7 de março de 2026 15:42

fevereiro 26, 2026

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Memória apagada – Justiça condena Governo de Roraima por abandonar Museu

O Governo de Roraima foi condenado pela 1ª Vara da Fazenda de Boa Vista por abandono do patrimônio cultural dos roraimenses. A ação foi movida pelo Ministério Público de Roraima (MPRR) que apontou negligência histórica do Estado, mesmo após a demolição da antiga sede do museu. Na sentença, o judiciário reconhece que as medidas adotadas, após vários pedidos do MP, foram insuficientes e incapazes de garantir a preservação da historia de Roraima. O museu foi fechado, a sede demolida, o acervo guardado de forma inadequada, sem inventário, sem política museológica e sem acesso público, segundo a denúncia. Em resumo o Estado deixou a própria história jogada à sorte. A verdade é que o poder público tentou maquiar o dever constitucional de proteção ao patrimônio que conta a história de Roraima .Pela negligência de políticas públicas, o Governo terá que arcar com o prejuízo financeiro e moral. Entre as obrigações do Estado estão a realização de inventário completo, a adoção de medidas técnicas de conservação e a criação de uma sede própria, com acesso ao público. Além disso, a Justiça condenou o Estado ao pagamento de R$ 50 mil por dano moral coletivo. O valor deverá ser destinado ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública do MPRR. Não é segredo pra ninguém que o governador Antonio Denarium nunca deu a mínima para a “História” de um Estado que ele adotou com “seu”, aonde reside com a família e aonde conquistou riqueza e poder. E vale lembrar que a Justiça apenas colocou no papel, o que a população, principalmente os artistas locais, sabem, há anos: o descaso com a memória de um Estado que ele tanto julga promissor. Como um governo que não preserva e valoriza sua própria história quer construir no futuro?Será que é necessário a caneta de um juiz para lembrar ao Estado que cultura não é favor, é obrigação?

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Mais tecnologia nas salas de aula do município com as telas interativas

Com 170 equipamentos já em funcionamento e outras 230 unidades previstas para este ano, investimento do município beneficia mais de 20 mil alunos A tecnologia está cada vez mais presente nas salas de aula da Rede Municipal de Ensino. As telas interativas da Samsung, de 89 polegadas, fazem parte da rotina escolar e contribuem para aulas mais dinâmicas, visuais e conectadas com a realidade dos estudantes. Atualmente, a rede conta com 170 equipamentos distribuídos em 55 escolas — sendo 12 indígenas e cinco do campo — atendendo alunos do 5º ao 7º ano. Ainda em 2026, outras 230 telas serão entregues, totalizando 400 unidades em 58 escolas. Estas, por sua vez, atenderão estudantes do 3º e 4º ano. Com a iniciativa, cerca de 20.641 alunos já são beneficiados diretamente. Tecnologia a serviço da aprendizagem Com acesso à internet e suporte a conteúdos multimídia — textos, imagens, áudios e vídeos — as telas interativas permitem pesquisas online, uso de jogos digitais, produção de textos, construção de gráficos e resolução de atividades de forma colaborativa. A ideia é proporcionar aulas de alto impacto visual, favorecendo a concentração, foco e a apropriação dos conhecimentos trabalhados em sala. O equipamento está alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e à Proposta Curricular Municipal do Ensino Fundamental, que preveem o uso crítico, significativo, reflexivo e ético das tecnologias digitais de informação e comunicação nas práticas pedagógicasMais recursos para o professor Na Escola Municipal Nara Ney, o professor de Ciências Carlos Berg já percebe mudanças significativas na dinâmica das aulas com a utilização da tela interativa. “São múltiplas funções. Posso usar como quadro, construir mapas mentais, escolher fontes para deixar a letra sempre legível e ainda fazer pesquisas ao mesmo tempo em que explico o conteúdo”, ressaltou. Segundo ele, a tecnologia dialoga diretamente com a realidade dos estudantes e contribui para tornar as aulas mais envolventes. “A aula fica muito mais dinâmica e atrativa. Os alunos participam mais, interagem com o conteúdo na própria tela e isso facilita a compreensão”, ressaltou. Investimento estratégico na educação O assessor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), Paulo Santos, destacou que a proposta é consolidar a tecnologia como ferramenta pedagógica estruturante na rede. “A nossa perspectiva é cobrir do 3° ao 8° ano com essa tecnologia, garantindo que todas essas turmas tenham acesso ao mesmo padrão de recurso educacional”, destacou. Paulo também pontua que o uso das telas é pedagógico e mediado pelo professor, complementando — e não substituindo — as práticas tradicionais. “A tela interativa funciona como um grande quadro digital. Ela fortalece o trabalho docente e amplia as oportunidades de aprendizagem, acompanhando a evolução da educação e da sociedade”, disse. Interesse dos alunos Entre os estudantes, a ferramenta gera entusiasmo. Maria Moraes, de 12 anos, aluna do 7º ano da Escola Municipal Nara Ney, acredita que a tecnologia desperta mais interesse na turma. “A nossa geração tem mais contato com a tecnologia. Fica melhor para pesquisar imagens e a gente não perde tempo de aula. Também ajuda a entender e fixar melhor o conteúdo”, contou. Já Antônio Francisco, de 11 anos, também do 7º ano, destaca que a ferramenta facilita a explicação dos professores e mantém a atenção dos colegas. “Eu acho muito importante porque ajuda os professores explicarem melhor, com imagens e letras mais organizadas. Desperta mais interesse”, afirmou. Texto: Marcus Miranda

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Caer reforça abastecimento durante estiagem

A Caer (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima), integrante do Comitê de Combate às Queimadas, também participa das estratégias para o período crítico. O diretor comercial da companhia, Cícero Batista, destacou que o aumento das temperaturas eleva a demanda por água, tanto para consumo humano quanto para o combate aos incêndios. “No período de maior estiagem, o consumo aumenta. Precisamos garantir que os poços artesianos estejam funcionando adequadamente. Onde houver necessidade, vamos reforçar o abastecimento com caminhões-pipa”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a disponibilidade de água é fundamental para conter o avanço do fogo e minimizar impactos à população e aos animais. “A água é essencial no combate aos incêndios. Sem abastecimento adequado, o fogo se intensifica. Por isso, a atuação integrada no comitê é fundamental”, concluiu.

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Bruno Perez e Thiago Reis discutem sobre produtividade legislativa na Câmara Municipal de Boa Vista

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Boa Vista realizada nesta quarta-feira, 25/2, um debate acalorado tomou conta do plenário entre dois parlamentares sobre a forma como foram atendidas as indicações parlamentares apresentadas ao longo de 2025. O vereador Bruno Perez (MDB) questionou os números divulgados pelo colega Professor Thiago Reis (PSD), de que teria cerca de 60% de quase 6 mil indicações atendidas pela administração municipal. Ao usar a tribuna, Bruno ressaltou que a simples contagem de indicações não demonstra necessariamente efetividade. Ele sugeriu que parte desses pedidos poderia coincidir com serviços já previstos ou em execução pela prefeitura. “Lá fora as pessoas compram essa ideia e cobram da gente como se os vereadores não tivessem trabalhado e como se os secretários e o prefeito estivesse atendendo só o Thiago”, criticou. Além disso, ele provocou seu colega ao afirmar que “fazer indicação em lugar que já tem obra sendo feita é fácil”. Thiago reis explicou o motivo de tantas demandas atendidas. “Eu só tenho 60% de indicações atendidas simplesmente porque tenho muitas protocoladas. A gente tem esse levantamento”, afirmou.

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Com suspensão do calendário de queimadas, Estado intensifica ações preventivas e repressivas durante estiagem

A previsão climática para o trimestre de fevereiro, março e abril de 2026 em Roraima indica chuvas e temperaturas dentro da normalidade na região. Ainda assim, diante do aumento recente de focos de incêndio e da suspensão do Calendário de Queimadas, o Governo do Estado decidiu intensificar as ações preventivas e repressivas no período de estiagem para evitar o avanço das queimadas. O anúncio foi feito pelo comandante do CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima), coronel Anderson Carvalho, durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 25, no auditório da corporação, com a participação de integrantes do Comitê Estadual de Combate às Queimadas.Segundo o comandante, o Calendário de Queimadas está suspenso por 15 dias –de 25 de fevereiro a 11 de março–, podendo ser prorrogado conforme a evolução das condições climáticas. “A decisão foi tomada pelo comitê em razão do aumento no número de focos de incêndio, principalmente durante o período de Carnaval, e pela previsão de poucas chuvas. A vegetação já vem sofrendo com o verão e está mais propensa à propagação do fogo”, explicou. O coronel destacou ainda que, apesar de algumas queimadas estarem autorizadas, houve casos em que produtores perderam o controle do fogo, o que também contribuiu para a suspensão temporária. “O momento é crítico. Vamos intensificar as ações preventivas, reforçar a fiscalização e atuar de forma mais rigorosa para minimizar os focos de incêndio e os danos ambientais no Estado”, afirmou. O comandante reforçou que queimadas não autorizadas, tanto em áreas urbanas quanto rurais, configuram crime ambiental e podem resultar em sanções penais e administrativas, conforme a legislação vigente. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 193 e 199, ou pelo WhatsApp (95) 98406-5439.

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Prefeitura escava tanques para piscicultura nas comunidades Três Irmãos, Mauixe e Aakan

Com iniciativas voltadas à qualidade de vida e à segurança alimentar, além de gerar emprego e renda nas áreas indígenas de Boa Vista, a prefeitura tem fortalecido a piscicultura com o projeto Moro-Morí. Dando continuidade às ações da atividade aquícola, as comunidades Três Irmãos, Mauixe e Aakan, situadas na região do Baixo São Marcos, recebem escavação de tanques. Desta forma, a implantação do projeto chega a 16 comunidades da área indígena de Boa Vista. O tamanho dos tanques escavados varia de 20X100 m a 20X150 m. De acordo com o secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, o Moro-Morí é uma das muitas ações da Prefeitura de Boa Vista para fortalecer a produção nas comunidades indígenas e dar mais autonomia às famílias. “Hoje, o projeto está presente em 16 das 17 comunidades indígenas do município. Isso representa mais oportunidades de geração de renda e segurança alimentar para quem vive na área indígena. Nosso compromisso é seguir trabalhando para que o projeto alcance 100% das comunidades e continue crescendo, sempre com planejamento e parceria”, disse. Texto: Jaqueline Pontes

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