9 de setembro de 2026 22:33

setembro 3, 2026

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Castra Móvel segue no bairro Cauamé para atendimento de cães e gatos machos

O agendamento deve ser realizado presencialmente, das 8h às 11h Serviço gratuito de castração da Prefeitura de Boa Vista, o Castra Móvel vai permanecer por mais um mês no bairro Cauamé, atendendo cães e gatos machos. A unidade está instalada no Pátio Roraima Shopping e funciona de segunda a sexta-feira, mediante agendamento, feito das 8h às 11h. Desde julho, já foram mais de 474 procedimentos no local. Entre os tutores atendidos está Márcia Ferreira, que levou Guardião para ser castrado nesta quinta-feira, 3. O animal vivia nas ruas da vizinhança e recebia comida dos moradores antes de ser adotado. Ele é o novo integrante de uma casa que já tem outras quatro cadelas. Para a tutora, além de cuidar da saúde do animal, a castração também é uma forma de evitar crias não planejadas. “Ele sempre estava ali pela redondeza. Eu também colocava comida para ele. Depois senti falta porque ele sumiu por mais de uma semana. Quando apareceu, estava com a cabeça machucada. Aí falei: ‘não tem como deixar ele nessa situação’. Coloquei no meu quintal e chamei minha família para me ajudar”, contou. O tutor Leonardo de Andrea também levou Bob, que está prestes a completar cinco anos, para passar pelo procedimento. Leonardo tem seis animais em casa: quatro gatos e dois cachorros. A preocupação é evitar que novos filhotes aumentem a quantidade de animais sob os cuidados da família. “Eu trouxe o Bob para castrar principalmente pela saúde dele e para evitar que os animais continuem se reproduzindo. A gente quer ficar com todos, mas, se começar a nascer filhote, fica difícil cuidar de tantos animais. Então, a castração ajuda nesse controle e também no cuidado com a saúde deles”, disse. Cuidado que salva vidas Segundo o médico-veterinário Felipe Duarte, a castração contribui para o controle da reprodução, ajuda a prevenir alguns problemas de saúde e reduz os riscos de transmissão de algumas doenças entre animais que têm acesso às ruas, além de prevenir alguns tipos de câncer. “A gente pensa em trazer mais saúde para o animalzinho. Não só o controle populacional, que é um fator muito importante, mas também em prevenir muitos problemas de saúde que podem surgir com o passar do tempo”, explicou. LOCALIZAÇÃO – O Castra Móvel está instalado no Pátio Roraima Shopping, na Rua João de Alencar, 2181, no bairro Cauamé. O atendimento para agendamento ocorre das 8h às 11h. Para solicitar o serviço, o tutor deve apresentar documento oficial com foto e levar o animal no momento do agendamento. A castração de fêmeas segue mediante agendamento pelo site da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ).

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Alunos de escola municipal aprendem língua e cultura japonesa de forma lúdica

Projeto desenvolvido na Escola James Macellaro Thomé aproxima alunos de 5 e 6 anos de um novo idioma por meio de músicas, brincadeiras, arte, culinária e tradições “Konnichiwa”, “arigatou” e tantas outras palavras que, até pouco tempo, eram desconhecidas, agora fazem parte do vocabulário de uma turma da Escola Municipal de Educação Infantil Professor James Macellaro Thomé. Uma vez por semana, as crianças deixam o português dividir espaço com a língua japonesa e descobrem que aprender um novo idioma também pode acontecer brincando, cantando, desenhando e até colocando a mão na massa. É a proposta do projeto Nihongo – “Entre Culturas: Bilinguismo, Infância e Sonhos na Educação Pública”, desenvolvido com crianças de 5 e 6 anos pela assistente de aluno Dayane Freire dos Santos e sua filha, Laura Mori, de 13 anos. O nome do projeto, “nihongo”, significa exatamente “idioma japonês”. A iniciativa conta ainda com o apoio da professora regente Jennifer Oliveira e do assistente cuidador Daniel Seabra. O projeto amplia o repertório cultural dos pequenos e proporciona o contato com uma segunda língua ainda na Educação Infantil. E como nessa fase as crianças estão iniciando o processo de leitura e escrita, nada de decorar longas listas de palavras. O japonês chega por meio de músicas, jogos, dramatizações, produções artísticas, festivais tradicionais, culinária e outras experiências práticas. Aprender fazendo Nesta quarta-feira, 2, por exemplo, a sala de aula ganhou sabores do outro lado do mundo. Depois de aprenderem palavras e expressões em japonês relacionadas à alimentação, as crianças participaram de uma oficina de onigiri, tradicional bolinho japonês feito à base de arroz e geralmente moldado em formato triangular ou oval. Para Dayane, é justamente a associação entre palavra, imagem e experiência que torna o aprendizado mais natural e divertido para essa faixa etária. “Começamos com pequenas palavras e depois fomos trazendo as festividades do Japão, a culinária e as músicas. Como eles ainda estão iniciando a leitura e a escrita, trabalhamos muito com o visual e com a prática. Eles aprendem uma palavra, fazem uma comida, pintam um desenho, conhecem uma festividade. Assim, vão aprendendo e se divertindo”, explicou. E a estratégia conquistou a turma. Arthur Silva, de 6 anos, já guarda algumas expressões na memória e aprovou também a experiência gastronômica. “Gostei muito de fazer o bolinho japonês e achei bem gostoso. Já aprendi algumas palavras, como ‘konnichiwa’ e ‘arigatou’. As aulas são legais”, contou. Já Mark Jobson, também de 6 anos, encontrou nas aulas uma conexão com algo que já faz parte de seu universo infantil. “Estou gostando muito. Adoro assistir Pokémon e Naruto e tenho o sonho de viajar o mundo. Quero conhecer o Japão”, disse. Uma oportunidade que nasceu dentro de casa A ideia do projeto começou a tomar forma a partir de uma experiência pessoal de Dayane. Sua filha teve acesso a uma segunda língua ainda pequena e, anos depois, passou a estudar japonês. Ao observar diariamente as crianças da escola, a assistente percebeu que poderia levar uma experiência semelhante para estudantes que nem sempre têm acesso ao ensino de outros idiomas fora do ambiente escolar. A escolha pelo japonês também não aconteceu por acaso. Além do interesse da própria filha pela língua, Dayane percebeu uma oportunidade de apresentar às crianças uma cultura que mantém vínculos históricos com Roraima. Essa ligação está presente, inclusive, dentro da própria James Macellaro Thomé. A secretária da unidade, Ionara Doi, é descendente de uma das primeiras famílias japonesas que chegaram ao estado, aproximando ainda mais o conteúdo trabalhado em sala da história da comunidade escolar. “Pensei: minha filha teve acesso a uma segunda língua nessa idade, mas muitas dessas crianças não têm essa oportunidade. Por que não trazer isso para cá? Temos também a influência da cultura japonesa em Roraima e, inclusive, membros de uma das famílias japonesas mais antigas do estado dentro da própria escola. Então pensamos no japonês e começamos a planejar”, contou Dayane. De aluna a professora voluntária aos 12 anos Laura Mori retorna hoje ao ambiente onde um dia foi estudante para compartilhar o que vem aprendendo. Ex-aluna da Rede Municipal de Ensino, ela estuda japonês há cerca de dois anos e participa voluntariamente das atividades, auxiliando as crianças nos primeiros contatos com o idioma. As aulas começaram com palavras simples e avançaram para elementos culturais, festividades e pequenas frases. O interesse de Laura pelo Japão começou por elementos da cultura pop, como animes e mangás. Com o incentivo da mãe, a curiosidade se transformou em estudo do idioma. Agora, o conhecimento adquirido por ela faz o caminho de volta para a escola pública e chega a uma nova geração de crianças. Para ela, assumir pela primeira vez o papel de quem ensina tem sido uma experiência tão desafiadora quanto gratificante. “É a minha primeira vez ensinando, então tem sido desafiador, mas está sendo muito bom. Saber que estou incentivando crianças pequenas a aprender outras línguas me deixa muito feliz e orgulhosa”, disse. Muito além das palavras Os resultados percebidos por Dayane, no entanto, não se restringem ao vocabulário. Ao conhecer aspectos da cultura japonesa, as crianças também trabalham valores relacionados ao cuidado com os espaços, organização, convivência e respeito ao próximo. Segundo ela, as mudanças já são percebidas na rotina da turma e pelas próprias famílias. “As crianças se mostraram muito empolgadas. Trouxemos também questões como organização da sala e do pátio, cuidado com o colega e com o ambiente. Os pais contam que os filhos querem cozinhar em casa, cantam músicas diferentes e falam sobre o que aprenderam. Tem aluno que não quer faltar porque sabe que naquele dia terá aula de japonês. Para mim, esse é o melhor retorno”, destacou. Cultura Japonesa em Roraima – A imigração de pessoas vindas da chamada “Terra do Sol Nascente” ocorre desde 1955 e atualmente, o Estado conta com mais de 140 famílias japonesas, que mantém seus costumes e tradições milenares por meio da Associação Nipo-Brasileira de Roraima (ANIR). A instituição foi fundada em 2008, ano do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e conta com diversas festividades populares,

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Prefeitura avança para nova etapa de monitoramento do Aedes aegypti em Boa Vista

Ovos coletados nas armadilhas serão analisados para identificar a resistência do mosquito aos inseticidas e orientar novas ações de controle A Prefeitura de Boa Vista avançou para uma nova etapa da estratégia de monitoramento do Aedes aegypti com as ovitrampas. Depois da instalação e do período de acompanhamento das armadilhas nas residências, as equipes da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) iniciaram a retirada e a análise das palhetas nas quais os mosquitos depositaram os ovos. O trabalho começa pela contagem dos ovos encontrados nas palhetas, feita no laboratório da UVCZ. Segundo o coordenador Greiner Costa, o levantamento ajuda a identificar a presença e a distribuição do mosquito nas áreas monitoradas. Após a contagem, o material será encaminhado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para uma análise específica. “Na Fiocruz, os ovos serão analisados e, depois, será feito um teste de resistência ao inseticida que utilizamos, indicado pelo Ministério da Saúde, para verificar o nível de resistência do mosquito. A análise é importante porque os resultados vão ajudar a prefeitura a definir quais estratégias de controle serão mais adequadas para cada área”, disse. Novas metodologias contra o Aedes aegypti A partir das informações obtidas pela Fiocruz, a prefeitura poderá mapear os locais com maior índice de infestação e definir quais estratégias de controle serão adequadas para cada um dos 14 bairros que receberam as ovitrampas. Entre as novas metodologias estão as estações disseminadoras de larvicida. “Essas estações utilizam o próprio comportamento da fêmea do Aedes. Ao entrar em contato com a estação para colocar os ovos, a fêmea fica impregnada com o larvicida, podendo transportar a substância para outros recipientes. Nesses locais, o larvicida pode afetar o desenvolvimento das larvas, reduzindo a possibilidade de novos mosquitos”, explicou. Participação da população é indispensável Apesar do trabalho desenvolvido pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE), a participação dos moradores também continua sendo fundamental. A cabeleireira Valdete Marques Lima, moradora do bairro Cidade Satélite há sete anos, aceitou receber uma ovitrampa em casa e acompanhou o trabalho das equipes nas últimas semanas. “Eles explicaram que era um meio de cuidado também, porque estava tendo um aumento de casos no nosso bairro. Então eu aceitei. Quando eles vêm, eu abro o portão e recebo os agentes. Eles sempre me orientam: você tem planta, tem que ter todo cuidado com o acúmulo de água”, contou. A população deve manter quintais e áreas externas limpas, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir o acesso dos agentes aos terrenos. Os profissionais estão sempre devidamente identificados durante as visitas. Ainda não sabe o que são ovitrampas? A estratégia das ovitrampas foi iniciada pela prefeitura em agosto, com a implantação de 200 armadilhas em 14 bairros, e integra as ações permanentes de prevenção e controle de arboviroses em Boa Vista. A escolha das regiões levou em consideração o cenário epidemiológico e a ocorrência de casos prováveis de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. Por Ana Gabriela Gomes

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Operação Tapa Buraco beneficia moradores e comerciantes de Boa Vista

Nesta quarta-feira, 2, a Operação Tapa Buracopercorreu as ruas Felipe Xaud e Amâncio Ferreira de Lucena, no Asa Branca, com serviços de recuperação das vias que têm beneficiado moradores de toda a cidade. A população reconhece as melhorias, que contribuem para a trafegabilidade e a segurança para veículos e pedestres. A operação segue um cronograma diário, que nesta quarta-feira também contemplou os bairros Pricumã, Pintolândia, Mecejana e Caranã, além das avenidas Felinto Monteiro Barbosa e Laura Pinheiro Maia. O mapeamento da Prefeitura também engloba ocorrências reportadas pela população por meio da Central 156. Ritzi Rivas, 27, que trabalha há três anos como caixa em um estabelecimento no Asa Branca, afirmou que o serviço é importante por deixar as ruas e avenidas mais bonitas e seguras, além de ajudar a prevenir acidentes. “Ajuda também na circulação de veículos, pois agora vai ficar muito melhor para todos que transitam por aqui. Acredito que agora mais pessoas vão se dirigir ao supermercado, ajudando na circulação de veículos e no aumento das vendas dos comércios que existem aqui”, disse. Além disso, o serviço prioriza os locais mais necessitados, recuperando os trechos mais desgastados pelo tráfego constante de veículos e pela ação do tempo. O trabalho das equipes garante mais comodidade para os moradores, sendo essencial para manter a infraestrutura de Boa Vista em boas condições. Por Karol Holanda

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Direitos dos servidores e aposentadoria especial entram na pauta de Maceli Carvalho, candidata a deputada estadual em Roraima

A defesa dos direitos dos servidores públicos tem sido uma das principais bandeiras da candidata a deputada estadual Maceli Carvalho. Com experiência no movimento sindical, ela vem participando de articulações relacionadas a progressões funcionais, direitos previdenciários e reconhecimento das demandas das categorias que atuam no serviço público. No âmbito estadual, Maceli participou de articulações junto ao Governo de Roraima para alterar o decreto que regulamenta critérios relacionados a notas e faltas dos servidores. A mudança buscou permitir que trabalhadores que haviam sido prejudicados por esses requisitos pudessem ter acesso às progressões funcionais a que teriam direito. A candidata também afirma que vem articulando para que o Governo realize os impactos orçamentários necessários para o pagamento de valores retroativos, referentes a direitos dos servidores que ainda aguardam reconhecimento e implementação. “Cada uma dessas conquistas representa uma luta de muitos servidores que não aceitaram ficar de braços cruzados. Estivemos na mesa de negociação, fomos às ruas e buscamos diálogo com o poder público para garantir direitos. Conseguir avanços nas progressões e abrir caminho para que os retroativos sejam reconhecidos é resultado dessa mobilização coletiva”, afirma Maceli Carvalho. Outra pauta apresentada por Maceli envolve a aposentadoria especial. Ela entregou ao governador um indicativo de lei para que sejam realizados estudos sobre a situação de servidores que possuem direito à aposentadoria especial, incluindo casos em que são reivindicadas integralidade e paridade. Para Maceli, essas demandas precisam ganhar representação permanente dentro da Assembleia Legislativa. A candidatura surge, segundo ela, como uma oportunidade de levar para o Parlamento uma atuação construída a partir da experiência direta com os problemas enfrentados pelos servidores. A saúde ocupa espaço central nesse projeto. Além da defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários, Maceli pretende trabalhar pela ampliação das políticas públicas destinadas à área, buscando recursos para melhorar a estrutura dos serviços e condições de trabalho dos profissionais. Entre as propostas defendidas estão a apresentação de projetos de lei, indicação e articulação de emendas parlamentares, destinação de recursos e diálogo com o poder público para atender demandas de hospitais, unidades de saúde e trabalhadores. A candidata afirma que pretende fazer da Assembleia Legislativa um espaço de cobrança, fiscalização e construção de soluções para os servidores e para a população. A ideia é transformar a experiência acumulada nas lutas sindicais em atuação parlamentar, mantendo como prioridades a valorização profissional, os direitos dos servidores e o fortalecimento da saúde pública em Roraima.

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