14 de agosto de 2026 15:22

agosto 14, 2026

Opinião

El Niño pode provocar prejuízos milionários à agricultura de Roraima

O avanço do El Niño acende um alerta para a agricultura de Roraima. O fenômeno pode alterar o regime de chuvas e favorecer períodos mais secos e irregulares na Região Norte. Para o setor agrícola, o impacto pode ser significativo. A falta de chuva reduz a umidade do solo e pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, aumentando o risco de queda na produtividade. Na soja, uma das culturas que mais crescem em Roraima, estimativas do setor apontam que as perdas podem chegar a 50% em áreas afetadas pela deficiência hídrica. Uma redução dessa magnitude representa prejuízos difíceis de dimensionar. Além da produção perdida, os agricultores podem enfrentar aumento dos custos com irrigação, energia, replantio e manejo. Empresas de insumos, transporte, armazenamento e comercialização também podem sofrer os efeitos de uma safra menor. O problema também pode atingir a economia dos municípios produtores. Menor produção significa menos renda circulando no campo e pode afetar empregos e negócios que dependem direta ou indiretamente do agronegócio. Em Roraima, um dos efeitos associados ao fenômeno é a possibilidade de períodos mais secos e chuvas irregulares, aumentando os riscos para atividades que dependem diretamente da disponibilidade de água, principalmente a agricultura. Nas redes sociais, produtores já relatam os primeiros sinais de perdas e dificuldades provocadas pela falta de chuvas. Diante desse cenário, fica a pergunta: quais medidas o Governo do Estado está tomando para ajudar os produtores e reduzir os impactos de uma possível estiagem sobre a agricultura de Roraima?

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Sebrae Roraima realiza debate sobre a 5ª Jornada da Reforma Tributária, escolhas do Simples Nacional para 2027

O processo de adaptação à Reforma Tributária já faz parte da rotina de empresas e profissionais que atuam na área contábil, jurídica e administrativa. Em Roraima, o tema foi discutido na noite desta quinta-feira (13), durante a 5ª edição da Jornada da Reforma Tributária, promovida pelo Sebrae Roraima. O encontro ocorreu no Auditório Monte Roraima e reuniu empresários e profissionais interessados em entender as mudanças que podem afetar os negócios a partir de 2027. Com o tema “Setembro Decisivo: Qual Modelo do Simples Nacional Escolher para 2027?”, a programação teve como principal atividade a palestra do advogado tributarista Ângelo Peccini Neto, que apresentou as diferenças entre o modelo tradicional do Simples Nacional e o chamado modelo híbrido. A discussão ganhou importância porque setembro de 2026 será um período de decisão para empresas enquadradas no Simples Nacional. A escolha entre os modelos pode trazer reflexos na apuração dos tributos, no aproveitamento de créditos e, consequentemente, na formação de preços e nas relações comerciais. Na abertura do evento, o diretor-superintendente do Sebrae Roraima, Emerson Baú, destacou que a Reforma Tributária exige das empresas uma mudança na forma de pensar a gestão e a formação de preços. “A formulação de preço já não vai ser mais como é hoje. Ela vai ter que ser alterada e quem não se adaptar nesse momento vai ter dificuldade”, afirmou. Segundo Baú, ainda existem dúvidas sobre como algumas mudanças serão aplicadas às empresas do Simples Nacional, o que torna o acesso à informação importante para que os empresários possam se preparar antes de tomar decisões. O diretor técnico do Sebrae Roraima, Doan Rabelo, também ressaltou a importância da aproximação entre profissionais, empresários e instituições diante das mudanças. “Quanto mais informação você tem, mais informação você precisa ter para que tome decisões benéficas para quem compra, para quem vende e para quem está nesse processo”, destacou. Conhecimento para a tomada de decisão A analista técnica do Sebrae Roraima, Adlany Oliveira, explicou que a Jornada da Reforma Tributária vem sendo construída desde fevereiro, com uma série de encontros voltados aos impactos da nova legislação sobre diferentes setores. Nesta edição, o foco foi direcionado para uma decisão que deverá estar no radar dos empresários nos próximos meses. “Principalmente os empresários terão que escolher qual modelo de Simples Nacional vão aderir para o próximo ano. A gente, enquanto Sebrae, traz conhecimento e informação para dar segurança aos empresários sobre quais medidas eles vão tomar”, explicou. Reforma Tributária Durante a palestra, Ângelo Peccini Neto apresentou situações em que a escolha de um modelo ou outro pode fazer diferença para o negócio. De acordo com o especialista, a decisão precisa considerar as características de cada empresa, os produtos ou serviços comercializados e, principalmente, o perfil dos clientes atendidos. “A reforma tributária é uma constância que não para de crescer e se desenvolver. Nós temos ainda muitos pontos a serem definidos e um deles é, neste momento, a escolha para aqueles que são habitantes do Simples Nacional de fazer a opção entre se manter no Simples tal como ele é ou optar pelo Simples apelidado de híbrido”, explicou. Segundo o especialista, no modelo tradicional a empresa continua concentrando o recolhimento dos tributos em uma única guia. Já no modelo híbrido, parte dos tributos permanece dentro do sistema e outra parcela será recolhida separadamente. A diferença, no entanto, vai além da forma de pagamento. É justamente aí que, segundo Ângelo, está a importância de analisar cada empresa individualmente. “Isso tudo não é apenas formalismo. Tem a ver com creditamentos. É preciso uma análise pontual acerca do tipo de serviço prestado, do tipo de produto a ser comercializado e, principalmente, para qual tipo de cliente você tem em foco como cliente ideal da sua empresa”, afirmou. Na prática, a decisão poderá interferir na maneira como a empresa calcula seus custos, define preços e negocia com seus clientes. Por isso, a recomendação apresentada durante a palestra foi de que empresários não deixem a escolha para a última hora. Crédito de carbono também entrou na programação Antes da palestra principal, o público acompanhou uma apresentação sobre crédito de carbono em Roraima, conduzida por Rubhí Gonçalves. A atividade trouxe para o debate um tema relacionado à sustentabilidade e às novas oportunidades que podem surgir a partir da valorização de ações voltadas à redução de emissões de carbono, com a proposta de ampliar o acesso a informações e oportunidades relacionadas ao mercado de carbono em Roraima. IRDT é lançado em Roraima A programação também marcou o lançamento do Instituto Roraimense de Direito Tributário (IRDT). A instituição nasce como uma associação civil sem fins lucrativos, de caráter científico, acadêmico e institucional, voltada ao estudo, à pesquisa, ao aperfeiçoamento e à difusão do Direito Tributário em Roraima. A proposta é criar um espaço permanente de diálogo entre profissionais, instituições e sociedade, contribuindo para a produção e disseminação de conhecimento sobre a legislação tributária e seus impactos. O lançamento ocorreu durante a própria Jornada, aproximando o debate técnico sobre a Reforma Tributária da criação de uma instituição dedicada ao estudo do tema no estado. Participantes destacam importância da discussão Entre os participantes estava Marcelo Bernardo, sócio da empresa Valurion Tax, que atua há anos na área tributária. Para ele, encontros como o promovido pelo Sebrae ajudam a aproximar o conhecimento técnico da realidade vivida pelos empresários. “É muito importante trazer a informação para advogados, contadores e para a sociedade como um todo e dirimir qualquer tipo de dúvida”, avaliou. Marcelo também destacou que a experiência prática dos profissionais contribui para ampliar a discussão sobre os efeitos da Reforma Tributária no dia a dia das empresas. A programação desta quinta-feira reforça a proposta do Sebrae Roraima de levar informação aos pequenos negócios para que empresários possam acompanhar as mudanças e se preparar para as decisões que deverão ser tomadas nos próximos meses.

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