
As urnas deram neste domingo uma resposta clara ao grupo político formado por Jalser Renier e sua esposa, Dra. Taty. Candidato a deputado estadual pelo PSDB, Jalser não conseguiu retornar à Assembleia Legislativa de Roraima. Dra. Taty, também do PSDB, disputou uma vaga de deputada federal, mas igualmente ficou de fora da Câmara dos Deputados.
O resultado eleitoral ganha ainda mais peso diante dos acontecimentos que marcaram os últimos dias da campanha.
Jalser foi preso pela Polícia Federal em 24 de setembro, durante uma operação que investigava suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Na ocasião, os agentes encontraram R$ 19 mil em espécie e documentos relacionados à campanha. Segundo a investigação, o material levantou suspeitas de compra de votos e associação criminosa. A defesa afirmou que o dinheiro tinha origem lícita e que os fatos seriam esclarecidos durante a investigação.
Uma semana depois, em 1º de outubro, Jalser voltou a ser preso, desta vez preventivamente, durante a Operação Lemming, que apura suspeitas de corrupção eleitoral e associação criminosa. A Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão e houve determinação judicial para bloqueio de até R$ 4,228 milhões em bens e valores. A investigação apura uma possível estrutura de cooptação ilícita de eleitores.
De acordo com informações divulgadas sobre a investigação, a estrutura sob apuração teria potencial para alcançar mais de 12 mil eleitores, com estimativa de movimentação de cerca de R$ 4 milhões. A apuração também atingiu pessoas ligadas à campanha e incluiu medidas cautelares envolvendo Jalser e Dra. Taty. É importante destacar que se trata de uma investigação em andamento e que suspeitas não equivalem a condenação.
E foi nesse cenário que o eleitor de Roraima foi às urnas. A resposta veio pelo voto.
Mais do que uma derrota eleitoral, o resultado representa um recado político: o eleitor tem a palavra final.