9 de março de 2026 23:27

março 8, 2026

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Mulheres transportam passageiros, sonhos e conquistas profissionais

Seja nas ruas e avenidas da cidade ou nas rotas que levam estudantes até as escolas da na zona rural de Boa Vista, ônibus fazem parte da rotina de quem precisa se deslocar pela capital. Por trás do volante, além da responsabilidade de dirigir veículos de grande porte, também estão mulheres que transformam o dia a dia de trabalho em histórias de dedicação e compromisso. Neste domingo, 8 de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher, trajetórias como as de Jéssica Scarlaty, de 33 anos, e Joana Freitas, de 58, mostram como responsabilidade e profissionalismo caminham juntos na missão de transportar passageiros e estudantes com segurança. Profissionalismo e responsabilidade no transporte público de passageiros No sistema de transporte público coletivo da capital, as mulheres também marcam presença. Entre as motoristas, está Jéssica Scarlaty, que há quatro anos conduz ônibus pelas ruas da capital. Habilitada na categoria “E” da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que permite a condução de veículos de grande porte, ela conhece bem o ritmo intenso da rotina urbana, com passageiros embarcando e desembarcando ao longo do trajeto. Antes de assumir o volante, Jéssica seguiu outro caminho profissional. “Já fui professora de matemática na Universidade Federal de Roraima (UFRR), mas não penso em voltar. Eu gosto mesmo é de ser motorista”, contou. Para ela, o trabalho se tornou mais do que uma profissão, é também uma forma de viver a cidade de perto e contribuir para o cotidiano de quem depende do transporte coletivo. Cuidado que acompanha o trajeto escolar Se no transporte urbano a responsabilidade é grande, no transporte escolar ela ganha um significado ainda mais especial. Afinal, quem conduz o ônibus também carrega sonhos, histórias e o futuro de muitas crianças. Na Escola Municipal Maria de Lourdes Dias de Abreu, localizada na Vila do Passarão, zona rural de Boa Vista, Joana Freitas exerce essa missão diariamente. Motorista de ônibus escolar há 12 anos, ela conta que chegou à profissão em busca de uma oportunidade de trabalho estável e que também permitisse contribuir com a comunidade. Por Marcus Miranda e Ágata Macedo

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Qual é a atuação do MPRR no combate à violência doméstica em Boa Vista?

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é uma data que simboliza a luta histórica por direitos, igualdade e respeito. No Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), esse compromisso se reflete em ações concretas de proteção e defesa das mulheres. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, a Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher realizou 2.605 atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica, ajuizou 1.349 denúncias contra autores de violência e apresentou mais 22.158 manifestações em processos judiciais, além de ter instaurado 532 procedimentos extrajudiciais relacionados à violência contra mulheres. A Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher do MPRR é composta por três titularidades com atuações complementares. A 1ª Titularidade, conduzida pela promotora de Justiça Lucimara Campaner, atua na defesa dos direitos humanos das mulheres, fiscalizando a aplicação de leis voltadas ao enfrentamento das desigualdades entre homens e mulheres. Entre as atribuições, também está a fiscalização de estabelecimentos públicos e privados que prestam atendimento a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, além da adoção de medidas administrativas ou judiciais diante de irregularidades constatadas. Já a 2ª e a 3ª Titularidades, conduzidas pelos promotores de Justiça Hevandro Cerutti e Valmir Costa, atuam nas áreas judicial e extrajudicial na defesa dos direitos e interesses de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, além do acompanhamento de processos que tramitam nos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O promotor de Justiça Hevandro Cerutti destacou que o volume de manifestações processuais demonstra o acompanhamento constante realizado pelo Ministério Público. “Cada manifestação em um processo representa a atuação do Ministério Público na defesa das vítimas e na busca pela responsabilização de quem pratica violência. É um trabalho contínuo, célere e atento para garantir que a lei seja aplicada e que as mulheres tenham seus direitos assegurados”, ressaltou o Promotor de Justiça. Para o promotor de Justiça Valmir Costa, os números também demonstram a importância da atuação institucional no enfrentamento à violência doméstica. “A denúncia é um passo importante para romper o ciclo da violência. O Ministério Público atua para que esses casos tenham resposta efetiva da Justiça, para que as vítimas recebam a proteção necessária e os autores recebam as sansões penais devidas”, afirmou. A promotora de Justiça Lucimara Campaner explica que, além da atuação judicial, iniciativas preventivas e de caráter social são fundamentais para o processo de reconstrução da vida de mulheres em situação de violência, especialmente no que diz respeito ao fortalecimento da autonomia e da independência financeira. Somente em 2025, mais de 100 mulheres participaram de projetos desenvolvidos pelo MPRR, como Beleza que Liberta e Cuidado que Liberta, iniciativas voltadas à oferta de cursos nas áreas de estética e saúde. As ações buscam ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho, promover geração de renda e fortalecer a autoestima das participantes. Outro destaque é o Projeto Lar Seguro, que realizou a emissão de 104 Certidões de Vulnerabilidade para Mulheres em Contexto de Violência Doméstica, documento que possibilita o acesso prioritário a programas habitacionais de interesse social, como o Minha Casa, Minha Vida, contribuindo para garantir moradia segura às vítimas. “A defesa da mulher começa no acolhimento humanizado e na escuta atenta de quem precisa de ajuda. Mas sabemos que a liberdade real exige mais. É na união desse acolhimento com o apoio jurídico, a qualificação profissional e o acesso a uma moradia segura que conseguimos transformar o sofrimento em dignidade”, pontuou a promotora de Justiça. Raio-X da violência contra a mulher em Boa Vista Dados analisados pela Corregedoria do Ministério Público do Estado de Roraima revelam o perfil das denúncias de violência doméstica registradas ao longo de 2025. O levantamento aponta que a maioria esmagadora dos denunciados é do sexo masculino, representando 96,5% dos casos, enquanto 3,5% são mulheres. Outro dado que chama atenção é o vínculo entre agressor e vítima. Em 87,8% das ocorrências, os crimes foram cometidos por pessoas que mantinham relação íntima de afeto com a vítima, o que evidencia que a violência ocorre majoritariamente dentro de relacionamentos afetivos. Já 9,39% dos casos envolvem familiares, enquanto 2,83% correspondem a outras relações. Com relação ao perfil etário dos denunciados, a maior concentração está entre 20 e 30 anos, faixa que representa 41,19% dos casos, seguida pelo grupo de 31 a 40 anos, com 31,42%. Pessoas entre 41 e 50 anos correspondem a 16,92%, enquanto os percentuais são menores entre 51 e 60 anos (4,73%), mais de 60 anos (1,41%) e menos de 20 anos (1,71%). O levantamento também identificou fatores que frequentemente aparecem associados às situações de violência. O consumo de álcool aparece como o principal fator exacerbador, presente em 26,9% dos casos, seguido por ciúmes (19,4%), não aceitação do término do relacionamento (14,2%) e uso de drogas (5,4%). Entre os crimes mais registrados estão lesão corporal, com 637 casos, e ameaça, com 542 ocorrências. Também foram contabilizados 202 casos de vias de fato, 164 registros de descumprimento de medidas protetivas, 36 casos de cárcere privado ou sequestro e 15 ocorrências de lesões corporais graves ou gravíssimas. O Ministério Público do Estado de Roraima reforça que mulheres em situação de violência podem buscar ajuda junto à rede de proteção. As denúncias podem ser feitas na Promotoria de Defesa da Mulher pelo telefone (95) 99122-7403, na Casa da Mulher Brasileira pelo número (95) 98102-2480, ou na Ouvidoria das Mulheres do MPRR pelo (95) 99121-9365. Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

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