10 de março de 2026 06:29

Existe seletividade onde gastar os recursos públicos?

O Governo de Roraima celebrou mais uma obra no Tepequém, com pavimentação de 2,9 km da RR-203 e a inauguração do novo Centro de Atendimento ao Turista. Mais de R$ 11 milhões anunciados como marco do fortalecimento turístico.

Drama das pessoas no interior de Roraima

Apesar de ser valoroso que isso seja feito, o que não se pode transparecer é que alguma localidade ou algum município tenha tratamento VIP. Mesmo não sendo, aparenta.

Isso porque boa parte do restante do estado continua esquecida, enfrentando buracos crônicos, estradas intrafegáveis, comunidades isoladas e obras que nunca saem do papel.

O Governo ignora que há rodovias estaduais que sequer viram manutenção há anos. Agricultores seguem perdendo produção; motoristas cruzam Roraima desviando de crateras que crescem a cada período chuvoso.

Para se ter uma ideia do descaso, moradores da Vila Ottomar de Souza Pinto, localizada na Vicinal 14 do município do Cantá, denunciaram recentemente à imprensa que vivem há mais de 10 anos sem energia elétrica. Além da falta de energia, os moradores também reclamam da falta de água encanada e de posto de saúde na vila.

As reclamações são constantes e as soluções não acontecem nunca

Em julho deste ano, moradores da vicinal Rio Branco da Serra Grande 1, em Cantá, ao Norte de Roraima, ficaram ilhados por quase três semanas devido às enchentes causadas pelas chuvas. A Secretaria Estadual de Infraestrutura informou que só poderiam ser realizadas obras no período seco. Mas por quê não fizeram antes?

Não há coerência em gastar milhões em apenas um polo turístico enquanto estradas fundamentais, como tantas vicinais e rodovias estaduais, seguem abandonadas. O contraste é gritante.

Até quando os moradores do interior terão de esperar para serem lembrados? 2026?