7 de março de 2026 17:10

fevereiro 12, 2026

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Ministério Público Eleitoral denuncia presidente da Câmara de Boa Vista e Coronel da PM por esquema de compra de votos e crimes eleitorais

Nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, o Ministério Público Eleitoral ofereceu Denúncia à Justiça Eleitoral contra um grupo de 16 pessoas suspeitas de integrar um esquema estruturado de compra de votos durante as eleições municipais de 2024, em Boa Vista. Entre os denunciados, estão o vereador e Presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, Genilson Costa e Silva e o coronel da Polícia Militar, Francisco das Chagas Lisboa Júnior. De acordo com a Denúncia, os investigados teriam organizado e executado uma complexa associação criminosa voltada à corrupção eleitoral, com o objetivo de garantir a reeleição de Genilson Costa. O esquema funcionava de forma hierarquizada, com divisão de tarefas entre líderes, coordenadores e operadores de campo, além do uso de recursos financeiros não declarados à Justiça Eleitoral, caracterizando a prática de “caixa dois”. Modus operandi do esquema As investigações apontam que o grupo aliciava eleitores mediante o pagamento de valores em dinheiro, que variavam, em regra, entre R$ 100 e R$ 150, em troca do compromisso de voto. Como forma de controle, os eleitores eram orientados a gravar vídeos ou tirar fotos, portando material de campanha do candidato, comprovando a promessa de voto. O esquema utilizava planilhas, listas manuscritas e grupos de mensagens instantâneas para organizar o pagamento, o cadastro de eleitores e a prestação de contas interna. Também foi identificado o transporte irregular de eleitores no dia da votação, além da atuação de integrantes responsáveis por monitorar ações de fiscalização e repassar informações sigilosas ao núcleo de comando do grupo.As apurações indicam que milhares de eleitores teriam sido cooptados, com movimentação de valores que, segundo as investigações, ultrapassariam milhões de reais, todos à margem da contabilidade oficial da campanha. “As anotações capturadas no celular de Genilson sugerem que o montante global movimentado pela associação criminosa ultrapassa a cifra de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), valor seis vezes superior ao patrimônio declarado pelo candidato”, narra trecho da Denúncia. O MP Eleitoral requer que a Justiça receba a peça acusatória e dê prosseguimento à ação penal, com a responsabilização dos envolvidos pelos crimes apontados. Em relação ao denunciado Genilson Costa e Silva, o Ministério Público pediu, além da condenação pelos crimes imputados, o afastamento imediato do cargo de vereador, como medida cautelar, para cessar o modus operandi do grupo e evitar a reiteração das condutas ilícitas. Quanto a Francisco das Chagas Lisboa Júnior, o MPRR requereu o afastamento do cargo de coronel da Polícia Militar, diante do uso indevido da função para acesso e repasse de informações sigilosas, bem como o envio de cópia integral do processo à Justiça Militar, ao Ministério Público Militar e à Corregedoria da PM para adoção das providências cabíveis. Lisboa também deve responder pelo crime de violação de sigilo funcional. À época dos fatos, ele era Vice-Comandante Geral da PM e valeu-se do cargo para acessar o sistema de denúncias da Polícia Militar. Documentos extraídos de seu celular mostram que ele capturou telas do sistema “Disk 190” que continham denúncias contra Genilson e as repassou imediatamente ao candidato, permitindo que o grupo criminoso se esquivasse da fiscalização.

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400 kg de alimentos apreendidos do garimpo ilegal são destinados a entidades sociais em RR

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) destinou, nessa segunda-feira (9), 400 kg de alimentos não perecíveis a catadores de materiais recicláveis e a uma associação que atua no apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social, em Roraima. O alimento havia sido apreendido durante operação conjunta do Ibama com Polícia Federal, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Força Nacional, realizada no dia 5 deste mês. O produto estava em avião que prestava apoio logístico a garimpo ilegal no município de Mucajaí (RR). Os catadores beneficiados são de Boa Vista e de Caracaraí e fazem parte do Fórum Estadual Lixo e Cidadania de Roraima (FELC). A outra entidade que recebeu alimentos foi a Associação Grupo de Mães Anjos de Luz. A iniciativa reforça o compromisso do Ibama e das instituições parceiras no combate ao garimpo ilegal e na promoção da responsabilidade socioambiental, garantindo que bens apreendidos em ações de fiscalização tenham destinação adequada e de interesse público.

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Ministro do TCU impõe sigilo mais restrito a processo do Master e tira acesso do BC

O Tribunal de Contas da União (TCU) justificou nesta quarta-feira (11) que a alteração do grau de confidencialidade do processo que fiscaliza a atuação do Banco Central, no caso Master, foi necessária para evitar vazamentos de informações, especialmente aquelas identificadas como sigilosas. A Corte de Contas, em nota, informou que tal mudança foi solicitada pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Segecex) e deferida pelo relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus. Também foi dito que o procedimento contou com a ciência do Banco Central. “O TCU esclarece que o Banco Central terá acesso a todas as peças processuais sempre que necessário, não havendo qualquer prejuízo ao órgão jurisdicionado”, diz o comunicado. Com a decisão o Banco Central só poderá ler o documento após solicitação e autorização do ministro relator do caso no TCU, Jhonatan de Jesus. Esse tipo de procedimento não é inédito e já foi aplicado em outros processos no TCU, ainda de acordo com as informações da Corte de Contas. Na terça-feira (10), o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, informou que a área técnica já concluiu a inspeção no Banco Central sobre a liquidação do Banco Master. O caso será discutido em plenário após o despacho do relator. Em nota coletiva, as associações de bancos e instituições financeiras consideraram a decisão como “preocupante”, mesmo que possa rever a decisão mediante solicitação de acesso por parte do Banco Central. Fonte: Estadão

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