
A nova composição da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) traz uma mudança importante para a representação política dos profissionais da segurança pública. A Casa, que conta com o delegado Jorge Everton entre seus integrantes, deixa de ter dois nomes ligados a Polícia Militar, Coronel Chagas e Soldado Sampaio, e passa a contar com o Tenente Roney (AGIR), eleito deputado estadual com 4.469 votos.
A mudança não significa que a segurança pública perderá espaço no parlamento, mas abre uma nova possibilidade para a atuação política de um policial que mostra a realidade das ruas e sabe o que pode ser feito para melhorar a vida das pessoas.
Chagas, com sua experiência parlamentar, e Sampaio, com a influência conquistada à frente do Legislativo e na disputa pelo Governo de Roraima, tinham trajetórias próprias, que não se resumiam à pauta corporativa da segurança pública. Por isso, seria equivocado presumir que Tenente Roney simplesmente herdará o capital político, ou seja, a influencia dos antecessores. A experiência militar pode aproximá-lo de policiais e bombeiros, mas a construção de influência parlamentar dependerá também de fiscalização. É o que a sociedade espera.
Policial militar desde 2002, Roney já chefiou a Divisão de Inteligência e Captura (Dicap), a Força Tática e ocupou o cargo de diretor do Departamento de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc). Também é formado em Segurança Pública e pós-graduado em Inteligência Policial.
O que se pode esperar do mandato?
Essa é apenas uma observação, mas quem deve definir os rumos do mandato é o próprio deputado. Todavia, Roney poderá atuar na valorização profissional, projetos de lei para melhoria da segurança pública, fiscalização das ações do governo e ter articulação política para levar as demandas mais diversas da sociedade.