22 de julho de 2026 00:11

julho 16, 2026

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Investigação aponta como atuava casal de pastores indiciado por abuso de adolescentes

A conclusão do inquérito da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) revelou que os crimes atribuídos ao casal conhecido por pastor Wenderson, 32 anos, e pastora Arielly, de 24 anos, não eram atos isolados, mas parte de uma engrenagem sistemática de abuso de poder. Valendo-se da roupagem de líderes religiosos, o casal estruturou um método de atuação que unia manipulação espiritual, coerção financeira e intimidação institucional para atrair, silenciar e manter sob controle as suas vítimas, a maioria adolescentes entre 12 e 17 anos. A aproximação facilitada pela cumplicidade O primeiro passo do método consistia em desarmar qualquer desconfiança de familiares e das próprias vítimas. Por se apresentarem como pastor e pastora, o casal gozava de livre acesso à intimidade das famílias da congregação. As investigações mostraram que a atuação de Arielly, era peça-chave nesta etapa: ela participava ativamente da aproximação com as adolescentes, facilitando o contato e criando um ambiente aparentemente seguro para que o marido, Wenderson, pudesse executar as condutas criminosas. O uso da fé como instrumento de dominação  Uma vez conquistada a proximidade, o casal utilizava argumentos de natureza teológica e religiosa para subjugar psicologicamente as vítimas. Em vez de consentimento, o que ocorria era o aproveitamento do chamado temor reverencial — conceito já pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). As vítimas, devido à enorme assimetria de poder e ao respeito cego à figura do “pastor”, viam-se incapazes de oferecer resistência. A doutrinação religiosa era usada para fazer as jovens acreditarem que se submeter àquelas vontades fazia parte de sua conduta espiritual ou que contrariar o líder seria um pecado grave. A compra do silêncio Nos casos em que a manipulação psicológica começava a falhar ou quando as adolescentes demonstravam sinais de que poderiam romper o silêncio, o casal acionava um mecanismo de compensação financeira e suborno. O inquérito policial reuniu provas de que os indiciados ofereciam vantagens financeiras diretas às adolescentes. Foram identificados pagamentos em dinheiro vivo, transferências bancárias via PIX e a concessão de outros benefícios materiais com o único objetivo de garantir que as agressões sexuais permanecessem em segredo. A blindagem pelo estatuto da igreja O modus operandi do casal contava também com uma barreira institucional de proteção. Os pastores utilizavam as próprias normas internas da igreja para impedir denúncias. Os fiéis e as vítimas eram encurralados pelo medo de serem rotulados como “rebeldes” ou causadores de divisão — o que resultaria em severa punição social e exclusão da comunidade. Essa blindagem estava amparada no artigo 11 da Ata de Fundação da própria igreja, que previa o desligamento sumário de quem ousasse “promover dissidência ou se rebelar contra a autoridade da Igreja”. O medo do ostracismo social e religioso neutralizava a reação das famílias. Destruição de provas e obstrução da Justiça Quando o esquema começou a ruir com a primeira denúncia em abril, o casal acionou a última fase do seu modus operandi: a fraude processual. Para impedir que a polícia tivesse acesso às provas técnicas, Wenderson ordenou a destruição física de seu próprio aparelho celular. Para isso, utilizou uma rede de influência que envolveu a jovem R.B.L.S. (de 20 anos), uma adolescente e até uma das próprias vítimas. Em uma tentativa de dar aparência de legalidade ao sumiço do telefone, o pastor ainda coagiu uma das vítimas a registrar um Boletim de Ocorrência falso, alegando que o aparelho havia sido perdido. Como destacou a delegada Kamilla Basto em seu relatório, a complexidade do caso residiu justamente nesse “elevado grau de dissimulação”, onde o púlpito e a fé alheia foram transformados em ferramentas de caça e posterior silenciamento de vulneráveis. Ao todo, a polícia identificou 11 vítimas da engrenagem montada pelo casal. Com informações da FolhaBV

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Boa Vista discute políticas públicas voltadas à sustentabilidade em agenda técnica do programa Mutirão Brasil

Uma equipe do programa Mutirão Brasil cumpre agenda técnica em Boa Vista nesta quinta-feira, 16, e sexta-feira, 17. A visita fortalece as políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas. Nesse primeiro dia de atividades, o grupo conheceu o Centro de Compostagem e o Ecoponto do bairro Nova Cidade, que integram ações da prefeitura voltadas à sustentabilidade. Boa Vista tem assumido o compromisso com a gestão correta dos resíduos, reforçando o cuidado com a cidade, o meio ambiente e a qualidade de vida da população. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Sandro Barbot, a parceria com o Mutirão Brasil fortalece as políticas públicas desenvolvidas pela prefeitura ao longo dos anos. “Essa parceria é de muito valor, para que a gente consiga trazer experiências que estão acontecendo nas capitais brasileiras e fora do Brasil com esse grupo de trabalho. Dessa visita vai sair um grande plano de mudanças climáticas, pensando na capital Boa Vista para os próximos anos, com ações que serão muito benéficas para o bem-estar da nossa população”, disse. Mutirão Brasil – Boa Vista A iniciativa conecta cidades por meio da integração de políticas públicas, promovendo ações coordenadas nas áreas de transporte, gestão de resíduos, finanças, compartilhamento de dados, diplomacia, Amazônia, orçamento climático, comunicação e ações climáticas inclusivas. Com base no reconhecimento de que Boa Vista pode se consolidar como referência em desenvolvimento, aliando crescimento econômico, qualidade de vida e enfrentamento da crise climática, a iniciativa reúne diferentes instituições e especialistas. Para Helinah Cardoso, líder de engajamento do programa Mutirão Brasil pela C40 e GCoM, as ações desenvolvidas na capital demonstram compromisso com a sustentabilidade. “Conhecemos o Centro de Compostagem, uma iniciativa estratégica para a redução das emissões de metano, um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento da atmosfera. Ficamos muito entusiasmados com a dimensão e a escala desse projeto, que evidencia o grande potencial de Boa Vista para se tornar uma referência em soluções climáticas, não apenas para a Amazônia, mas para todo o Brasil”, contou.

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Obras de calçada e ciclovia ampliam segurança para ciclistas e pedestres entre os bairros João de Barro e Cidade Satélite

A Prefeitura de Boa Vista segue investindo na ampliação da mobilidade urbana. Desta vez, a Avenida Dom Aparecido, que liga os bairros João de Barro e Cidade Satélite recebe obras de construção de calçada e ciclovia, ampliando a infraestrutura do local em mais 3km de extensão. A intervenção busca garantir mais acessibilidade, segurança e conforto para quem utiliza a via diariamente, além de melhorar a integração entre os dois bairros e promover um deslocamento mais seguro e eficiente para pedestres, ciclistas e motoristas. O prefeito Marcelo Zeitoune destacou que a ampliação da infraestrutura voltada à mobilidade, representa mais um avanço na construção de uma cidade acessível e segura. “Investir em mobilidade urbana é investir na qualidade de vida das pessoas. Essas obras tornam a cidade mais conectada, organizada e preparada para atender às necessidades da população”, garantiu. De acordo com o secretário municipal adjunto de Mobilidade Urbana, Gino Falcão, a previsão é que os serviços sejam concluídos em agosto e trará diversos benefícios à aos moradores da região. “Essa obra também fortalecerá a integração entre os bairros João de Barro e Cidade Satélite, facilitando o acesso da população a escolas, unidades de saúde, estabelecimentos comerciais e demais serviços públicos”, destacou o secretário. Desde 2021, a Prefeitura já implantou 164 km de calçadas, distribuídos em mais de 310 trechos da cidade. Com a conclusão da ciclovia da Avenida Dom Aparecido, Boa Vista passará a contar com 50 km de malha cicloviária. Investimento fortalece acessibilidade e qualidade de vida da população Ana Cristina Lira é moradora do bairro João de Barro. A bicicleta é o principal meio de transporte dela e da família. Por isso, ela comemora os investimentos em ciclovia, por onde passará a trafegar com mais segurança. Por Wandilson Prata

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