Parece até piada, mas não é. Mesmo com um orçamento de cerca de meio bilhão de reais, fora os repasses enviados pelo Governo de Roraima por excesso de arrecadação, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR), Soldado Sampaio (Republicanos), está longe de ser prioridade no grupo governista.

Segundo informações apuradas pelo “O Caburaí”, Edilson Damião (Republicanos) seria a bola da vez. Para deixar as coisas mais agitadas, o senador Hiran Gonçalves (PP), que é quem está segurando a cassação do governador e do vice junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quer a esposa Gerlane Baccarin (PP), candidata a vice como forma de pagamento pelos serviços prestados.
Numa segunda conjuntura, o senador Mecias de Jesus (Republicanos), seria o cabeça de chapa numa possível eleição ainda no primeiro semestre. Talvez seria esse o motivo de Mecias não ter assumido ainda a cadeira vitalícia no Tribunal de Contas do Estado (TCE/RR).
Mas é o soldado Sampaio? Sem espaço para uma possível candidatura ao Governo, no partido comandado por Mecias, resta ao presidente da Assembleia a reeleição a deputado estadual ou tentar uma vaga ao Senado. Será que ele estaria disposto a enfrentar nomes fortes como Denarium, Mecias de Jesus, a Teresa Surita ou até mesmo Arthur Henrique? Lembrando que caso Denarium seja cassado precisará obter uma liminar para concorrer nessas eleições.
O certo é que Sampaio está sendo rifado e só se sustenta porque mantém os nobres deputados com uma porção caprichada de cargos comissionados. Essa é a única moeda de troca para se manter teoricamente forte na presidência da ALE/RR.
Resumindo o que está por vir. Nem mesmo o melhor vidente saberia cravar o futuro de Roraima. O certo é que nos bastidores muitas articulações já estão acontecendo e as peças do tabuleiro sendo mexidas com muita cautela por todos os jogadores.
Nesta segunda-feira, 15, o ministro do TSE, Nunes Marques, pediu mais 30 dias para analisar o processo de cassação de Denarium e Damião. Para completar os ministros entrarão em recesso e só voltarão em 2026.
Enquanto isso o prazo fica congelado e o governador conseguindo o que sempre pretendia. Cumprir o mandato até os 45 minutos do segundo tempo.