26 de setembro de 2026 01:00

Candidata condena violência envolvendo Jalser, mas esquece novamente o passado do marido

Foto: Reprodução/Rede Social

A candidata a deputada federal Dra. Taty se manifestou nesta terça-feira, 15/9, nas redes sociais após a confusão envolvendo seu marido, o ex-deputado estadual Jalser Renier, e pessoas ligadas ao ex-deputado federal Édio Lopes. Em sua declaração, Taty afirmou que a agressão não pode ser utilizada como instrumento de política e defendeu que as divergências sejam resolvidas dentro do debate democrático.

O episódio ocorreu após uma reunião entre Jalser e Edio Lopes. As imagens que circulam nas redes sociais mostram parte do tumulto, mas não registram o momento exato da suposta agressão.

Mais uma vez, a candidata Taty, esquece o histórico político do próprio Jalser Renier, especialmente quando o assunto é violência contra mulheres.

Em 26 de outubro de 2018, Jalser, então presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, invadiu o estúdio de uma rádio onde a então prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, concedia entrevista. O episódio terminou em uma discussão, com ofensas dirigidas à prefeita e uma confusão registrada em vídeo. Teresa afirmou à época que havia sido agredida e procurou a Polícia Federal para registrar ocorrência. O caso foi amplamente noticiado.

A candidata talvez não lembre, mas Jalser enquanto era deputado e prestes a ser cassado, também ofendeu colegas de parlamento e também se envolveu em uma briga com o Deputado Estadual Jorge Everton em uma pizzaria de Boa Vista.

Taty também disse que é no mínimo revoltante ver o madido chegar em casa todo machucado por defendê-la. E mais uma vez, ela talvez não saiba ou apenas ignora o fato de que o Jornalista Romano dos Anjos foi sequestrado e torturado, teve membros quebrados e ainda foi ameaçado de morte.

O ponto não é relativizar uma eventual agressão sofrida por Jalser no episódio desta terça-feira. Se houve agressão, o caso deve ser investigado e os responsáveis devem responder pelos seus atos. Da mesma forma, a violência não deveria ser aceita como método de disputa política, independentemente de quem esteja envolvido.

Mas o debate eleitoral também exige memória.