7 de março de 2026 18:05

fevereiro 17, 2026

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Movimento Indígena de Roraima inicia mobilização para pedir justiça pela liderança Gabriel Wapichana

Em meio às emoções pela perda precoce de Gabriel Ferreira, liderança jovem do povo Wapichana, o Movimento Indígena de Roraima iniciou mobilização para pedir justiça com a pergunta: “Quem matou Gabriel?”. O primeiro ato ocorreu na Comunidade Indígena Novo Paraíso, Terra Indígena Araçá, na região Amajari, onde Gabriel morava, na manhã desta segunda-feira (17). As falas dos jovens relembraram quem foi Gabriel Ferreira e o legado deixado por ele. Com fotos, cartazes e mensagens, os jovens e as lideranças tradicionais expressaram a dor, a saudade e o repúdio pela morte de Gabriel. “Até o último minuto eu tive esperança de encontrá-lo bem, vivo, mas não foi assim. Gabriel era alegre, brincalhão, mas partiu tão jovem e deixou um importante legado de luta no Movimento Indígena que nós vamos seguir”, disse um dos jovens da região Amajari. Isaías Rodrigues, tuxaua da comunidade, destacou que a mobilização é para pedir justiça por Gabriel. “Estamos há mais de dez dias sem informação, e essa mobilização é para saber, de fato, o que aconteceu com o nosso guerreiro. Esperamos que o laudo cadavérico saia logo e que a justiça seja feita”, pediu a liderança. Em seguida, com cantos tradicionais e pedidos de “Justiça por Gabriel”, o Movimento Indígena de Roraima percorreu parte da RR-203, no município de Amajari, até o local onde o corpo de Gabriel Ferreira foi encontrado. “Estamos há mais de dez dias sem informação, e essa mobilização é para saber, de fato, o que aconteceu” momento foi acompanhado por cerca de 500 lideranças das regiões Surumu, Alto Cauamé, Baixo Cotingo, Raposa, Serras, Amajari, Serra da Lua, Tabaio e Murupu. Aos prantos, Dacilina Ferreira, avó de Gabriel, lembrou a pessoa e as ações que o neto realizou pela região e pela comunidade e pediu justiça. “Gabriel era uma pessoa boa, sempre ajudou a todos, nunca me deu trabalho. Eu sempre acordava ele para tomar café, almoçar. Vou lembrar de Gabriel até o fim da minha vida e eu quero justiça”, reforçou Dacilina. “Gabriel era uma pessoa boa, sempre ajudou a todos; Até o fim da minha vida e eu quero justiça” sepultamento de Gabriel ocorreu no último sábado, dia 14 de fevereiro, no cemitério em Boa Vista, e foi restrito à família. Até o momento, o laudo cadavérico com o resultado da perícia não foi divulgado. A assessoria jurídica do Conselho Indígena de Roraima (CIR), além de denunciar o caso à Polícia Civil, segue acompanhando a situação e já oficializou os órgãos competentes, como o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a Polícia Federal (PF), o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério Público Federal (MPF), para que acompanhem as investigações e as causas da morte. O documento cita que houve violação dos direitos coletivos dos povos indígenas. Ainda conforme a assessoria jurídica, até a data de hoje (17), a Polícia Civil não repassou nenhuma informação nova sobre as investigações e a causa da morte de Gabriel. “Polícia Civil não repassou nenhuma informação nova sobre as investigações e a causa da morte de Gabriel”

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Roraima: o dilema de Mecias de Jesus para decidir se fica na política ou vai para o TCE

A partir desse Carnaval, o senador de Roraima, Mecias de Jesus (Republicanos) tem até o dia 15 de março para definir seu futuro político no Estado: assumir a cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR), concorrer à reeleição para o Senado ou, ainda, arriscar uma candidatura ao governo. Desde que o governador do Estado, Antônio Denarium (Progressistas), o nomeou para o TCE, em janeiro deste ano, o relógio começou a rodar porque ele tem 60 dias para assumir o cargo. Segundo publicações da imprensa de Roraima, nas comemorações de seu aniversário de 64 anos, no dia 8 deste mês, houve apelos dos aliados para que ele siga na vida política, de preferência concorrendo ao governo, mas o senador não deu qualquer sinal sobre que rumo vai tomar. Até mesmo o filho dele, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, chegou a fazer uma publicação nas redes sociais com a frase: “Pai, hoje meu pedido é simples e vem do coração: FICA. Roraima precisa do senhor”. As pesquisas de intenção de voto, publicadas em dezembro de 2025, mostram que o melhor cenário para a reeleição de Mecias de Jesus seria com Denarium fora do páreo, o que poderia ocorrer, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmasse a cassação do mandato do governador e decretar sua inelegibilidade. A conclusão do julgamento tem sido adiada por sucessivos pedidos de vista. Por outro lado, há uma corrente que defende a candidatura do senador do Republicanos ao Governo de Roraima, mas esta seria no campo da oposição, o que exigiria um investimento muito alto. Agora, resta esperar a decisão do senador. Texto: Ana Cláudia Leocádio/Cenarium

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