26 de setembro de 2026 01:00

setembro 21, 2026

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Prefeitura apresenta documentos ao TCE sobre nomeação da segunda turma da Guarda Municipal

A Procuradoria-Geral do Município protocolou na quinta-feira, 17, junto ao Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR), documentos relacionados à nomeação dos candidatos aprovados na segunda turma do Curso de Formação do concurso da Guarda Municipal nº 001/2023. A medida ocorreu após a Prefeitura tomar conhecimento da cautelar relacionada ao concurso. Entre os pontos apresentados ao Tribunal está o histórico das etapas do certame e das homologações realizadas. O concurso foi dividido em etapas. Em 2024, houve a homologação parcial do resultado, contemplando os candidatos da primeira turma. Os demais candidatos continuaram no processo e avançaram nas etapas seguintes, até a realização do Curso de Formação. O resultado da segunda turma foi homologado em 28 de agosto de 2026, por meio do Edital nº 39/2026, após a conclusão do Curso de Formação. Com base nessa sequência de atos, a Procuradoria sustenta junto ao TCE-RR que não houve encerramento do prazo de validade do concurso para os candidatos da segunda turma, cujo resultado foi homologado em agosto deste ano. A documentação apresentada ao Tribunal reúne os elementos referentes ao andamento do concurso e aos atos administrativos relacionados à segunda turma.

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Blitz Educativa Ambiental sensibiliza população a prevenir queimadas em Boa Vista

Equipe da SEMMA orientou motoristas e pedestres sobre os riscos do uso inadequado do fogo. Nesta segunda-feira, 21, é celebrado o Dia da Árvore, e a Prefeitura de Boa Vista, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), promoveu, nesta manhã, uma Blitz Educativa Ambiental na Praça do Centro Cívico. A ação teve como objetivo sensibilizar a população sobre a importância da conservação das árvores e reforçar as orientações para a prevenção de queimadas. Durante a blitz, equipes da secretaria abordaram motoristas e pedestres e compartilharam informações sobre os impactos ambientais, sociais e na saúde provocados pelo uso inadequado do fogo. Segundo Leandro Silveira, superintendente de Sustentabilidade da SEMMA, a proposta é que a população tenha consciência sobre os cuidados com a natureza e com as pessoas, principalmente durante esse período de El Niño. “Estamos passando por uma escassez severa, e tudo indica que esse cenário tende a piorar, já que o nível do Rio Branco vem diminuindo a cada semana. Caso a população queira fazer alguma denúncia, a Prefeitura disponibiliza a Central 156, tanto para situações de podas drásticas de árvores quanto para questões relacionadas ao uso do fogo”, explicou. Ação também incentivou moradores a contribuírem com a arborização da cidade Além das orientações, os servidores entregaram materiais informativos com dicas para prevenir queimadas e distribuíram mudas de espécies frutíferas e nativas, incentivando a população a contribuir com a arborização da cidade. A iniciativa une conscientização ambiental e incentivo ao plantio, reforçando a importância das árvores para a qualidade de vida e apreservação do meio ambiente. Entre as espécies disponibilizadas estão ipê-de-jardim, pitanga, palmeira-leque, mini-flamboyant e ipê-amarelo nativo. A servidora pública Mara Cristina Xavier, de 56 anos, aprovou a iniciativa. “É superimportante plantarmos uma árvore e mantermos as que já temos, para ver se diminui esse aquecimento global que só nos faz mal, visto que o nosso clima é muito quente e precisamos de árvores”, afirmou. O estudante Tiago Ibernon, de 22 anos, aproveitou a ação e pegou uma muda de mini-flamboyant para presentear a namorada. “É muito importante essa conscientização da Prefeitura para a comunidade, ainda mais no nosso Estado, que está com muita seca. Para evitar as queimadas, é importante esse movimento de conscientização e de plantio de árvores em casa”, ressaltou. Prefeitura segue investindo em políticas públicas ambientais Para reduzir os impactos ambientais e tornar Boa Vista cada vez mais verde e sustentável, a Prefeitura mantém investimentos em arborização urbana, reciclagem e destinação adequada de resíduos. Confira: Paisagismo – É um dos grandes diferenciais que embelezam Boa Vista e reforçam o orgulho de viver na capital. Os canteiros centrais das principais vias são ornamentados com arbustos coloridos, que formam verdadeiras cercas vivas e contribuem para a harmonia visual da cidade. Entre as espécies mais utilizadas estão a Ixora, Alamanda, Teresinha e o Pingo-de-Ouro. Ecopontos – Localizados nos bairros Cidade Satélite e Nova Cidade, os ecopontos recebem, de forma voluntária, materiais como resíduos de construção civil, móveis inutilizados, podas e jardinagem, papel, papelão, plástico, vidro e metais, contribuindo para reduzir o descarte irregular. Horto Municipal – Também incentiva o plantio adequado de árvores. Atualmente, o espaço conta com cerca de 26 espécies, entre frutíferas, ornamentais e nativas, como buriti, ipê, moringa, romã e pau-pretinho. Coleta seletiva – A Prefeitura também mantém a coleta seletiva em prédios públicos, escolas municipais e unidades básicas de saúde, com capacitação de servidores, gestores, professores, alunos, cooperativas e associações para a separação correta dos materiais recicláveis. Por Wandilson Prata

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Prefeitura lança crédito para beneficiários que desejam impulsionar negócios em Boa Vista

Iniciativa da AME BV injetará R$ 200 mil na economia local. Quem já teve o seu empreendimento apoiado pela Prefeitura de Boa Vista, pode solicitar a Linha Cresce+, da Agência Municipal de Empreendedorismo (AME BV). Esta é uma nova oportunidade para os beneficiários continuarem investindo no crescimento do seu negócio. Serão investidos R$ 200 mil em crédito para 20 beneficiários. Cada empreendedor pode solicitar o valor de R$ 10 mil. As inscrições iniciam segunda-feira, 21 e seguem até sexta-feira, 25, no Portal Cidade Social ou diretamente a Agência da AME BV, localizada na rua Floriano Peixoto, 739, Centro, na Plataforma 1 da Orla Taumanan.  “A AME atende pequenos negócios e, em alguns casos, o beneficiário precisa adquirir equipamentos de maior valor ou realizar ampliações em seu empreendimento que demandam um investimento mais elevado. Nesses casos, o recurso disponibilizado permite que o empreendedor realize essas aquisições ou intervenções necessárias para o desenvolvimento do negócio”, explicou o diretor-presidente da AME BV, Vivaldo Araújo. O prazo total de retorno é de 39 meses. O pagamento deve ser feito em 36 parcelas. Entre as condições financeiras estão a taxa de juros zero (para pagamentos em dia), tarifa administrativa: 2%; Juros: 1% ao mês em casos de atraso. A previsão de atendimento é de 90 dias.  Entre os critérios para receber a linha de crédito estão participar de, no mínimo, três oficinas da AME BV e comprovar a transformação do negócio através de fotos, vídeos ou matérias de jornais e TV (antes e depois). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo contato(95) 98409-1618.

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TRE-RR determina retirada de vídeo de Helena Lima após propaganda atribuir voto contrário a Nicoletti

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) determinou, em decisão liminar proferida nesta segunda-feira (21), a remoção de uma publicação feita pela candidata ao Senado Maria Helena Teixeira Lima, após representação apresentada pelo também candidato Antonio Carlos Nicoletti. O processo trata de propaganda eleitoral considerada, em análise preliminar, como potencialmente inverídica. A representação foi apresentada após Helena publicar, em 20 de setembro, um vídeo no Instagram com a imagem de Nicoletti e as afirmações “isenção de imposto para quem ganha até 5 mil reais” e “votou contra”. Segundo a decisão, a publicação atribuía ao candidato um voto contrário ao projeto que estabeleceu a isenção do Imposto de Renda para contribuintes com rendimentos de até R$ 5 mil. Nicoletti contestou a informação e apresentou ao TRE-RR documentos referentes à votação nominal do Projeto de Lei nº 1.087/2025. Conforme registrado na decisão, os documentos indicam que, na votação realizada em 1º de outubro de 2025, o voto registrado de Nicoletti foi favorável à proposição, em sentido contrário ao que foi divulgado no vídeo. Na decisão liminar, o TRE-RR determinou que Helena Lima retire imediatamente o conteúdo questionado e se abstenha de republicar o mesmo material ou conteúdo substancialmente idêntico, especialmente a afirmação de que Nicoletti teria votado contra a medida de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. A candidata também foi intimada a apresentar defesa no prazo legal.

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MPF pede reestruturação urgente da educação escolar para 3,5 mil crianças e jovens Yanomami em Roraima

“A gente não quer ouro, não quer cassiterita, a gente quer escola, quer que os nossos filhos aprendam”, afirmou uma moradora da aldeia Porakasi, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Outra indígena, da comunidade Watatase, destacou a importância das aulas para afastar os jovens da cooptação pelo garimpo ilegal: “Eu quero que os meninos estudem, para pararem de brigar e não aceitarem mais vender a terra nem serem cooptados”. Esses e outros depoimentos estão no procedimento que resultou em ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), com pedido de liminar, para garantir a reestruturação completa do atendimento escolar para cerca de 3,5 mil crianças e adolescentes Yanomami em idade escolar em Roraima. A medida também visa beneficiar mais de 3 mil adultos que nunca frequentaram a escola. A ação foi proposta na Justiça Federal contra a União, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o estado de Roraima e o município de Alto Alegre (RR). O objetivo é reparar a ausência de infraestrutura, a falta de professores, de materiais escolares, de alimentação e de transporte nas regiões de Surucucu, Parima, Xitei e Homoxi. O MPF pede que a ação seja processada como processo estrutural, com etapas de diagnóstico, elaboração do plano, homologação, execução e monitoramento, além de tramitação prioritária. “A ação não busca reparar apenas a falta de escolas, mas um conjunto de fatores que impede o atendimento escolar regular como infraestrutura, professores, formação, materiais, alimentação, transporte, levantamento de dados e coordenação entre os órgãos públicos”, explicou o procurador da República Alisson Marugal, titular do 7º Ofício do MPF em Roraima, que atua na defesa dos indígenas e minorias. MPF no território – Os depoimentos dos indígenas foram colhidos durante diligência do MPF, em dezembro de 2025, nas etnorregiões de Xitei e Homoxi, no município de Alto Alegre, durante o procedimento instaurado para apurar a situação da educação nas comunidades. Ao todo, foram coletados mais de 20 depoimentos na língua Yanomami, traduzidos com o apoio de profissionais de saúde da região. Em nenhuma das comunidades visitadas havia escola em funcionamento. O problema identificado pelo órgão alcança também as regiões de Surucucu e Parima. Problemas no acesso à educação – Nos seis polos-base analisados pelo MPF, vivem 7.854 pessoas em 105 aldeias. Desse total, 3.446 têm entre 4 e 17 anos — faixa etária correspondente à educação básica obrigatória. Apesar da demanda, a rede estadual registra apenas 502 matrículas em duas escolas sem sede própria, sendo 424 em Surucucu e 78 em Xitei, o que deixa a cobertura em 14,6% nas áreas atendidas e em zero nas regiões de Waputha, Aratha-u/Parima, Parafuri e Homoxi. Em Surucucu, dois em cada três estudantes em idade escolar continuam fora da escola. Entre a população adulta, 3.247 pessoas não têm acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA), sendo 1.604 jovens entre 18 e 29 anos. A escassez de escolas reflete nos indicadores sociais: de acordo com o Censo Demográfico de 2022 do IBGE, Alto Alegre registrou a maior taxa de analfabetismo do país entre pessoas de 15 anos ou mais (36,8%), índice que chega a 64,4% entre os adultos indígenas. Escolas inoperantes e merenda precária – A precariedade não se resume à quantidade de vagas. Dados da Secretaria de Estado da Educação e Desporto de Roraima (Seed/RR) de 2022 apontavam 33 escolas Yanomami criadas por decreto estadual. Destas, 12 estavam paralisadas. As 21 restantes tinham 1.478 alunos matriculados e apenas 80 professores contratados. Além disso, 29 das 33 unidades não possuíam projeto político-pedagógico regularizado junto ao Conselho Estadual de Educação. Com exceção de uma escola, as demais não contavam com profissionais de apoio, como merendeiras e zeladores. Em abril de 2025, uma diligência do MPF nas regiões de Surucucu e Xitei constatou que a escola registrada pela Seed/RR para a comunidade de Watatase, que então aparecia nos registros como a maior unidade escolar em funcionamento na Terra Indígena Yanomami, estava, na prática, inoperante. Não havia sede funcionando, aulas regulares ou apoio estatal material e logístico. Em Parima, também foi constatada a ausência de unidade escolar. Os dados levantados em 2026 mostram que o problema permanece. A falta de aulas prejudica também a segurança alimentar das comunidades. Cerca de 606 crianças de 4 e 5 anos estão sem atendimento na pré-escola. Segundo dados de saúde, metade das crianças Yanomami que chegarão à idade escolar nos próximos anos tem déficit de peso, com uma em cada cinco apresentando déficit grave. A Secretaria de Estado da Educação e Desporto de Roraima (Seed/RR) reconheceu falhas constantes no envio de merenda escolar por falta de transporte aéreo contratado. Invasão garimpeira – A falta ou irregularidade do atendimento escolar na Serra Parima, em Alto Alegre, é reflexo direto da intensa invasão garimpeira ocorrida entre 2020 e 2022, cujas frentes de lavra ficaram a menos de 500 metros de aldeias. No período, profissionais de saúde relataram que 80% dos resgates de indígenas feridos envolveram jovens de 15 a 18 anos embriagados, além do registro de conflitos armados. Sem aulas, cadernos ou estrutura, a própria comunidade cobra apoio: “Eu sou professor, dava aula faz tempo, mas a escola acabou. Fui contratado, estou recebendo, mas não tenho escola nem material, não tenho um caderno, um papel (…) Peço que a missão de saúde venha aqui atender, dar remédio, e que os nossos parentes possam estudar”, apela um docente local. Lideranças associam o pedido de educação e saúde à proteção contra o garimpo: “Os garimpeiros são loucos, estragaram a nossa terra. Agora eu preciso de papel, de caderno, de livro. Preciso que meus filhos, meus sobrinhos, meus primos aprendam, estudem português”, relata uma indígena da comunidade Watatase. Omissão de entes públicos – O MPF aponta uma sequência de omissões da União, do estado de Roraima, do município de Alto Alegre, FNDE, Inep e Funai, destacando que só uma atuação coordenada resolverá o problema. O estado descumpriu a construção de sedes escolares em Surucucu

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