5 de dezembro, em Cuiabá (MT). Conforme a delegada Magnólia Soares, titular da DECOR (Divisão Especial de Combate a Corrupção) e coordenadora do Lab-LD/PCRR (Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro), essa capacitação reforça o compromisso da instituição em aprimorar técnicas de investigação, especialmente no enfrentamento a núcleos financeiros de organizações criminosas que exploram ilegalmente o meio ambiente. Esses quatorze policiais estão sendo treinados para atuar à frente de investigações financeiras de crimes ambientais. A missão aqui é aprimorar os conhecimentos e aprender como funciona o fluxo do dinheiro do crime organizado que financia o desmatamento e a mineração ilegal no país. Estamos elevando o padrão de investigação da nossa equipe não só para proteger a Amazônia, mas reverter esse conhecimento na proteção dos nossos biomas e na repressão à atividade ilegal em Roraima”, pontuou Magnólia. As disciplinas oferecidas no curso contemplam fundamentos teóricos e práticas investigativas com o uso de ferramentas tecnológicas comerciais ou desenvolvidas pela própria Polícia Federal. Entre os temas estão a identificação de ativos e bens provenientes de atividades ilícitas ambientais, como extração ilegal de minérios, desmatamento e biopirataria; rastreamento do fluxo financeiro de organizações criminosas e aplicação de medidas judiciais de descapitalização, visando desmantelar a estrutura econômica dos grupos criminosos. Segundo a delegada, o curso tem como base o CIAF (Curso Internacional de Investigação e Análise Financeira) e o CIRA (Curso de Inteligência e Recuperação de Ativos), desenvolvidos pela Divisão de Repressão aos Crimes Financeiros e pela Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro, unidades da Polícia Federal do Brasil, sob a supervisão da CGR (Coordenação Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro). As metodologias adotadas são consideradas fundamentais para análises financeiras e patrimoniais modernas.

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“Passou mal” – Ex-prefeito Joner Chagas é levado ao Hospital Geral de Roraima 

Preso pela Polícia Federal na última semana, o ex-prefeito de Bonfim, Joner Chagas (Republicanos), passou mal nesta quinta-feira, 4, na Cadeia Pública de Boa Vista e foi encaminhado para o Hospital Geral de Roraima (HGR). Ele estaria preso na ala de doentes onde, teoricamente, é mais confortável.  Como apurado pelo “O Caburaí”, Joner chegou a ser vacinado nesta terça-feira, 2, durante uma ação de saúde que ocorreu na unidade prisional. O político tem diabetes e esse pode ser o motivo de sua internação.  Ele é acusado de fazer parte de um esquema de desvio de verbas públicas na prefeitura do Bonfim, interior de Roraima. A investigação começou após pessoas ligadas a ele sacarem cerca de meio milhão de reais em uma agência bancária. O valor foi apreendido pela PF.  Um dia após a prisão, uma foto de Joner chamou atenção. Na imagem, divulgada nas redes sociais e em blogs, é possível perceber o ex-prefeito com um sorriso disfarçado. Após a polêmica, o cabelo de Joner foi raspado. 

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‘Ilhados’, indígenas de Roraima pedem terras maiores para frear impacto da soja

UM DOS SONHOS de Leirejane Macuxi, liderança da comunidade indígena Morcego, em Roraima, é a retomada de uma área próxima, rica em bens naturais, como igarapés, usados tradicionalmente por seu povo. Conhecido como Lago da Praia, em 2009 o local foi invadido por posseiros — pessoas que ocupam e cultivam a terra sem ter o título de propriedade. Na época, seu pai, Jairo Macuxi, falecido em 2017, foi linha de frente na luta pela permanência no território. Mas a família teve de deixar a região em razão das ameaças e após verem sua casa ser incendiada. “É um sonho que a gente não deixa para trás. A gente não quer que ele morra, porque sabe que é a única garantia de vida para as futuras gerações”, diz Leirejane. Formada por 73 famílias dos povos Macuxi e Wapichana — cerca de 285 pessoas —, a comunidade Morcego fica a 60 km da capital Boa Vista, dentro da TI (Terra Indígena) Serra de Moça, uma das 28 do estado demarcadas em “ilhas”. Ou seja, TIs pequenas, fragmentadas e desconectadas de outros territórios semelhantes. Roraima tem, ainda, cinco terras indígenas demarcadas em áreas contínuas, quando o território tem uma faixa de terra maior e sem interrupções. Foi por causa desse modelo de demarcação — em ilha — que Morcego perdeu o Lago da Praia e, consequentemente, o acesso a bens naturais essenciais para seu modo de vida. Como agravante, a comunidade sofre com o avanço da monocultura de soja em seu entorno, que vem causando transtornos como o forte barulho das máquinas agrícolas, poeira nas casas e contaminação por agrotóxicos. ‘Ilhas’ pressionadas No entanto, a comunidade de Leirejane não é exceção no estado. Segundo um estudo inédito do Programa de Formação em Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira, elaborado com exclusividade para a Repórter Brasil, há plantações de soja no entorno de 26 das 33 TIs de Roraima —, quase 80% do total, ou quatro em cada cinco. Destas, 24 são demarcadas em “ilhas”. Entre 2017 e 2024, a área destinada para o cultivo do grão no estado cresceu mais de seis vezes, na esteira de incentivos públicos estaduais e no aumento da demanda. De acordo com o levantamento, as lavouras de soja estão proporcionalmente mais concentradas em torno das TIs demarcadas em ilha do que nas estabelecidas em territórios contínuos. Os autores do estudo calcularam um índice de expansão da soja baseado na proporção da área ocupada pelo grão em relação às áreas totais da TI e do entorno. Avanço do cultivo de soja no entorno das terras indígenas de Roraima entre 2013 e 2023 A maior proporção encontrada foi na TI Sucuba, no município de Alto Alegre, com 32,1% de soja em relação à sua área total, seguida por Bom Jesus (15,3%) e Jaboti (14,3%), ambas no município do Bonfim e demarcadas em ilha. Na TI Serra de Moça, a relação é de 1,53%. Como comparação, as TIs Raposa Serra do Sol e São Marcos, ambas demarcadas em área contínua, tem 0,1% e 0,4% de soja no entorno, respectivamente. A Repórter Brasil questionou o governo de Roraima sobre quais medidas estão sendo tomadas para diminuir os impactos da soja no entorno das TIs em ilhas, mas não recebeu uma resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para futuras manifestações. Terras indígenas fragmentadas obrigam as comunidades a atravessar áreas não indígenas para acessar recursos naturais ou outras terras, e tem efeitos significativos na biodiversidade, segundo a pesquisa do Programa de Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira. A discussão sobre o tipo de demarcação dominou o processo de homologação da TI Raposa Serra do Sol, no nordeste de Roraima. Sua demarcação contínua foi confirmada em 2009 pelo plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), por 10 votos a 1. Terras indígenas representam 46% da área total de Roraima, e as demarcadas em ilha ocupam somente 5%. Proporcionalmente, o estado tem a maior população indígena do país (13,6%). Em números absolutos, é a quinta maior população indígena entre os estados brasileiros, com 97.320 pessoas. Texto: Samantha Rufino

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Tribunal de Contas do Estado apura suposta irregularidade em contratação milionária da Caer

O Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR) iniciou investigações para apurar supostas irregularidades na condução de pregão realizado pela Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer). No Pregão Presencial, apenas dois laboratórios participaram do processo licitatório. A saber, uma empresa apresentou o valor de R$2.581.206,00, enquanto que ganhou a licitação propôs R$3.361.038.00. O objetivo do processo licitatório foi a contratação de laboratório para realização de serviços de coletas e análises de maior complexidade. Isso, nas frequências mensais, bimestrais, trimestrais e semestrais em amostras de águas bruta, tratada e esgoto tratado, na Capital e demais Municípios. A Caer desclassificou o laboratório que apresentou a menor proposta para executar o serviço “pelo fato da representante não ter enviado a procuração assinada de forma digital”, de acordo com a ata do Pregão. Ainda com informações da ata, até a finalização da etapa de registro “o documento solicitado não foi enviado, motivo pelo qual não foi possível efetuar o credenciamento da empresa”. A representante do laboratório não concordou com a decisão e proferiu acusações contra a Caer. Assim, informou que a empresa enviou os documentos por e-mail anteriormente, conforme edital. Com isso, alegou ainda que a entrega da documentação nos Pregões Presenciais devem acontecer em sessão pública, desconsiderando os documentos encaminhados por outros meios digitais. Em ata, a Companhia alegou que orientou o envio do arquivo eletrônico da procuração digital, mas que a empresa não atendeu em tempo hábil. Com isso, a partir de um ajuste na proposta comercial, a segunda empresa venceu o processo licitatório no valor de R$3.045.822,00.  Com informações do Roraima em Tempo

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Empreendedoras de Boa Vista ampliam vendas e conquistam novos públicos com apoio da AME

Criada em 2022, agência busca fortalecer pequenos negócios da capital O crescimento nas vendas e a conquista de novos clientes têm marcado a rotina de empreendedores beneficiados pela Agência Municipal de Empreendedorismo (AME BV). Criada pela Prefeitura de Boa Vista em 2022, a instituição tem potencializado pequenos negócios da capital ao oferecer suporte para que empreendedores expandam sua atuação e alcancem maior visibilidade. A artesã Ana Paula Guedes Pereira, de 52 anos, é um exemplo. Especializada em bijuterias artesanais, ela viu sua produção ganhar novo ritmo e o faturamento aumentar desde que passou a atender em um ponto fixo. Depois de anos dedicados a vendas online e participação em feiras e bazares, a consolidação em um espaço permanente trouxe estabilidade e ampliou sua presença no mercado. “Antes, eu vendia pela internet, participava de feiras, bazares e em praças. Tudo o que aparecia, eu aproveitava para divulgar minhas peças. Agora, há quatro meses estou em um box, um espaço maravilhoso concedido pela AME no Mercado Municipal São Francisco. Isso melhorou bastante o meu negócio”, contou. Com brincos que variam de R$ 30 a R$ 55 e conjuntos entre R$ 49,90 e R$ 149,90, Ana Paula destaca que a visibilidade da loja física fortaleceu sua marca e atraiu clientes fidelizados. A empreendedora Ana Clécia Gomes de Araújo, de 53 anos, também comemorou um salto significativo nas vendas dos produtos de decoração para a casa. Após anos atuando exclusivamente no ambiente virtual e em feiras, ela avalia que a nova fase trouxe resultados expressivos e uma relação mais próxima com o público. Ter um espaço físico, com a minha cara, é muito gratificante. Aqui é uma experiência totalmente diferente. Recebo muitos turistas, o ambiente é aconchegante e as pessoas se sentem à vontade”, conta. Segundo ela, o atendimento diário criou laços com os consumidores. “Muitos vêm, fazem suas compras, tomam um cafezinho e ficam aqui na poltrona que deixo reservada. A gente conversa, cria vínculos, faz amizade. Estou muito feliz e realizada com esse novo momento” agradeceu. Segundo a diretora-presidente da AME, Luciana Surita, o objetivo da agência é justamente estimular o crescimento dos pequenos negócios. A prefeitura incentiva o empreendedorismo com medidas de apoio, como isenções e descontos para permissionários, especialmente em momentos de crise. “Além do recurso financeiro, damos possibilidades para que eles fomentem seus empreendimentos, criando condições para que aumentem suas vendas. Histórias como as da Ana Paula e Ana Clécia, demostram a missão da AME que é transformar iniciativas individuais em negócios sólidos, prósperos e cada vez mais presentes no dia a dia da cidade”, explicou.AME BV Desde sua criação, a AME BV já investiu mais de R$ 8 milhões em micro e pequenos empreendimentos, beneficiando mais de 2 mil empreendedores. Além do crédito orientado, a instituição oferece capacitações, mentorias e oportunidades de exposição em grandes eventos, contribuindo diretamente para o crescimento econômico de Boa Vista. Texto: Ráyra Fernandes

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MPRR realiza reunião com a SEED para tratar da construção de escola em comunidade indígena de Normandia

Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Vítimas, Minorias e Direitos Humanos (GAEVI-MDH), a Promotoria de Justiça de Bonfim e a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, realizaram na última sexta-feira, 28 de novembro, uma reunião institucional para tratar da construção do prédio escolar Índio Hermínio Paulino, na Comunidade Indígena Vizela. O encontro contou com a presença dos Promotores de Justiça, André Paulo dos Santos Pereira, coordenador do GAEVI-MDH, Luiz Antônio de Souza, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Nedson Brilhante, promotor na comarca de Bonfim, do Secretário de Educação do Estado, Mikael Cury-Rad, e a liderança da comunidade indígena, tuxaua Gardênia Lima Paulino. Durante a reunião, foram discutidas estratégias de articulação interinstitucional e a necessidade de construção da escola para educação infantil na comunidade indígena Vizela. Os Promotores de Justiça e o Secretário da SEED ouviram a liderança indígena sobre a demanda. O coordenador do GAEVI-MDH afirma que o Ministério Público tem buscado o diálogo intercultural permanente com os povos indígenas, buscando conhecer suas necessidades, seus pontos de vista e o respeito aos seus direitos fundamentais, como a educação. “Nós apresentamos ao Secretário de Educação as demandas educacionais da Comunidade Indígena Vizela, em busca de estratégias de resolução extrajudicial efetiva. Nos próximos meses a demanda será acompanhada e o diálogo mantido com a comunidade e o Governo Estadual, até que haja a efetiva construção”, concluiu o Promotor de Justiça.

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