7 de março de 2026 14:26

janeiro 27, 2026

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Ex-deputado preso pela PF é liberado após pagamento de R$ 154 mil de fiança

O ex-deputado estadual Masamy Eda deixou a Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (27) após um de seus advogados pagar fiança de R$ 153,9 mil. Ele chegou a ser preso em flagrante por suposta fraude processual. A prisão ocorreu após ele jogar, pela janela do próprio quarto, dois celulares para uma casa vizinha enquanto agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão em sua residência, no bairro Paraviana, na zona Leste de Boa Vista. Os aparelhos foram apreendidos. Em interrogatório, o investigado preferiu permanecer em silêncio. Procurada, a defesa de Eda disse à Folha BV que, por ora, não vai se manifestar sobre os fatos específicos, “especialmente por se tratar de investigação em curso”. A operação desta terça ocorreu no âmbito de uma investigação que aponta Masamy Eda como um dos líderes de um esquema que teria fraudado uma licitação de R$ 11,6 milhões para fornecer merenda escolar à Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seed). O ex-deputado já negou as irregularidades e disse atuar “rigorosamente dentro dos limites da lei”. A atitude de Eda nesta terça levou a PF a concluir, preliminarmente, que ele agiu em “clara tentativa de ocultar e inviabilizar a colheita de elementos probatórios”. Durante a nova operação, policiais constataram que o arremesso dos celulares ocorreu ainda durante as diligências. Ademais, disseram nos autos que Masamy Eda “não negou ter sido o responsável pela tentativa de descarte da prova”. Com informações da Folha BV

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Opinião

Processos se arrastam há quase cinco anos e PM de Roraima não aplica punições a policiais investigados

Quase cinco anos após o caso do Sequestro e agressão do Jornalista Romano dos Anjos, ocorrido em outubro de 2020, o que motivou investigações internas na Polícia Militar de Roraima (PMRR), nenhum policial envolvido foi punido administrativamente até o momento. A informação consta em nota oficial divulgada pelo próprio Governo do Estado, que confirma a lentidão e a ausência de desfecho nos procedimentos disciplinares instaurados. Segundo a PMRR, quatro praças ainda respondem a Conselhos de Disciplina que seguem “em tramitação” dentro da corporação. Já no caso de três oficiais, o Conselho de Justificação (instância responsável por avaliar a conduta de oficiais) teve seu processo concluído apenas em agosto de 2025, quase cinco anos após os fatos investigados. A decisão foi então encaminhada ao Comando-Geral e, posteriormente, ao governador do estado, a quem cabe a palavra final nesse tipo de procedimento. Apesar do longo tempo decorrido, o entendimento interno da Polícia Militar foi pela improcedência das acusações, o que levanta questionamentos sobre a efetividade e a imparcialidade dos mecanismos de controle disciplinar da corporação. Ainda assim, a PM afirma que nenhuma punição, afastamento, exclusão ou arquivamento definitivo foi aplicado, sob a justificativa de que os processos ainda não tiveram decisão conclusiva. A situação evidencia um paradoxo: embora os autos indiquem improcedência das acusações, os procedimentos continuam oficialmente abertos, mantendo o caso em um limbo administrativo que se prolonga por anos. Isso evidentemente compromete a credibilidade das investigações e enfraquece a confiança da sociedade nos órgãos de segurança. Por falar nisso, quando foi que a sociedade teve transparência total sobre os atos da segurança pública e da Corregedoria da PMRR em casos envolvendo crimes cometidos por seus agentes? Enquanto a decisão final permanece nas mãos do governador, a sociedade roraimense segue sem respostas concretas sobre um caso que já atravessou quase meia década, expondo as fragilidades do sistema disciplinar. Denarium vai passar pano? Se sim, isso vai ser prerrogativa para a impunidade de crimes futuros, pode apostar.

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Ex-deputado é preso pela PF tentando jogar o celular na casa do vizinho

A Polícia Federal efetuou, na manhã desta terça-feira (27), a prisão em flagrante do ex-deputado estadual Masamy Eda. Ele é suspeito de cometer fraude processual durante a ação policial. Conforme informou a própria PF, o investigado foi flagrado no momento em que tentava arremessar um telefone celular para o imóvel vizinho, em uma suposta tentativa de ocultar provas no curso da operação. Diante do ocorrido, Masamy Eda foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis. Há possibilidade de arbitramento de fiança, uma vez que o crime atribuído ao ex-parlamentar prevê pena máxima de até quatro anos de reclusão. Nesses casos, a legislação permite que a autoridade policial estabeleça o valor da fiança, que pode ser fixado em quantia elevada. A prisão ocorreu no contexto da terceira fase da Operação Escama, deflagrada com o objetivo de aprofundar as investigações sobre supostas irregularidades em um processo licitatório de grande valor destinado ao fornecimento de gêneros alimentícios à Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seed) de Roraima. Além da prisão, a ação policial cumpriu novos mandados de busca e apreensão em residências e em empresas relacionadas aos investigados. Segundo a Polícia Federal, as apurações indicam que empresas possivelmente vinculadas a um mesmo grupo econômico teriam sido favorecidas no certame, conquistando lotes da licitação mesmo sem dispor da estrutura necessária para a execução dos contratos, especialmente no fornecimento de produtos como peixe e frango.

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