7 de março de 2026 14:34

março 4, 2026

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Clínica Renal anuncia fim dos atendimentos caso Sesau não pague dívida de cerca de R$ 10 milhões

A Clínica Renal de Roraima informou nesta quarta-feira, 4, que deixará de atender por falta de repasses da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). A decisão decorre de diversos atrasos nos pagamentos e, portanto, a empresa alega que não possui mais condições materiais de manter a operação do serviço. Dessa forma, a empresa anunciou que manterá o funcionamento do serviço até a próxima segunda-feira, 9. A suspensão ocorre por falta de pagamento referente às faturas de junho e julho de 2023. Bem como a de outubro a dezembro de 2025, que somam aproximadamente R$ 10 milhões.  De acordo com notificação extrajudicial encaminhado à Sesau, a clínica afirma que a pasta teria condições de quitar os débitos de outubro e novembro de 2025 ainda no ano passado. Porém, optou por não efetuar os pagamentos. Ainda conforme documento, a Clínica Renal alega ser a única com estrutura instalada no Estado que reúne simultaneamente: parque de máquinas de hemodiálise adequado; sistema robusto e completo de tratamento de água conforme normas sanitárias vigentes; Logística operacional e insumos capazes de manter a continuidade da terapia. Nota da Sesau A Secretaria de Saúde informa que, de janeiro a outubro de 2025, a Sesau efetuou pagamentos que totalizaram R$ 16.254.907,80 a referida empresa. É importante salientar que, o orçamento estadual referente a 2026 foi aberto no dia 12 de fevereiro e, somente a partir dessa data que os processos de pagamento voltaram a tramitar. Dessa forma, os débitos seguirão a tramitação normal para pagamento, respeitando os critérios da legislação pertinente. Com informações do Roraima em Tempo

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MPRR ajuíza Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra cirurgiã-dentista por acúmulo irregular de vínculos e abandono de função

O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) ajuizou Ação Civil Pública (ACP) por ato de improbidade administrativa contra a cirurgiã-dentista J.M.A, por manter vínculos ativos em duas unidades de saúde no Estado de Roraima sem o efetivo exercício das funções, enquanto cursa faculdade de medicina, de forma presencial, no Amazonas. A ação foi protocolada nesta segunda-feira, 2 de março, pela Promotoria de Justiça de Rorainópolis. Conforme apurado, a servidora possuía vínculo com o Governo do Estado, tanto com unidade de saúde da Capital, Boa Vista como no Hospital Regional Sul Governador Ottomar de Souza Pinto, em Rorainópolis, onde atuava por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS), realizando plantões. Consta ainda que ela exerceu a função de diretora-geral da unidade no período de setembro de 2022 a abril de 2023. De acordo com as investigações, a profissional iniciou, em março de 2023, curso presencial de medicina em instituição privada na cidade de Manaus. Para o MPRR, a distância entre a capital amazonense e os municípios em que a profissional estava lotada em Roraima inviabiliza a compatibilidade entre a frequência acadêmica diária e o cumprimento regular dos plantões assumidos. Durante o procedimento investigatório, a requerida afirmou que realizava plantões extras e que os registros de frequência estariam disponíveis no setor de Recursos Humanos. No entanto, após requisição formal do Ministério Público, o próprio RH da unidade hospitalar informou que a servidora não comparecia para a prestação de serviços. Em oitiva, a dentista declarou que cumpria plantões apenas aos fins de semana e feriados, para conciliar com os estudos. Contudo, as escalas encaminhadas demonstraram designações em dias úteis e em horários incompatíveis com a frequência acadêmica presencial em Manaus. Apesar de notificada em três ocasiões para apresentar documentos que comprovassem a regularidade dos plantões e da frequência acadêmica, não apresentou qualquer comprovação. Segundo a ACP, entre 2023 e 2024, período em que manteve vínculo com o hospital de Rorainópolis, a servidora recebeu R$ 799.386,47 de forma indevida, mediante fraude nos registros de frequência, remuneração e produtividade. Para a promotora de Justiça Sissy Vinholte, os elementos reunidos demonstram incompatibilidade absoluta entre as atividades exercidas. “Há incompatibilidade evidente entre a frequência acadêmica presencial diária em Manaus e o volume de plantões declarados em Rorainópolis e Boa Vista. A situação revela impossibilidade logística e temporal de cumprimento das jornadas, com prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública”, afirmou a Promotora. Na ação, o MPRR requer, em caráter liminar, a decretação da indisponibilidade dos bens da ré no valor de R$ 799.386,47, correspondente ao montante estimado do dano ao erário, além da condenação por improbidade administrativa. Caso seja condenada, J.M.A, terá a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de até 12 anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de até 12 anos.

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Equipe I’ROBOT se prepara para competição nacional de robótica em São Paulo

O torneio ocorre de 5 a 8 de março, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera A equipe I’ROBOT, da Agência Municipal de Empreendedorismo (AME) e do Centro Municipal de Inovação (CMI) de Boa Vista, vai representar Roraima no Festival SESI de Educação – Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League (FLL) – Etapa Nacional, que acontece de 5 a 8 de março, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Formada por quatro alunos, dois técnicos e um mentor, a equipe conquistou o Champion’s Award (1º lugar), na etapa regional Norte da FIRST LEGO League, na categoria “Equipes Não-SESI”. O prêmio é o mais importante da competição e reconhece excelência em todas as áreas avaliadas: Projeto de Inovação, Design do Robô, Desafio da Mesa e Core Values (valores como trabalho em equipe e ética). Desde janeiro, os alunos vêm intensificando os treinos e revisando os pontos destacados pelos jurados na etapa regional, que ocorreu no Amazonas, em novembro de 2025. De acordo com o técnico Pedro Ribeiro, após uma breve pausa no fim do ano, a equipe retomou os trabalhos com foco total nos ajustes do robô e no aprimoramento do projeto. A delegação embarca para São Paulo nesta quarta-feira, 4. Para o estudante Samuel da Silva, de 11 anos, a expectativa é grande. “Os treinos foram quase diários e a nossa equipe está confiante”, disse. Esta será a primeira participação de Isabelle Vargas, de 13 anos, em uma etapa nacional. A competidora celebra a conquista. “Estou animada para participar disso e me divertir bastante”, contou. O Festival SESI de Educação é considerado uma das maiores vitrines de inovação educacional do país. Agora, a I’ROBOT leva o nome de Boa Vista para o cenário nacional, mostrando que tecnologia, inclusão e trabalho em equipe podem caminhar juntos rumo a grandes conquistas. Inovação com foco na inclusão Muitos mapas de arqueologia e imagens de drones usam cores para mostrar onde o terreno é perigoso ou qual é o tipo de solo. Para quem é daltônico, isso é um problema que pode causar erros graves. Daltonismo é uma condição, geralmente genética, que dificulta ou impede a distinção entre determinadas cores — mais comumente vermelho e verde. Para resolver esse obstáculo, a equipe I’ROBOT criou um site usando a linguagem Python que funciona como um tradutor: você coloca a foto lá e o sistema identifica as cores sozinho. Em vez de apenas cores, o programa desenha formas geométricas (como círculos e triângulos) por cima da imagem. Cada forma representa uma cor e um detalhe diferente. É uma solução simples e poderosa que ajuda estudantes, pesquisadores e empresas a entenderem mapas com total segurança, sem depender apenas da visão das cores. Além do Centro Municipal de Inovação, a robótica também é aplicada nas escolas municipais. A Prefeitura de Boa Vista investe em estrutura, formação e incentiva a participação dos estudantes em competições como a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) e a First Lego League Challenge (FLL).

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Hortas escolares ao ar livre são transformadas em ‘salas de aula’ em Roraima

Projeto Educação Sustentável implementa hortas pedagógicas em escolas estaduais nas zonas urbana e rural do estado Estimular a alimentação saudável e reforçar o conteúdo ensinado em sala: esses são os objetivos de um projeto que implanta hortas em escolas estaduais de Roraima. Nos espaços, que funcionam como salas de aula ao ar livre, professores ensinam, na prática, temas como ciclos de vida, tipos de solo e cálculos de medida. A horta pedagógica foi implementada por meio do projeto Educação Sustentável, em 2024. Atualmente, a iniciativa está presente em 30 escolas estaduais da zona urbana e em outras cinco da zona rural indígena do estado. Segundo a chefe de Educação Ambiental da Secretaria de Estado da Educação e Desporto (Seed), Naiva Lima, o projeto amplia o aprendizado dos estudantes. “Acreditamos que as hortas que são implantadas nas escolas elas vêm dar tanto suporte para a alimentação escolar quanto suporte também dentro do currículo, porque ele abrange o currículo, não é uma disciplina, são diversos objetivos de conhecimento que estão programados dentro do currículo”, diz Naiva. Em uma escola no bairro Caimbé, na zona Oeste de Boa Vista, a horta virou um “laboratório vivo” para atividades didáticas. De acordo com a gestora Francirene Bezerra, no espaço, os alunos participam do plantio, da adubação e da colheita, integrando o cultivo ao conteúdo das disciplinas. Saiba mais: Conheça cinco tipos de hortas caseiras implantadas em comunidades ribeirinhas do Amazonas “A complementação para a nossa merenda escolar, isso é muito importante também para os alunos estarem vendo a questão da sustentabilidade dentro da escola, e os alunos acompanham esse trabalho vindo junto, gerenciando junto com a Regina, colhendo, fazendo adubo, plantando junto”, explica ela. Hortas escolares incentivam alimentação saudável A professora Regina Alves coordena a horta na escola. Com a produção, ela passou a fabricar e vender molho de pimenta feito com o cultivo. O dinheiro arrecadado é destinado à compra de novas sementes para o canteiro. Além disso, após a colheita, os alunos também veem os alimentos plantados por eles na merenda do dia a dia. “O que já plantamos aqui foi pimentão, tomate, pimenta de cheiro, pepino, porque a gente usa na escola como complementação da merenda. Para a geração de renda, a gente vende a cebolinha e o cheiro verde para o próprio professor, porque dali a gente compra semente para ajudar”, explica. A horta tem acompanhamento da Secretaria de Educação, em parceria com a empresa de energia Eneva, que disponibiliza técnicos em agropecuária.

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Julgamentos no TSE ameaçam planos de governadores que pretendem disputar vaga no Senado

Dois governadores que pretendem disputar uma vaga no Senado em 2026 respondem a ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que podem levar à cassação de seus mandatos e à declaração de inelegibilidade. Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Antonio Denarium, de Roraima, são julgados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Os processos ainda não foram concluídos e podem impedir a participação dos dois na disputa por vagas no Senado, em caso de condenação. O caso de Denarium está em análise no tribunal há quase dois anos e teve o último pedido de vista encerrado em 11 de janeiro, mas ainda aguarda inclusão na pauta para retomada do julgamento. Ele e o vice foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Roraima, sob a acusação de ampliar programas sociais e distribuição de benefícios em ano eleitoral. Denarium recorreu e segue no cargo até que haja decisão do TSE. Já há dois votos no tribunal pela manutenção da cassação e pela inelegibilidade. O julgamento foi interrompido em novembro. Já o processo de Castro tem continuidade prevista para 10 de março. Ele é acusado de ter se beneficiado de um esquema de distribuição de cargos e recursos públicos em 2022. A ação questiona a atuação da Fundação Ceperj e a contratação de cerca de 27,5 mil pessoas a poucos meses do pleito, com pagamentos em espécie e gastos superiores a R$ 300 milhões, além da ampliação de programas e repasses. A defesa do governador nega irregularidades e afirma que não há provas de ligação direta com as contratações. Ao contrário de Denarium, Castro foi absolvido na primeira instância, mas a oposição recorreu e o caso subiu para o TSE. O que acontece se houver condenação? Pelas regras eleitorais, a cassação por abuso de poder político e econômico pode resultar em perda imediata do mandato e inelegibilidade por oito anos. Para disputar a eleição, os governadores terão que renunciar aos mandatos atuais até abril. Mesmo fora do cargo, ainda podem ser punidos com a inelegibilidade. E se a decisão sair depois da eleição? Uma mudança aprovada no ano passado na Lei das Inelegibilidades passou a prever que as condições de elegibilidade devem ser verificadas no momento do pedido de registro da candidatura. O candidato apresenta a candidatura e cabe à autoridade eleitoral atestar se ele está apto ou se há alguma pendência judicial. s condições de elegibilidade têm que ser aferidas no momento do registro. Alterações supervenientes [posteriores] só podem ser aplicadas para afastar a inelegibilidade, e não para configurá-la. Antes dessa mudança, era comum discutir inelegibilidade até a diplomação, momento em que a Justiça Eleitoral atesta que o candidato foi efetivamente eleito. Nesse contexto, se o candidato estiver com o registro regular, for eleito e condenado depois, o resultado da urna tende a ser preservado. Ele pode ser diplomado e tomar posse no novo cargo, ficando inelegível apenas para disputas futuras. Em tese, isso poderia beneficiar Castro, caso o julgamento não acabe antes do registro da sua candidatura ao Senado, uma vez que o governador foi absolvido no tribunal regional eleitoral. Texto: Camila da Silva

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