1 de junho de 2026 15:45

Criança e grávida indígenas são resgatadas por helicóptero na Raposa Serra do Sol para atendimento médico em Boa Vista

Foto: Divulgação/Secom-RR

Dois pacientes indígenas foram resgatados neste domingo, 31, da comunidade Raposa Serra do Sol, em Uiramutã, Norte de Roraima, para atendimento médico na capital Boa Vista. A região é uma das mais afetadas pelas fortes chuvas que atingem o Estado.

A ação mobilizou o helicóptero do Governo do Estado, equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste, bem como profissionais de saúde para transportar uma criança de um ano de idade, com quadro respiratório grave, e uma gestante em trabalho de parto.

A operação ocorreu no contexto da força-tarefa montada para atender comunidades isoladas pelas enchentes. Conforme a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, as cheias já impactaram mais de 47 mil pessoas em diferentes regiões.

Condições climáticas impediram resgate convencional

De acordo com a médica do Dsei Leste, Yara Lima, a remoção tornou-se necessária após o agravamento das condições de acesso às comunidades da região da Serra do Sol, cujo deslocamento ocorre exclusivamente por via aérea.

Segundo ela, uma tentativa de resgate já havia ocorrido anteriormente. No entanto, as condições das pistas impediram o pouso das aeronaves convencionais utilizadas pelo distrito sanitário.

“Estamos enfrentando um período chuvoso muito intenso e várias pistas estão alagadas. Nossas aeronaves de asa fixa precisam de determinadas condições para pousar, o que não foi possível nesse caso. Por isso, novamente contamos com o apoio do helicóptero disponibilizado pelo Governo do Estado, que tem sido fundamental para atender essas comunidades de difícil acesso”, explicou.

A criança apresentava síndrome respiratória aguda e chegou a registrar saturação de oxigênio em torno de 80%, além de sinais de desconforto respiratório.

“Quando chegamos, a criança apresentava um quadro que exigia atendimento rápido. Iniciamos oxigenoterapia e outras medidas ainda durante o transporte. Ela chegou estável a Boa Vista e foi encaminhada ao Hospital da Criança para continuidade do tratamento”, informou a médica.

Durante a preparação da missão, registrou-se uma segunda ocorrência na mesma comunidade. Uma gestante indígena da etnia Ingarikó entrou em trabalho de parto e, portanto, também precisou de remoção.

“A paciente já apresentava contrações frequentes e perda de líquido. Diante da situação e das dificuldades de acesso à comunidade, optamos pela remoção para que ela pudesse receber assistência adequada na maternidade”, acrescentou Yara Lima.

Com informações do Roraima em Tempo