14 de maio de 2026 18:26

maio 1, 2026

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STF homologa acordo e União repassará R$ 115 milhões a Roraima por custos com imigração venezuelana

O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou um acordo entre a União e o estado de Roraima que prevê o repasse de R$ 115 milhões para compensar despesas decorrentes da imigração venezuelana. A decisão encerra uma disputa judicial iniciada em 2018, quando o estado acionou a Corte alegando sobrecarga nos serviços públicos. O entendimento foi firmado no âmbito da Ação Cível Originária 3121, que tratava do ressarcimento de gastos com o atendimento a migrantes que entram no país principalmente pela fronteira norte. Pelos termos do acordo, os recursos serão destinados a quatro áreas consideradas mais impactadas pelo fluxo migratório. A maior parte será aplicada em segurança pública, com R$ 63 milhões. A saúde receberá R$ 36 milhões, seguida pela educação, com R$ 10 milhões, e pelo sistema prisional, que ficará com R$ 6 milhões. Os valores deverão ser repassados diretamente ao estado, em contas específicas, com previsão de fiscalização por órgãos de controle como a Controladoria-Geral da União, o Tribunal de Contas da União e os Ministérios Públicos. Com a homologação do acordo, o processo será encerrado no STF. A ação foi apresentada por Roraima sob o argumento de que a entrada massiva de venezuelanos, intensificada a partir de 2017, provocou pressão sobre serviços essenciais, especialmente em municípios de fronteira como Pacaraima e Boa Vista. O estado alegava que não teria capacidade financeira para absorver sozinho os custos da crise migratória. Por Aline Rechmann

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Opinião

Após suspeitas de traição, um diálogo sobre o futuro de Roraima. Será?

O agora governador Soldado Sampaio (Republicanos), recém-empossado, afirmou em entrevista que pode abrir diálogo com o ex-governador Edilson Damião (UB) depois de perguntado se o ex-gestor pode integrar o governo. A conversa acontece hoje, segundo Sampaio. Isso pode ser visto como gesto de grandeza, maturidade política ou tentativa de pacificação. Mas não é bem assim que a história recente permite interpretar. Há pouco tempo, o próprio Damião levantou suspeitas graves ao mencionar a existência de um “traidor” que teria atuado nos bastidores para articular sua cassação no Supremo Tribunal Federal. E mais: a imprensa repercutiu que o ministro do STF, Gilmar Mendes teria sido procurado por Sampaio para tratar justamente desse processo. Diante disso, a fala do atual governador soa menos como um gesto de união e mais como um movimento político difícil de decifrar. É interessante políticos tratarem como normal uma reaproximação que ignora um passado tão turbulento e recente. E Damião hein, o que vai fazer?

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