7 de março de 2026 14:26

Amazônia: queimadas caem quase metade e Roraima tem mais focos

As queimadas no Brasil tiveram queda no mês de janeiro em relação ao mesmo período dos dois últimos anos. É o que mostram os dados inéditos da plataforma Monitor do Fogo, do MapBiomas.

Foto: Reprodução

Com 437 mil hectares queimados, janeiro de 2026 apresentou uma diminuição de 36% na área queimada no país em relação a janeiro de 2025 e de 58% em relação a janeiro de 2024.

Nesse sentido, mesmo apresentando uma queda de 46% em relação ao mesmo período de 2025, a Amazônia continua sendo o bioma mais afetado pelas queimadas no mês de janeiro dos últimos dois anos e, em 2026, com 337,2 mil hectares queimados. Por exemplo, o bioma obteve nove vezes o valor do segundo bioma mais atingido no mês, o Pantanal, que registrou 38 mil hectares de área queimada.

Os estados mais afetados no primeiro mês deste ano foram Roraima (156,9 mil hectares), Maranhão (109 mil hectares) e Pará (67,9 mil hectares). Esses três estados têm a Amazônia como bioma em comum e, juntos, totalizaram 76% da área queimada no país no período.

Assim sendo, no estado mais atingido, Roraima, os municípios com maior área queimada em janeiro foram Pacaraima, com 61,8 mil hectares; Normandia, com 42,9 mil hectares; e a capital, Boa Vista, com 18,8 mil hectares afetados.

“Embora o mês de janeiro marque o período chuvoso em grande parte do Brasil, o cenário climático em Roraima é o oposto. O estado, único inteiramente localizado acima da Linha do Equador e com um calendário climático distinto do restante do país, atravessa a estiagem, chamado ‘verão roraimense’, entre dezembro e abril, o que aumenta a vulnerabilidade ao fogo, sobretudo em formações campestres (lavrados) e outras áreas abertas.

Assim, o predomínio do fogo na Amazônia em janeiro está diretamente associado a essa sazonalidade invertida, que torna o norte do bioma um ponto crítico de fogo no início do ano, enquanto a maior parte do país se encontra em pleno período úmido”, explica Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e do MapBiomas Fogo.

Fonte: BNC